De saco cheio de ver sempre aquelas mesmas séries da netflix quando o assunto é representatividade assexual e arromântica? Trago uma coleção de obras nacionais e estrangeiras com representativade!
Tudo em português
Postarei aqui os resultados de uma pesquisa feita por mim sobre representatividade arromântica e assexual em diferentes mídias. Comecei a pesquisa em março de 2024, focando em obras disponíveis em português, visando à maior acessibilidade. Ela ainda não está terminada, porém decidir já começar a listar o que tenho (que é coisa pra caramba).
Os resultados foram divididos nas seguintes categorias:
Animações;
Documentários e reportagens;
Filmes;
Jogos;
Livros e contos;
Histórias em quadrinhos;
Novelas e séries
Decidi ser o mais abrangente possível, ou seja, listei tanto obras que têm como tema central a assexualidade e/ou a arromanticidade como também aquelas em que elas são só mencionadas.
As personagens apresentadas se enquadram nas seguintes categorias:
1ª: descrevem-se com os termos assexual e/ou arromântico;
2ª: a forma como descrevem suas visões sobre romance e/ou sexo deixa implícito que estão nos espectros;
3ª: a confirmação de que estão nos espectros vem da equipe de produção da mídia, pelas redes sociais.
4ª: encaixam-se nas segunda e terceira categorias.
Notas importantes:
A pesquisa também inclui as áreas cinzas da assexualidade e da arromanticidade. Nada de pensar que só pessoas estritas são válidas ou querer decidir quem é “mais assexual” ou “mais arromântico”;
A arromanticidade NÃO É subdivisão da assexualidade. São duas coisas diferentes. Da mesma forma que uma pessoa assexual não é necessariamente arromântica, uma pessoa arromântica não é necessariamente assexual. Infelizmente, há pouca representatividade arromântica que não esteja ligada à assexualidade, o que acredito que influencia muito na ideia de serem a mesma coisa.
LINKS PARA AS POSTAGENS
Animações
parte 1, parte 2
Documentários e reportagens
parte única
Filmes
parte única
Jogos
parte 1, parte 2
Livros e contos
Não ficção: parte 1, parte 2
Ficção: parte 1, parte 2, parte 3, parte 4, parte 5, parte 6, parte 7, parte 8, parte 9, parte 10
Darcy Patel escreveu seu primeiro livro em um mês. Não muito tempo depois, se mudou para Nova York, para realizar o sonho de viver de escrever. Lizzie se prepara para mais uma viagem de avião, até terroristas invadirem o aeroporto e começarem a atirar em todos. Desesperada, Lizzie se joga no chão e pensa: Eu estou morta, eu estou morta… No fim, está tão convencida de pertencer ao lugar dos mortos que acaba atravessando a fronteira do além-mundo. Darcy criou Lizzie. A menina de Além-mundos é sua protagonista. Enquanto Lizzie se vê cada vez mais envolvida nos assuntos dos mortos e do submundo, Darcy luta para se manter no paraíso do YA, na Big Apple, e quanto mais Darcy aprende e amadurece, mais a história de Lizzie também cresce. Ou seria o contrário? Sempre atravessando as barreiras entremundos, as duas irão se redescobrir, se reescrever e explorar os infinitos mundos dentro de si mesmas.
Darcy – demirromântica e possivelmente demissexual. Confirmada pelo autor no twitter.
2 - Cara Wendy
Uma história de amor... mas não como você imagina.
Duas rivais on-line.
Uma paixão platônica.
Uma história sobre encontrar o amor... na amizade.
Sophie Chi está no primeiro ano na Wellesley College (mesmo que seus pais preferissem que ela frequentasse uma universidade “de verdade”, em vez da instituição tão “moderninha”). Ela já se aceitou como arromântica e assexual, e sabe que se apaixonar não é uma possibilidade. Mas nada disso a impede de manter uma conta popular no Instagram, em que oferece conselhos amorosos aos colegas da faculdade: por meio de “Cara Wendy”, Sophie interage anonimamente com os outros alunos, e somente sua colega de quarto sabe quem está por trás da conta. Melhor assim!
Quando Joanna “Jo” Ephron — outra caloura na Wellesley — criou sua conta “Atenciosamente, Wanda”, não era para ser nada sério, não como a “Cara Wendy”. Só que o que começou como uma brincadeira despretensiosa acaba se tornando uma rivalidade acirrada. Como se Jo já não estivesse ocupada o bastante com suas crises, ou o fato de que nunca será suficiente ou amada de verdade.
Conforme a tensão on-line aumenta, Sophie e Jo se aproximam na vida real, criando laços por meio de suas experiências AroAce e iniciando uma organização no campus para outros estudantes como elas. Será que essa amizade vai sobreviver à revelação de quem está por trás das contas de Wendy e Wanda?
