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@amaidake-blog
Eu não amo nada em especÃfico. Por isso, estou disposta a amar qualquer coisa que precise de mim. Existe uma loucura dentro de mim, um impulso desesperado que não deseja dividir as coisas. Sou só uma criança mimada, no final das contas. Carente e triste, eu quero protegê-los... Mas talvez estando ao meu lado, eles só vão cavar a própria cova.
Kusarino Mika, Raven Crew.
Proteção
Acordei com alguém me chamando. Era o Ryu. Esfreguei os olhos e procurei um relógio. Era quase 11 horas. Sentei no sofá.
-O que foi?
-Você viu meu irmão?
Bocejei.
-Eu não vi nem que eu tinha entrado no apartamento. Dormi direto até agora.
-Entendo... Achei que você talvez tivesse o ouvido sair...
-Não, desculpe. Está preocupado?
-Ele estava com o braço ferido, não deveria andar por ai.
Sorri. Fiz um cafuné na cabeça dele e fui até o closet e peguei uma das jaquetas que eu deixara na no apartamento. Vesti e arrumei o cabelo.
-Venha.
-O que?
-Vamos achar o Mitchel.
SaÃmos do apartamento, em silêncio. Dentro do elevador, nós não trocamos palavras. Notei que ele me encara, discretamente, pelo espelho.
-O que foi?
-Nada.
-Huh... É difÃcil conversar com você Ryu. Você nunca fala o que está pensando.
Ele veio até mim e me beijou com cuidado, com os olhos fechados. Depois se afastou, antes da porta abrir para nós sairmos. Ele saiu na frente, com pressa. Fui atrás, em passos lentos. Ryu parou quando notou que não estava do lado dele e esperou. Fui até ele e segurei sua mão. Sorri.
-É isso que você está pensando?
Ele baixou os olhos, com o rosto um pouco avermelhado.
-É.
-Você é uma graça, Ryu.
Andamos, de mãos dadas, sob o Sol fraco. Ele não falava nada, por ser de natureza extremamente quieta e também por não estar confortável. Olhei em volta, procurando pelo Mitchel.
-Não tem problema?
-O que?
-O seu irmão.
-Ah...
Ele parecia perturbado. Puxei-o para um banco e nós sentamos.
-O que foi, Ryu?
-É só que... Me sinto mal pelo Mitchel. – Ele levantou a mão livre para o céu e olhou para cima, como se tentasse pega algo muito, muito longe. – Ele... Ah, nada...
-Me diga.
-Não é só que... Como se fosse uma traição... Tenho essa sensação nas mãos.
Larguei a mão dele e segurei uma contra a outra, olhando para frente.
-Sabe, Ryu... Seu irmão está disposto a sacrificar qualquer coisa para você. Qualquer coisa. – Olhei para ele. – Mitchel lhe deseja todo o bem do mundo.
-Eu sei... Por isso me sinto mal por tirar as coisas dele.
-Você pode tirar algo que nunca foi dele?
-Ele estava tentando.
Ryu baixou a cabeça.
-Sinto Muito. – Eu disse.
-Por que?
-Porque eu te amo. – Me levantei. – Desculpe.
Ele se levantou e me segurou. Me beijou. Uma, duas vezes. Me segurava contra si, como se protegesse algo frágil.
-Você sempre... Tem a resposta para tudo... Tudo... O que... Eu faço?
-Não sou eu que irá te responder. – Coloquei a mão gelada no rosto dele. Ele se afastou num primeiro instante. – Está aqui, em você. Você vai ter que escolher com quem você quer brigar. Comigo ou com o Mitchel.
-Isso não é uma escolha decente a se fazer...
-Sugiro escolher a mim para brigar. Você vai se arrepender menos. – Ele me abraçou.
-Não sei se irei...
-Por quê?
-Eu te amo...
Fiquei em silêncio. Não queria quebrar aquelas palavras.
Envolvi Ryu em meus braços, olhando por cima do ombro dele. Mordi o lábio. Talvez eu tivesse conseguido ele devolta.
Ouvi passos. Olhei na direção.
Meu coração gelou.
Soltei de Ryu, com cuidado. Ele se afastou de mim, relutante. Apontei para o Mitchel, que vinha com uma menina que eu conhecia com ele. Keki. Ela o salvara no dia anterior e, agora...
Eles estavam andando juntos.
Mitchel estava paralisado num mesmo lugar. A menina o lado dele parecia se perguntar o que estava acontecendo.
-Por que... Vocês dois... Não...
-Meu irmão...
-MITCHEL! – Berrei. Fui até ele e puxei seu braço. – O que você está fazendo!? – Havia um desespero visÃvel na minha voz. Puxei-o um pouco longe da Keki. –Mitchel...
-Me largue...
-Não vou...
-Me largue, me... solte, Kusarino...
