Alaska and Anthony: moodboard: "I wouldn't change a thing"
"Like fire and rain, you can drive me insane, but I can't stay mad at you for anything. We're Venus and Mars, we're like different stars"
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Alaska and Anthony: moodboard: "I wouldn't change a thing"
"Like fire and rain, you can drive me insane, but I can't stay mad at you for anything. We're Venus and Mars, we're like different stars"
Ao se sentar, ela engoliu em seco, por não sabia se se lembrava exatamente daquela música. De uma certa maneira, ela se importava em ser perfeccionista até mesmo sozinha, e não apenas diante de uma plateia que poderia julgá-la por qualquer erro. Aliás, quem seriam esses críticos? Melhores do que ela? Definitivamente não. "I’m talking loud not saying much. I’m criticized but all your bullets ricochet, you shoot me down, but I get up" cantou um pouco mais alto dessa vez, mas ainda apertando as teclas do piano com muita suavidade e, de certa forma, um pouco de dúvida. Ouviu um barulho estranho do lado de fora da cabana e pensou em se levantar para ver se havia algo, mas por ter sido um barulho rápido e não muito alto, não pensou que poderia ser nada além de algum galho caindo de alguma árvore próxima. “I’m bulletproof, nothing to lose, fire away, fire away. Ricochets, you take your aim, fire away, fire away…”
O menino ficou um pouco mais curioso, se aproximando da janela, dessa vez sem se abaixar, talvez se a menina olhasse para a janela, perceberia uma sombra do lado de fora, embora ele não estivesse fazendo barulho, ela parecia concentrada. Será que estava de olhos fechados? Esse tipo de dúvida se passava pela cabeça do menino. Já que por mais idiota que fosse parecia ter algum sentido. "Ela deve ser morena, não, não, loira, é loira... E ter olhos azuis.. Com certeza azuis." pensou. De alguma forma era como se estivesse idealizando a garota perfeita da sua mente, o seu tipo de garota favorita - embora ele achasse essa história de tipo besteira - Mas ele sabia que poderia muito bem ter cabelos castanhos, quanto ruivos, como até mesmo coloridos, ou olhos verdes ou cinzentos. Mas tudo o que importava é que ela estava no acampamento. E não, ele não interromperia a cena para ver a menina, sabia que seria falta de educação e que seja lá quem fosse ficaria furiosa. Apenas cantarolou a música em sussurro acompanhando o ritmo, de uma forma que nem mesmo uma formiga que estivesse por ali ouvisse. -- You shoot me down but I won't fall, I am titaniiiiuum"
Já havia um bom tempo desde que Alaska havia voltado para a sua definição sem tirar nem por de inferno, então, já fazia um bom tempo que ela não se divertia. Ou que, pelo menos, não fizera algo que lhe proporcionasse nem que fosse um pouco de prazer. Nada ali parecia se encaixar no que Peters realmente precisava, e aquilo parecia consumir cada dia mais a sua vontade de respirar. Precisava fugir da sua cabana pequena, pouco iluminada e completamente isolada por alguns instantes. Mas não era como se a loira estivesse indo à procura de alguém para ouvi-la. Ela só queria um pouco de paz interior. E então, foi ao seu - quase - refúgio. A sala da música quase sempre vazia do acampamento. Ao entrar ali, se apressou ao fechar as cortinas e trancar a porta para não ser pega por algum curioso bisbilhoteiro. Fazia muito tempo que não entrava ali. Avistou o imenso piano bem ao centro do local, indo até lá e apertando de leve algumas teclas, mas que faziam todo o sentindo uma ligadas às outras. "You shout it loud, but I can’t hear a word you say.." cantou um pouco baixo, logo depois se sentando diante o banquinho do instrumento.
