Tem certeza? Essa bebida está bem gostoso essa bebida, parece que está forte, mas não está.
Sério? Bem, a minha resistência é um tanto baixa, então acho melhor eu não arriscar. Essa bebida está batizada? Tome cuidado.
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Tem certeza? Essa bebida está bem gostoso essa bebida, parece que está forte, mas não está.
Sério? Bem, a minha resistência é um tanto baixa, então acho melhor eu não arriscar. Essa bebida está batizada? Tome cuidado.
Mas se eu ficar você vai cuidar de mim, não vai Amy? Você realmente parece uma mãe isso é irônico! Hm? Precisa ter sentido? Gatos! Eu aprovo essa ideia! Minha Amy não pode se envolver com idiotas, tsk tsk, não deixarei! Só? Poxa Amy, deveríamos ter ficado bêbadas juntas! Eu te protegeria para o mundo não te ver! Juro!
Eu vou, sim, não se preocupe. Irônico, é? Talvez eu seja uma irmã mais velha, então? Você que me diz! Não estou entendendo porque quer tanto encher a cara. Gatos são melhores do que homens, então eu vou viver muito bem e obrigada. Protegeria mesmo? Não é muito o que está parecendo, Nie. Você tem certeza que está bem? Não quer ir para casa?
Prova essa bebida, ela está muito boa.
Mas só vou te contar o que é, depois de provar.
Ah, eu agradeço! Mas não vai precisar, hm? Eu já estourei a minha cota de bebidas por hoje.
—— Já que é tão espertx então me diga, qual é a semelhança entre o corvo e a escrivaninha? —— Moon perguntou com um riso frouxo.
Acredito que tenham várias teorias para uma possível semelhança. Mas, pelo o que eu saiba, originalmente não tem uma. Dizem que é um enigma sem resposta. Acertei?
Por sinal... Não acha melhor largar um pouco esse copo?
Eram pequenos, Amy, eu juro juradinho! E você sabe que eu só bebo em festas. E faz 1 ano que não bebo nada, tinha que compensar o tempo. Tinha sim sim. Eu não vou sair não, não. Não?! Que bom então, não quero você perto de idiotas. Ah, e o que você fez? Também bebeu alguma coisa? Aposto que bebeu também e está me julgando ai em segredo!
Sim, eu sei, mas não quero que você fique de ressaca amanhã. Você é muito jovem, não pode exagerar nas doses. E com isso concluo que pareço uma mãe preocupada, okay. Compensar o tempo? Mas qual o sentido nisso, Nie? Aliás, o meu plano de vida é ter vinte gatos e sem idiotas, fique tranquila. Eu nunca julgaria você, bobona. Para ser sincera, só bebi um coquetel de licor e cereja. É bem leve e doce. O mundo ainda não pode me ver bêbada... Seria um estrago muito, muito grande.
Amy, foram só um, dois… 5 copos. Nada demais. Ninguém vai descobrir vai por mim. E se descobrirem… Bem, sabia que ta todo mundo bebendo?! Bem, eles não podem punir todos! Eu estou ótima Amy. Realmente bem! E onde você estava?! Você sumiu. Arrumou um namorado enquanto eu estava fora? Estava com ele?! Onde ele está me diga!
Wait, what?! 5 copos?! O que eu faço com você, Leonie? Não é porque todos estão bebendo que você também precisa, sabia? Mas, está tudo bem, eu estou aqui. Não saia de perto de mim, por favor. Eu não arranjei um namorado, só se for o Gasparzinho, o que não vem ao caso. Na verdade eu estava tentando encontrar algo para fazer enquanto não achava você. Eu não gosto desse tipo de evento, sabe disso.
Nem todo mundo pensa dessa forma, o que é uma pena. A vida é tão simples as pessoas é que gostam de complicar. Eu estou muito bem não tendo um par, aliás. Não é o fim do mundo. Obrigado, é um prazer ouvir isso depois de tanta produção. Vamos tirar com o meu celular. Vem cá, vou tirar agora mesmo.
Exatamente, é mesmo uma pena. Fora o fato de que não é nada fácil fazer com que os outros enxerguem isso... De todo jeito, o importante é que estamos satisfeitas, com ou sem par. Ah, imagine, é só a verdade! Okay... Vamos lá! X!
Eu não estou bêbada, bem talvez esteja um pouco. Mas não é por isso que eu vou fazer coisas imbecis, pode apostar.
Ai, Deus, até que enfim eu te achei! Nie, eu não acredito que você bebeu! Não tem idade para isso... Já imaginou se algum funcionário descobre e— Ah, tudo bem, deixe para lá. Você está se sentindo mal?
