Alisa U Zemlji Chuda

JVL
almost home

blake kathryn
ojovivo
cherry valley forever
noise dept.
$LAYYYTER
"I'm Dorothy Gale from Kansas"
TVSTRANGERTHINGS
art blog(derogatory)
Misplaced Lens Cap

#extradirty

@theartofmadeline

Product Placement

oozey mess

Origami Around
NASA
let's talk about Bridgerton tea, my ask is open
Lint Roller? I Barely Know Her

seen from United States

seen from Australia

seen from Malaysia

seen from Malaysia
seen from United States
seen from Germany
seen from United States

seen from Türkiye
seen from United States

seen from Malaysia

seen from Malaysia

seen from Australia

seen from Singapore
seen from United States

seen from India

seen from Pakistan
seen from Hungary
seen from United States
seen from South Korea

seen from Malaysia
@amanteticas
“Se ame muito para me amar. Me ame de graça e por tudo que sou. Me ame pelas minhas partes tracejadas, picotadas, rasuradas, limpas, claras e legíveis. Me ame quando eu sacudir o avesso de mim. (…) Me ame muito, me ame sempre, me ame quando eu sorrir, chorar, desistir, quando eu quiser recomeçar. Me ame quando eu disser que vou voltar atrás. Me ame quando todo mundo for embora e a festa terminar… Me ame sim, mas entenda que amor para mim é aquele que a gente pode amar sendo quem é, com os pés sujos de andar no chão, com o cabelo emaranhado de tanto cafuné e com o coração livre. Porque a minha vida é a minha vida. A sua vida é a sua vida. Elas quiseram se juntar e andar com as mãos unidas… Eu dou o amor, somente, porque ele vale mais que tudo. E com ele a gente aprende a se amar mais e melhor. Porque o amor não tem título, muito menos definição.”
— Clarissa Corrêa. (via inverbos)
endless gifs of pet therapy sessions
Domingo
Acordei confusa, não sabendo distinguir a realidade dos meus sonhos e pensamentos, a cama com o lado esquerdo vazio me mostrava o caminho da realidade, sentei no sofá, esperando ouvir a sua voz, fechei os olhos ansiosa pelo seu toque me trazendo de volta a mim, meu pior erro. Fui a praia e você também não estava lá. Mas eu sim, eu estava, entre uma estrutura rochosa e outra, com os olhos assustados e curiosos quanto ao mar e sua imensidade, pude ver o quão pequena sou, e em meio a uma onda assoladora, sumi. Me senti confusa novamente. Sozinha. Te busquei nas mais inúmeras casas, ruas e parques, em vão, e num silêncio recluso, pude por um pequeno feixe de luz me olhar no espelho, e já não eram os mesmos olhos assustados, eram os seus olhos tíbios. Chorei. Senti. Compreendi. Me despedi.
Adeus.
Há uma hora certa, no meio da noite, uma hora morta, em que a água dorme. Todas as águas dormem: no rio, na lagoa, no açude, no brejão, nos olhos d’água, nos grotões fundos. E quem ficar acordado, na barranca, a noite inteira, há de ouvir a cachoeira parar a queda e o choro, que a água foi dormir… Águas claras, barrentas, sonolentas, todas vão cochilar. Dormem gotas, caudais, seivas das plantas, fios brancos, torrentes. O orvalho sonha nas placas da folhagem. E adormece até a água fervida, nos copos de cabeceira dos agonizantes… Mas nem todas dormem, nessa hora de torpor líquido e inocente. Muitos hão de estar vigiando, e chorando, a noite toda, porque a água dos olhos nunca tem sono.
Guimarães Rosa (via re-veille)
“Amor de amigo é coisa engraçada! É diferente de amor de pai, de mãe, de irmão, de namorado. Amor de amigo é amor que completa a gente. Um amigo não precisa estar com a gente o tempo todo, porque amor de amigo vence a distância. Amigo que é amigo mesmo pode até ter outros amigos, porque amor de amigo nunca acaba. Ele se multiplica. Tem amigo de tudo quanto é jeito: de infância, da escola, de bairro, de igreja, de faculdade, de internet, amigo de amigo. Tem amigo até que a gente nem lembra de onde veio. E cada um deles tem um espaço guardado na memória e no coração. Amigo é amigo porque está presente nos momentos mais importantes da vida da gente: o primeiro beijo, a primeira festa, a aprovação no vestibular, um picnic sábado à tarde, um dia de praia, ou até um almoço de domingo. Aos meus amigos, a todos eles, eu desejo que conquistem cada vez mais amigos. Porque amor de amigo não se cansa de amar.”
— Pedro Bial.
“Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita. Tem o peso de uma lembrança. Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros.”
— Clarice Lispector, último bilhete escrito no hospital da Lagoa, Rio de Janeiro, 07/12/1977.