Brincar de ser fortona

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@ananopaisdasmaravilhas
Brincar de ser fortona
Taca a mãe pra ver se quica
Birds flying high, you know how I feel
Sun in the sky, you know how I feel
Breeze driftin' on by, you know how I feel
Fish in the sea, you know how I feel
River running free, you know how I feel
Blossom on the tree, you know how I feel
Dragonfly out in the sun you know what I mean, don't you know?
Butterflies all havin' fun, you know what I mean
Sleep in peace when day is done, that's what I mean
And this old world, is a new world
And a bold world for me, yeah-yeah
Stars when you shine, you know how I feel
Scent of the pine, you know how I feel
Oh, freedom is mine
And I know how I feel
It's a new dawn
It's a new day
It's a new life for me
I'm feeling good
E no trilho desse trem que balança mas não cai
Igualzin' trabalhador dentro dele
Equilibrei minhas emoções
E compus o meu jardim, flor da pele
Pelo menos, se sentir, emane
E, de peito aberto, encare (O quê?)
O tempo e suas artimanhas
Temos o mundo, a vida, quase nada ou tudo isso junto
O que se sabe sobre sonhos?
(Sant)
Toda engraçadinha, acha graça em se iludir e se veste de palhaça. Ela constrói enormes cenários e escolhe os melhores personagens pra comporem a sua novela, que engana certinho todos bobos da corte com suas alegrias ilusórias.
Os verdadeiros falos
Obrigada Minnie por nos levar para passear
title of this is just ‘lesbian sex’
Eu já me deixei de ser por diversas vezes nessa vida. São vários os motivos de momentos que eu não me fui, me deixei e simplesmente fui um outro alguém: agradar a alguém, lidar com algo que eu não conseguiria, evitar um sentimento doloroso; eu abandonava a mim mesma e encenava uma persona outra, que sabia como agir melhor que eu poderia. Mesmo assim, curiosamente, eu nunca deixei de ser eu. Hoje eu entendo que mesmo quando eu estava a me faltar, eu ainda era eu, e no fundo era possível enxergar através dessa persona que ainda restava a minha ausência. A ausência era o que de mais verdadeiro eu tinha naquele momento para entregar, e era quase perceptível fisicamente pelo buraco em meu peito e o vazio nos meus olhos - quase, eu digo pois nem todos enxergam além da Persona.
Sempre que essa, vamos chamar "dissociação", acontecia, o buraco em meu peito se contraía pela dor e pulsava em torno da falta. Era tão dura a realidade que se encontrava e ainda tinha que enfrentar isso desacompanhada.
Se eu me perdia, entretanto, sempre foi no intuito de que pudesse me encontrar. Eu voava alto procurando horizontes em que não havia mais sofrimento, buscava refugio na minha imaginação, como se fosse um ato de fé, a crer na possibilidade de uma vida em que minha existência inteira sorria, devaneava através de fantasias em que minhas alegrias eram repletas, que o gozo era completo e....
o meu tombo foi enorme.
Acredite! eu mesma pensava que nunca iria me recuperar. Caí tão forte para dentro de mim tão pesadamente que não consegui me levantar por mais de uma semana.
Não sabia se sofria mais pela alma sentindo as dores do corpo, ou o corpo sentindo as dores da alma.
Mas foi no colo de minha própria carne sofrida que eu fui acolhida. Ser enxergada com carinho por aquela que tinha sua pele tão dilacerada quanto a minha, permitiu que eu pudesse me reparar.
De repente aquela solidão toda fria e estranha foi virando encontro. No princípio eu até andava pela casa procurando por mim - esquecendo que eu já estava ali - e quando não me encontrava fora e lembrava que era eu ali, sorria surpresa, como quando se está conhecendo alguém e se apaixonando.
Eu ainda estava só porém não havia mais ausência. Conforme eu fui habitando minha anatomia, o espaço antes vazio em meu peito foi se preenchendo. E porquanto estive olhando a minha ferida, senti que meus olhos ocos foram se preenchendo de compaixão.
E sabe, o que foi mais inesperado nessa integração é que nada na vida mudou e se tornou belo e fácil tal qual uma fantasia, não, a vida continuou sendo dura e complicada. Porém o que aconteceu é que obtive a fusão de ambas visões: a vida é dura, mas também bela; é complicada, mas posso lidar estando comigo mesmo.
Escola municipal Pilarzinho. Sala de aula. Estudos sobre o espaço.
Eu e Sol, na virada do ano, dançando naquele bar beira mar que tinha sinuca e uma máquina de escolher músicas ao som de Bad Romance.
Je te laisserai des mots En dessous de ta porte En dessous de les murs qui chantent
Tout près de la place où tes pieds passent Cachés dans les trous de ton divan Et quand tu es seule pendant un instant
Embrasse-moi Quand tu voudras Embrasse-moi Quand tu voudras Embrasse-moi Quand tu voudras
Lonely Empty nothingness
Bota na tua cabeça que isso aqui vai render