chloeastley·:
Chloe estava distraída com os próprios pensamentos enquanto preparava uma sopa para o jantar, mexendo-a com a colher de pau em movimentos circulares roboticamente. A tranquilidade que pairava sobre seu apartamento, que era preenchido pelo som de uma estação de rádio de jazz, foi brutalmente quebrada graças a uma batida violenta contra sua porta. Levando um verdadeiro susto, a mulher foi ao olho mágico espiar quem se tratava e, ao reconhecer o homem (lembrava de tê-lo visto subindo as escadas ou chegando no prédio), abriu parcialmente a porta — o suficiente para revelar apenas o seu rosto. O que será que ele queria? — Boa noite… Em que posso ajudar?
Envergonhado com a proporção do incômodo que teria criado com o ruído o fez assustar-se quando a porta se abriu diante dele. Desajeitado, colocou o rosto na fresta de luz que emanava da brecha buscando tornar-se visível para a moça “O-olá! Sou o Bartolomeo, moro no último andar e creio que houve um engano...” tombou a cabeça no ombro com uma expressa inquietação, fechando os olhos com insatisfação “É óbvio que houve um engano, não me chamo Chloe! Estúpido!”













