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@almaflorir
É fácil amar o outro na mesa de bar, quando o papo é leve, o riso é farto, e o chope é gelado. É fácil amar o outro nas férias de verão, no churrasco de domingo, nas festas agendadas no calendário de vez em quando. Difícil é amar quando o outro desaba. Quando não acredita em mais nada. E entende tudo errado. E paralisa. E se vitimiza. E perde o charme. O prazo. A identidade. A coerência. O rebolado.
Ana Jácomo.
“Porque eu tô ainda muito inseguro de mim mesmo, e não acreditando absolutamente que alguém possa me curtir bem assim como eu sou. Eu não tenho quase experiência dessas transações, me enrolo todo, faço tudo errado — acabo me sentindo confuso. Tudo isso é tão íntimo, e eu já estou tão desacostumado de me contar inteiramente a alguém, tão desacreditando na capacidade de compreensão do outro, sei lá, não é nada disso, sabe? Conviver é difícil — as pessoas são difíceis, viver é difícil.”
— Caio Fernando Abreu.
“Perdi muito tempo até aprendr que não se guarda as palavras. Ou você as fala, ou as escreve, ou elas te sufocam.”
— Clarice Lispector.
a poesia
é o jeito do poeta dizer “eu não aguento mais” enquanto diz “é só mais um erro” e não, toda a sua história.
céu de júpiter
Come fly with me… Good Morning !
Sou como aquele velho livro esquecido na prateleira.
as pessoas me conhecem e tentam desvendar minhas linhas, quando mostro um pouco do que possuo, querem mais e mais e então se cansam da narrativa, deixam de lado, encostado em um canto qualquer.
eu amaria ser comparada a um livro, adoraria poder ser linhas as quais as pessoas se interessassem em desvendar. estou cansada de ser apenas isso, algo desinteressante, cansativo e monótono.
apesar de tudo, você ainda está aqui, mesmo nos capítulos mais turbulentos, você me lê, me completa e me desvenda, mas ainda assim, sei que meus momentos vão te assustar, porém, acho que é sobre isso. porém você não está me deixando te ler, não consegue ser tão aberto quanto eu e acho que tudo bem.
você é um livro selado a sete chaves, seu prólogo foi apresentado, mas como posso confiar em tudo sem poder lê-lo por completo? como posso confiar nas resenhas de pessoas que conhecem tanto eu conheço, que nunca te leram.
como eu te convenço que eu estou aqui para ler seus sonhos, seus medos, suas piadas e tudo o que tiver ai dentro? tudo junto e misturado.
me deixa entrar, me deixa desvendar tuas linhas mais caóticas, deixa eu escrever um lar para você, para nós.
Ainda assim, você é minha leitura preferida. não se canse de mim, quem sabe o escritor decida me dar um pouco mais de aventura.
estilhaços
é que eu não preciso mais da dor para escrever. não preciso mentalizar as partidas para dar vida a linhas de sentido. floresço com cores vivas todo dia e escrevo com nuances que antes me foram negadas. não preciso mais chorar nas madrugadas em busca de uma página ou duas, nem mesmo preciso quebrar vidros e ser perfurada pelos estilhaços para que o sangue forme palavras profundas. escrevo sendo inteira. ainda bem.
As pessoas choram, não porque são fracas. E sim porque tem sido fortes por muito tempo.
Johnny Depp.
Posso fazer um pedido? Nos finais de tardes bonitos, lembra de mim.
Clarissa Corrêa.
“Eu falho, não consigo dar conta de tudo, tem vezes que acho que não vou aguentar, piso feio na bola, erro pra valer. E não consigo muitas vezes lidar com meus sentimentos, sonhos, anseios. Não consigo lidar com minha felicidade. Pode? Sim, pode.”
— Clarissa Corrêa.
“Então, eu finalmente me senti em casa dentro de mim mesma. E hoje, mais do que nunca, sinto que não devo nada para ninguém. A gente demora demais para se livrar de pesos e culpas. Mas um dia, finalmente, a gente acorda. E descobre que tem uma vida inteirinha pela frente.”
— Clarissa Corrêa
Bonito é ser simples.
Principar.