-NÃO VOU TE SOLTAR! Você deveria estar no apartamento, descansando! Nem o Ryu, nem o Deryk, nem a Sachiko tampouco o George são médicos! Nenhum de nós sabe... Se você está realmente...
-Eu sou médico, estou me dando alta.
Ele me empurrou.
-Com você desacordado... – Cerrei os punhos. – Você não entende...
-O que foi? O que foi agora? Ha... – Ele riu. – É ciúmes, Kusarino-san? O que foi? Você acha que todas as pessoas do mundo lhe pertencem? – Ele falou, com a voz áspera. Eu olhava para o nada, numa mistura de desespero e medo. – Por me ver com outra mulher? O que foi? Não lhe basta meu irmão...?
-Meu irmão, se acalme. Esse não é você. – Olhei para o Ryu. Era o rosto do Ryu que não amava nem odiava nada. Ele se aproximou, devagar.
-Ryu...
-Nós viemos te procurar. Vamos.
-Eu não quero ir. – Ele falou, olhando o chão. – Me deixem sozinho...
Keki se colocou entre eu e Mitchel. Ela provavelmente não entendia a gravidade da situação, mas sabia que algo ruim ia acontecer.
Nenhum deles entendia a gravidade da situação.
-Eu... Ficou com o Mitchel-san... Até ele se acalmar e...
Segurei o braço dela. A empurrei.
-Você não serve.
Me afastei dos três.
-Vá para o apartamento. – Disse, sem olhar para Mitchel. – Eu sou o problema, vou embora, não se preocupe. Mas volte.
-O que você vai fazer?
Ryu colocou a mão no ombro do irmão.
-Você não deveria discutir com a loucura dentro dela. Meu irmão, por hora...
-Keki-chan... Desculpe pela areia e... Pela cena agora... Espero que nós possamos... Nos ver de novo...
-Digo o mesmo, Mitchel-san...
Ryu e Mitchel se afastaram, voltando para o apartamento.
-De novo...
-Mika-chan...
-No final das contas é um destino amaldiçoado esse, não é...
-Você está bem...?
Afastei-me dela, sem responder.
Acabaria usando de todos os meios para matá-la se ficasse lá mais um segundo.
Sozinho
Acordei de manhã, na cama do apartamento. O quarto estava vazio. Levantei da cama, devagar. Meu braço doeu. Havia um ferimento enfaixado com esmero. Sorri para mim mesmo. Coloquei minha camisa meio amassada e não abotoei. Talvez houvesse alguma muda de roupa no closet gigante da Sachiko.
Sai do quarto. Havia mais dois quartos com cama no apartamento, num deles Deryk estava dormindo e no outro, Sachiko. Fui para a sala. Ryu dormia na poltrona, meio sentado. Mika estava deitada no sofá. Dei risada. Desse jeito todos pareciam crianças que ficaram brincando a noite inteira, não assassinos que causaram um pandemônio na cidade.
Fui até o closet e troquei de roupa. Sai do apartamento e tranquei a porta.
Não lembrava direito o que acontecera na noite anterior e precisava refrescar a cabeça um pouco. Por isso, resolvi passear.
Havia poucas pessoas na rua. As que estavam, andavam com pressa, olhando para os lados, preocupados. Na minha cabeça passou uma frase que sairia da boca dela: Vamos, fujam do corvo.
O sarcasmo e o jeito sádico de falar sempre foram suas marcas registradas.
E o jeito estranho de se preocupar com as pessoas.
Ela dissera que descobrira como usar a pedra. Pendurado no meu pescoço, havia uma delas, mas que não reagira a mim. Não reagira, mesmo acreditando veemente que eu iria perder umas das pessoas que me é mais importante do que tudo.
Por quê?
Havia duas opções. A nossa lua nova – seria esse o significado de seu nome, segundo ela própria – estava errada quando a ativação da pedra e que se livrar do Amai Dake por outros meios era um erro. Ou ela estava certa e eu...
Tirei os óculos e esfreguei os olhos. Eu estava num parquinho de criança, vazio. Sentei num dos balanços e fiquei olhando a areia.
A pedra só reage quando ela pensa em um dos seis. Significa que o animal protetor reconhece os sentimentos dela? Então... Os sentimentos dela seriam tão fortes assim, o medo dela de perder sua realidade atual...
Ah! Tão frustrante. Algo tão não-palpável para se descobrir!
Isso não explicava, no entanto, porque se livrar do Amai Dake. Sem matá-las. Seria muito mais prático, e muito mais a cara da Kusarino-san, matá-las. Em todas as lutas diretas com as garotas, o front sempre era eu, Ryu e Deryk. George varia seu posicionamento. Sachiko e Mika sempre na defesa.
Mas por que ela não estava na frente? O poder dela era perfeito. De todos nós, era o mais prático. Tirava vidas sem nem ao menos sujar as mãos, à distância, sem pista alguma. Podia criar QUALQUER coisa que no fim matasse alguém.
