“que bom, assim te mostro uma coisa de cada vez… e aí você tem desculpa suficiente pra voltar sempre.” retrucou em um tom genuinamente doce enquanto permitia-se admirar cada um dos traços da feição masculina com carinho. como diabos havia vivido até então sem aquele palpitar no coração que o fazia se sentir tão… vivo? sorriu ao sentir os dedos acariciando seu rosto, em seguida roçando os próprios lábios neles antes de ali depositar um selinho. foi impossível não soltar um breve riso nasal ao lembrar-se de como há algum tempo as coisas de ambos já vinham se misturando, trocando de corpo que vestiam, como se assim pudessem mantê-los ligados mesmo quando estavam mais longe. entretanto, sentiu as bochechas corarem levemente e o coração apertar um pouco diante do tom preocupado dele e, mordiscando o lábio inferior, admitiu “é só que…” deixou as palavras pairarem no ar, indicando levemente com a cabeça ao redor, a exposição na qual encontravam-se, e em seguida negando como se quisesse espantar aquela preocupação. era só que ele ainda tinha receio de que os vissem. não por vergonha de hozier, muito longe disso! inclusive, não o queria machucar, e dava seu melhor para isso ao sempre ser sincero sobre como ainda não estava pronto para se assumir. ainda sentia certo nó na garganta ao imaginar as possíveis reações dos pais ao verem-lhe daquela forma com outro rapaz… ou até mesmo, as de seus amigos. por enquanto, preferia manter o que tinham em segredo, aproveitando daquela adrenalina extra para amplificar o tesão que sentia, e a calmaria que vivia sabendo que não havia ninguém para agourar a relação. suspirou fraco, convencendo-se diante da própria visão de que tinham privacidade suficiente ali, e deixou que sua atenção voltasse a ter o loiro como único foco, ali em seus braços, inebriando-o com seu cheiro tão confortante enquanto permitia uma das mãos a deslizarem pelos cachos loiros, acariciando-os. o sorriso tão logo voltou à sua face, iluminado por pura sinceridade, diante do comentário. “é pra você ficar sentindo meu cheiro… e lembrando de mim depois.” flertou enquanto o lábio inferior deslizava levemente contra a pressão dos próprios dentes superiores. ainda estava acostumando-se a deixar aquela casca de desconfiança e masculinidade levemente tóxica que o fazia sentir preocupado em demonstrar os sentimentos mais sensíveis, mas ouvir palavras como aquelas de hozier o fizeram dar um sorriso genuíno. suas sobrancelhas então ergueram-se diante da fala alheia, que tornou a região da qual se aproximava mais sensível, o fazendo expandir o sorriso mais ainda com a malícia da confissão, arrepiando a pele em sua cintura ao toque. também próximo o suficiente para que sua voz não passasse de um murmúrio rouco, tyler disse “assim me deixa tão tentado a testar teus limites…” com o nariz roçando levemente contra a pele alva, continuou “mas não pense que vou esquecer disso quando tivermos um dos chalés só pra nós. vou te beijar até você não me aguentar mais.” selou a promessa com um último beijo, dessa vez mais próximo à clavícula alheia, e mais demorado para conter a vontade de marcar o local em resposta ao toque quente em seu abdômen, acompanhada de baixas risadas. “fazer o quê se elas ficam tão melhores em você? se bem que ainda prefiro você sem nada…” ronronou, agora sentindo aguçadamente cada toque que arrepiava seu corpo todo, e em reflexo apertando levemente os dedos nas madeixas loiras e arfando baixinho. “do jeito que você me deixa com tesão, devia agradecer por eu só esquecer as minhas coisas por lá ao invés de esquecer de ir embora.” brincou, e então repentinamente sua mão encontrava-se no cós frontal da calça de hozier, puxando-o por ali mais para si. “porque com certeza seu roomate ia nos odiar por não deixarmos ele entrar nunca mais.” riu baixo, traçando beijos até os lábios alheios, e assim os selando. “mas fazer o quê se eu tô viciado em você?” questionou baixo e rouco, roçando a ponta de seu nariz no dele, com um sorriso em união de doçura e malícia, que permaneceu até quando tyler puxou o lábio inferior de hozier entre os dentes, avermelhando-os, como se o desafiasse a prestar atenção naquilo ao invés de em como sua mão agora subia por dentro da camisa alheia, acariciando o pouco da linha em ‘v’ que a calça não cobria, e subindo o toque quente para seu abdômen, suas costas… sem conseguir tirar da cabeça a imagem de hozier sem todas aquelas malditas roupas.
