É uma mistura de carência com tesão, q porra
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@angellouca
É uma mistura de carência com tesão, q porra
É uma mistura de carência com tesão, q porra
Eu voltei para casa. Eu estava cansado do que a lida do amanhã poderia me trazer, como se fosse um zumbido no meu ouvido, uma náusea no estômago, pensei que eu poderia chutar o balde dos meus dias compromissados e em geral desgastantes. Eu posso escrever mais e ler mais, só que sem obrigação, porque é fácil ser poeta com 17 anos… Difícil é ser poeta quando você cresce e os afazeres vêm à tona. O que é escrever, portanto? Um batalhão móvel de metáforas, metonímias, antropomorfismos, enfim, uma soma de relações humanas, que de forma enfatizadas poéticas e retoricamente, transpostas, enfeitadas, e que, após longo uso, parecem a um povo sólidas, canônicas e obrigatórias.
se eu te disser que possuo tinta nas minhas mãos,
tu fala que teu corpo é tela?
do mesmo jeito que o sapato acaba ficando pequeno pros pés, a gente fica grande demais pra caber nas pessoas e tudo bem.
Parque Augusta, SP.
Eis que habitavas dentro de mim e eu te procurava do lado de fora.
Santo Agostinho. (via peregrin-o)
eu estava decidida em ir embora, partir, pra sempre de você. mas, desde o momento em que você olhou nos meus olhos, e pediu pra eu ficar pela décima vez, eu já tinha mudado de ideia desde a primeira. não tem como te largar, não dá pra te soltar. caramba, temos que ser nós.
Sou um baú repleto de amores mortos e saudades platônicas.
Ana (via andastes)
Então compreendi perfeitamente o que gerava a dor. Não era o corte com a ponta da faca, a topada na quina da cama, o amigo que não liga mais, o café que sujou o fogão, as palavras duras, as notícias na tv, obviamente isso soma-se ao fardo, mas não é ele em si. A dor era gerada pela sede insaciável do nada. Pois quando não se tinha o que queria sofria e quando conseguia almejava outra coisa para sofrer. E é por essa sede que os humanos consomem seus dias, pelos futuros que nunca virão ou que serão fadados quando chegarem. E a maior idiotice era perceber: eu também era um desses tais que nunca estava de barriga cheia.
Fernando Pessoa. (via apagou)