O menino ouvia apenas barulho de passos na sala, ficou um pouco confuso, até ouvir algumas teclas do piano. Por algum motivo ele sabia que seja lá quem estivesse lá dentro fosse tocar justamente o piano. Mas de repente tudo congelou quando ele ouviu o primeiro verso da canção. Primeiramente porque: Ele havia pensado aquela canção o dia inteiro, o que era realmente muito estranho. Talvez alguém que ele não se lembrasse estivesse ouvindo Titanium e de repente a música ficou em sua cabeça. Mas outro motivo para o menino congelar, era bem mais intenso do que a música que ele estava pensando estar sendo cantada. E sim porque ele reconheceu uma voz da qual de forma completamente platônica havia se apaixonado desde a primeira vez que ouviu. No ultimo ano de acampamento. Mas como assim? A menina ainda estava no acampamento? Ele estava um pouco chocado, porque esperava que nunca ouviria aquela menina de novo. E agora ela estava lá. Com certeza era ela, ele não tinha dúvidas. Mas para ter certeza, ficou nas pontas do pé. Claro que não adiantava nada, pois ainda não conseguia enxergar nada na sala, mas queria continuar ouvindo daquela voz.
Anthony estava passeando pelo acampamento com sua câmera indo em direção ao seu dormitório. Havia acabado de tirar a foto que precisava para seu trabalho, também estava muito cansado. Não estava aproveitando o acampamento como no seu último ano, mas decidiu que era um momento de folga. Não era só porque havia sido contratado pelo Sr. Peters que deveria ficar vinte e quatro horas por dia perseguindo uma garota. Além de ser desagradável para a menina, com certeza ele não tinha o menor prazer em ficar vendo as idiotices agora que era o seu "guarda-costas". De repente ouviu algo da cabana que dava para a sala de música. Notou que a cabana estava cheia de cortinas fechadas e estranhou um pouco, só se lembra de ter visto ela nesse estado uma vez na vida. Ninguém estava tocando nada, ele não sabia se a pessoa lá de dentro já havia terminado ou iria começar.. Mas Tony sentiu algo palpitar em seu peito, imaginando que fosse mesmo alguma coisa ou se seria algo da sua cabeça, já se aproximando de uma janela, embora não enxergasse nada que havia lá dentro.
Acordou mais revoltado que o normal, Tony? — riu baixo — Eu nunca, nunquinha mesmo, sequer levantaria a hipotese de dar uma chance para aquele cara. Se ele ainda fosse gostosão igual aquele outro, como é mesmo o nome dele? Jason? ‘To brincando, não me mate! Ficaram uma merda, e eu ainda tenho que passar a segunda mão em todas elas. Mas vamos lá. — deu de ombros e começou a andar em direção da beira do lago.
O Jason? Aquele cara é muito velho pelo amor de Deus, e nem vem falar que ele é gostoso, não é só porque ele tem aqueles brações que signifique algo, com esteróides até eu fico bombado daquele jeito. Mas já viu a barriga de cerveja daquele cara? Ugh -- revirou os olhos e se aproximou do lago -- Ah, então eu te ajudo, não tenho mais o que fazer mesmo. -- disse avistando a canoa que a menina havia pintado -- Um... Você deveria tentar pintar só pra uma direção, acho que ficaria melhor. Vamos tentar fazer isso na segunda mão, ok? -- falou pegando um pincel, já começando a pintar uma das canoas. -- Não seria melhor você tirar elas do lago antes de pintar? Não é capaz de molhar e estragar a pintura com elas aí?
É, contribuir com o acampamento é legal, até porque eu amo esse lugar, mas foi o Steve que me obrigou porque me pegou roubando mais chocolates da cozinha. Ele disse que qualquer dia desses me enfia numa clínica para descobrirem qual é o meu problema. Admito que fiquei com um pouco de medo.
-- Eu não tenho medo desse babaca, ele só fala as coisas pela autoridade, é completamente ridículo. Mas você deveria ter medo dele mesmo, ele é um babaca, já vi ele dando em cima de umas dez campistas, eu tenho certeza que ele tiraria seu castigo se você desse uma chance a ele, coisa que eu sei que você não vai fazer, se não, eu dou uma surra naquele cara e paro de falar com você -- riu baixinho apenas provocando a menina -- Deixa eu ver se você fez um bom trabalho com as canoas pelo menos. Você já acabou?
Um dia inteiro ajudando a pintar as canoas e quase caindo no lago umas dez vezes, não sinto mais os meus braços.