3 - Desconhecido Sob Meus Olhos: Bússola
Gael Bandile é o barman principal da Hidden Honey, uma boate de striptease LGBTQIAP+. Meio antissocial, leva o trabalho de forma quase fria, buscando não ter intimidades demais ou amizade com nenhum colega.
Por ser demissexual e demirromântico, não foca sua atenção nos corpos sensuais e expostos que sempre desfilam eroticamente à sua frente, no entanto as palavras despertam nele outro tipo de interesse. E é através de mensagens de texto — que começa a receber de um anônimo após um dia comum de trabalho — que o barman se vê cada vez mais envolvido por alguém que ele, sequer, viu o rosto.
Apesar disso, Gael não consegue mais ignorar o desconhecido, mesmo que comece a dividir sua atenção entre ele e outra pessoa.
4 - Desconhecido Sob Meus Olhos: Âncora – Livro 2
Dimitri Dangeli fez uma má escolha e precisa lidar com as consequências dos seus atos, enquanto também lida com a dor dilacerante de enfrentar a dependência emocional no seu estágio mais agressivo.
Com a ajuda de Eric e Pablo, seus melhores amigos, o maître começa a se erguer novamente e prova para si mesmo que não precisa de ninguém para alcançar felicidade plena, enquanto cresce profissionalmente na boate onde trabalha e se destaca como figura de autoridade e ordem.
Entretanto, seu mundo quase desmorona quando, um ano depois, Gael Bandile retorna à Astra, exatamente quando sua vida está passando por um dos períodos mais caóticos.
Dimitri começa a travar uma nova batalha, dessa vez, contra todo o progresso que adquiriu desde a dolorosa partida de Gael, questionando-se e culpando-se a todo tempo, enquanto busca compreender se ceder a um amor antigo é sinônimo de coragem, fraqueza ou retrocesso.
5 - Entre Raízes e Ruínas: Fantasia com protagonista assexual, trisal e luta contra poluição
Quando a natureza chama, não há como ignorar.
Aline sempre soube que era diferente. Enquanto todos viam uma garota perfeita, ela sentia a floresta sussurrar seu nome e possuía um dom proibido: o poder de devolver a vida ao que estava morto. Após uma queda em um buraco que não deveria existir, ela descobre que não é humana – é uma criança trocada, escondida sob um poderoso feitiço de ilusão.
Neste livro você vai encontrar:
Protagonista assexual em uma jornada de pertencimento.
Trisal apaixonante e sem rótulos.
Luta urgente contra a poluição, com a natureza como aliada.
Fadas traiçoeiras que odeiam humanos.
Personagem antagônica com backstory potente.
Personagens para amar, se apegar... e chorar.
Arrastada para um mundo subterrâneo de beleza sombria e ruína constante, Aline se vê no centro de uma guerra. A corrosão, um mal que consome tudo e é reflexo da poluição humana na superfície, ameaça destruir o último refúgio das fadas.
Para salvar este novo lar e livrar o mundo da poluição, ela terá que aprender a controlar seus poderes. Mas quando dois companheiros de lutas muito diferentes – Ravi, um transformista de coração dourado, e Calli – uma garota tão afiada quanto sua língua – conquistam seu afeto de formas opostas, Aline precisará descobrir que o amor, assim como a natureza, não precisa de rótulos para florescer.
6 - Fingindo Ser Luiz
Luiz está desesperado e sabe que Augusto é o único que pode ajudá-lo. Augusto quer fugir dos problemas da sua vida e acha que os planos de Luiz podem resolver suas questões.
Luiz é um dos mais famosos influenciadores digitais brasileiros, mas acaba de sofrer um acidente e agora o seu rosto está todo ferido; se os patrocinadores descobrirem o que aconteceu com Luiz, ele pode acabar perdendo todos os seus contratos. Um dia ele vê Augusto e tem certeza de que o rapaz poderia se passar por ele e garantir que seus negócios não sejam perdidos. Para aceitar seu pedido, Augusto tem uma pequena condição: Luiz também precisa trocar de vida.
Os amigos de Augusto estão insistindo para que ele faça sexo, e embora para os outros essa seja uma simples questão de escolha, para Augusto esse é um problema de falta de vontade. Quando Luiz faz a proposta para que Augusto viva sua vida, ele aceita pensando que viver a vida de outra pessoa pode ajudá-lo a resolver o seu “problema”; mas, por pura piada, ele quer que outro garoto tenha a mesma experiência que ele.
Ao trocarem de lugar, Luiz e Augusto irão conhecer lados da vida que nunca haviam imaginado, farão novas amizades e não será nada mal se cada um encontrar alguém para amar.
