Eu também fico mal.
Também fico triste, ansiosa.
Também estou de luto, também tenho arrependimentos.
Então por que só você tem o direito de estar mal?
I'd rather be in outer space 🛸

★

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@azulpastel
Eu também fico mal.
Também fico triste, ansiosa.
Também estou de luto, também tenho arrependimentos.
Então por que só você tem o direito de estar mal?
Pela primeira vez conseguir perceber o padrão.
Pela primeira vez eu não me senti mal por você.
Pela primeira vez eu me vi antes de te ver :)
Hoje torci para que o café não desse dor no meu estômago.
Ultimamente percebo que tomar café, em alguns momentos, me causa dor de estômago. Apesar disso, continuo tomando café, seja como forma de me esquentar no frio, seja porque me dá energia para as atividades do dia etc. Com isso, fico me perguntando, até quando vou continuar tomando algo que me causa dor, mesmo que por outro lado traga algum conforto. Isso me faz pensar em todas as vezes que sustentei dores "confortáveis demais" a troco de migalhas de esperança, afeto etc.
As vezes eu tento repetir o processo da forma mais semelhante possível na tentativa de obter as mesmas boas emoções disso. Contudo, nada é igual, nunca é o mesmo. Não seria muito mais fácil se existisse um manual para a felicidade? Mas, nada nunca é do mesmo jeito, nem mesmo a felicidade de hoje é igual a de amanhã. Curioso, não é?
Agora eu preciso aceitar conviver com um vazio gigante dentro de mim. Infelizmente, nem toda solução envolve ficar bem. As vezes a solução é aceitar a dor e seguir adiante.
A sensação é a de que não importa mais agora, não tem conserto.
Se existisse um prazo de validade, ele já venceu.
Perdeu o sentido, só tem dor.
Não existe final feliz nessa história.
Acabou o tempo.
Agora eu já estou muito quebrada para ser consertada.
Não vai ter luz no fim desse túnel.
Nunca vai ser suficiente.
Não existe cura para o vazio do meu peito.
Existe um buraco negro no meu peito.
Acho que dói agora por finalmente perceber que não existe esperança.
Existe uma falta que não pode ser preenchida.
Quero poder dizer, no fim de tudo, que, apesar de não ter conseguido tudo o que gostaria — pois considero conseguir tudo muito difícil, humanamente falando — ao menos tentei e dei o meu melhor para que, quem sabe, consiga olhar para trás sem grandes arrependimentos.
Nesse momento estou tentando descobrir quem eu sou para além do que eu posso oferecer, tarefa que parece um pouco difícil, mas o que eu tenho a perder?
Acho que ultimamente eu tenho me encontrado mais com meus erros e defeitos do que com minhas poucas qualidades.
Será que algum dia eu vou dar muito certo na vida?
Será que algum dia eu vou ser a primeira opção de alguém em alguma coisa?
Será que algum dia eu vou ser tudo aquilo que eu já pensei em ser, mas ainda não fui por medo ou falta de oportunidade?
Será que eu vou ser feliz quando isso acontecer?
E o mais importante: será que algum dia eu vou parar de me importar com a opinião dos outros e simplesmente ser?
Quanto mais me aproximo do Senhor, mais percebo quão tóxica, suja, mal eu sou. Da vontade de fugir para não ter acesso a esse tipo de desconforto, mas para onde eu iria se só o Senhor possui as palavras de vida eterna?
Triste oscilação de quedas e vitórias, quanto mais alta a vitória, mais alta pode ser a queda. O segredo é correr para Cristo, é lembrar que nunca seremos merecedores de tamanho Amor.
E eu não tenho o direito de me odiar assim, porque, apesar disso tudo, o Senhor continua me amando na mesma medida, então o que direi? Miserável sou de vislumbrar tamanho poder, santidade e amor e ainda assim continuar falhando.
Que bom que o Senhor é perfeito, que bom que o Senhor nos ama incondicionalmente e que possamos persistir em fazer o certo, persistir em não desistir de nós mesmos ao lembrar que o Senhor nunca desistiu.
Vivendo um turbilhão de emoções.
As vezes estou bem.
As vezes estou mal.
Continuo caminhando, continuo lutando, nem sempre de pé, mas sempre levantando.
Percebi, depois de muito tempo, que eu não sou saudável mentalmente. Nem sei o que me fez não perceber isso antes, acho que nunca foi tão externalizado como ultimamente.
Percebi que nesse ano de 2026, o que eu mais quero é ficar bem, é cuidar da minha mente. Sinto que preciso urgentemente, acredito ser a única meta que eu espero cumprir.
Sobre 2025, que ano, não é mesmo? De todas as dores, acredito que a maior foi perceber quão tóxica eu posso ser, me ver no lugar de vilã é triste. Me senti uma péssima pessoa, na verdade, conclui que realmente não sou uma boa pessoa.
Percebi que tenho a triste tendência de destruir com coisas bem legais em minha vida, a tendência a me afastar de quem eu convivo por muito tempo, a tendência a depender do outro, mas do que eu gostaria e a de me autossabotar, por diversas vezes (quando eu mesma me perguntar " porque minha vida parece não andar para frente?" Já vou saber a resposta : sou eu.).
Enfim, o sentimento que fica, disso tudo, é a vergonha, tenho vergonha de mim por agir assim. Tenho raiva de mim também, mas aí já é outra história, vamos focar na parte da vergonha, pelo menos nesse texto.
É necessária muita energia para se preocupar com o que os outros pensam de você o tempo todo. Chega determinado momento em que o corpo pede socorro de tanta exaustão mental e você acaba deixando de se importar na força do cansaço.
Deus não muda
É reconfortante a ideia de algo permanecer igual ao longo do tempo. A gente cresce, se desenvolve e muitas coisas se modificam, inclusive nós mesmos. Nossas comidas favoritas, nossos locais de sossego, as pessoas as quais somos próximos e até ideias e regras que temos de nós mesmos, do mundo e dos outros, tudo isso pode mudar. Tudo muda, nós somos mudança constante, mas ter algo imutável em nossas vidas traz segurança em meio as tribulações. Que bom é poder ter algo a se apegar, que bom é se sentir seguro, nascemos para isso e para isso vivemos.
Caramba, hoje me deparei com a informação de que ontem, 01.10.25, minha conta fez 9 anos de acesso. O tempo realmente passa muito rápido, mas é legal perceber que em meio a tantas mudanças, algumas coisas permanecem do mesmo jeito.
É isso, não adianta, sua jornada é diferente da minha e isso não quer dizer que uma seja melhor que a outra. Cada jornada tem suas particulares e tentar aproveitar o processo pode ser algo verdadeiramente agradável.
Quando você não tem um apoio seguro, voltar não é uma opção.