O Sol e a Lua eram índios de tribos distintas, o Sol amava a Lua e a Lua amava o Sol. Mas esse amor era impossível, pois suas tribos eram rivais.
Quando os dois se encontravam nos pés da grande Jurema deixavam seu amor transbordar.
A Lua nunca se sentiu tão amada e protegida quanto nos braços do Sol e ele se sentia o homem mais forte, importante e amado do mundo com ela nos braços, sentia que podia vencer tudo e todos com seu amor.
O Sol determinado a cessar a batalha entre as tribos foi até a tribo da Lua tentar encontrar uma solução para poder se casar com sua amada.
Porém o Pai da Lua se sentiu traído por sua própria filha e enfurecido mandou matar o Sol.
A Lua sabendo dos planos do Pai tentou avisá-lo para que fugisse e se salvasse. Mesmo com a Lua implorando pra ele fugir, o Sol estava decidido a batalhar por sua amada. De que adiantaria fugir e viver sem sua amada?
A Lua sabia que ele era forte, mas tinha medo do que poderia vir a acontecer e não podia abandonar seu amado. Então decidiu segui-lo quando entrou na floresta.
Os índios de sua tribo começaram a atacar o Sol e ele, muito forte e determinado, vencia de todos com quem lutava. Mas sua tribo havia colocado um índio flecheiro atrás da grande Jurema como estratégia, ele mirou na direção do Sol uma flecha envenenada.
A Lua viu a tempo o que iria acontecer e se colocou na frente dele para que desistisse de atirar a flecha no Sol. Mas, já era tarde, pois ele havia atirado a flecha, que acertou o peito da Lua.
O Sol bradou ao ver o que aconteceu, gritou tão alto que a floresta estremeceu. Ele pegou sua amada nos braços e entrou em pranto enquanto ela dava seus últimos suspiros e dizia que o amava.
O Sol com sua amada nos braços foi até a grande Jurema, onde clamou pelo seu poder, oferecendo sua vida pela de sua amada, mas isso não era possível.
A Grande Jurema disse que não poderia reviver alguém dos mortos. Decepcionado e desmotivado a continuar o Sol tirou a flecha do peito da Lua e enfiou no seu, não poderia viver sem sua amada.
O Pai da Lua chegou até os pés da Grande Jurema, onde viu sua filha e seu amado mortos, ambos por um flecha envenenada por ele mesmo.
A Grande Jurema vendo tamanho sofrimento das tribos transformou ambos no Sol e a Lua que conhecemos hoje.
A Lua iluminaria todas as noites e guiaria os passos de quem andasse na escuridão e o Sol com sua infinita força irradiaria tudo a que tocasse, mas ambos não se encontrariam por longos períodos, como lembrança do egoísmo das tribos, quando o sol brilhasse a lua não apareceria e vice versa.
Para celebrar o amor dos dois a Grande Jurema criou o eclipse, onde ambos se encontrariam e todos os observariam e lembrariam que não existe amor no mundo impossível.