Fingindo Ser Luiz é uma história sobre se descobrir e principalmente sobre descobrir a vida!
7 - Metanoia: série Paranoia
ROMANCE AQUILEANO + RANÇO TO LOVERS + FOUND FAMILY + PROTAGONISMO GAY E DEMISSEXUAL + SE PASSA NO BRASIL
Benicio Gomes tentou, com todas as suas forças, odiar Lucas Costa.
Desde o ensino médio, o conflito entre os dois era inevitável, mas Costa foi embora e Beni acreditou que finalmente tinha se livrado do rapaz.
Porém, quando um problema, aparentemente sem solução, faz Lucas voltar para a pequena e pacata Salgamar — mais gato que que nunca —, todos os sentimentos de Benicio ficam extremamente confusos.
Lucas está determinado a se reaproximar dos antigos amigos da época do colégio. No entanto, junto com eles a possibilidade de algo muito maior do que apenas uma simples amizade aparece, basta ele conseguir convencer um certo alguém de que odiá-lo não será tão benéfico assim.
8 - Não Perturbe a Floresta
Andrew Perrault encontra refúgio nos contos de fadas sombrios que escreve e depende de Thomas Rye, seu melhor amigo, para manter os pés na realidade. Mas tudo mudo quando os pais de Thomas somem misteriosamente, e o garoto aparece para o último ano da Academia Wickwood com a camisa manchada de sangue.
Thomas não responde às perguntas de Andrew e se torna uma sombra de si mesmo – não desenha, não fala e se encolhe diante de algo que Andrew não é capaz de enxergar.
Só que a verdade está à espreita.
Desesperado para saber o que realmente está acontecendo com Thomas, Andrew o segue até a floresta proibida numa madrugada e descobre o impossível: os monstros dos desenhos de Thomas agora habitam o mundo real. Matam – e estão cada vez mais famintos. Para impedir outras mortes, os dois enfrentam as criaturas noite após noite. Mas os monstros parecem ficar mais fortes à medida que a obsessão entre os garotos se intensifica, e Andrew teme que a única maneira de eliminar as criaturas seja destruindo seu criador.
Andrew – assexual
9 - Nem Todos os Beijos Têm Gosto de Inverno
"Um romance lésbico ambientado no final dos anos 2000, delicado e sensível, que retrata como a vida pode ser passageira, mas que alguns encontros podem não ser."
Catharina Delmore não acredita em histórias de amor. Para ela, tudo na vida é passageiro. Esconder-se atrás de sua antiga máscara impulsiva foi a solução que encontrou para enterrar o passado que a assombra. Principalmente quando é forçada a deixar o Canadá e passar o inverno com a avó no interior do Rio Grande do Sul.
Ana Júlia Ribeiro sonhava viver uma história de amor. Romântica desastrada, acreditava que um dia encontraria a garota dos seus sonhos. Até ter o seu coração quebrado e decidir não mais se apaixonar. E definitivamente não se apaixonaria pela garota estrangeira que chegou à fazenda em que trabalha — e que precisa ajudar a se habituar à vida no campo.
O encontro das duas tinha tudo para dar errado. Mas, entre faíscas e desentendimentos, elas percebem que é mais fácil se aquecer nos dias gelados quando estão próximas uma da outra — através de músicas emo, letras dramáticas e um pato ciumento. Só que o frio do inverno não é o maior dos problemas; e, sim, o passado que ameaça surgir entre segredos nunca-contados. Para Catharina, alguns beijos podem ter sido gelados. Mas para Ana Júlia, nem todos têm gosto de inverno.
10 - Uma Loba (Não Tão) Solitária: Fantasia urbana com bruxa, representatividade ace e justiça ambiental
Lu é uma bruxa justiceira que usa magia hostil para punir empresas poluidoras. Seu alvo atual é a SuperPlast, e seu plano é simples: assombrar seus diretores até a empresa finalmente ruir.
Leo, por outro lado, é um contador metódico que só queria manter suas planilhas em ordem. Até que uma crise de insônia coletiva o leva a investigar padrões que não deveriam existir… mas existem.
Quando um erro de Lu faz com que Leo se torne um efeito colateral de sua magia, os dois são empurrados para uma parceria improvável.
Ele, um homem de lógica e números.
Ela, uma força da natureza movida por raiva, remorso e convicção.
Juntos, descobrem que derrubar um sistema corrupto exige mais do que organização e feitiços: exige também confiança.
Anzu se vê presa numa situação em que precisa arranjar um namorado para recuperar as coisas que ama: doces, jogos e seu gato, o que é um verdadeiro pesadelo para ela, pois ela não tem o mínimo interesse em namorar.
