o ignorar momentâneo da sentença não é por maldade. tem preferência por fazer & demonstrar ao falar. uma grande ironia por ser facilmente convencido por palavras, porém, quando se trata de sua própria persona, hozier tem outros métodos de demonstrar interesse. apesar de ser direto 'pra caralho quando convém. 'cê é quase um gatinho arisco, ashford. a sentença advém com um sorriso imodesto nos lábios, a negativa da manhã é um quão refutável por tê-lo visto em momentos mais… favoráveis. é só te pegar no colo e um cafuné que 'cê já fica todo calmo. faz questão de recitar próximo ao ouvido, o lábio arrastou-se pela lateral da bochecha até morder o maxilar . posso provar de outras formas também. deixa no ar qual seria a maneira escolhida;; um jeitinho mais cuidadoso ou depravado, tanto faz ! estava disposto a confrontar a negativa alheia por puro orgulho & satisfação pessoal. 'cê quer que eu te acerte de volta é? arqueou a sobrancelha diante a réplica, a destra captura um dos travesseiros ao observá-lo com provocação. 'cê está literalmente do meu lado, babe. vou acertar essa tua cara de debochado. quando ele indaga de qual maneira aconteceria, hozier revira os olhos com um sorriso obsceno. a língua estalou-se no céu da boca e, entre uma respirada funda ou outra, controlou a vontade de calar a boca dele com algo além de seus próprios lábios. ou, melhor, no instante seguinte, as mãos se prenderam ávidas no quadril ao tê-lo em seu colo. a mão direita, por sua vez, ondula pela extensão da coxa num firmar bruto e cobiçoso. a outra mão caminha até o pescoço, prendendo-o num enlaço perfeito ao sorrir dissimulado 'pra ele. daquele jeitinho que deixa essa tua boca toda lambuzada. ah, 'cê gosta né? sequer afrouxa o aperto no pescoço dele, pelo contrário, as unhas curtas arrastam-se por ali sem misericórdia. delineia linhas avermelhadas ao passo que, a outra mão, viaja para dentro do short num toque dissimulado. mas tu sabe, ashford. melhor do que ninguém que não é só isso que 'cê gosta. a destra ameaça chocar-se contra a derme macia do rosto, mas é o seu dígito que circula pelo lábio num provocar depravado. apesar do impacto derivar de um som provocativo, a força ali é apenas ‘pra atiçar. ou 'cê acha que não te conheço bem, hm? o sorriso não disfarça em instante algum a intensidade do olhar, o arranhar no interior da coxa é abrandado pela sentença seguinte. aos poucos a mão retirou-se do pescoço ao observa-lo. 'cê quer me fotografar agora, boer? ah. filho da puta, depravado. ousou brincar ao inverter as posições entre os dois, ficando logo acima dele ao analisar os traços do outro. eu quem deveria guardar uma foto tua. acho que acabei de confirmar minha teoria, hm?
ambos são opostos de suas próprias maneiras. não classifica algo ruim, que não devesse acontecer, pelo contrário. ali, parece que seus diferentes polos sugerem a eles uma conexão tão gostosa que se torna difícil pensar em simplesmente afastar-se. a forma que hozier age com si, o fazendo sentir tantas diferentes sensações, é o que mais conquista, mais o da vontade de continuar bem ali. um gatinho arisco? mas bem que você gosta de ser arranhado por mim, baby. nem ao menos busca refuta-lo ao que, interiormente, sabe ser parcialmente verdade. eles se conhecem, estiveram ali mais vezes do que podem contar. da mesma forma que hozier sabe que aquela forma de recitar tão perto e lenta é o que causa arrepios em sua derme. tão fácil assim me derreter, hozier? então é por isso que fica tão feliz em faze-lo sempre? suspira a mordida alheia em seu maxilar, próprios lábios sendo prendidos por entre os dentes. então me prova. estou curioso em como fará isso. e um sorriso é dado em sua face, como quem realmente espera o que o outro mostraria para si. é claro que tudo que outrora havia dito é uma mentira deslavada, mas porra... seria tão bom ser confrontado quanto a ela. qual foi?! o sorriso se mantém em sua face, algo mais brincalhão ao que o vê segurando o travesseiro. se tu me acertar vai ter que cuidar de mim depois. e obviamente não seria algo ruim, para nenhuma dos dois. e de fato é o que quase o faz querer ser acertado. mas tu sabe que não estou mentindo, weggner. você adora ter toda a minha atenção pra você. sorri, a face dando lugar a luxúria. o próprio também não nega gostar de dar aquele sua atenção. ashford aproveita o contato da mão em sua cintura para se aproximar da face dele, quase engata em um beijo antes de ser segurado pelo pescoço. a harmonia entre o segurar intenso de sua coxa e pescoço faz com que ash sorria, a volúpia tomando conta de todo o seu ser. ah, já quer foder a minha boca babe?! seu caralho já está tão necessitado assim? o provoca mesmo com aquela mão em si. a sensação do arranhar alheio em contraste aquela mão em seus shorts, é o que faz ashford arfar. a cabeça é tombada para trás em uma sensação clara de desejo. gosto de coisas pra caralho quando o assunto é você. assume, em um sussurro rouco. o impacto da mão alheia ao rosto faz com que toda a coluna se arqueie. um gemido é escapado ao que até mesmo o quadril rebola para ele. aquele digito em sua boca é basicamente mordiscado a frente de demonstrar o que deseja fazer. ah, sei que me conhece. mas eu também te conheço bem, hozier. ashford segura os fios dele acariciando-os de forma explicita, segundas intenções em seus toques. e por isso sei como você gosta de quando te toco tão bem. ou dos meus beijos em cada parte desse seu corpo. e sua própria intensidade apaga a inocência das palavras que outrora havia dito, ambicionando algo mais naquelas fotografias. sim, eu quero. registrar esse seu rosto todo cheio de desejo. 'cê ta tão gostoso... até parece que não gosta da minha depravação. a risada baixa é largada até mesmo quando as posições são trocadas. ashford o segura pela cintura, puxando-o para perto enquanto a boca busca ficar a milímetros da outra. me fotografe também. quero guardar esses momentos, vai. admite em um sussurro cálido, embebido em obscenidade por ele. acho que precisa de mais um pouco de confirmação não é? por exemplo como eu fico com esses lábios em mim. a voz rouca busca vir como uma provocação, ao que junta os lábios com os alheios em um pedido silencioso por mais.