Odiava ter que se olhar no espelho antes de sair de casa milhares de vezes. Afinal, agora, prezava pela aparência mais do que o comum. O medo de seu passado voltar e estapear-lhe a face era mais forte do que qualquer tipo de sentimento racional. Ezra se olhou no espelho tantas vezes naquela noite em específico, que, por alguns segundos, se perguntou se era mesmo o suficiente aquela roupa ou aquele cabelo ou qualquer outra coisa. Nada nunca parecia bom quando o assunto era beleza. Eis um problema grave do indiano. Odiar sua imagem tornara-se algo comum, mas aprender a lidar com isso e começar a mudar a questão também era algo rotineiro. De qualquer forma, ali estava ele, no baile, sem nenhum garoto no seu pé, apenas uma amiga que queria conversar e, por algum motivo, parecia mais incomodada que ele. Soltou uma risada abafada, ele mesmo fitando sua roupa, mas logo deixando para lá. Havia se olhado vezes suficiente para saber que não havia anda de errado com o terno azul. “Certo, certo.” Gesticulou com a mão e logo um falso sorriso ladino apareceu em sua face, tão galanteador quanto podia ser naquele momento. “Bondade sua, senhorita, nunca chegaria aos pés de ser a companhia que mereces.” Fez uma leve curvatura com o corpo, como se estivesse cumprimentando-a. “Tem certeza? Se é assim, fico feliz.” O sorriso que mostrava, dessa vez, era sincero. Pediu para que o barman enchesse seu como com whiskey. “Por que não veio com eles? Ficaria linda. E, well, acho que esse não é meu tipo de evento preferido também. Mas, ei, ainda dá para nos divertirmos. O que acha de beber um pouco e, quando estiver confortável, nós vamos dançar?”
Estar incomodada com um evento festivo poderia soar como uma frescura; afinal, segundo a maioria dos alunos, existiam todos os fatores possíveis para que alguém tenha um passe livre a se divertir. Bebida, dança, pares e trajes que muito provavelmente custaram uma fortuna. Mas, de um jeito ou de outro, Amy apenas não conseguia se encaixar. E não foi pela ausência de uma tentativa. Na realidade, ela realmente estava se esforçando, por mais desconfortável que estivesse. Mesmo porque, constantemente era reconhecida como a “careta” da turma. Aquela que não se arriscava. A típica nerd, preocupada unicamente com os estudos. E, ali, ela viu uma chance. Não para mudar-se, possuía orgulho de si apesar de tudo. Porém, sim, de se aventurar. Recomeçar. Era esse seu famoso lema, e não à toa. “Ah, por favor. Sua modéstia é de encantar, cavalheiro, mas sou eu quem não chego nem aos pés de ser a companhia que mereces.” De fato, fazia sentido. Não possuía experiência com festas; logo, era um tanto neutra. Ao vê-lo curvar-se, um sorriso moldara-se em reflexo nos lábios rosados pelo batom, e ela igualmente fez uma pequena menção de mesura, sobrepondo as mãos nas laterais do vestido. Todavia, o riso não se conteve, não ao ouvir que ficaria linda de óculos. Era a primeira vez que ouvia algo do tipo - obviamente, sem ser de seus pais adotivos. Para piorar, não sabia lidar com elogios, então a única coisa que pôde oferecer foi sua usual risada tímida. “Tudo bem, você tem toda razão. Nós ainda podemos nos divertir, hm? Eu só não prometo que não irei pisar no seu pé. Eu e a pista de dança temos uma relação um pouco… complexa. É um caso a ser estudado.” Enfim, aproveitou que o barman aproximou-se novamente para pedir - com muita delicadeza - por um coquetel de licor e cereja. Doce e leve, próprio de seu gosto.
Não sabia exatamente o porquê de odiar tanto aquela celebração. Era apenas um baile, mas Ez sentia como se estivesse carregando o maior peso do mundo nas costas. Lembrava-se bem do último baile de que havia participado, ainda no colégio antigo, onde as pessoas insistiam em chamá-lo de péssimos nomes. Talvez fosse por isso que não gostasse: da última vez, a experiência fora terrível. Odiou cada segundo do baile passado, como os garotos ficavam puxando seu cabelo e o xingando, ou como cada menina que conhecia negara seu pedido para ser sua acompanhante no baile. Sobrara apenas sua amiga da época, mas seria humilhante demais. Largou esses pensamentos, concentrando-se na garota à sua frente. “Eu gosto de azul.” Deu de ombros, um sorriso crescendo em seu rosto. “Estou, por que? Não pareço estar? Bem, minha bela dama, devo dizer que está deslumbrante esta noite, como em todas as outras.” Tentou soar o mais cortês possível e conseguiu, o sorriso aumentando. “Parece incomodada, o que houve? Foi algum babaca? Esse lugar está cheio da espécie.”