Ela não é confirmada como arromântica, pelo que eu vi, mas pode ser lida como tal.
Coleção completa com quatro volumes. Foi adaptada para anime, disponível na netflix com legenda e dublagem.
Décimo episódio do quadro Orgulhe-se!, produzido pela EducaTV, de Campinas/SP, que trata sobre assexualidade.
Legal que citaram arromanticidade também. Claro que seria melhor um vídeo só pra isso, óbvio, mas foi bom não colocarem como subdivisão da assexualidade.
Muitos pontos bacanas apontados no vídeo, curti.
Abaixo, seguem links para os demais episódios, na ordem de lançamento. Esta postagem será atualizada conforme saírem mais episódios.
Eu estou em um grupo de assexuais da minha região. Fui ver as mensagens de ontem, surgiu o tema de um hipotético planeta assexual (estrito), foram surgindo uns floreios de uma mulher sobre como seria a natureza do tal planeta. Um cara imaginou ninguém questionando a forma como você namora, sem cobranças, até aí, beleza.
Eis que ele fala que bom seria se criassem uma vacina assexual para transformar pretendentes em assexuais (estritos). Aí a mulher ficou brava porque esse papo de vacina acabou com o romantismo que ela estava construindo. E o cara falou que poderiam mudar a vacina pra um beijo mágico.
Veio um pessoal tirando onda e desviando do assunto até ele acabar. E, depois, uma pessoa questionando se o planeta seria só pra área preta ou pra área cinza também. Ninguém falou mais nada.
Olha, quando li esse papo da vacina... Sério, tem hora que assexuais estritos alorromânticos me dão nos nervos. Se fosse o contrário, uma vacina ou beijo mágico para transformar em alossexual, todo o mundo acharia um absurdo, mas se é pra ser assexual, pode. E o povo vem, mais uma vez, com apagamento da área cinza. E não consigo descartar demonização do sexo também, mesmo que sem querer, já vi isso acontecer, então, sempre me vem à mente.
No livro sáfico Entre Beijos e Flechas, temos uma cupido que se apaixona sem querer pela humana que ela deveria flechar. Sem conseguir esquecer a moça, ela planeja uma forma de se encontrar com ela.
A cupido, Zoe, é demissexual. Nessas passagens do livro, ela conta sobre isso à humana, Maya.
Shimanami Tasogare é uma hq japonesa sobre um garoto do ensino médio que teme que seus colegas tenham descoberto que ele é gay. Ele pensa em se matar, até ver uma pessoa pulando da janela de uma casa. Correndo até lá, descobre que é a casa é um local frequentado por pessoas como ele.
A história tem personagens de várias letras da sigla, como lésbicas, gays e homem trans, e de idades diversas, de criança a idoso. No grupo, há uma pessoa trans nb e assexual arromântica, chamada Alguém.
A coleção tem 4 volumes e foi licenciada no Brasil. Essas são algumas páginas do último volume, no qual a personagem ganha mais destaque.
Uma informação importante: pelo que eu entendo, baseado em outra hq japonesa, no Japão, o termo "assexual" é usado para quem é assexual E arromântico. Para quem é assexual alorromântico, o termo é "não-sexual".
Geralmente falo sobre coisas que faço ou quero fazer no dia a dia, mas raramente aprofundo muito sobre como anda a mente (e os sentimentos) do palhaço... e agora resolvi me abrir um pouco.
Eu já sabia que estava no espectro ace. Eu me entendia como 100% assexual, e cheguei a cogitar há um tempo se eu não poderia ser aroace - quando se é assexual e arromântico ao mesmo tempo. Ao mesmo tempo que parecia fazer sentido, sentia que pudesse ser algo meio extremo... Eu era capaz de me apaixonar, mas com muita, mas muuuita dificuldade.
Muitos crushs que já tive (a maioria, na verdade) surgiram a partir de pensamentos como "hum, vou ver se consigo ficar afim de alguém" ou "hum, vou ver se consigo ficar afim dessa pessoa específica", e não como algo natural. Quando parava pra pensar sobre esse assunto, me sentia estranha. Como assim eu não consigo ficar afim de alguém de forma natural? Como assim eu não consigo sentir nada?
E com sentimentos assim, surgiu a crônica Menina de Lata, que amanhã completa 1 ano que foi escrita. Como que pode, um ano depois, eu me sentir do mesmo jeito, mesmo tendo passado por tantas coisas (inclusive um término)?
Bom, a diferença é que agora, um ano depois, eu consigo dar um nome para esse "sentimento de não sentir nada": eu sou uma pessoa demirromântica. Talvez eu tenha descoberto com a pessoa errada, mas fico feliz por ter descoberto e me entendido assim, porque, de fato, muitas coisas parecem ter feito sentido.
