Os 10 melhores games de 2011
Com a difícil tarefa de consolidar o sucesso visto em "Batman: Arkham Asylum", os produtores se preocuparam não só em acrescentar novos meios de jogabilidade, mas também maneiras que pudessem entreter ainda mais os gamers. E a produtora conseguiu! "Arkham City", apesar de não ter levado a medalha de ouro na premiação do Video Game Awards, será lembrado como um dos melhores jogos já feitos, em especial no universo dos quadrinhos e super-heróis.
A história se passa algum tempo depois do primeiro game, quando Quincy Sharp, prefeito de Gotham e diretor do Asilo Arkham, tomou todo o crédito pela derrota do Coringa. Com o objetivo de elevar seus planos e recuperar os maiores criminosos da cidade, Sharp decide murar bairros inteiros da parte pobre de Gotham a fim de transformar a área em um gigantesco complexo penitenciário. Os presos são levados à recém-criada Arkham City, fiscalizada por Hugo Strange, o psiquiatra maníaco obcecado em destruir e revelar a identidade secreta de Batman.
Para tentar acabar com o novo município, Bruce Wayne se aventura na política. No entanto, o rapaz é capturado e jogado no meio de todos os prisioneiros. A partir daí, é hora de vestir a roupa de Homem-Morcego e investigar os mistérios por trás de personagens como Arlequina, Duas-Caras, Sr. Frio, Pinguim, Ra's al Ghul, Charada e, claro, o Coringa.
Para quem é fã de histórias em quadrinhos, com certeza vai se surpreender com "Arkham City", considerada a melhor adaptação de um super-herói para os consoles.
Uncharted 3 Drake's Deception
No maior estilo "Tomb Raider", Drake pode ser considerado como "a Lara Croft de calças". Muitas são as comparações entre os dois heróis, que viajam para os lugares mais sombrios do mundo em busca de relíquias perdidas. Mas não se pode negar: os últimos quatro anos foram de "Uncharted" que, mesmo com uma fórmula semelhante a de Lady Croft, uniu diversos elementos que tornaram Drake um personagem único e enigmático.
E ele voltou em 2011 com sua terceira e mais emocionante aventura. Depois de procurar a lendária cidade de Eldorado e seguir os passos do explorador Marco Polo nos dois primeiros games - "Among Thieves" e "Drake's Fortune" -, o caçador de tesouros Nathan Drake terá de ir à Península Arábica em busca da Cidade dos Mil Pilares, na tentativa de encontrar um reino perdido e repleto de riquezas.
Seria fácil, não fosse pelo elemento chave de "Uncharted": a sobrevivência, já que o local, conhecido como "Atlantis das Areias", está situado em meio ao Rub 'al Khali, um dos maiores desertos do mundo.
Ao lado de companheiros como Sully, Elena e Chloe, Drake terá de desvendar os mistérios por trás de um anel que esconde os segredos de Francis Drake, um importante ancestral do protagonista. Além disso, o herói será colocado nas provas mais emocionantes para dar a você, jogador, a sensação de viver dentro de um filme de cinema do Indiana Jones com cenas de tirar o fôlego.
The Elder Scrolls V: Skyrim
A quinta aventura da série de RPG "The Elder Scrolls" mostrou a que veio. Tanto que foi a vencedora do Video Game Awards 2011, a premiação mais importante do ano quando o assunto são games.
"Skyrim V" é ambientado duzentos anos depois dos eventos do elogiado "Oblivion", jogo antecessor, na província que dá nome à aventura atual, Skyrim. Após ter um de seus reis assassinado, o mundo mítico de Tamriel está em decadência e inicia-se uma guerra civil entre as raças do norte, concretizando, assim, o último evento de uma antiga profecia. Como estava escrito nos Elder Scrolls ("Pergaminhos Antigos"), a batalha em Skyrim é a chave para o retorno do deus dragão Alduin (na tradução "Devorador de Mundos"), que surgiu para destruir a todos.
A partir daí, cabe ao jogador entrar na pele do último Dovahkiin, um herói caçador de dragões undigo pelos deuses, que deve derrotar o vilão para salvar o povo da destruição. Através de florestas, desfiladeiros e picos nevados, o cenário é digno de filmes como "O Senhor dos Anéis", um mundo vivo e cheio de aventuras medievais, totalmente exploráveis.