-- Pelo menos você está fazendo algo que preste! Algo pelo acampamento, acho que é a primeira pessoa daqui que vejo que faz algo se importando com esse lugar.
É, vamos lá. — assentiu com a cabeça deixando ele entrelaçar seus dedos como os dois faziam ás vezes. — Em que sentido, Sr. Curioso? Eu sei quando você não está querendo saber sobre o lugar e sim sobre mim, ok? O que quer saber?
-- Ah, eu não sei, baixinha. O que você tem feito? Se divertiu muito sem mim e já arranjou um melhor amigo substituto? -- franziu o cenho, apenas dando brexa para que ela falasse de sua aproximação com Charlie, enquanto dava algumas encaradas pelo canto do olho para a garota, notando que já estavam perto do acampamento -- Eu trouxe um chaveiro pra você. Não pense que eu me esqueci cem por cento de ti.
As palavras do garoto ai são as minhas. — disse a garota colocando a mão sobre o peito, em uma pose dramática.— segurando cada vez mais o riso. Esperou os dois entrarem na cabana, parando e ficando encostada na porta apenas observando tudo o que o garoto fazia com Julia, tentando não se importar muito. — Isso mesmo, boa noite. — disse jogando um beijinho para a garota e em seguida deixou ser puxada pelo garoto, caindo na risada em seguida.— Acredite, você pegou o final, ela ficou querendo morrer do meu lado por quase duas horas e não importava o lugar que eu fosse, ela me seguida. Faço suas palavras as minhas, novamente.
-- Que absurdo! O pior é que essa menina deve ter uns quinze anos! Pelo amor de Deus não sabe nem o que é amor. Tá que ela é muito gata, mas não leva ao caso, isso foi a gota d'água. Será que ela acha que amanhã a gente vai mesmo voltar para dar chocolate quente com marshmallow? Acho melhor a gente vir. Vai que a falta da nossa presença faz com que ela se mate de uma vez, não quero fazer parte de um suicídio como homicídio indireto (?) -- falou aquilo percebendo que havia feito mais sentido na sua cabeça do que na hora de falar.
Se aconchegou direitinho no abraço dele e suspirou. Não tinha dúvidas que ele era seu porto seguro. — É, eu espero que sim. Espero também que eu nunca seja capaz de fazer algo tão ruim pra isso acabar acontecendo. — sorriu e fechou os olhos com o beijo nas testa, se sentindo confortável com aquilo tudo — olhou bem o sorriso dele e o encarou logo em seguida. Maldito sorrisinho de canto. Esperou que o beijo em seu rosto acabasse para voltar a abraçá-lo, dessa vez pelo pescoço, deitando a cabeça no mesmo.
Continuou abraçando a menina dessa vez fazendo com que os pés da menina saíssem do chão, logo depois se afastou um pouco -- Vamos voltar para o acampamento. -- falou pegando na mão da menina e entrelaçando seus dedos aos da morena e começou a caminhar -- Mas me diz, o que eu perdi por aqui? -- disse mais curioso em relação a Charlie do que qualquer outra coisa que ela fosse falar, se concentrando mais na menina do que no próprio caminho que fazia - já que ele conhecia aquela área de cor e salteado.
— Sentiu mais uma vez uma ponta de ciumes ao ver o garoto beijando o rosto da tal “amiga” dos dois agora, mesmo assim tentava manter o sentimento o mais longe o possível de seus pensamentos. — Isso mesmo, somos quase como o esquadrão dos corações quebrados. — Segurou o riso ao ter ouvido ela mesmo falar aquilo, andando junto dos dois. Continuou ouvindo o garoto conversando com Julia, ficando um pouco entediada com tudo aquilo, então apenas observava o que Tony iria fazer para ela poder entender o que tinha que fazer.