Chutei a areia. Ela estava evitando destruir o Amai Dake, sendo que era a melhor forma dela conter o corvo.
-EEI! – Uma menina falou. Olhei para frente e havia uma garota coberta de areia. Ops...
Levantei-me no mesmo instante e fui até ela. Bati devagar a arei do corpo dela, com cuidado.
-Sinto Muito, não estava prestando atenção... Tudo bem com você?
-Puuu, está... Poxa vida, você estava realmente concentrado em seja lá o que era... – Ela respondeu, com um sorriso. Notei o gato ao lado dela.
-É seu?
-Não, é da rua. Vim deixar um pouco de comida.
-Você não deveria ficar em casa? Está meio perigoso esses dias...
-Eu sei me cuidar, senhor! – Ela levantou e colocou a mão na cabeça, como um soldado. – E digo o mesmo para o senhor.
-Senhor tá no céu. – Estendi a mão. – Mitchel.
-Keki! Você é amigo da Mika-chan, não é?
-Hum? Você me conhece?
-Já vi o Mitchel-san entrando e saindo da casa da Mika-chan. Às vezes quando vou visitar a Dran, você está lá, chegando ou indo embora.
-Haha, é, eu costumava ir bastante lá.
-Achei até que fosse namorado dela. Ela tem vários amigos, mas você era o que estava seeeeempre por lá.
-É por que eu sou o que tem mais tempo livre, apesar de tudo. – Apesar de eu fazer medicina, apesar de eu ter milhares de provas, apesar de eu estagiar num hospital, eu sou o que tem mais tempo livre? Hah, que piada. Eu ia mais lá porque o inútil do Deryk não ia, a Sachiko e o George em aula SEMPRE que ela voltava para casa e eu não faria meu irmão ir cuidar dela. – Ela não sabe se cuidar direito, é um pequeno desastre morando sozinha... Mas eu sou só um amigo.
-Huuum, entendo. Você é um bom amigo, Mitchel-san.
-Eu tento. Afinal, sou o mais velho daquelas crianças... Alguém tem que cuidar delas.
-Então você é um irmão mais velho, é?
-Haha, talvez.
Talvez fosse isso.
-Vou te pagar um sorvete para compensar a areia, pode ser?
-Puuu, sorvete!
Havia algo nessa menina, no jeito de falar que me era familiar.
Mas eu não sabia o que. Já havia ouvido essa voz antes...
Minha cabeça doÃa. Fui comprar um sorvete com ela, então.
Bagunça
Era fim de semana. Eu já sabia faz um tempo, já sabia a verdade das pessoas com as quais eu lutava. Ninguém mais sabia, eu havia usado uma das pedras que nós conseguimos. Criava ilusões e, contra a própria Raven Crew, eu estava usando para protegê-las.
Não que eu quisesse proteger todas elas. Mas...
Não pretendia perder uma amiga para essa guerra.
Elas haviam se reunido na casa de uma das meninas, a que se chamava Fuyuki. A irmã dela não estaria em casa, logo elas poderiam montar um plano de ação.
-Senhor corvo, vou pegar seu poder emprestado. – Me transformei. Olhei para as minhas costas. Havia apenas uma asa. – Que a outra proteja a Raven Crew.
Coloquei a capa negra sobre a cabeça e prendi o cabelo. Segurei a pedra em minhas mãos e fechei os olhos.
Depois entrei na casa, por uma das janelas abertas, sem ninguém me notar.
Eu ainda não havia mostrado o poder dessa pedra para a Raven Crew. Ela continha ilusões e, facilmente, eu conseguia usá-la para ficar invisÃvel. Na realidade, era a ilusão de que eu não estou aqui. Eu estava, mas elas tampouco podiam me ver ou ouvir.
Na sala, as meninas falavam.
-Mas, realmente, vocês não acham estranho? Ultimamente o bando do mal anda quieto. Na realidade, eles não têm nem nos atacado direito.
-Eu sei, Akish, eles devem estar planejando algo... Mas mesmo assim as pessoas estão desaparecendo. Eles estão caçando as escondidas. – Keyko falou, enquanto comia seu chocolate.
-Só que como? Os nossos animais costumavam nos avisar quando eles estavam aprontando. Por que agora eles não falam nada? – Dran disse. Estava sentada no sofá, abraçando os joelhos.
-Eu não sei...
-Será que a Raven Crew não fez nada? – Keki disse, do jeito fofinho dela.
Suspirei. Abri a janela e sentei no beiral. Elas notaram isso, obviamente.
-A JANELA ABRIU SOZINHA! – Dran berrou.
-Nós vimos... O problema é por que... – Fuyuki estava praticamente prestes a atacar. Coloquei a pedra no bolso.
-Boa Tarde. – Eu disse, olhando para fora.
