“Qual é a sua criatura mitológica favorita?” Aquela pergunta poderia parecer absurda para qualquer outra pessoa, mas para Margrethe aquele era um tema pelo qual ela nutria muito carinho. Tudo que fosse relacionado ao mundo fantasioso e mitológico era um tema que ela não se importava de ficar falando durante horas. E quando @arteataque lhe perguntara que livro ela estava lendo, a norueguesa acabou por se alongar e no fim de contar o trama da trilogia, concluiu com uma pergunta curiosa pela qual agora esperava ansiosamente por resposta. “O meu é o Pégaso, que pena que não existam nem nunca tenham existido de verdade.” Deu uma pequena risada e voltou a encarar a princesa da Argentina com um sorriso.
A princesa não possuía a melhor fama entre os nobres da corte argentina. Enquanto o irmão adquiria uma horda de admiradores devido à disciplina e afinco, recebia sermões sobre o descaso com as obrigações reais. Faltava aulas, utilizava os livros como encostos de porta e pagava para alguém realizar as atividades no seu lugar. Isso não significava que fosse néscia, apenas tinha a mente voltada para a pintura e coisas que estimulassem criatividade, matérias escolares eram julgadas como perda de tempo. Agora temas fantasiosos e artísticos, mal vistos pelo patriarca, valiam o tempo. “Estou em dúvida, Marg.” Levou uma das mãos até o queixo, assemelhando-se a uma pensadora séria. “Já ouviu falar sobre o sleipnir, o cavalo de oito patas de Odin? Ele pode cavalgar na terra, na água ou no ar, e é considerado forma de transporte das viagens astrais dos xamãs das culturas indígenas de todo o mundo. Gosto dele, mas as ninfas sempre tão livres e poéticas... Posso escolher ambos?” Questionou retribuindo o sorriso da norueguesa.













