“O que? Não, eu não tô perdido. Eu acho. Aqui não é a rua que dá no Prédio Clarke? Eu moro lá, mas tava fora de New York tem um tempinho. Okay, talvez eu esteja um pouco perdido.”
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@andxneverend
“O que? Não, eu não tô perdido. Eu acho. Aqui não é a rua que dá no Prédio Clarke? Eu moro lá, mas tava fora de New York tem um tempinho. Okay, talvez eu esteja um pouco perdido.”
@walker-morgan
O mordiscar do lábio inferior já era trejeito tão característico quanto as maneiras particularmente lentas do rapaz, naquele ínterim de tempo isso não havia mudado. O cabelo fora cortado, um pouco raspado, mas Andy era o mesmo. Trazia na mão a inicial do nome do pai agora, homenagem singela perto do que todos aqueles últimos meses haviam significado. A verdade é que entre pedidos de perdão e abraços, tudo se desvaneceria de qualquer forma, e desvaneceu mesmo. Mas a vida não pararia de seguir e nem ele poderia simplesmente fazer-se parado a despeito dos próprios quereres ou da necessidade de tempo para absorver as coisas. Havia, no fim, certa dose de culpa em seu semblante quando os pés tocaram a porta do estúdio.
Era como entrar em um canal mágico e perguntava-se o que teria mudado. Morgan já tinha outra pessoa? No fim, era para o que convergiam todas aquelas questões. Morgan e a inabilidade de Andrew de manter-se em um relacionamento convencional; porque era pouco convencional, afinal, aceitar um pedido de namoro e partir uma semana depois, mesmo que fosse para socorrer o pai doente com quem não tinha qualquer contato e questões pendentes demais. No inspirar lento e pouco sonoro, contudo, o rapaz finalmente permitiu-se adentrar o ambiente tão conhecido, as salas iguais, o sofá ainda esfarrapado, mas agora com mais desenhos e mais coisas na parede. E lá, na sala ao lado da que era à sua, estava ele. Recostou-se ao batente com a displicência e preguiça que lhe eram própria e mesmo com o coração acelerando o semblante manteve-se impassível ao que os olhos encontraram os do namorado. “... So my father died. And I’m... Back.” Se sua altura já era diminuta, agora Andy se sentia ainda menor, mas a tranquilidade já o habitava pelo simples fato de estar em sua presença.
bang bang, two shot fired;
@mawvx @walker-morgan
Andrew nunca se considerara uma pessoa particularmente sortuda. Reclamações, contudo, nunca lhe escapavam os lábios, mesmo agora.
That’s what you get from being a greedy bitch and wanting do get more money, foi o que a própria mente lhe respondeu enquanto as lágrimas escorriam com facilidade dos olhos e os lábios não produziam nenhum som, apenas encarando por um instante a camiseta antes branca tornar-se carmesim com o próprio sangue. O mais engraçado? Ele não teria feito nada diferente.
Assim que a correria começou e ele conseguiu encaminhar um dos conhecidos para lugar mais seguro, Andy foi atrás de Morgan e Maeve, tarefa particularmente trabalhosa com os barulhos de tiros, risadas de escárnio, gritos e choros parecendo preencher cada andar da casa. O coração martelava contra o peito de maneira quase insuportável, a adrenalina o que fazia seus pés moverem rapidamente enquanto ele tentava desvencilhar-se das pessoas. Foi quando ouviu a voz de Maeve. A voz de Maeve alta e desesperada vinda de um quarto no qual ele não tardou a entrar. A voz de Maeve enquanto ela tentava inutilmente chutar um cara mascarado de cima de si. A voz de Maeve quando ela gritou seu nome ao que, num ato impensado, Andy jogou-se sobre o homem em questão. A grito de Maeve quando o som do tiro preencheu o quarto.
Por um instante, tudo que Andy pode ouvir foi um zunido constante em seu ouvido. Será que aquilo era estar em choque? Ele não sabia dizer, mas sabia que a máscara que o encarava de volta era sádica e assustadora, como se risse daquilo que ele ainda não sabia definir. Uma expressão que logo foi acompanhada de risada alta, porque enquanto os joelhos de Sykes cediam ao piso de linóleo, o homem ia se afastando, não sem antes disparar mais um tiro no ambiente, para o teto. Andy assustou-se, é claro, qualquer força que ainda havia em suas coxas cedendo ao que ele caiu para trás pelo baque.
Grande erro.