Elas gelaram.
-O que você...
-Vim fazer uma visita. Surpresas? Acharam que eu não sabia quem eram vocês?
-Mas... Nós...
-O que você quer? – Keki segurava uma arma de gelo contra mim.
-Vocês deram azar. Eu sei contar. De repente, um grupo de amiguinhas de cinco pessoas começam a andar juntas... O mesmo número do Amai Dake... Ao mesmo tempo, sem motivo... É de se suspeitar, não é?
-Você conhece a gente?
-De certa forma. Keki-chan, não é? Está tentando deduzir o que na sua cabeça? Huh... Quem eu sou? – Me levantei, fui até ela. – Você conseguiria duvidar dos seus colegas de sala?
-Saia de perto! – Ela me atacou com a espada, mas desviei. Fui até a Dran.
-Será que você seria capaz de duvidar de uma grande amiga? – Dei a volta na sala. – Ou da sua irmã, Fuyuki-chan?
Elas estavam em silêncio.
-Não vim atiçá-las, no entanto. Vim lhes deixar um mau presságio.
-Mau...
-Presságio?
-O corvo está fraco. Muito fraco. – Sorri para elas. – Isso significa que ele está cada vez mais faminto. A morte chega para todos, indiferente. Por isso ela é tão cruel. O corvo é seu mensageiro e ele está começando a mostrar suas garras; não há necessidade de temê-lo, no entanto. Tema as almas humanas que são fracas. Pois a tragédia de séculos atrás está para se repetir... E se os espÃritos protetores não estiverem presentes, o corvo vai ganhar...
-Mas... Isso...
-Vocês estão os absorvendo. Por isso, o poder de vocês aumenta em todos os sentidos. Mas, saibam... Sem eles, vocês não terão seus guias e vai chegar um momento em que dependerão somente da própria habilidade para me encontrar. E por isso o corvo vai ganhar, garotinhas.
-Por que?
-Hum?
-Por que está nos dizendo tudo isso? Por que você... Parece nos ajudar?
-Ahh... Seu nome é Drandja, não é? Dran-chan, que seja assim. O corvo veio rir de vocês. Veio caçoar dos espÃritos protetores. Entenda, ele está morrendo. Mas sacrifÃcios para si estão sendo feitos, sabe? E ele vai se recuperar... – Balancei a cabeça. – Seus poderes estão mais fortes, mas vocês não têm noção de como usar... Não conseguem ver? Enquanto falam comigo, existem cinco corvos devorando o que podem...
-O que!? – Akish berrou.
-Será que seu irmão estaria lá, Akish-chan?
-Não fale assim do meu irmão... Não fale! – Ela veio me atacar. Dei alguns passos para trás, desviando.
-Quantas vidas vocês perderam, me ouvindo, talvez? – Fui até a janela. – Até mais ver, Amai Dake... – Pulei a janela e ativei a pedra na minha mão.
Fui para uma viela qualquer e desfiz a transformação. Peguei meu celular e liguei para o Ryu.
-Ryu...
-Aconteceu algo?
-Como está a caçada?
-O Deryk está liderando, por enquanto. Tudo bem, assim? Vamos facilmente passar o número de 100 ataques.
-Você também... Está sentindo, não está? Está doendo.
-Sim...
-Não dá para parar agora. Ou vamos enlouquecer antes de conseguirmos salvar alguma coisa. Onde você está?
-Perto daquele shopping que a Sachiko sempre vai...
-Vou até ai.
-Tudo bem.
Desliguei o telefone e sai correndo. Chegaria em 15 minutos, correndo. Mas foi quando eu ouvi uma voz me chamar. Apertei as mãos. Não podia olhar.
Boa no esporte como ela era, ela me alcançou. Segurou meu pulso.
-Mika!
-Dran... O que... Foi? Eu estou com pressa eu preciso...
-Não vá para o centro! Está perigoso por lá. Acabei de ver no noticiário...
-E você está indo para lá?
-Não, não, é que eu te vi e... – Olhei para ela e para quem vinha com ela. Amai Dake.
-Ola, garotas. – Suspirei. – Obrigada pelo aviso, mas sei me cuidar. Tenho que ir.
-Mika, você não pode ir para lá e...
-Não se esqueça de que a Mika é a melhor bagunceira das ruas de madrugada, Dran. Sei me cuidar. – Tirei minha faca de bolso. – Tá? – Sai correndo.
Desviei por vielas e caminhos alternativos. Demorei um pouco mais que o previsto, mas consegui me encontrar com o Ryu. Nós nos escondemos num lugar mais afastado. As pessoas estavam visivelmente desesperadas, tentando fugir.
-O que você está tentando fazer com isso?
-Amai Dake... Elas ainda são humanas, entende? – Olhei em volta. – Tem uma famÃlia, uma vida. Se assustarmos as pessoas um pouco, será que elas não vão fugir? É o que eu espero.