Eu não sou impossível de me apaixonar, não sou de lata (embora tenha dúvidas), não sou sem coração; eu só sou demirromântica, e tá tudo bem nisso. Mas, afinal, o que é isso? Basicamente, quando a gente só consegue desenvolver sentimentos românticos ou atração por alguém com quem construímos um vínculo emocional. Sem esse vínculo antes, eu não consigo ficar afim de verdade de alguém, é isso.
Escrever sobre isso, assim como passar horas e horas conversando com o Big Éros, fez com que eu me sentisse mais leve. A gente sempre se sente melhor quando colocamos o que sentimos para fora, e melhor ainda quando entendemos que não há nada de errado conosco.
Se tem alguém por aqui que sente o mesmo, espero que esse texto possa ter te ajudado de certa forma :) Tem um blog aqui no Tumblr dedicado a divulgação de mídias (jogos, filmes, livros, HQs...) que retratam o espectro aroace, recomendo bastante: @asse-arro-brasil :D
“Criminosos do Sexo”, HQ de Matt Fraction e Chip Zdarsky, vai virar série no Prime Video, com Kumail Nanjiani no elenco e produção.
Tem personagem assexual nessa HQ, ela aparece no terceiro volume. Vamos torcer para que a coloquem na série, e sem apagar a assexualidade! Essa coleção tem 4 volumes e foi lançada aqui pela editora Devir.
Em 2024, a DC Comics celebra mais uma vez o orgulho LGBTQIA+, que é ser como se é! A antologia deste ano traz nove histórias inéditas estrelando vários personagens queridos e ícones desse universo, como Arlequina, Hera Venenosa, Jon Kent, Tim Drake, Constantine… e muitos mais! Descubra essas histórias nesta edição comemorativa e cheia de orgulho!
Connor Hawke – assexual. Aparece na terceira história: Ei, Estranho.
2 - Rock and Riot
Rock and Riot segue as histórias de duas gangues opostas adolescentes nos anos 50 com um tema LGBTQ! Elas deixarão de lado suas diferenças para lutar pelo o que têm em comum?
Leia em português aqui.
Nota: algumas fichas estão no original em inglês porque, na versão traduzida, as personagens trans não binárias estão com os pronomes errados e sem listagem de pronomes. Seguem:
Ace – agênero, pronome: elu
Dett – gênero fluído, pronomes: ela, elu e ele
Skip – bigênero, pronomes: ela e ele
3 - Sentivite Boy
Número de volumes: 5 (em andamento)
Kaede, vítima de abuso sexual no passado, está obcecado em se tornar "normal"... Uma história agridoce sobre um menino que enfrenta questões de amadurecimento sobre amor, sexualidade, complexos e outros problemas.
Não é lançada no Brasil. Pode ser lida em português em meios não oficiais.
Sahara – Assexual. No capítulo 22, ele conta ao protagonista que acredita ser assexual.
Nota: leitura da direita para a esquerda.
4 - Sétimos Filhos
O início da vida adulta é cheio de preocupações, mas fica ainda pior quando se nasce com uma maldição que te transforma em um monstro durante a noite ou te faz machucar os outros com bruxaria.
Sétimos Filhos é uma série de tirinhas sobre o dia a dia dos gêmeos Antônio e Alessandra, irmãos amaldiçoados que precisam saber como lidar com humanos e com seres do folclore.
Em andamento. Disponível online aqui.
Antônio – Assexual.
5 - Shimanami Tasorage: Sonhos Ao Amanhecer
Número de volumes: 4 (coleção completa)
Editora: JBC
Um dos mais aclamados mangás com temática LGBT+, Shimanami Tasorage: Sonhos Ao Amanhecer conta a história de Tasuku Kaname, um jovem que acabou de mudar de cidade e que fica aterrorizado por suspeitar que sua orientação sexual foi descoberta por seus novos colegas.
Ele cogita atentar contra sua própria vida, no entanto, é Tasuku quem corre para salvar uma pessoa misteriosa de cometer tal ato. A partir daí, ele descobre que não estava só.
Uma obra indispensável sobre aceitação, amor, amizade e superação que irá tocar a todos.
Alguém – trans nb, assexual e arromântique. No último volume, há vários quadros em que Alguém diz que é assexual, e também diz não ter interesse em romance.
6 - Sobre Gênero
Explicações gráficas sobre questões de gênero em 4 partes.
A parte três, Gênero x Orientação, cita assexualidade e arromanticidade. Leia online aqui.