Os tempos mudaram, entretanto sempre havia resquícios do passado. Amy lembrava-se bem da época que um vestido mal poderia entrar confortavelmente em si, e, mais do que isso, dos comentários que se dirigiam com tal evidência. Ainda atualmente, poderia ser considerada bastante desleixada em quesitos de padrão de beleza. O vestido que utilizara fora presenteado por sua tia de consideração, sendo o único realmente decente no guarda-roupa. Ao olhar-se no espelho, porém, não tinha aptidão de se reconhecer. Mesmo após anos, não sabia lidar com isso. Isto é, sua evolução; tanto psicológica, quanto física. “Dá para ver.” Ela respondeu em um riso, fitando a roupa de Ez pela última vez. Sendo a cor chamativa ou não, ele estava muito bonito. A singularidade do traje, na opinião dela, tornava-a imprescindível. “Não é isso. Eu só estou conferindo. E... Ora, ora. Quão galanteador, nobre senhor. Devo dizer que você está estonteante?” Soar cortês não era uma de suas habilidades, porém Amy não poderia dizer que não tentou. “Nah, babacas estão longe de me incomodar.” E mentiu, ainda que sem perceber. Moore ligava para tudo, mais do que aparentava. “Eu só... sinto falta dos meus óculos de grau. E da minha cama. Sabe, esses lugares... não são exatamente a minha praia.”
Não dizem que a vida é feita de escolhas? Então, eu escolhi vir sozinha do que acompanhada de um idiota. ‘Tá brincando? Você é muito bonita. E está com uma roupa linda. É claro que eu tenho certeza. Se continuar tentando fugir, vou tirar sem permissão.
Sabe de uma coisa? Seria muito mais prático se todos pensassem como você. Antes só do que mal acompanhada, certo? Há tantas garotas que entram na neura de ter um par, como se não fosse divertido ir com os amigos, por exemplo. Meh, etiquetas sociais. Eu agradeço de verdade pelo elogio, você também é muito bonita. E eu não vou fugir, eu juro! Inclusive, como vamos tirar a foto? Pelo celular?
Passou a mão pela própria roupa, alinhando-a calmamente. Dando passos largos em direção à qualquer coisa que parecesse álcool, Ezra passou a primeira meia hora sem falar com ninguém, seu humor ainda estava péssimo, mas, graças às várias doses de algo que ele não sabia identificar, começou a abrir um sorriso. “Ei, é azul, sim, por que? Eu sei que não é feio, não me vem com essa, na verdade, eu não vi mais ninguém com esse tom de azul por aqui e isso é bem legal.”
Amy estava completamente deslocada. Se não fosse por Leonie, sequer se presenciaria no dito baile; mas, agora, não havia mais meios de fugir. Aproximou-se em passos tímidos à região do bar - sem motivo aparente, somente com o intuito de explorar -, os saltos fazendo seus pés latejarem, o vestido lhe deixando cada vez mais desconfortável. Havia como piorar? Difícil dizer. Porém, quando se dera conta, seus olhos se fixaram em uma figura familiar bem ao lado. Ezra. Fitou-o em certo desentendimento, o que fez parecer - aos olhos do rapaz - que estava o julgando. “Ei! Eu nunca disse que é feio. O azul ficou bom em você. É original.” Soou sincera, não contendo uma risada baixa. “Ezra... Você está bem?”
— Ah, não! Eu não me produzi inteiro pra ficar parado, tem que dançar um pouquinho comigo, vai! Grips on your waaaaist front way back way, vai!
Ah, não, não, não! Por favor, não me faça dançar. Eu imploro.
Eu estarei aqui, bem no canto, apoiando você. Não soa um tanto melhor?
Eu queria tirar mais fotos, mas me cansei de sair sozinha em todas. Acho que essa é a parte ruim de não vir com um par… Boring. Mas ei, você não quer tirar umas fotos comigo não? Sua roupa está muito legal. Eu tenho que registrar esse momento.
Estranho não vê-la com um par, você está tão bonita! Mas, uhn... Tirar fotos? Ah, eu... Eu não sei. Tem certeza? Quer dizer, não sei se é uma boa ideia. Não sou muito fotogênica... Talvez eu acabe estragando a foto.
amy moore at the prom.
❝ make it simple, but significant. ❞
Bem acho que teremos que por uma corda nesse óculos para que não o perca mais.
Venha, estou te segurando, tá?
Uma corda, hun? É uma ótima ideia! Como não pude pensar nisso antes?
Oh, sim. Obrigada mais uma vez. Estamos quase lá, certo?