-Por que?
-Sem lutas complicadas.
-Não aprece só isso. Além do mais, precisamos descobrir como elas...
-Eu sei. Eu sei como ativar as pedras.
-O... Que?
-É uma questão de necessidade. Quando eu precisei proteger o Deryk, ela se ativou. Eu troquei de pedras com a Sachiko. A outra também funciona comigo. – Olhei para ele. – Quando precisarmos, ela responde. E depois da primeira resposta, você pode usar a vontade... Mas o corvo fica bravo e te ataca...
Ele não falou nada. Coloquei a mão no ombro dele.
-O que foi, Ryu?
-O que você vai fazer?
-Caçar. Só eu e o meu poder. – Suspirei. – Sozinha. Não quero correr o mÃnimo risco de te atacar por engano.
-Não agir separadamente. Foi a ordem que você deu desde que o Amai Dake apareceu.
-Revogo. Para a sua segurança, Ryu.
-Eu não me importo.
-Eu me importo. Você é precioso demais para eu matar.
Sorri para ele e me afastei.
Ele puxou meu braço. Segurou por um instante.
Depois largou. Fui caçar.
E Ryu se deu ao trabalho de evitar que qualquer um que pudesse me atrapalhar me encontrar. Isso incluÃa Raven Crew e Amai Dake.
A noite começou a chegar. Do alto de um prédio, podia se ver os pequenos pontos do incidente do dia. Havia incêndios aqui e ali e não havia uma pessoa que fosse nas ruas. Raven Crew se recolhera. Amai Dake ajudava quem estava ferido. Dava para ver, aqui e ali, elas andando de um lado para o outro.
-Uma verdadeira guerra...
-Uma guerra que você criou. – A voz atrás de mim falara.
Não olhei.
-A quanto tempo está ai?
-Cheguei a pouco. Soube pelo Deryk. Você está bem?
Deryk? O que ele teria dito?
-Estou. Soube o que, Mit?
-De você. – Ele disse. Mitchel se aproximou devagar. – Se eu chegar perto demais você vai pular?
-Talvez. O que ele disse sobre mim?
-Não se faça de boba.
-Não estou fazendo. Só que existem coisas demais sobre mim que você não sabe. – Sorri, mas sem deixá-lo ver.
-Quantas pessoas matou hoje?
-Quantas você acha?
-Em meia hora, você ultrapassou o George e o Deryk, que estavam competindo pelo primeiro lugar. As apostas estavam neles dois. Só você apostou em si mesma. – Ele riu. – Estamos te devendo dias de lanches.
-Não é algo a se comemorar, no entanto... Pode se dizer que eu estou totalmente fora do controle.
-Imagino. Você geralmente só ganha da Sachiko. Tem preguiça de caçar ou não quer, não sei.
Suspirei.
-As pedras. Eu usei.
Ele ficou em silêncio.
-Vamos nerd, fale. Você está louco para saber.
-Como, então, bruxa?
-Necessidade. No dia que eu salvei o Deryk, eu mudei de lugar quase instantaneamente. Eu não posso fazer isso. – Olhei para o Mitchel, finalmente. Ele segurava o próprio braço. Estava ferido. – Você disse uma vez... O dono da pedra tinha algo a ver com um guepardo... Não é?
-Pelo Deryk você pode usar a pedra é...
-Agora eu posso usar qualquer uma delas. É só pensar em qualquer um de vocês. Hoje eu ativei uma pedra que cria ilusões pensando no Ryu.
-Então por você, eu seria capaz de voar, não é, Kusarino-san?
-Quer tentar? Você está com aquela pedra... Qual era o animal? Falcão? Talvez ele seja capaz de voar. – Desfiz a transformação.
-Não seja louca. – Ele chegou mais perto. Dei um passo para trás.
-Vou me jogar. É uma aposta. Se você conseguir eu vou fazer você feliz.
-Não faça isso... NÃO!
Pulei.
Estava caindo de costas. Mitchel havia, realmente, pulado atrás de mim. Ele segurava a pedra em seu pescoço, como se rezasse. Fechei os olhos. Ia ser uma queda interessante.
Mas uma neve fofa foi amaciando minha queda aos poucos. Olhei para os lados e via a garota fofa do Amai Dake. Levantei-me e me afastei. O próximo que viria seria o Mitchel. Ele caiu com os braços abertos, de costas. Fui até ele. Seu olhar era meio morto, cansado.
-Você sabia, não sabia? Que elas...
-Eu não vou morrer tão cedo. Tenho desejos a cumprir, sabe?
Ele sorriu.
-Essa pedrinha... É um bom teste sabe? Você que não confia nas pessoas... Acho que perdi sua confiança, não é?
-Não. Mas você aprendeu? Não sou eu e tampouco vale a pena.