7 - SpAce
Está é uma coleção de histórias assexuais brasileiras, ilustrada por mim. Cada capítulo será postado duas vezes: primeiro em português, depois em inglês! Espero que seja um abraço para os aces de todo o mundo. Leia online aqui.
8 - Um Pouco de... Não-monogamia
Tirinhas sobre Não-Monogamia do ponto de vista de uma pessoa trans não-binária, bissexual e poliamorosa. Leia online aqui.
Lilo – Assexual demirromântique. Trans não binárie.
Manuela – Arromântica
9 - Vozes Amarelas
Número de volumes: 1
Editora: Harper Collins
A identidade é construída a todo momento: quem é você, do que gosta, quais são suas bases. É um processo que mistura passado e presente para formar um indivíduo único, independente.
Esse processo torna-se ainda mais difícil quando a sociedade inteira o enxerga como “o outro”, quando encontrar a própria identidade significa reconhecer-se uma pessoa racializada em um lugar que desconsidera as individualidades e a alegria de encontrar espaços de acolhimento.
As histórias apresentadas em Vozes amarelas são ao mesmo tempo particulares e comuns à realidade de muitas pessoas amarelas no Brasil. Com muita sensibilidade, Monge Han traz suas já conhecidas cores vibrantes e os característicos três olhinhos para compartilhar reflexões fundamentais sobre preconceito, identidade, ancestralidade e respeito.
“Cada página desse livro é um convite à emoção, sensibilidade e transformação social.” – Ana Hikari, atriz e comunicadora
Nota: em uma das histórias, intitulada Criança Amarela Colorida, há várias bandeiras do orgulho, entre elas, a bandeira assexual.
10 - Vozes da Marvel: Orgulho
Número de edições: 1
Editora: Panini
Em Vozes da Marvel, a Casa das Ideias celebra a diversidade de seus personagens e de nosso mundo! Nesse volume, as estrelas são os personagens LGBQTIA+ da editora, desde o Estrela Polar (o primeiro super-herói assumidamente gay das HQs) à Mística e Sina, passando por Nico Minoru e Karolina Dean, Homem de Gelo, Daken, Karma, Prodígio, Hulkling e Wiccano (com uma história que marca o retorno de seus criadores, Allan Heinberg e Jim Cheung, à Marvel) - e a estreia de um personagem totalmente novo! Ainda nessa edição, relembre outros momentos marcantes desses empoderados heróis e a célebre história, publicada pela primeira vez no Brasil, em que o Estrela Polar revela sua verdade ao mundo!
As bandeiras assexual e demissexual são retratadas em uma ilustração especial no final da revista.
“Não quero ser menina. Também não quero ser menino. Tudo o que eu quero é ser eu.”
Quando Maia Kobabe nasceu, no fim dos anos 1980, nas imediações de San Francisco, foi identificade como menina. Desencanada e hippie, sua família não parecia se preocupar muito com os códigos de gênero na educação dos filhos. Mas, assim que passou a conviver com outras crianças, Maia notou que nada daquilo que teimava em encaixar seu corpo e personalidade no gênero feminino ― roupas, brinquedos, gestos, pronomes ― correspondia à sua autoimagem. Por que uma menina não pode nadar sem camiseta?
Na adolescência, Maia percebeu que o seu desejo também não seguia o roteiro-padrão das descobertas sexuais: sentia uma inexplicável atração por colegas andrógines e não conseguia ficar com ninguém. Esse e outros dilemas da adolescência ― Maia não sabia por que “precisava” raspar os cabelinhos da perna ou usar maiô, sentia pânico diante da menstruação e das primeiras consultas no ginecologista, descobriu tardiamente seu gosto pela leitura (e logo depois se apaixonou pela literatura queer) ― são narrados no livro em tom afetivo e sincero, que nos transporta para perto de Maia.
Maia saiu do armário duas vezes: primeiro, como bissexual, durante o ensino médio. Mais tarde, na faculdade, como assexual (alguém que não sente ou sente pouca atração sexual por outra pessoa, independentemente de gênero), queer e não binárie (que não se identifica com o gênero masculino nem com o feminino). Nesta HQ autobiográfica, Maia narra esse processo de questionamento dos padrões de gênero, transição e afirmação, até adotar o gênero queer ― palavra que perdeu seu primeiro sentido, de “não convencional, excêntrico”, para abarcar inúmeras possibilidades.
Gênero queer percorre cada etapa dessa jornada em meio a uma profusão de saborosas referências pop e nerds. Acompanhamos a educação sentimental de ume jovem na Califórnia da virada do século, em um ambiente de liberdade nos costumes, efervescência cultural, curiosidade intelectual e profundas dúvidas sobre gênero e sexualidade ― muitas delas, exatamente as mesmas que todes temos na adolescência.
