Quanto mais a gente convive com alguém, mais importante ela se torna. Mais nos apegamos.
As vezes por mais que a gente tenha consciência de que existem outras pessoas capazes de nos proporcionar felicidades, nós acabamos sentindo falta daquela específica. Mesmo que imperfeita, afinal, imperfeição nunca foi um problema pra mim. Eu nunca exigi perfeição de ninguém nessa vida.
Quando esse alguém nos machuca, nós sentimos fúria. Entendemos que não merecemos ser machucados.
Quando esse alguém não nos compreende, mesmo depois de tentarmos de todas formas sermos compreendidos, nós entendemos que merecemos alguém que busca e principalmente quer nos compreender.
Quando esse alguém nos frustra, buscamos compreender o por que nos frustraram, e mal percebemos que as vezes nem tem por que. As vezes a pessoa só quis mesmo. Mas apesar de toda essa consciência, sentimos falta, e a falta dói.
E assim como desejávamos ter a pessoa todos os dias ao lado, (eu até me sentia só) esperando a semana toda para ver, continuamos desejando estar perto, sentir o toque, ouvir a risada, como antes, mas dessa vez, sem esperar o final de semana chegar, porque ele já não significa mais como antes.
Esperamos que a pessoa volte e nos resgate, mesmo sabendo que nem tudo que a gente espera e quer, é de fato o que nós merecemos.
A gente lembra que o coração é teimoso, e mesmo machucado, esgotado, cansado de toda dor e angústia repetidas em ciclos ligados a esse alguém, ele chora de saudade, e se não for saudade, é abstinência, que seja. É alguma coisa que dói e esmaga o peito.
Sentimos necessidade de um resgate que no fundo sabemos que sobreviveremos sem ele.
Sentimos o nó na garganta que parece enforcar.
O peito dói. O corpo dói. Ah... essa alma, machucada. Talvez morrer seria menos doloroso.
Mas no fundo a gente sabe...
Não merecemos nos permitir voltar atrás. Não merecemos segurar aquilo que sempre quis ir, e sempre deixou isso claro em todas as idas.
A gente merece é fechar a porta (pela primeira vez em tantas), e trancar, para que nunca mais volte até nós o ciclo que nos destruiu.