As cidades de "Skyrim" são habitadas por trabalhadores, taverneiros, ladrões, ferreiros, alquimistas e todo o tipo de gente. Com Dovahkiin é possível arrumar um emprego ou investigar boatos para se envolver em missões perigosas. O caçador de dragões, aliás, pode escolher, além dos Nords, outras raças para seguir como humanos de outras linhagens, elfos, orcs e outros seres bizarros. Tudo depende de você, que controla por completo o personagem, moldando-o conforme cada atributo no avanço do game.
Há um bom tempo não se via games com personagens pouco reconhecidos na geração atual. Mas não é do herói ou da mocinha que estou falando, mas sim dos zumbis, que voltaram com tudo em 2011 após o lançamento da aventura de survival horror "Dead Island". Em primeira pessoa, os gamers serão mergulhados em um universo de ação e terror. Uma das frases que pode resumir bem a trama é: viva o inferno no paraíso.
A história se passa na ilha ficcional de Banoi, na Papua Nova Guiné (Oceania). Em um grande resort tropical com muito sol, areia, piscinas e um visual paradisíaco, este poderia ser definido como o cenário perfeito para se passar as férias e se divertir até não querer mais. Pois é, poderia. Não fossem pelos simpáticos visitantes devoradores de carne que se levantam e começam a atacar os turistas.
Até aí, você pode achar que essa premissa não passa de mais uma daquelas famosas aventuras de zumbis dos últimos anos. No entanto, "Dead Island" se prova como um dos melhores jogos de mortos-vivos já feitos, desde o clássico Resident Evil da década de 1990.
Com ambientes completamente abertos para exploração, você poderá controlar um dos quatro sobreviventes - cidadãos comuns -, que se veem perdidos e sem saída no meio do apocalipse zumbi. No comando de um deles, será necessário encontrar um jeito de escapar da ilha, enquanto descobre os motivos que levaram à infecção das pessoas.
Armas de fogo são praticamente escassas durante todo o jogo, sendo substituídas por remos, chaves-inglesa, facas de cozinha, canos, tacos de beisebol e outros instrumentos capazes de derrubar as criaturas comedoras de cérebros que vão te perseguir por diversos cenários como o hotel onde a história começa, praias, bangalôs, estradas, farol e até uma selva tropical.
Outro game de zumbis e criaturas horripilantes que merece destaque é o "Dead Space 2" que, não satisfeito em aliar ação e terror, decidiu colocar o elemento da ficção científica na trama. O resultado é uma história envolvente e assustadora com cenas de suspense e monstros apavorantes, que vão fazer você ficar grudado em frente à TV até chegar a um final épico e surpreendente.
Três anos após os acontecimentos do primeiro jogo, o engenheiro Isaac Clarke retorna como protagonista. Resgatado da nave Ishimura, infectada pelos necromorphs, Clarke, que perdeu a memória, é levado para um hospital psiquiátrico, localizado em uma outra nave chamada Sprawl, construída ao redor dos fragmentos de uma das luas de Saturno.
Diagnosticado com síndrome de estresse pós-traumático, paranoia e esquizofrenia crônica devido ao ocorrido em "Dead Space", o engenheiro pareceu ter encontrado a paz ao iniciar um tratamento. Porém, o que parecia ser tranquilo, acaba no instante em que o vírus alienígena começa a se espalhar também pelo hospital e por toda a colônia espacial em que Clarke está, habitada por centenas de pessoas. A partir daí, ele terá de acabar com a ameaça e resgatar os sobreviventes.
Monstros saltando de buracos, alarmes de incêndio disparando, corredores banhados de sangue, gritos e até mesmo o próprio silêncio, fazem de "Dead Space 2" um prato cheio para os amantes do survival horror. Os primeiros minutos do jogo, aliás, são incríveis e vão deixar qualquer um de boca aberta: preso a uma camisa de força, Clarke tem de fugir de um dos necromorphs antes de ser morto.
Os vírus inteligentes estão mais rápidos e mortais, e cada parte dos cenários - que vão desde shopping centers, residências e escolas - reserva um susto aos jogadores. O sentimento de medo se espalha por todos os cantos da estação espacial.
Para fechar a trilogia épica de sobrevivência da humanidade na luta contra os seres Locusts, "Gears of War 3" chegou no fim de 2011 com versão exclusiva para o Xbox 360.
Marcado pela volta dos protagonistas, o terceiro episódio da série começa dezoito meses após a queda de Jacinto - uma área que antes não era afetada pelos Locusts -, quando os Gears, ou o que sobrou deles (esquadrão Delta e Coalizão), vivem em uma unidade aérea chamada Raven's Nest. Todos observam a raça humana lutando em meio ao caos, causado por inúmeras guerras que devastaram toda e qualquer chance de esperança.
Além dos Locusts - criaturas que emergiram do subsolo e atacaram as principais cidades do planeta -, os heróis descobrem que seres ainda mais perigosos, os Lambent, também estão em batalha e foram eles que obrigaram os Locust a atacar os humanos.
Partindo desse princípio, a terceira parte da série começa com o herói Marcus Fenix, soldado da Coalition of Ordered Governments (COG), navegando em um grande navio com os sobreviventes dos últimos ataques. Condenado por falhar em uma das missões no game anterior, Fenix inicia sua aventura após ver o barco ser invadido pelos Lambent e parte em busca de soluções para derrotar os inimigos.
Com um roteiro mais sólido e pitadas exageradas de dramaticidade - que você certamente vai agradecer por isso! -, "Gears of War 3" não é só ação, mas também a resposta para muitas perguntas deixadas nos primeiros jogos. Além de trazer mudanças para agradar aos fãs veteranos e novatos, a aventura é a maior e melhor de toda a franquia. E quem adora gráficos vai se surpreender, pois cada detalhe foi cuidadosamente trabalhado. Assim, jogabilidade e visual não vão faltar.
Call of Duty: Modern Warfare 3
O game mais vendido da história - US$ 6,5 milhões de dólares apenas na estreia - também não poderia ficar de fora. Desenvolvido pela Infinity Ward e publicado pela Bizzard, o jogo continua a saga de tiro em primeira pessoa, colocando o jogador no meio de guerras modernas ao redor do planeta. A série não só revolucionou o mercado do entretenimento em 2011, mas acabou com as principais comparações entre competidores de peso como "Battlefield 3" (também lançado este ano).
Com uma trama cinematográfica e multiplayer dignos de Oscar, a terceira versão de CoD se passa logo após o fim do segundo game, "Call of Duty: Modern Warfare 2", com a invasão da cidade de Washington (Estados Unidos) pelos russos, iniciando-se a Terceira Guerra Mundial. Casas, prédios e até mesmo os edifícios do governo se tornaram armadilhas e não existem mais locais seguros para se esconder. O jogador se aventura em 15 missões diferentes, começando por Nova York, passando por cidades como Paris, Londres e Praga, e terminando em Dubai.
No modo campanha - que pode ser zerado em menos de seis horas -, os gamers vão assumir o papel de vários personagens durante o single-player e cada missão possui uma série de objetivos, que marcam a direção e distância que será percorrida para concluí-los.
Já para os que gostam do multiplayer, não há motivo de preocupuação: o modo cooperativo continua sendo o carro chefe da franquia com os já conhecidos Team Deathmatch, Demolition e Hardcore, que funcionam com os mesmos recursos das versões anteriores. Contudo, houve mudanças signficativas nas recompensas dos "killstreaks" (quantidade de inimigos abatidos em sequência) como a possibilidade de escolher entre três pacotes: Assault, Support e Specialist.
Ambientada na turbulenta Los Angeles da década de 1940, a história de um dos mais recentes jogos da Rockstar Games - produtora da série GTA - traz até nós o personagem Cole Phelps, um ex-combatente da Segunda Guerra Mundial que tenta construir sua carreira de policial de rua nos altos escalões da investigação criminal da cidade. Após ter seu talento reconhecido pelo departamento policial, o rapaz vê seus planos caírem após descobrirem que o detetive teve um caso proibido com a cantora de jazz alemã, Elsa Lichtmann.
Mesmo sendo considerado socialmente como um traidor da nação norte-americana, além de ter sido "despejado" de casa por sua mulher, Cole Phelps não se sente intimidado e vai investigar uma série de assassinatos brutais e complexos na perigosa Los Angeles de 1947. No caminho de Phelps estão colegas corruptos, perigosos mafiosos e até a impresa tentatá interfirir nas investigações.
Poderia ser mais um jogo qualquer. Não fosse pela qualidade visual e interpretação dos personagens, cada um com histórias distintas. Para entrar nesse universo, o jogador vai investigar crimes seguindo o estilo de filmes policiais da época, coletando provas e pistas nas cenas dos delitos, interrogando pessoas e participando de perseguições no meio da cidade.