O gibi se filia à linhagem das grandes graphic novels de não ficção de nossa época, como Maus, de Art Spiegelman, Persépolis, de Marjane Satrapi, e Fun Home, de Alison Bechdel ― notáveis por sua capacidade de levar o leitor a uma jornada de conhecimento de um novo universo cultural por meio de uma narrativa magnética e vibrante.
Desde sua publicação original, em 2020, Gênero queer abriu cabeças, se tornou best-seller ― as diferentes edições já lançadas superam os 100 mil exemplares vendidos ― e foi premiado. Mas também despertou a ira dos moralistas: em 2021 e 2022, foi o título mais ameaçado por movimentos de banimento de livros em bibliotecas nos Estados Unidos, segundo levantamento da ALA.
Nota: pessoalmente, acredito que Maia também esteja no espectro arromântico, porém não há reflexão quanto a isso de sua parte.
2 - Heartstopper
Número de volumes: 4 (em andamento)
Editora: Seguinte
Charlie Spring e Nick Nelson não têm quase nada em comum. Charlie é um aluno dedicado e bastante inseguro por conta do bullying que sofre no colégio desde que se assumiu gay. Já Nick é superpopular, especialmente querido por ser um ótimo jogador de rúgbi. Quando os dois passam a sentar um ao lado do outro toda manhã, uma amizade intensa se desenvolve, e eles ficam cada vez mais próximos.
Charlie logo começa a se sentir diferente a respeito do novo amigo, apesar de saber que se apaixonar por um garoto hétero só vai gerar frustrações. Mas o próprio Nick está em dúvida sobre o que sente -- e talvez os garotos estejam prestes a descobrir que, quando menos se espera, o amor pode funcionar das formas mais incríveis e surpreendentes.
Adaptada para uma série da Netflix.
Tori Spring – assexual arromântica. Ela se assume como assexual no capítulo 7. Alice Oseman, autore da HQ, disse que ela também é arromântica. Tori é protagonista do livro Um Ano Solitário, mas a história não trata sobre suas assexualidade e arromanticidade.
Aled Ethan Last – demissexual gay. Também aparece no livro Rádio Silêncio.
3 - Kanojo ni Naritai to Boku
Número de volumes: 4 (completo)
Hime Sakuragaike está apaixonada por seu amigo de infância Akira Yonezawa desde quando eram crianças, porém Hime descobriu que Akira se vê como uma garota, não como um garoto. Apesar da surpresa, Hime apoia Akira e esse segredo fica entre elas por alguns anos, até Akira decidir começar a viver como menina ao entrar no ensino médio. Porém, como Akira chama muita atenção, Hime decide defender a amiga sempre que necessário. Por não querer que Akira seja deixada de lado e feita de ridículo, Hime decide que sua única opção é se colocar no lugar dela.
Não é lançada no Brasil. Pode ser lida em português em meios não oficiais.
Sasaki – Ele deixa implícito ser arromântico no capítulo 29, ao contar sobre sua vida desde a adolescência, dizendo que nunca se apaixonou e que nem vontade de que isso aconteça.
Nota: leitura da direita para a esquerda.
4 - Kuzo no Honkai Decór
Tanto faz se é sobre se conectar consigo mesmo ou encontrar o verdadeiro amor – às vezes os desvios e coincidências nos levam ao que nosso coração realmente deseja. Hanabi e Mugi também têm essas experiências quando perguntam a si mesmos o que querem fazer depois do ensino médio. O volume final da série revela o que o futuro reserva para Hanabi, Mugi e outras personagens.
Continuação de Kuzo no Honkai. Completo com 1 volume, pode ser lido em meios não oficiais.
Mito – Assexual, deixa implícito também ser arromântica, ao dizer que não se interessa por nenhum tipo de relacionamento. Personagem coadjuvante da história principal. Protagoniza o capítulo 4.5.
Nota: leitura da direita para a esquerda.
5 - Les Normaux
Número de volumes: 1 (em andamento)
Editora: Seguinte
Sébastien acabou de se mudar para uma Paris mágica, povoada por criaturas sobrenaturais, onde vai cursar a universidade para se tornar um feiticeiro. Mas a mudança não está sendo nada fácil: ele nunca foi muito bom em fazer amigos.
Certa noite, num bar, ele acaba beijando Elia, um vampiro misterioso e muito bonito. Seb foge logo depois, sem olhar para trás — só para dar de cara com Elia na manhã seguinte, bem na porta do seu apartamento. Eles moram no mesmo prédio e, conforme seus caminhos vão se cruzando, a atração entre os dois fica cada vez mais difícil de ignorar.
