Vista de um cerco fixo flutuante de dentro da batera, patrão Barrinha, junto de Dedé, Benjamim e Dudu. Praia do Pântano do Sul.

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Vista de um cerco fixo flutuante de dentro da batera, patrão Barrinha, junto de Dedé, Benjamim e Dudu. Praia do Pântano do Sul.
Importante paisagem de pesqueiros dos pescadores do Pântano do Sul e de outras comunidades. Ilha do Campeche, Florianópolis-SC.
Cerco de arrasto de praia para matar tainhas, na Praia do Pântano do Sul.
Entardecer na Enseada do Pântano do Sul, vista do costão. Durante a temporada da tainha (maio e junho) os pescadores balizam a praia, ou seja, colocam em média oito bandeiras no mar até uma milha da praia e 300 metros do costão para sinalizar que nenhum barco, além das canoas a remo do cerco de arrasto de praia, pode pescar ali. As bandeiras são fixadas com poitas, espécie de âncora, no fundo do mar. Este acordo, antes entre pescadores e comunidade, hoje também é assegurado por lei. Normalmente o respeito e o bom senso prevalecem na pesca artesanal; na maioria das vezes, entretanto, a ameaça vem da falta de fiscalização e da predação desenfreada dos barcos maiores, de frotas industriais.
A Lagoa do Peri pertence ao distrito do Pântano do Sul e atualmente está aberta como um parque para fins recreativos e de preservação, apesar de a captação de suas águas (agora proibida) quase levar à secagem completa da lagoa algumas vezes nos últimos anos. Também nela se encontra o Projeto Lontra, em função de ser um ambiente que abriga uma população significativa desses bichos (Mustelídeos). As lontras, através do Canal Sangrador, transitam entre a Lagoa e os mares da Armação e do Pântano do Sul para se alimentar de peixes, sendo muitas vezes avistadas pelos pescadores.
No mapa:
O sol nasce na Praia do Matadeiro e se deita atrás dos morros da Costa de Dentro (interior do bairro Armação do Pântano do Sul). Por não acontecer o cerco de arrasto da tainha nesta praia, a prática do surfe é permitida e também permite-se que a rede do cerco fixo flutuante permaneça no mar ao longo do ano inteiro, sem retirada em maio e junho. Porém, especificamente neste ano, o único cerco fixo flutuante desta praia foi retirado; o motivo é a mudança de foco da pesca embarcada da comunidade da Armação para outras espécies-alvo, como a tainha (Mugil liza) e enchova (Pomatomus saltador).
Entardecer na Praia do Matadeiro, com acesso apenas por trilhas a partir da Praia da Armação ou Praia da Lagoinha do Leste. Além dos pescadores de caniço e eventuais pescadores com tarrafa, esta praia não possui o cerco de arrasto da tainha, portanto torna-se um santuário para a prática do surfe, enquanto a atividade é proibida em outras praias em função da temporada.
No mapa:
Uma visão comum durante o inverno de muito frio, chuva e neblina na Enseada do Pântano do Sul, enquanto os pescadores embarcados, apesar de não saírem tão frequentemente para alto mar como em dias de sol, continuam os trabalhos nos barcos, complementares à pesca propriamente dita. Ao entardecer até madrugada a dentro, o costão também é ocupado por pescadores individuais com caniço e molinete, principalmente para a pesca do peixe-espada (Trichiurus lepturus) atraídos por iscas artificiais ou sardinhas e boias luminosas. Essa espécie faz-se presente ao longo do ano todo, bastante capturada pelo cerco fixo flutuante, que podemos ver na direita da foto como boias que se prolongam do costão para dentro do mar.
Enseada do Pântano do Sul vista a partir da estrada Caminho do Costão. Da direita para a esquerda na foto: Praia do Pântano do Sul, Praia dos Açores, Rio das Pacas (ou Solidão para a recente ocupação - diga-se, especulação - imobiliária) e Praia do Saquinho. Toda a enseada é muito importante para a pesca e principalmente para a vigia na temporada da tainha (maio e junho). Esses pontos de vigia estão presentes ao longo de toda a costa, de onde os pescadores avistam os peixes entrando na praia. Os ancoradouros feitos normalmente de caixas de plástico preenchidas com cimento (normalmente caixas d’água reutilizadas) ficam perto do costão, enterrados no fundo do mar e sinalizados com boias. Barcos da comunidade e também de outras praias, como da Armação, ficam diariamente ancorados aqui, quando não estão em alto mar.
No mapa:
Um passeio aos pesqueiros, locais preferidos, marcados pelos pescadores embarcados para a pesca. Caminhamos até a ponta do marisco (limite físico “oficial” a nordeste da Praia do Pântano do Sul) ou “bico da ponta”, como a última pedra avistada da praia é denominada pelos pescadores, por cima do morro na trilha que leva ao ponto turístico das cavernas. Chegamos ao rigueirão, uma pequena baía onde já avistamos alguns barcos de pesca. As Ilhas Moleques do Sul, mais distantes à esquerda, e as Ilhas Três Irmãs (de fora, do meio e de dentro) no horizonte também são pontos tradicionais onde se encontram pesqueiros.
No mapa: