Há dias
Há dias em que a saudade provoca um atrito que atrasa o passar do dia. Mas há dias, em que a saudade sufoca e torna difícil suportar a simples existência de uma nova vida sem ti. Ninguém gosta de sofrer, de ser desiludido, mas penso que isto é o preço a pagar pelos momentos de êxtase, felicidade e paixão. O preço a pagar por outrora até me esquecer do que era estar infeliz. E são esses bons momentos, que por vezes passam, como se fossem uma publicidade no youtube ou spotify, sem sinal de aviso, simplesmente surgem na minha mente. Independentemente onde esteja, esses momentos aparecem como se fosse essa a realidade, eles parecem tão reais que por momentos acredito que ainda somos felizes. Os dois. Mas depois a real cai, e a vida continua, e deparo-me com o facto de os dias continuarem a passar como se houvesse uma realidade paralela a puxar pela relutância de passar mais um dia na minha realidade. Doí. Vai doer sempre. Cada separação deixa um ferida, cada vez maior. A única diferença é que fui aprendendo a tratar da ferida mais rápido. Mas doí. Vai doer sempre.








