Voltando pra cá de uma forma que não queria e nem esperava.
Depois de tanto fugir do amor, depois de tanto bloqueio, depois de tanta superação, depois de passar por um luto (literalmente) jurando que nada mais iria me abalar.
Você, você chegou, me fez viver tudo de mais incrível, tudo o que nunca vivi, jurando que éramos para sempre, e tínhamos de TUDO pra sermos, você foi embora em um dia qualquer de janeiro de 2026.
Tudo o que me resta na verdade, não é nada.
Como sempre eu, apenas eu, foi o que sobrou.
E por mais que falem e eu concorde “mas você precisa se amar” e quem disse que eu não me amo? Quem disse que não me valorizo?
Eu só não quero e nunca quis pular de relacionamento em relacionamento, nunca quis conhecer várias pessoas, nunca quis dizer vários “eu te amo” porque no fundo, tudo perde o sentido.
Como você é o amor da minha vida se você dura apenas 1 ano comigo? O amor da minha vida vai durar a minha vida, e eu não vou sair amando o mundo todo só pra descobrir quem vai passar o resto da vida comigo, quem vai montar uma família comigo, quem vai viver essa vida comigo, além de eu comigo mesma.
Dessa vez eu me envolvi de verdade, como nunca imaginei que pudesse, e foi recíproco, foi real, foi maravilhoso, eu não queria imaginar o fim, e eu sei que você também não, não quando ainda parecia fazer sentido pra você, mas eu nunca ia imaginar que um detalhe poderia mudar o rumo de tudo, e isso me faz pensar todos os dias.
O nosso amor era tão frágil assim que não suportaria esse problema? Porque eu acredito muito (pelo menos a minha parte) acredita que enfrentaríamos juntos, assim como você não me abandonou quando precisei.
Sinto tanta falta, todos os dias, o amor permanece aqui, te esperando, mas todos os dias quebro mais um pedaço de mim, por ainda te ter na minha vida, mas nunca da forma que gostaria, e talvez nunca voltemos.
Talvez te amar seja a minha ruína.