-Não vai se livrar de mim tão fácil. – Ele fechou os olhos. Desmaiou.
-Puuu... O que aconteceu?
Olhei para ela.
-Oi Keki-chan. – Sorri, cansada. – Alguém me derrubou, lá de cima. Uma menina de uma asa só. – Menti.
-Ela está lá em cima? – Keki olhou para cima procurando, ela não sabia, mas, por mim. – Não vejo ninguém...
-Deixe para lá. Nesse instante...
-Espera! Você sabe quem eu sou!? Ei! Você é a Mika-chan!
-DifÃcil não reconhecer. Só fiquei surpresa que ninguém tinha me contado antes. – Olhei em volta. Peguei a carteira do Mitchel e tirei uma foto dele e do Ryu, menores. Apontei para o Ryu. – Você viu a versão mais velha desse menino?
-Puuuuu... Não vi não, estão procurando por ele?
-Estava até tentarem me matar...
-Você está bem calma, Mika-chan...
-Pode se dizer que estou acostumada. – Suspirei.
Apertei a pedra que estava no meu bolso. Teria que protegê-las, de uma forma ou outra. Olhei para os lados.
-Deve ser bom, não é?
-Hum?
-Um menino que gostar tanto de você a ponto de pular atrás, para tentar te salvar.
-Talvez seja. Mas... Seria bom que eu não existisse para ele. – Sorri. – O Mitchel precisa de uma menina fofa e gentil. Além disso, ela precisa estar disponÃvel sempre que ele precisar. Ele precisa de alguém que possa salvá-lo porque ele sempre está salvando todo mundo. Uma criança que precisa de atenção, é o Mitchel.
-Você o conhece bem, não conhece?
Alguém me chamou. Keki se virou para ver quem era. George. Ele veio correndo até mim.
-Mika-san! – Me abraçou. – Ainda bem que está tudo bem!
-Sim...
-O que elas... – Ele sussurrou no meu ouvido. – Você quer que eu...
-A prioridade é tirar o Mit daqui. – Sussurrei de volta. Ele me largou.
-Eu sei onde está a Sachiko-san. Vou chamá-la. – Ele saiu correndo.
Algumas meninas do Amai Dake vieram se encontrar com a Keki. Dran me olhou, preocupada. Sentei ao lado do Mitchel.
-Mika...
-Oi Dran.
-Você está bem?
-Só cai de uns 20 andares. Foi bem tranqüilo. – Dei risada. – O Mitchel está pior, mas estou esperando o resto.
-Eu falei para você ficar em casa!
-Não queria correr o risco de perder meus amigos. Ainda bem que você também está bem.
Mandei uma mensagem para o Ryu, passando a nossa localização e avisando que as meinas do Amai Dake haviam socorrido a mim e seu irmão.
-Daqui a pouco eles estarão aqui... Não seria melhor vocês se esconderem?
-Nós vamos esperar e...
Pedi para a Dran chegar perto.
-Acho melhor você manter segredo disso pro Deryk, sabe. – Dei risada. Ela ficou vermelha.
-Mika!!!!
-Estou te dando uma dica!
-AHHHH!!!!
-Vamos, ele vai aparecer.
-Vamos!! – A Dran saiu correndo na frente. As meninas foram atrás. A última foi a Keki.
-Tchau Mika Mika! Melhoras pro Mitchel-kun! – Ela saiu correndo.
10 minutos depois Ryu apareceu, com o carro, e nos levou para o apartamento.
Ryu x Mika [4]
Quando eu saà das provas, Deryk e Sachiko estavam no meio do pátio central. Ela estava agarrada no braço dele e havia uma pequena multidão assistindo. Balancei a cabeça. Ia atravessar a multidão, mas estava um tanto quanto impossÃvel. Entrei no prédio e subi até o terraço.
Lá de cima, mandei uma mensagem para a Sachiko. Eles me viram e arranjaram um jeito de fugir da multidão sem deixar rastros de onde iam.
-Deryk Deryk, você e a sua beleza não deveriam vir até aqui.
-Pelo menos você reconhece. – Ele sentou no chão, do meu lado. – Fiquei sabendo.
-Do que?
-Do Ryu.
-Ah.
-Não vai explicar nada?
-A Sachiko... Sachiko!
-Ahhhh, Mika-no-kimi!! Eu não tive tempo eu só disse que... Bom...
Suspirei.
-Eu gosto mesmo do Ryu. – Sentei no chão também. Abracei o joelho e escondi o rosto. – Sorry.
-Pedindo desculpas por quê?
-Você sabe.
Era mentira. Eu gostava do Ryu tanto quando do Deryk, da Sachiko, do George ou do Mitchel. Eles eram meus amigos e não queria perdê-los por nada nesse mundo. Por isso mesmo, eu e a Sachiko discutimos dias atrás que a condição do Ryu estava pior.
E ela disse ‘se o Ryu se apaixonar, você acha que ele melhora?’
Eu resolvi fazer o teste.
A Sachiko não se lembrava mais dessa conversa e eu iria agir como se fosse realmente apaixonada por ele. Não pretendia magoar o Ryu e levaria essa mentira comigo, até morrer.
Mas havia outro inconveniente.
 -Kusarino-san?
-Bom dia, Mitchel. Como sabia que eu estava dormindo aqui, no apartamento?
-Só adivinhei. – Ele parecia nervoso, mais do que o usual. – Devia usar o quarto, é mais confortável que o sofá.
-Queria assistir TV... Estou cansada, nos últimos dias.
-Tem sido complicado. Aquelas garotas estão começando a notar quando vamos mover. Se usamos o poder elas já sentem...
Mais do que isso, Mitchel... Aquelas garotas...
-Sim, está complicado. Estou sem... Comer.
-Seu poder está em baixa, eu notei. Posso sentar?
-Sim... – Levantei. Ele se sentou ao meu lado e eu deitei a cabeça nele. – Desculpe, vou morrer de dor de cabeça ainda...
-Quer um remédio?
-Não... Obrigada por se preocupar.
-Sempre vou. Afinal, eu gosto muito da nossa chefinha descuidada.
-Eu também gosto desse aspirante a médico gentil. – Sorri para ele, e fechei os olhos.
-Gostaria que nós gostássemos um do outro do mesmo modo.
Levantei no mesmo instante e o encarei. Mordi o lábio.
-Existe coisa melhor por ai... Desculpe.
Ele sorriu.
 -Bom... Deixe a poeira baixa por enquanto. Mais tarde as coisas vão se acertar.
-Sim...
Ryu x Mika [3]: Online Chat Conversation
[Você está no quarto agora?]
[Sim]
[E a Mika?]
[Ela está fazendo as provas que não fez. Disse que vai tirar 10 e tudo.]
[Uma idiota, realmente...]
[Ela não estava bem.]
[Hunf...]
[Deryk... Sabe, a Mika-no-kimi sempre ignora as garotas. Mas dessa vez ela respondeu. Não, na realidade, ela parecia estar se controlando. Ela respondeu. Mas depois pareceu mudar de idéia e aceitou o que elas disseram.]
[Sei...]
[Depois fez um comentário como sempre, mas... Ela não age assim.]
[Eu sei. No geral ela fala que sim, obrigado pelo conselho ou qualquer coisa assim, não é?]
[É...]
[Ela realmente se irritou, eu acho. Quer que eu vá ai mais tarde?]
[Claro que sim, eu sempre quero te ver!]
[Para ajudar com a Mika.]
[Mas se vai servir para te ver, vou ficar feliz!]
[Vou ver se consigo um tempo... Bom, você sabe se ela tem saÃdo...?]
[Como assim?]
[De noite, para... Bom, você sabe, Sachiko.]
[Eu não tenho visto... Ela matou a semana de provas inteira e a aula de ontem. Talvez nesse tempo...]
[Vai ver ela está com fome.]
[Eu tenho que ir para a aula.]
[Ei, não se esqueça de desligar o computador!]
[Não vou.]
Ryu x Mika [2]
-E apesar de tudo, você e o Ryu... Ah, Mika-no-kimi, você é muito espertinha! E tudo antes de alguém chegar... Que rápido...
-Sachiko, morra. – Falei, andando pelo pátio do colégio. – Além do mais, foi só um beijo. Ele depois sentou do meu lado e ficou vendo TV.
-Não falaram mais nada? Nenhuma coisinha? Estão namorando?
-Não sei, pergunte pro Ryu.
-Ele vai me responder ‘Não sei, pergunte para a Mika’.
-Talvez.
Olhei em volta.
-Ora ora, a senhorita Mika está de volta ao colégio! – Uma voz disse. – E que conversa é essa? Namorado?
Baixei a cabeça. Por que a Sachiko não falava japonês direito?
Olhei para quem quer que fosse.
-Infelizmente, eu estou de volta. Não se preocupe, só mais alguns meses e você estará definitivamente livre de mim. Sinto Muito o inconveniente.
-Graças a você, senhorita Mika, nossa sala está com uma média bastante abaixo das outras turmas. Se você não vier fazer as provas, só via ser um estorvo.
-Foi computado um 0 para todas as minhas matérias, não é? Calma, vai mudar e a nossa sala vai ser a melhor do St. Lucia’s. – Sorri.
-Você acha que vai tirar alguma nota decente faltando todas as aulas?
-Lhe garanto um dez em todas as matérias. Com licença. – Fui andar, mas elas falaram algo de novo. Nesse instante, já havia varias meninas assistindo.
-Tenho pena da senhorita Sachiko de ter que te aturar. Sendo sua colega de quarto, ela tem que andar com você...
