Anos de quarentena
Tchucos... Oi. Eu entrei aqui para procurar umas imagens no estilo aesthetic e acabei trombando com esse blog que eu não escrevo há um ano. Há exatamente um ano. Parece coisa do destino, do universo, tudo alinhado para eu encontrar esse espaço onde escrevia textos exatamente no dia de hoje. Meu último texto entrou no dia 16 de agosto de 2019 e, hoje, 16 de agosto de 2020 estou aqui, talvez retornando.
Como vai a pandemia? Engraçado pensar que há um ano eu nem pensava em como a vida estaria agora. Um ano se passou e eu digo pra vocês que estou passando pelo que muitas pessoas me disseram ser o “retorno de saturno”. Nos últimos dias estive sempre aprendendo algo. Aqui e ali. Eu lamento muito pelas pessoas que precisaram partir, pelas pessoas que o vírus levou... É frustrante pensar que algo surgiu no mundo e a gente simplesmente não tem controle sobre isso.
Estamos presos dentro de casa assim como nossos sentimentos por algumas pessoas estão presos dentro de nós. Será que vivemos uma eterna quarentena sobre as pessoas? Antes de começar a escrever esse texto eu li todos os outros disponíveis aqui e revisitei coisas do passado que hoje eu vejo onde estão na minha vida. Eu declaro que estou há anos de quarentena. Alguns sentimentos são como vírus cruéis que infectam nosso emocional e destroem parte de nós. São esses sentimentos que eu escolhi me livrar, que eu escolhi adormecer e esconder. E, por mais que eu os coloque num lugar para evitar contato, apenas lembrar sobre isso pode me infectar.
O retorno de saturno nada mais é que a crise dos trinta... Sim, tchucos, os trinta estão batendo na porta. E estou aprendendo nesse período, muita coisa. É como se alguém tivesse vindo na minha casa, entrado no meu quarto, olhasse pra mim e dissesse: cresce. Eu preciso crescer, eu preciso evoluir. Estamos em constante crescimento, só não percebemos.
Tchucos, eu acho que voltei a escrever. Se eu aparecer de novo, não chorem. Porque eu tenho me sentindo pra baixo ultimamente.










