Às vezes me pergunto como anda você. Como anda vc de verdade, sabe? Aquela mania tosca, os sonhos levianos, a insegurança enraizada…
Vir aqui me lembra aquela do Drummond (utilizada pelo grande Cícero):
Amar o perdido deixa confundido esse coração.
Nada pode o olvido contra o sem sentido apelo do Não.
As coisas tangíveis, tornam-se insensíveis à palma da mão.
Mas as coisas findas, muito mais que lindas, essas ficarão!
Talvez eu consiga responder você sobre algumas das perguntas que você se faz.
As manias toscas tavam bem relacionadas a alguns traumas de infância, que nunca tive a oportunidade de compartilhar com você, porque fomos bem superficiais em muitos aspectos.
Sobre meus sonhos, que você dizia levianos, alguns se tornaram realidade, como por exemplo, o sonho de viajar muito, ser amada, ascender socialmente... Você se lembra de quando, numa das aulas do cursinho, quando fui mal num simulado, você disse que daquele jeito seria impossível eu passar no vestibular? Se lembra também que riu debochando quando eu disse que ia prestar o vest pra engenharia?
Sobre minha insegurança, mil razões eu poderia te dar, uma delas surgiu do parágrafo acima. Mas vou me atentar em ressaltar sobre uma outra que desencadeou um leve distúrbio alimentar, após você dizer que eu precisava engordar um pouquinho, logo depois de eu te mandar uma foto de biquíni.
Por fim, eu gosto das coisas que o Cícero escreve, gostei quando ele parafraseou Drummond, mas do lado de cá, depois de muito, enxerguei que, nem todas as coisas que eu pensava serem lindas, eram lindas de verdade.