não preciso de desculpa 'pra te ver, babe. contesta de forma charmosa, divertida, quando um sorriso de cumplicidade tomou-lhe a face. direto e sem rodeio algum com a confissão, hozier mordisca o próprio lábio para conter um sorriso. 'cê prefere uma desculpa é? ah, vou pensar em algumas. o local em si não deixa de ser uma pedra no sapato, mas tira proveito da proximidade para observá-lo com afinco. sem pressa alguma em desvendar, quem sabe, detalhes que até então lhe são incógnitos. anseia conhecer mais dele;; assim como partilha, pouco a pouco, sobre determinadas características de sua própria cerne. acabei de pensar em uma. inverte as posições ao empurra-lo, gentilmente, contra a parede. a destra se apoia sob a superfície gélida ao passo que seu rosto restringe a distância. fiquei com saudade desse teu sorriso ai. os selares que recebe são muito bem vindos, tal que a mão direita esbarra pela lateral do corpo onde ajustou-se a cintura. um toque firme e convidativo, afinal é difícil 'pra caralho não transformar o selar inocente em algo a mais. talvez se não estivesse tão atento ao hayes, o singelo rubor da derme lhe passaria despercebido. um sorriso empático ornou os lábios do mais velho, de forma protetora um selar é deixado sob a bochecha. ei, tudo bem. a canhota o segura pelo queixo, a carícia sendo deixada sob a pele macia ao que sussurra. se você quiser a gente sai daqui, hm? apesar de não dar uma foda para olhares de terceiros, hozier sabe do que poderia estar atormentando o hayes. não só tem discernimento como procura acalentar; acalma-lo e cuidar dele da melhor forma possível. cada um tem o seu próprio tempo de aceitação e, sobretudo, sempre o respeitaria quanto a isso. exacerba em alguns tons o aperto na cintura;; uma resposta natural ao carinho que recebe nos fios. caralho. não acredito que 'cê disse isso em voz alta. tirou o dia 'pra ser cute foi? provoca com um sorriso genuíno em sua boca, uma concordância silenciosa de que, talvez, estivesse viciando no perfume dele. prefiro ainda mais quando o meu fica na tua pele. porra. é tão gostoso, hayes. quase um rosnado cobiçoso que oscilam dos lábios de hozier, que a essa altura, encontra-se em completo delírio ao afundar o rosto no pescoço. primeiro tratou-se de um roçar da boca para, então, ser rendido pela ânsia de depositar selares maliciosos e sugestivos sob a pele. tua pele é tão branca, babe. recitou com um sorriso ávido em seus lábios, a sucção um quão mais torturante é entregue no pomo de adão. mordisca numa luxúria única, a delicadeza extinguiu-se ao pegar com vontade nos fios da nuca. o repuxar é quase agressivo para trás, de modo que os dedos embrenham-se ali com furor. aposto que se eu te segurar direito 'cê fica todo marcado. demonstrou com o aperto mais firme na cintura, o dedilhar que desce lascivo pela lateral do corpo em que seus dígitos depositam um aperto dominante nas coxas. ah, você gosta não é? quando eu te toco aqui. estreitou os dígitos para virilha, um sorriso devasso aparece pela fala dele. fala 'pra mim, prince. ah, eu gosto 'pra caralho de ouvir tua voz. principalmente quando 'cê pede por mim. destilou com um mordiscar do lábio inferior do britânico, o riso depravado ao aproximar-se do ouvido direito. olha só. continua me tocando desse jeito, vai. 'pra você ver se não te coloco de joelhos agora, baby. soltou os fios da nuca para segurar a mão dele;; uma moderada força ao que o observa com atenção. será que 'cê consegue, hm? desafiou com um riso obsceno, enquanto os lábios mordiscam o lóbulo da orelha. ficar viciado no meu gosto. nessa tua boquinha tão gostosa, tyler. pressiona com mais força o corpo dele contra a parede, o toque intensificado pela depravação da sentença. 'cê quer isso, hm?