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entenda uma coisa, você não manifesta dizendo que quer aquilo, você manifesta dizendo que é aquilo.
NEGATIVIDADE NA MANIFESTAÇÃO.
Sempre percebi e notei que há muitas pessoas que dizem estar sempre com pensamentos negativos durante as manifestações. A negatividade dentro da comunidade de manifestação, seja pela lei da atração ou pela lei da suposição, costuma nascer de alguns pontos principais.
Muitos praticantes se deixam levar por comparações, crenças limitantes e dúvidas constantes. Isso cria um ciclo onde a própria prática, que deveria ser leve e expansiva, passa a ser carregada de frustração, auto cobrança excessiva, ou então muitas pessoas acabam desistindo de suas manifestações por conta daquele pensamento de "eu não vou conseguir isso".
Há quem veja a manifestação como algo "tudo ou nada": se não aparece o resultado imediato, acreditam que falharam, e essa visão rígida abre espaço para críticas, medo e insegurança. A negatividade também surge quando pessoas tentam medir seu valor pessoal pelo que já manifestaram, esquecendo que o processo é natural, interno, e cada caminho é único.
Outro fator é a polêmica entre métodos: uns defendem apenas visualização, outros só afirmações, outros apenas viver no fim. Esse embate cria discussões desnecessárias e muitas vezes afasta a verdadeira essência — que é a fé, o foco, e a confiança tranquila. E não adianta tentar usar milhares de métodos mirabolantes, para no final você estar com o pensamento de que falhou, de que você não serve para a lei da suposição ou atração.
No fundo, a negatividade é só reflexo de resistência mental: medo de não ser capaz, pressa em controlar tudo, ou apego ao externo. Quando se compreende que a manifestação é sobre estado interno, e não sobre competir ou se punir, essa negatividade perde força. A manifestação é sempre expansiva, nunca punitiva.
A negatividade muitas vezes nasce da necessidade de controle. Quando alguém tenta monitorar cada detalhe do que deseja, acaba criando uma tensão interna: se não vê sinais imediatos, vem a sensação de fracasso. Esse controle excessivo bloqueia o fluxo natural da manifestação, porque gera apego, ansiedade e resistência.
Outro ponto é o autocrítico severo. Muitas pessoas acreditam que precisam ser “perfeitas” nos pensamentos, que não podem nunca sentir medo, tristeza ou dúvida. Isso cria uma pressão irreal: cada pensamento negativo passa a ser visto como sabotagem, quando, na verdade, a mente é naturalmente oscilante. Não é o pensamento isolado que define, mas o estado predominante.
Há também a influência externa. Em comunidades de lei da atração/suposição, alguns comentários ou relatos podem gerar comparação: “se deu certo para aquela pessoa e não para mim, algo está errado comigo”. Essa comparação é perigosa, porque transforma um processo interno em competição externa.
A negatividade ainda pode aparecer como descrença disfarçada de lógica. Muitos começam a buscar explicações racionais para invalidar o que estão praticando. Esse excesso de lógica, sem espaço para confiança, é uma forma de resistência. E existe o ciclo da dúvida: surge um desejo; vem a expectativa imediata; não aparece logo; a dúvida cresce; a energia negativa se intensifica; e isso reforça a crença de que “não funciona”.
Esse ciclo só se quebra quando se entende que negatividade não é inimiga. Ela é apenas sinal de desalinhamento, uma oportunidade de voltar ao centro. Sempre que há negatividade, existe também a chance de escolher diferente, de se reconectar ao estado final desejado.
No fim, a negatividade só tem força se você lhe der atenção constante. Quando vista como passageira, perde o poder e se torna apenas parte do caminho — nunca um obstáculo definitivo.