-Não...! – Fiz um pare com a mão para Sachiko.
-Realmente, pobre dela. – Caçoei com a voz mais séria que tinha.
-E seu namorado? Como conseguiu? Comprou de quem?
Não respondi.
-Ou ele é um completo idiota que...
-Realmente... – Me virei para ela. – Você pode ficar quieta?
-O que? Você...
-Ele é... Um idiota. Uma pessoa em sã consciência não ficaria comigo. Tem razão.
Olhei para os lados.
-Pena que isso signifique que você vá ficar sozinha para sempre, não?
Sai andando, antes de ouvir uma resposta. Sachiko viria atrás de mim, mas mandei ela ficar. Fui fazer minhas provas.
Ryu x Mika
-Chegou cedo, Ryu.
Eu disse, quando ele entrou no apartamento. Eu ainda usava meu uniforme da St. Lucia’s. Sachiko havia vindo comigo, mas, depois de uma conversa nossa, ela saiu do apartamento e foi comprar alguns refrigerantes e salgadinhos.
-Sim... Meu irmão me mandou vir sozinho, disse que iria atrasar na faculdade... Desde que hora você está aqui, Mika-san?
Ri um pouco.
-No começo você nem ao menos me tratava pelo nome... – Olhei para ele. – Há pouco tempo passou a me chamar como sue irmão me chama... E agora já é ‘Mika-san’?
-Sinto Muito, se eu...
-Eu gosto. Dentre todos os seis, só o Deryk me trata pelo primeiro nome apenas... – Levantei do sofá, fui até o Ryu. – Mas é para demonstrar a total falta de respeito da parte dele. Sabe, Ryu, se você se sentir confortável, tire o ‘san’.
-Sim...
-Eu estou aqui já faz uma hora ou duas. Não lembro bem. Dormi um pouco, estava cansada...
Fui até a janela, olhando a cidade. Estava de noite e só era possÃvel ver as luzes acesas das casas e apartamentos, dos carros que circulavam...
-Não parece...
-O que foi?
-Um sonho, Ryu? A cidade é tão bonita... Na realidade, um ano atrás essa cidade não me era tão bonita.
-Do que você está falando... Mika?
-Estou começando a cansar, eu acho. Dessa vida. Mas acho que foi bom enquanto durou... um belo sonho. – Me inclinei para fora da janela.
Ele me abraçou. E me puxou para dentro. Ryu havia colocado força na hora de me puxar, tanta que ambos caÃmos no chão. Eu estava deitada em cima dele, de costas, sem me mexer. Ele estava me segurando, como se não fosse me deixar chegar perto da janela de novo.
-Não faça loucuras, Mika...
-Loucura... não é o que nós fazemos?
Ele não respondeu.
O silêncio durou uns bons cinco minutos. No momento que fui me levantar, ele me puxou para si.
-Pelo menos me deixe sentar... Não é como se eu fosse leve...
Ele sentou e apoiou as costas no sofá. Ryu não me largara um momento que fosse. E, no fim, estávamos nós dois, sentados no chão. Por algum motivo, eu me sentia pequena. Bem maior do que eu, ficava fácil para ele me prender como se eu fosse uma criança.
-Seja loucura ou não... O que nós fazemos... Para mim, correr o risco de perder o que eu tenho agora... É quase um pesadelo.
Sorri, sem deixá-lo ver.
-Gosta tanto assim da gente?
-Gosto... De imaginar você morta... Dói... – Ele olhou para cima, como se pensasse em todas as possibilidades.
-Sabe... Ryu... Isso seria... Para qualquer um de nós, não é?
-Mas é claro que sim.
-Que pena... – Olhei para ele, com um sorriso triste.
-O... O que?
-Queria ter um tratamento exclusivo de sua parte. – Suspirei. – Eles já estão vindos. Nós marcamos para daqui uns 15 minutos.
Ele não se mexeu.
-Não vou me jogar. Pode me largar...
Os braços do Ryu me soltaram, devagar. Fui até a janela, sob os olhos preocupados dele. Fechei o vidro e fui até o sofá.
-O que você quis dizer com aquilo?
-Que talvez eu goste de você.
Peguei uma revista e sentei.
-Mas não se preocupe. Eu não vou ficar correndo atrás de você nem nada, eu não gosto de incomodar. Eu gosto das pessoas de longe... Mas se você estiver infeliz, fale comigo, tá? Vai ser um prazer ajudar, não importa o problema. – Baixei os olhos para a revista e li algumas coisas.
Ele veio até mim, mas fingi não notar.
-Mika.
Levantei o rosto para ele. Ryu segurou o meu pescoço, com a mão gélida. Nossos rostos estavam próximos e ele respirava devagar.
-Não...
-O que?
-Se não for de verdade, não encoste em mim. O buraco que você vai se afundar é mais fundo que você pensa.
Ele me beijou.