Seja qual for o torpor no qual via-se inserido, este sumiu em instantes e foi substituída de pronto pelo grito rouco e exasperado de alguém; demorou alguns segundos até ele registrar que o seu e que o que a causava era o tiro que ele havia acabado de tomar. O que deixou seus lábios então foi um grunhido longo, a dor que parecia inexistente tornando-se tudo que ele poderia pensar, irradiando de um único ponto em seu estômago que ele firmemente pressionou sem obter qualquer sucesso em eliminá-la enquanto ela irradiava em uma sensação de agulhadas e ardência extrema como nunca antes havia experimentado, intensificando a cada segundo. Andy podia sentir seu sangue bombear rápido demais, podia sentir o lugar pulsar dolorosamente e, quando olhou para baixo, notou que aquilo que molhava sua mão não era suor, mas seu próprio sangue. “Fuck, fuck, fuck!” Ele não chorava desde a noite sozinho no telhado, mas ali as lágrimas escorreram livremente.
walker-morgan:
Morgan franziu o rosto exageradamente ao sentir os dedos de Andrew tocarem seu nariz, deixando uma risada escapar enquanto assistia as tentativas dele de tentar se esquivar. Mas Walker era um cara teimoso, e não desistiria tão facilmente do amigo. “You don’t have to be. Just feel the music and let it guide you.” A bem a verdade, o moreno também não era o melhor dançarino do mundo, mas isso não o impedia de pagar alguns de seus melhores vexames na pista de dança e, desta vez, queria companhia. Adiantou-se ligeiramente para tomar a mão de Sykes na sua, puxando-o para que se levantasse da cadeira. “C’mon, Sykes. Let’s have some fun.”
Adorável. A palavra sempre lhe ocorria quando estava junto com Morgan, ainda mais agora que, embriagado, fazia-se muito difícil pensar em outra coisa que não no melhor amigo. Ele deveria saber que Walker não largaria o osso tão facilmente, mas também pouco lhe custava tentar. “What are you now? A poet? This sounds like bathroom’s poetry to me, Morgan, honestly. Al least try to woo me with some Shakespeare.” Ele brincou, longe da irritação, ainda que os lábios tenham se torcido tão naturalmente ao ver-se puxado por ele; Andy, no fim, foi sem exitar. “God, you always make my laundry days way, way harder, do you know that?”
mawvx:
“Meu Deus, Andy, ficou muito lindo! Olha posso afirmar que qualquer anel que for parar nesse dedo não vai se comparar a esse aqui que está gravado no meu dedo.” Maeve observava a nova tatuagem admirada, certamente o lugar que o amigo havia escolhido não poderia ser mais que perfeito. De todas as pessoas próximas a si, podia afirmar que Andrew era a sua pessoa, e que da mesma maneira cuidava dele sentia o mesmo sentimento vindo do moreno, e ela não confiaria a muitas pessoas a sua própria vida. Após ele passar a pomada sobre a sua tatuagem, Maeve pegou a pequena maquina em mãos e abriu um sorriso travesso para ele. “Oh baby boy, pode virar de costas que a sua vai ser em um lugar muito especial, só para certas pessoas ter a oportunidade de vê-la.”
“Your future husband has nothin’ on me.” Ele declarou com certo orgulho e uma dose de humor que bem combinava com sua expressão tranquila, porém certamente convencida. Ele estava igualmente satisfeito com o trabalho feito em Maeve e mais feliz ainda pela melhor amiga tê-lo apreciado igualmente. Como ela, confiara à morena sua própria vida e certamente daria a sua por ela, também. Por essa mesma razão, confiava nela com sua maquininha, que ele logo viu pegar, rindo uma vez que a resposta para sua pergunta foi proferida. Ele deveria saber, honestamente. “Oh, here we go. You’re tattooing my ass, aren’t you? Damn, girl. Okay, okay, vamos lá.” E, assim, lá foi Andy virar-se de costas para ela, deitando-se na maca logo depois.
zxnderward:
“ —— Então sabe bem que eu sou um medroso de primeira, it’s now or never, mate.
Não conseguiu sentar antes de cair no chão pelo choque contra outro rapaz que corria na direção oposta. —— Que droga foi essa?