Enquanto tentam lidar com os próprios medos e dúvidas, os dois vão contar com a ajuda de um grupo de amigos incríveis, que está sempre por perto para dar aquele empurrãozinho quando falta coragem. Afinal, não é todo dia que um garoto encontra um vampiro — e as faíscas brilham em todas as cores.
Giovanna Mantovani-Desai – Arromântica panssexual
Matisse Cadieux-Cheng – Assexual arromântico
Pam Toussaint – Assexual lésbica
Sébastien Rosal - Demissexual gay
6 - Love, Love, Love
Número de volumes: 1
Editora: Indievisivel Press
Em Love Love Love, vemos que o amor se manifesta de várias formas, está presente em palavras e gestos, independe de intimidade ou distância. Em cada página desse quadrinho, encontramos pequenas histórias sobre amar – seja em um relacionamento romântico, familiar, uma amizade, ou simplesmente amar a vida, encontrando nas dimensões do que é amor e do que é amar, um pedaço do que nos faz humanos.
Um dos personagens deixa implícito ser assexual, o que foi confirmado em produtos oficiais da HQ.
7 - Lumberjanes
Número de volumes: 5 (em andamento)
Editora: Devir
Jo, April, Mal, Molly e Ripley não são as típicas escoteiras e o acampamento da senhorita Qiunzela Thiskwin Penniquiqul Thistle Crumpet para meninas da pesada não é o típico acampamento de verão. Esse é um local onde você pode encontrar raposas com três olhos, cavernas secretas e mistérios em forma de anagrama. Por sorte as meninas são amigonas, iradas e duras na queda, que não vão deixar que nenhuma criatura sobrenatural estrague suas férias. O mistério começa aqui e vai ficar cada vez mais sinistro!
Diana – Assexual homorromântica. Confirmada no capítulo 68.
Nota: salvo engano, o capítulo 68 é do volume 5.
8 - Manifesto dos Quadrinhos
Número de volumes: 1
Editora: Chiado
Um impactante e explicitamente violento retrato em quadrinhos sobre as dificuldades e discriminações sofridas pelas pessoas LGBTs no Brasil. Publicado semanalmente online desde 2014, o Manifesto dos Quadrinhos surgiu como um blog e rapidamente ganhou fama e reconhecimento nacional, abordando criticamente temas como sexualidade e gênero, ainda muito delicados no seio da cultura moderna. Sempre com desfechos de ordem dramática, os quadrinhos de Wes Nunes assumem corajosamente a visão de jornadas pessoais pela autoaceitação e confronto com os tabus e preconceitos de uma sociedade em muito formada em valores tradicionais. O Manifesto dos Quadrinhos choca, ao mesmo tempo que comove e leva o leitor à reflexão.
Duas tirinhas retratam assexualidade.
Nota: essas duas, como outras, não estão inclusas no primeiro volume. Disponíveis aqui (aviso de conteúdo: abuso sexual).
9 - Missão Cupido
Número de volumes: 1
Editora: Seguinte
Um adolescente popular e casamenteiro aprende que não pode controlar tudo neste quadrinho divertido, romântico e alto astral.
Evan tem tudo. Lindo, inteligente e talentoso, ele lidera o coletivo LGBTQIAP+ da escola, arrasa na maquiagem e conta com milhares de seguidores nas redes sociais. E ainda arranja tempo para bancar o cupido entre os amigos -- tendo até casamento entre seus casos de sucesso.
Quando a tímida Natalia é transferida para o colégio, ele imediatamente elabora um plano para torná-la popular e, claro, encontrar seu par perfeito. Só que Evan acaba indo longe demais na missão, desencadeando uma série de confusões e mal-entendidos que fogem do seu controle...
Será que ele vai conseguir parar de se intrometer na vida amorosa das pessoas que amaO Ou vai acabar perdendo os amigos -- e sua própria chance no amor.
"Uma releitura queer e caótica de Emma, de Jane Austen. Evan é a Emma Woodhouse perfeita dos dias de hoje: ardiloso e determinado, ele ainda tem muito a aprender, mas esconde um bom coração por trás de todo o drama." -- Alice Oseman, criadora de Heartstopper.
As bandeiras arromântica e assexual são retratadas na história.
10 - Orgulho DC 2023
Número de volumes: 1
Editora: Panini
Edição comemorativa do mês do orgulho que reúne histórias com personagens LGBTQIAP+.
Connor Hawke – assexual. Protagoniza a história Pense em Mim, na qual ele escreve uma carta para a mãe, assumindo-se assexual.
Querl Dox (Brainiac 5) – demissexual. Aparece na primeira história, em uma postagem de rede social, descrevendo-se como tal. Nessa história, também são vistas as bandeiras arromântica e assexual.