hunt you down, eat you alive | @hundrey
Hunter arrepende-se quase automaticamente de ter trago Audrey para sua casa. Deveria tê-la deixado no meio da Posh e, se tivesse sorte, estaria morta àquela hora. Mas não, no fundo, Hunter ainda precisava ter um bom coração. Ainda precisava ter um instinto protetor que funcionava cem por cento concentrado em mutantes. Odiava ficar à mercê daquele sentimento de irmandade, já que ele claramente não era retribuído da mesma maneira por todo mundo, muito menos por Audrey. – Não na minha casa, porra. – ele rebateu, vociferando de volta para ela. Como sempre, procurava algo para atacar ele ou tentar matá-lo. Audrey ainda não desistira e ainda não entendera que Hunter era o alien que queria a hora que queria. Se ele quisesse tê-la matado de fato, ele já o teria feito há muito tempo. Tinha poderes e forças sobre-humanas completamente fora do controle e do conhecimento dela. Ela logo desistiu de procurar, vindo atacar com o que Horus já bem conhecia.
Aquele poder infernal. Hunter sentiu seu corpo inteiro se contorcer de dor ao mínimo toque dela, mas se recusou a gritar. Juntou um pouco de força e empurrou-a de cima dele. A partir dali, com ela sem fazê-lo sentir dor, o resto era fácil. Empurrou-a novamente até ela cair de costas na cama, subindo em seu quadril. A mão tatuada do DJ voou para o pescoço da morena, apertando com força. Se ela iria machucá-lo, então ele iria revidar. Não era forte o bastante para matá-la, mas forte o bastante para dar-lhe tempo. Em um piscar de olhos, sua mão se tornou a de um de seus muitos aliens – em especial, era a mão do alien de fogo. Hunter abaixou um pouco o rosto até ficar muito perto do dela enquanto sua mão esquentava. As queimaduras, àquele ponto, seriam inevitáveis. – Vai ficar de babaquice? – ele sussurrou, com os olhos cheios de ódio focados no dela.
Audrey perdeu a concentração ao ser derrubada na cama, fazendo com que a dor que provocava nele cessasse. Sentiu a mão forte envolver seu pescoço, a dor alastrando-se por sua pele. Parte de Audrey satisfazia-se em vê-lo irritado, havia qualquer coisa de divertido em perceber sua influência imediatamente enervante no rapaz. Via como uma grande qualidade sua o poder de trazer a tona os monstros escondidos dentro das pessoas com quem se relacionava. Não que Hunter se desse ao trabalho de escondê-lo, ao menos não pelo que Audrey percebera durante suas pesquisas de campo. A mão esquentando em seu pescoço fez com que se esforçasse mais para retomar a concentração. Sentia a pele aquecer e lágrimas ameçavam brotar de seus olhos, quando conseguiu provocar dor o suficiente no rapaz apenas para desvencilhar-se de sua mão. Não tinha força corporal o suficiente para tirá-lo de cima de si, no entanto.
Ela agarrou a camiseta com uma das mãos, puxando-o para mais perto. - You look so hot when you’re angry. - Murmurou, um sorriso lascivo pintando os lábios avermelhados. - Pena que é um babaca. - Soltou-o de imediato, agora com mais receio de investir em suas ações ofensivas. Audrey podia ser um tanto psicótica, mas nunca fora estúpida. Havia entendido que para matá-lo, precisaria arquitetar um ataque surpresa. Não era exatamente o ângulo que podia tentar deitada sob ele quando não tinha nada além de seu poder para servir de apoio. Ela tocou o próprio pescoço, preocupada que a agressão tivesse deixado alguma marca. A área onde Hunter apertava estava sensível ao toque. Uma expressão doce tomou conta de suas feições. - Vai continuar atacando uma garota indefesa, Hunter? - Indagou, movendo-se em baixo dele na tentativa de se libertar.

