“Well, let’s do it, then!” A animação de Andy foi imediata e ficou mais do que clara no enviesar de seus lábios, que não diminuiu por um segundo sequer. Ficou bastante claro, contudo, a pessoa correndo e trombando com Zander lhe chamou a atenção de imediato. Andrew apressou-se para ajudar o rapaz a levantar-se, estendendo-lhe a mão e olhando com estranheza para a sequência de pessoas que também passou a sair correndo e gritando. “... Será que contrataram alguém pra assustar?” A explicação mais inocente que o cérebro produziu, contudo, não mostrou-se mais apaziguadora quando som de uma repetição de do lado de fora da mansão preencheu o ambiente. Andy conhecia aquele som, era um som que fazia a pele se eriçar e o coração se acelerar de imediado. “... Dude, I think we should hide or something, this is not normal.”
gfontxine:
FLASHBACK.
“ —— You sure look like one. Por favor, a única coisa que vai conseguir é me irritar, não faço tatuagens.
“If you saying that because of my size I must say it’s very rude of you. Ah, tudo bem, se você realmente não quer eu não vou te pressionar com isso.”
maxgrahxm:
“ —— Ok… Então eu vou ser o primeiro a… Nossa antes de começar a beber eu já sei que não vai dar certo, maldita baixa tolerância. —— Os olhos fixos na própria pele que aos poucos ganhava outra cor naquele desenho, era inegável ali o talento tão natural de Andy, outro além da música que conhecia tão bem. —— I’m not a little shit, fuck you! —— Disfarçou com uma risada a eletricidade que subia pelo seu pulso, puxou o braço deveras envergonhado tomando o desenho por concluído. —— By the way, você é o trabalhador que deveria ser responsável aqui. Eu só estou fazendo meu papel de amigo. —— Levantou levando as mãos aos bolsos dos jeans que agradecia fazerem parte de sua fantasia. —— Are you coming?
“Don’t worry, eu não vou deixar ninguém desenhar na sua cara de novo que nem na última festa, it’s all going to be fine. Até porque, eu já tô desenhando em você aqui.” Andy não era do tipo que se sentia a vontade com qualquer pessoa, embora tentasse, mas havia um senso de irmandade sempre que pensava em Max. O garoto era como um irmão mais novo que nunca tivera e seu carinho por ele era inegável. Por tal razão, o riso soou igualmente fácil com a reclamação feita e os olhos de Sykes fizeram-se diminutos. “Oh, but you are. But I like little shits, I’m one.” Ele informou, os ombros encolhendo-se enquanto estava prestes a continuar a desenhar quando sentiu-o puxar o braço. Os olhos arregalaram-se só um pouquinho antes que Andrew risse, isso porque o tatuador não conseguiu deixar de achar engraçado. “You so ticklish, honestly. E isso é verdade, mas eu sou trabalhador responsável a semana inteira, doesn’t seem fair.” Ele disse, fechando a caneta e levantando-se igualmente em meio a um pequeno suspiro. “Well, yeah, eu vim de Danny Zuko, se eu não ficar pelo menos um pouquinho bêbado vou ter feito errado.”
walker-morgan:
“Simples. Porque mesmo parecendo um monstro canibal, eu ainda sou muito mais bonito. Besides, eu ainda tenho um nariz.” Normalmente, Morgan não exibia toda essa autoconfiança, mas já tinha bebido consideravelmente e sabia que Andrew estava no mesmo estado e não iria julgá-lo. “C’mon, Sykes, não é como se eu nunca tivesse sujado suas roupas. E isso é feito de corante temporário. Sai com água e sabão.”
“Oh, yeah, that you do. Curious thing.” Os olhos fizeram-se pequeninos ao que a mão esticou-se para tocar a pontinha do nariz alheio, como se estivesse testando algo, mas Andrew logo estava só recuando com a mão, evitando assim sujar-se e rindo um pouco no processo. “Well, I’m not sayin’ that, it’s just... I’m not really a good dancer.” Era parcialmente verdade. Andrew sabia algumas coisas, mas ainda faltava um pouco de álcool no sangue.
zxnderward:
“ —— Pra ser sincero já comecei a beber. Tem algum problema? Agora me animei pra fazer essa tatuagem.
“Nah, since I already know you e sei que quer fazer, num tem problema nenhum. Você quer começar agora?” Questionou, o sorriso mostrando-se imediatamente interessado porque, no fim, Zander era uma das pessoas mais interessantes que conhecera ultimamente.
gfontxine:
“ —— Não faço tatuagens, kid. Minha pele é uma tela em branco.
