And i do anything to feel your love again @Chris.
O garoto acorda com o sol batendo em seu rosto, tinha esquecido de fechar a cortina na noite passada, fazendo com tenha que se levantar ás 7:00 da manhã, mesmo que tente, ele nunca consegue dormir de novo depois de acordado. Chris arruma sua cama e vai até o guarda roupa, veste uma camisa e por um momento se esquece que é natal e pega sua mochila para ir pra NYADA, assim que chega na cozinha e vê um papai noel em cima da mesa se lembra de que dia é hoje, ele se xinga mentalmente "Merda", Chris tem esquecido muito as coisas ultimamente, mais que o normal e pretende marcar um médico o mais rápido possível, ele é muito preocupado com sua saúde e coisas relacionadas.
Ele agradece por Anna não estar na cozinha, pois ela iria rir dele até o resto do dia, ele começa a ficar preocupado com a garota, hoje faz exatamente um mês que ela perdeu sua avó e nesse mesmo mês, faz 12 anos em que Chris perdeu sua mãe, por mais que foi difícil, o garoto já aceitou isso, mas para Anna, está sendo horrível porque ela fica se culpando pelo ocorrido. O garoto vai até o quarto de Anna para ver como ela está, mas a mesma não estava no quarto, Chris então manda uma mensagem que logo é respondida, enquanto ambos conversavam por SMS, ele preparava seu café da manhã e o de sua amiga, assim que recebe a mensagem falando que já estava subindo, ele se apressa mais, assim que termina, escuta o barulho das sacolas de compras.
Chris vai até a sala, se escora na parede e diz —Boa dia, fiz nosso café da manhã— Percebe que a garota não responde e continua sentada no sofá, imóvel olhando para o chão. —Anna?— Fala Chris enquanto ia em direção a menina, ele se abaixa até sua altura e percebe que ela está chorando, Chris então começa a abraça-lá forte —Seja forte— Diz enquanto lágrimas escorriam pelo seu rosto, mesmo que ele já tenha aceitado, é impossível de esquecer.
Anna ouviu Chris falando alguma coisa, mas não conseguiu identificar o que, ela já estava embalada no choro e nos pensamentos ruins que a cercavam. Anna, durante esse um mês, tentara ser o mais forte possível, não deixar transparecer o que quer que fosse, mas ali ela se sentia segura, e ela, de qualquer forma, não conseguia e não queria segurar aquele choro. Ela sentiu os braços de seu melhor amigo a sua volta. Era um dos únicos abraços que poderia confortá-la no momento. Ela encosta a cabeça no ombro do amigo e percebe que ele também está chorando. A loira acha melhor não falar nada. Ela, pela primeira vez, entendia a dor do amigo, e sabia que não havia palavras ou qualquer outa coisa que faria ele melhorar, nem ela. Anna escurrega do sofá para o chão, para sentar ao lado de Chris. Ela encostou sua face no peito de Chris, de modo que abafasse os soluços que ela emitia devido ao choro. Ela sabia que se ela tivesse visitado mais sua avó, se tivesse presente, e se não fosse tão fraca a ponto de não enfrentar o padrasto as coisas estariam melhores agora. Ela deveria ter colocado sua avó em primeiro lugar, e não deixar seu padrasto a impedir de ver sua avó. Era culpa dela, Anna sabia disso. Anna sentia um vazio. Era como se alguém tivesse entrado no centro dela e feito um enorme buraco ali, que jamais seria preenchido. Um buraco que doía mais do que qualquer machucado. Era uma dor que ela sabia que não tinha como curar. Ela deve ter ficado apoiada em Chris por mais de meia hora quando finalmente levantou o rosto para ver o amigo. Ela sentiu mais vontade ainda de chorar quando o viu. Ele também estava mal. Ele havia perdido a mãe. Ela levou seus dedos finos e delicados ao rosto do amigo e limpou devagar as lágrimas que ainda escorriam ali. Anna ainda chorava, mas agora conseguia falar. - A culpa é minha. Eu não deveria ter parado de visitá-la por culpa do meu padrasto. Eu fui fraca. A culpa é minha Chris, a culpa é minha... E eu não posso fazer nada pra mudar isso e isso me mata. Eu queria poder trocar de vida com ela. Ela era uma pessoa melhor que eu sou. Chris... eu... - Anna então parou de falar e deixou as lágrimas caírem com mais intensidade outra vez. Ela colocou as mãos no rosto e colocou-os entre as pernas. Ela queria gritar, mas ela se contentou em ficar ali, imóvel, apenas chorando.