-- Essa é a nossa identidade secreta, Esquadrão dos corações quebrados, mas preferimos usar a sigla E.C.Q., você Julia, agora fica com a responsabilidade de guardar o segredo do nome da agência. Por favor, se descobrirem quem somos, não poderemos mais trabalhar em segredo e um bilhão de corações partidos vão na gente. Para onde vão os corações partidos? No esquadrão que ajuda eles. Essa é a resposta. E acredite, quem é dessas agências acaba se sentindo esgotado, por isso é tão normal trabalharem secretamente, como agentes. -- riu baixinho e entrou na cabana da menina colocando a mesma para se deitar -- Boa noite -- beijou a testa dela -- Vamos cuidar do seu coração, mas agora você precisa descansar, e lembrar do quanto seu ex era um idiota que não te merecia. -- assentiu e saiu do quarto puxando Adele consigo. -- Eu até pensei em fazer uma pegadinha com ela, só porque essa garota é escrota o suficiente para pensar num negócio tão sério por um motivo tão tosco, embora eu ache que ela só disse aquilo para chamar a atenção. Mas depois fiquei com pena, pela mente dela ser tão vazia e ignorante.
— Se deixou ser puxada e o abraçou, enterrando o rosto no peito dele — Desculpa, desculpa, desculpa. Eu juro que não queria fazer isso, eu sou tão terrível às vezes, minha personalidade é tão terrível. Desculpa, por favor, desculpa. Foi desse jeito, foi no meio de um desses meu chiliques, que eu perdi o Charlie, um cara que eu gostava de verdade. E agora eu quase te perdi, desculpa por ser tão explosiva. Mas é que eu te amo pra caralho, Tony, você é a melhor pessoa que eu já conheci. Me desculpa, me desculpa.
O menino começou a ouvir o que a garota começou a dizer e acabou soltando uma risada baixinha com tudo aquilo, esperando ela terminar de falar. Tony apertou um pouco mais o abraço apenas para demonstrar que estava lá por ela -- Tudo bem, Brizz, eu te entendo. Eu entendo seu lado de ter ficado preocupada. E não se preocupa, isso foi só uma discussão. Precisa muito mais do que isso para que você me perca, aliás, eu acho que isso seja impossível. Não foi dessa vez -- ele beijou o topo da cabeça da menina -- Não vai ser dessa vez que você vai se livrar de mim, acho que é mais difícil do que você imagina -- disse levantando um pouco o rosto dela e a fitando nos olhos com um sorrisinho de canto, beijando a menina no rosto bem de leve e demoradamente.
Não, não, não. Você não pode me chamar assim. Aliás, como sabe que eu também tenho apelido? Eu sou Margo pra você, ok? Margo. Brizz do Tony, sua Margo
Brizz Brizzada
@nottherealadele: Asshole.
@fuckingtony: hahaha you love me
Viu, você nem sábia o nome da garota.— bufou, ainda tentando mandar aquele sentimento pra bem longe dela, revirando os olhos, a ultima vez que ela tinha sentido isso foi quando soube que Luce tinha beijado uma garota indiana alheia. — O que quer que eu faça ? Mate ela ? Ué, ela não queria estar morta ? — Franziu o cenho ao perceber que o garoto estava tirando sarro da loira, sorriu de canto, tentando parecer o mais simpática o possível. — Claro JuJu, como eu falei, é a minha tpm e meu transtorno borderline juntos, acontece, ás vezes. — Sorriu para o garoto.— E de toda ajuda que podemos dar.
-- Shiu, eu acabei de conhece-la, mas estou disposto a ajuda-la. Se ela quer se matar, não podemos fazer com que ela continue com esse pensamento. Precisamos mudar a mente dela. Fazer com que ela saiba que é especial. Não é mesmo?
Beijou o rosto da loira -- Olha, Ju. A gente vai te ajudar, só segue a gente -- disse caminhando abraçado de lado com a loira esperando que Adele o seguisse -- Vamos te colocar para dormir, e amanhã prometemos que vamos fazer marshmallow, tá bom linda? Onde é sua cabana? -- ele segurou a mão da menina, apesar de estar tirando sarro da garota, também tinha a intensão de ajuda-la, afinal, nenhuma pessoa que pensava em se matar mesmo deveria ser desmerecida, até mesmo por um motivo tão ridículo. Ela havia apontado para a cabana, e Tony apenas a seguiu.