“Kid? Oh, don’t say that, isso é tipo desafiar um tatuar. Agora eu vou ter que te encher pra pelo menos tentar te convencer.”
nhxnsel:
Eu não sei se bebi o suficiente pra conseguir tatuar alguma coisa. O que seria legal pra tatuar que não fosse muito embaraçoso e não doesse muito pra fazer? E teria que ser num lugar bem discreto.
“Que não fosse embaraçoso e não dou muito? Hm... Que tá umas flores? Eu tenho um que eu rabisquei, mas não fiz em ninguém ainda. Dá pra fazer no pulso, antebraço, parte interna do braço na parte de cima. No ombro também fica bem bonitinho, tanto na frente quanto atrás. O que acha? Se quiser alterar alguma coisa a gente também pode.”
biscoitocombiscate:
“É preciso mais que um sorrisinho charmoso para me convencer a furar o meu corpo, sou altamente medrosa para esse tipo de coisa e você sabe muito bem. Como bom ser humano que sou vim aqui te trazer esse cupcake feito de rum. Trouxe um para mim também, não estou querendo virar um pirata sozinha.”
“Mesmo sendo o meu sorrisinho charmoso direcionado só pra sua pessoa? Eu acho meio em justo que nesse tempo todo de amizade eu num consegui te tatuar ainda, é meio bosta. But alright. Oh, a cupacake? Eu já gostei muito disso pelo rum, mas algo me diz que eu vou precisar comer uns cem desse pra começar a cogitar ser um pirata.”
gpercy:
Você acabou de me fazer três tatuagens e já quer fazer a quarta? isso tudo pra tocar em mim? Tá, brincadeira, mas onde você pretende fazer? Fiquei interessado.
“Yeap, você descobriu o meu plano all along, que era colocar as mãos em você, I’m sorry.” E no tom de voz tão absurdamente pacífico de Andrew, era bem provável que ele soasse quase irônico demais, mas não havia nenhum tom de maldade ali, em especial porque o sorriso logo se exibia mais largo. “That’s my boy! Hm, panturrilha, maybe? É um bichinho preguiça bonitinho, eu num vou nem mentir. Na pra fazer no antebraço também.”
rycavirus:
Não parece mesmo, mas assim é melhor, você pode ficar aproveitando quando não tiver muita gente querendo tatuar. No, no. Só de ouvir o barulho da máquina eu desisto. Ou quem sabe eu não volto aqui quando tiver mais fora de mim? Só não me deixa fazer nenhuma tramp stamp. Ou algo tão vergonhoso quanto.
“Okay, como uma pessoa que vai ganhou praticamente uma tramp stamp hoje eu sou obrigado a dizer que elas não são tão ruins assim, alright? Mas sério? Medo de agulha ou só da máquina? Eu juro que não dói nadinha, mas se quiser eu espero sim.”
“Suuuure, eu não sei como não tão confundindo você com uma versão ensanguentada e emo dele, babe.” A fala do tatuador já se fazia um pouquinho mais arrastada do que era considerado o normal, muito embora ainda houvesse chances de Morgan poder confundir com sua voz de sono; elas eram bastante parecidas, de qualquer forma. A verdade, contudo, é que Andrew já havia ingerido um pouco de bebida, mas de jeito algum ele se levantaria para dançar, preferindo girar na cadeira rotatória devagar enquanto negativava com o rosto. “De jeito nenhum, minha blusa é branca, você vai me sujar em dois minutos e num vai sair nunca mais. Eu só tenho duas camisetas brancas. Duas.”
“Ah, num tem problema. O Morgan e o Ray tão aí, depois eu bebo, fico igual você e eles olham a gente. Eles tem que servir pra alguma coisa.” Não havia real malícia na menção aos dois rapazes em questão, ao contrário. Andy se concentrava em desenhar um fantasminha justapostos naquele momento, começando a transformar as costas da mão do amigo com a caneta. Interrompeu-se, contudo, diante de suas novas palavras. O cenho de Andrew franziu-se, mas mais do que surpresa o que ele externava era divertimento. “Well, look at you! Quem olha pra essa cara não diz nunca que você é um little shit, Max, honestly.... I guess I can leave for like, a couple of minute.” Ele concedeu, sem realmente parar de desenhar. Se o amigo deixasse, ele provavelmente terminaria de desenhar por sobre a pele macia antes de saírem dali, a pontinha do indicador acariciando de leve a pele do pulso, contra a qual repousava enquanto segurava a mão dele no lugar.