você é minha saudade mais sincera.
decorei o timbre da sua voz, a forma que você ri. ficar sem você, mesmo que temporariamente, me faz sentir imensamente a sua falta.
— José.
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você é minha saudade mais sincera.
decorei o timbre da sua voz, a forma que você ri. ficar sem você, mesmo que temporariamente, me faz sentir imensamente a sua falta.
— José.
I am tired
Há pessoas que morrem abraçadas com tuas ilusões.
Se enganas tanto com tua certeza, que afunda todas a nossas verdades.
Talvez eu esteja um pouco cansado de toda essa bagunça da vida!
–José.
A noite cai cedo demais quando o mundo pesa. Fico desperto, deitado no escuro, ouvindo o silêncio escorrer pelas paredes enquanto a insônia se instala como uma velha conhecida. Há um cansaço que não é só do corpo, é do excesso de dias, do barulho do mundo, das cobranças invisíveis que empurram o peito para dentro.
E mesmo assim, no meio desse torpor que não dorme, lembro-me do jeito como a vida ainda encontra frestas: teus sorrisos surgindo como clarões breves, teus gestos pequenos que devolvem alguma ordem ao caos. Penso nisso enquanto o teto parece se afastar de mim, como se a própria casa respirasse lenta e pesada.
A madrugada avança, e eu sigo aqui, tentando entender por que a mente insiste em correr quando tudo o que eu queria era silêncio. Talvez seja medo, talvez seja a vontade de agarrar cada lembrança antes que o tempo a dissolva. Talvez seja só esse desejo teimoso de não abandonar aquilo que ainda me sustenta. Porque, mesmo no cansaço profundo e na insônia que arranha as horas, há algo em ti que permanece, uma calma que me alcança devagar, como quem toca de leve para não assustar.
E então percebo que, apesar do mundo exaurido, há repouso possível dentro dessa lembrança. Não um sono inteiro, não um descanso perfeito, mas um abrigo. Um espaço silencioso onde posso respirar sem medo, onde o peso do dia se dissolve só um pouco, o suficiente para que eu siga.
E assim, mesmo desperto, encontro paz. Mesmo cansado, encontro caminho. Porque, no fim, é nesse fragmento de ternura que minha noite finalmente se acomoda e aprende a ser leve.
–José.
És riso e luz no instante em que me olhas,
és canto breve, flor que o tempo adora;
teu toque é verso em asas de aurora,
que me desperta em suaves escolhas.
–José.
És riso e luz no instante em que me olhas,
és canto breve, flor que o tempo adora;
teu toque é verso em asas de aurora,
que me desperta em suaves escolhas.
–José.
Teu nome nunca saiu do compasso do meu peito. -José
O amor incondicional é leviano. -José.
O amor quando é de verdade, sempre encontra o caminho de casa.
–José.
Ela voltou.
E com ela, a paz que andava esquecida no canto dos dias.
O tempo, que antes parecia zombar de mim, agora ajoelha comigo e testemunha o momento em que, com mãos trêmulas e olhos marejados,
ofereci não só uma aliança, mas um pedaço do meu destino.
Foi em meio ao cheiro bom de pão tostado e lembranças,
num cantinho que sempre foi nosso refúgio disfarçado de lanchonete,
que me ajoelhei com o coração exposto e alma rendida,
e ouvi, enfim, o silêncio mais bonito da vida se transformar em “sim”.
Ali, onde tantas vezes dividimos risos e pedaços de nós,
decidimos também dividir o resto dos dias.
Nos embaraços do passado, tropeçamos mil vezes.
Mas agora, caminhamos lado a lado, descalços de medo, certos de que não se parte mais o que foi feito pra ser inteiro.
Fizemos amor como quem reza.
Na sala, sobre o sofá, com o coração batendo no ritmo de Kid Abelha,
e uma canção antiga sussurrando que era hora de levar a sério
tudo aquilo que o corpo gritava.
A pele falou o que a boca calou por tanto tempo.
O toque não era mais desejo apenas, era promessa.
Promessa de ficar, de cuidar, de não soltar mais a mão.
O espaço dançava com a melodia dos nossos corpos.
E o silêncio entre uma respiração e outra dizia tudo:
que o destino, por fim, sorriu pra nós.
O cabelo dela é labirinto onde me perco com prazer.
Seu corpo é mapa e refúgio.
Seus olhos, distração e direção ao mesmo tempo.
Ela tem tudo de mim,
e agora, pela primeira vez,
sinto que também pertenço a alguém por completo.
Vai dar certo.
Porque já está dando.
Porque o amor, quando é de verdade, sempre encontra o caminho de casa.
–José.
Há silêncios que não gritam, apenas pesam.
São ausências que não machucam por ruído, mas por lembrança.
E eu, tolo viajante do sentir, sigo escrevendo cartas que o tempo se recusa a entregar.
Quem sabe um dia, o destino se incline e leia em meus olhos aquilo que minha voz jamais ousou confessar.
–José.
Houve um tempo em que teu olhar era bússola,
e cada gesto teu, um poema sem rima, mas com sentido.
Hoje, sou marinheiro de lembranças,
navegando por águas que conhecem teu reflexo.
E mesmo se nunca mais aportares,
terei amado como se fosse eterno.
–José.
Não me arrependo de ter amado.
Mesmo que tenha sido sozinho, mesmo que tenha me perdido nisso.
Porque há nobreza em quem ama com verdade,
mesmo que a vida não retribua com justiça.
Amar foi meu ato mais puro.
E se doeu, é porque foi real.
–José.
Não te busco mais em fotografias ou promessas antigas.
Agora, procuro-te no que sou depois de ti:
no olhar mais atento ao mundo,
na palavra que pesa antes de ferir,
na saudade que, embora ainda doa, me ensina.
És ausência presente em tudo que me tornei.
–José.
O tempo tem me curado com uma lentidão cruel, como se quisesse que eu lembrasse cada ferida com precisão.
–José.