Mas o show à parte fica por conta da animação dos gráficos. Através de uma tecnologia denominada "MotionScan", a Rockstar deu um dos melhores efeitos visuais já produzidos para um jogo de videogame: 32 câmeras de altíssima definição capturaram, em até 30 quadros por segundo, as expressões faciais de um elenco com mais de 400 atores! Incrível, não?
The Legend of Zelda: Skyward Sword
Como um dos poucos games a levar nota 10 em quase todos os quesitos dos reviews, "Skyward Sword" parece ter encontrado a fórmula para reerguer o Nintendo Wii, se tornando o primeiro título da franquia a contar com as funcionalidades do controle Wii Motion Plus. Pela primeira vez, os movimentos das espadas e locomoção da personagem Link seguem com mais precisão os golpes dados pelo jogador - diferente de seu antecessor, "Twilight Princess".
A grande diferença, talvez, seja o fato dos inimigos não reagirem da mesma maneira quanto aos ataques e, dificilmente, será possível derrotá-los com os mesmos golpes. No game, velocidade, precisão e controle serão essenciais para planejar combos e aniquilar os adversários.
O jogo ocorre antes de Zelda se tornar a princesa de Hyrule, considerada, até então, uma terra perigosa e desconhecida. No passado, quando os humanos ainda viviam no local, uma fissura se abriu no reino, libertando seres malignos que desejavam o Poder Final (Triforce), guardado por Vossa Majestade, a Deusa. Com ele, era possível realizar qualquer desejo e dominar o mundo, o que acabou matando muitas pessoas que tentaram se proteger diante de tal ameaça.
Para salvar seu povo da destruição, a Deusa colocou todos os sobreviventes em uma ilha suspensa nos céus chamada Skyloft, que começaram a tratar a superfície como lenda - uma vez que fica invisível através das nuvens.
Muitas histórias, que antes estava esquecidas, serão reveladas através dela. Uma dessas narrativas é a de Link, que mora na cidade flutuante e é amigo de infância de Zelda - até então sem ainda ser uma princesa. Ambos estudaram juntos em uma academia de cavaleiros que patrulham os céus, montados em grandes aves, os Loftwings. Ao apostarem uma corrida com seus respectivos "bichinhos de estimação", Zelda é atindiga por um tornado e cai na terra.
Com a ajuda de uma criatura celestial chamada Fi, que o acompanha em sua espada, Link abre passagem para três grandes áreas acessíveis em terra firme: uma floresta, um vulcão e um deserto. A partir daí, a história realmente começa e Link, que descobre a existência de um mundo para explorar abaixo das nuvens, terá de encontrar uma maneira para resgatar a amiga.
Para manter o sucesso alcançado com "Portal" - que ganhou mais de 70 prêmios da indústria do entretenimento -, a Valve Corporation teve a missão de introduzir novos elementos para prender os jogadores na trama. E conseguiram, já que o game foi um dos grandes lançamentos de 2011 e consolidou ainda mais seu status de "jogo cult".
Focado na resolução de puzzles e quebra-cabeças, o título apresentou algo jamais visto nas histórias de videogames: a Aperture Science Handheld Portal Device (ou simplesmente Portal Device), uma arma capaz de criar portais interespaciais. Para fazer menção ao título, são criados dois fins distintos de portais, um laranja e outro azul. Cada um deles realiza uma conexão visual e física entre dois locais diferentes no espaço tridimensional - no caso, um é a entrada e, o outro, é a saída. O objetivo é dar um fim a todos os mistérios colocados diante da tela.
O jogo pode parecer monótono, mas uma vez ligado o console você não vai querer mais sair até resolver todos os enigmas colocados nos cenários. A diferença de "Portal 2" para seu antecessor é a adição de mais ferramentas à disposição do jogador. Através de Chell, a máquina que protagoniza o enredo, será necessário encontrar soluções para problemas que, muitas vezes, vão lhe parecer impossíveis.
Tudo isso em meio as falas confusas da vilã GlaDOS e de dois novos personagens: Wheatley, um robô cheio de personalidade, e Cave Johnson, o chefão-maníaco da Aperture. Além disso, a Aperture parece ter mais vida própria que no primeito "Portal": agora, os laboratórios e labirintos se reconstroem e tentam atingir Chell a todo o momento que passa. Mas a grande novidade está mesmo no modo multiplayer, onde dois jogadores podem participar cooperativamente de mapas.