pelos deuses! aquela ali passeando na praia é HEDONE? ah, não, é só HELENA VISCENZA DE BOURBON ou apenas “LIA DEVERAUX”, uma ASSISTENTE PESSOAL nos agraciando com sua beleza nos halls do aletheia hotel. as moiras avisaram: mesmo com os VINTE E NOVE anos nesse novo corpo, segue tão MANIPULADORA E HEDONISTA quanto na antiguidade. repararam também que ela lembra muito BRUNA MARQUEZINE? a maldição levou tudo, menos sua beleza. que prazer tê-la como FUNCIONÁRIA do nosso hotel!
CONNECTIONS...
sensuality is holy, it’s your dance with the cosmos…
Desde o nascimento, Helena Viscenza de Bourbon foi vista como um enigma dentro da própria família. Enquanto seus irmãos eram treinados para lidar com política, deveres e aparência, ela preferia observar o mundo à sua maneira. Os mais velhos diziam que havia nela uma espécie de magnetismo natural, uma presença que atraía atenção mesmo quando nada fazia.
Ainda criança, era tratada como o retrato perfeito do que se esperava de uma Bourbon: postura impecável, modos refinados, sorriso contido. Tudo nela era medido, ensaiado, moldado para que se tornasse um símbolo da família. Mas por dentro, Helena carregava uma inquietação. Cumpria o papel esperado, mas sua mente vagava longe, buscando sentido em coisas que os outros chamavam de distração, o toque das mãos, riso fácil, o prazer em pequenas experiências que não tinham lugar dentro das paredes de sua casa. Percebeu-se descendente de uma linhagem que se alimentava do controle, mas trazia nela o oposto, o instinto de romper.
Enquanto os irmãos buscavam prestígio e controle, Helena ansiava apenas por amor. O problema era: ela se envolvia com facilidade, com os sorrisos desavisados, o que decepcionava e contrariava sua mãe. O que para eles era frivolidade, para ela era, bem, ela. Quando adolescente, começou a testar os limites do que era permitido. Aprendeu cedo que o desejo dos outros podia ser uma arma poderosa
A família, é claro, não via isso com bons olhos. Sua leveza inquietava também seus irmãos que viam na paixão constante um risco à reputação da família -já não bastava sua mãe?- e na ânsia de agradar a matriarca também a criticavam. Seus flertes iniciais com artistas, andarilhos e até ladrões se tornavam um escândalo velado. Por isso, decidiram noiva-la com o primeiro homem rico que apareceu, um homem que possuía os requisitos que a linhagem exigia: fortuna inquestionável e nenhum traço de carisma. Assim, Helena foi prometida. Seu nome, antes motivo de orgulho, começou a ser tratado com cautela. Por isso, decidiram controlá-la à força.
Mas o destino teve outros planos. Pouco antes do casamento, Helena adoeceu gravemente. A febre e o confinamento a afastaram do altar e, de certa forma, também da família. Passou meses entre lençóis brancos. Médicos, religiosos e curiosos diziam que sua doença era punição por seus excessos, por desafiar as regras da casa. Muitos juravam que ela mesma havia provocado o colapso para escapar. O fato é que, em poucas semanas, seu corpo enfraqueceu a ponto de ser levada para um hospital isolado nas montanhas de Courchevel, na França, onde só recebiam pacientes ricos e discretos.
Lá, cercada por neve, silêncio e paredes brancas, Helena passou meses em tratamento. Ela ouvia tudo em silêncio, mas dentro dela crescia algo diferente de arrependimento: raiva. Quando recuperou as forças, não voltou para casa como esperavam. Fugiu. Deixou para trás o sobrenome, os médicos e os votos de pureza. E então, decidiu viver tudo o que lhe fora negado. como Lia, uma acompanhante de luxo que festejava muito mais do que trabalhava, mas o suficiente para que suas aparições a fizessem viver cercada de luxo e riquezas. Tornou-se acompanhante de homens influentes, vivia em jantares secretos, festas particulares e viagens intermináveis. Seu nome passou a ser sussurrado em hotéis e mansões como um segredo caro.
Anos depois, quando sua família descobriu parte de sua nova vida, tentou resgatá-la à força, mandaram ameaças, mas Helena não respondeu, até que os emissários começaram a surgir e ela se assustou. Partiu para Santorini, como uma fuga, mas no meio do caminho descobriu que seus pais sabiam exatamente para onde ela estava indo, e concordaram, em partes, sob uma condição: que ela se comportasse, que deixasse os prazeres para trás.
Helena prometeu.
MALDIÇÃO e PERSONALIDADE:
Helena -ou Hedone- nunca pertencia a ninguém. Amava quando queria, partia quando sentia algo aflorar. Tinha o dom de despertar o desejo, mas também o de desaparecer antes de ser possuída, os homens que a encontravam não a esqueciam, e os que tentavam prendê-la invariavelmente a perdiam.
Os longos fios volumosos e escuros emolduravam o seu rosto fino e delicado. Os lábios avermelhados tendiam por manterem-se em um habitual sorriso, que só lhe era tirado do rosto quando se deparava com os tão temidos sentimentos. Aquela era sua maldição, os sentimentos introjetados divinamente pelos pais no dna de Helena, que ela tanto renegava. Os grandes olhos com as íris escuras delatavam uma profundidade que Helena tendia esconder. A pele clara e macia renegava a palidez de muitas outras e davam-lhe um tom saudável as bochechas devido a leve exposição ao sol, enquanto o corpo curvilíneo era sempre envolto por roupas de luxo, com tecidos leves e esvoaçantes mas que também fossem práticos para que permitissem a condução de qualquer atividade. Estava sempre preparada.
O traço mais notável de sua personalidade certamente é sua alma cativa, o fervor pela vida, não suporta ser dirigida ou liderada e tem uma certa dificuldade em lidar com autoridade, por não ser o tipo de mulher que aceita ser levada pela coleira, mas sabe como fingir bem demais para agradar aqueles que tentam. Apesar do temperamento a morena faz amigos facilmente, graças ao seu jeito cativante e espontâneo que é capaz de quebrar as barreiras até do mais ranzinza dos homens. Suas conversas geralmente detinham um tom mais informal e leve, e embora gostasse de flertar raramente se envolvia verdadeiramente com alguém. Sua independência e coragem também são pontos fortes, mas apesar de aparentar ser inabalável é muito mais frágil do que se pensa. Dificilmente abaixava a guarda, e não demonstrava sua vulnerabilidade para outras pessoas, evitando toda e qualquer intimidade pois temia ser novamente abandonada no momento em que se despisse de sua armadura.
Com o tempo, seu nome se tornou sinônimo de mistério. A moça que nasceu sob expectativas inumanas havia se tornado exatamente o que sempre foi destinada a ser: o símbolo do prazer que desafia o inevitável, os sentimentos, os pais, o amor.
TRIVIA!
fala português, inglês e francês
muitíssimo inspirada em lorelai gilmore
está no hotel com o "noivo" rico e por isso poucos entendem o motivo dela trabalhar lá tendo tanto dinheiro
a verdade é que tudo não passa de negócios
não apenas tem ciência das atividade ilícitas que acontecem no hotel como participa delas.
divide seu tempo 50% trabalho 50% lazer, não é raro encontra-la perto da piscina como uma hospede, mas então um botãozinho se liga em sua cabeça e ela volta a trabalhar, tentando lutar conta os prazeres da vida fácil (muitas vezes ela perde a luta)
usa roupas de luxo mas come miojo da turma da mônica escondida no quarto, é tudo sobre aparências.
é viciada em café



















