Subida da Cuesta de Lipan - Ruta RN52 - Purmamarca - Paso de Jama
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Subida da Cuesta de Lipan - Ruta RN52 - Purmamarca - Paso de Jama
PAI É PAI E SÓ. Adélia Prado certa vez escreveu: "Uma ocasião, meu pai pintou a casa toda de alaranjado brilhante. Por muito tempo moramos numa casa, como ele mesmo dizia, constantemente amanhecendo." Há quem diga "pai é sangue do mesmo sangue" ou "pai é quem cria". Não tenho muitas memórias relacionadas ao ser pai por ele ter falecido aos meus 6 anos. A não ser pelos finais de semana em que ele passava em casa, nos levava ao mercado e preparava bolo de frutas cristalizadas, não lembro da voz, não lembro do abraço, não lembro do modo em que mudava de humor. Não lembro de ter passado muitos aniversário ao seu lado e vice-versa. Não éramos sangue do mesmo sangue e pelo destino, não se tornou "pai que criou". Porém, tenho em mente o exemplo de homem que foi, só por ter adotado eu e meus dois irmãos (E se tem algo que tenho orgulho em falar, é sobre minha adoção!). Quem conhece minha família e me conhece bem, geralmente se pergunta: "Mas quem é que a Fernanda puxou com esse apreço pelas artes, esse gosto musical exigente e essa mania de levar sempre uma boa leitura na mochila?". Agora, esclareço para que todos saibam: Meu pai. Algo que sempre o manteve perto de mim, foram algumas dezenas de livros que ficaram encaixotados após a morte dele e que por herança, se tornaram meus. E que rica herança. De alguma maneira, todas as vezes em que li esses livros, materializei meu pai lendo-os para mim. Uma leitura muda. Aquela leitura que você sente de maneira diferente, como se fosse uma vivência. Ficaram também alguns cd's que ele tanto gostava, porém, que não tive a oportunidade de te-los em mão por muito tempo. Concertos Magníficos! Pianistas e saxofonistas. Instrumentais que transcendem. Músicas de grande qualidade. E da mesma maneira o materializava cantando comigo enquanto os escutava. Um canto mudo. Mas desses que a sua alma quase sai do corpo pela boca. Em tantos outros momentos já o materializei. E ainda materializo. Imaginei ele dançando a valsa dos meus quinze anos. Tirando fotos orgulhoso em minha colação de grau. Imaginei ele entrando comigo na igreja no dia do meu casamento. Imaginei sendo avô de meus filhos, sendo exemplo, assim como foi para mim -mesmo sem estar presente. Não foi sangue do meu sangue, não foi o pai que criou. Mas foi o que então? Pai e só. O verdadeiro significado.
Dizem que um homem SÓ descobre o verdadeiro significado do amor depois que se torna pai. Sendo assim, a palavra PAI vai além do entendimento, assim como a poesia de Adélia sobre seu pai. Vai além do que temos pra falar. Vai além do que podemos falar, pois estaríamos sempre devendo palavras. Meu pai foi pai, e só. Um pai sem explicações.
Ando me esquecendo de:
Tudo
Um pouco
E mais
Um
Tanto
Teve gente minha que nasceu pra ser só. Sua. Teve gente sua que só andava na rua. Teve gente também, que não foi minha e nem sua. Tirava fotos nua e colava nos postes da cidade.
OBS: Me perdoem se não faz sentido, não tenho nenhum poste por perto para escrever em letras engarrafadas, essa agonia toda que é só minha. PS: Está liberado passar sem olhar e não parar para ler.
Eu tive tudo. Eu tive tu. Eu te vi.
- Não pode ter erro de gramática. (Na verdade pode, mas só quando for erro meu.) - Se não for crítica positiva, então é xingamento e xingamento não pode também. - Não é poesia se for só de três linhas ou Se For Escrita Assim - Não pode conter palavras eróticas relacionadas as mulheres, pois aí é machismo e machismo não pode. - Feminismo também não pode.( Mas quando a conclusão do texto levar a ideia de "homem é tudo igual", a gente até que aceita.) - Não pode falar sobre Deus, por que eu sou ateu e sou mais elevado mentalmente. - Não pode falar que é ateu se não quer arder no "mármore do inferno". - Não pode ser chamado de "arte", se não passar pela minha aprovação. Não pode ser diferente, eles disseram... E eu disse: não çei de nada çou inossênte!
“Porque falar a gente fala sobre tudo e sobre todos, o que mais temos é opinião. Mas autoconhecimento, mesmo, a gente ganha é através do enfrentamento, e não com especulações.”
Martha Medeiros
O amor é filme! Eu sei pelo cheiro de menta e pipoca que dá quando a gente ama Eu sei porque eu sei muito bem como a cor da manhã fica Da felicidade, Da dúvida, Dor de barriga É drama, é aventura, é mentira, é comédia-romântica
Um belo dia a gente acorda e bum! Um filme passou pela gente e parece que já se anunciou O epísódio 2 é quando a gente sente o amor se apuletar na gente tudo acabou bem agora é o que vem depois
É quando as emoções viram luz E sombras e sons, movimento E o mundo todo vira nós dois Dois corações bandidos Enquanto uma canção de amor Persegue o sentimento
E sobem os créditos
O amor é filme E Deus expectador
Quando eu for, um dia desses, Poeira ou folha lavada No vento da madrugada, Serei um pouco do nada Invisível, delicioso Que faz com que teu ar Pareça mais um olhar, Suave mistério amoroso, Cidade do meu andar (Deste já tão longo andar!) E talvez do meu repouso. Mario Quintana
A gente fica calado, esperando, até que me lembro que sou o mais velho e assim devo puxar papo. Mas não puxo. Não quero encher essa garota com papo furado.
Ela é linda.
Ela faz carinho em Porteiro (o cão), e a gente fica ali sentado por meia hora. Acabo sentindo que ela está olhando pro meu rosto. Sua voz penetra em mim. Ela diz: Tô com saudade de você, Ed. Olho bem pra ela e respondo: Eu também tô com saudade de você.
Pior que é verdade. Ela é tão novinha, e eu sinto falta dela. Ou será que não a esqueço porque ela foi uma mensagem bacana ? Acho que sinto falta da pureza e da sinceridade dela.
Ela é curiosa.
Sinto isso.
Eu sou o mensageiro, Markus Zusak
Não sei o que está acontecendo comigo, diz a paciente para o psiquiatra. Ela sabe.
Não sei se gosto mesmo da minha namorada, diz um amigo para outro. Ele sabe.
Não sei se quero continuar com a vida que tenho, pensamos em silêncio. Sabemos, sim. Sabemos tudo o que sentimos porque algo dentro de nós grita. Tentamos abafar esse grito com conversas tolas, elucubrações, esoterismo, leituras dinâmicas, namoros virtuais, mas não importa o método que iremos utilizar para procurar uma verdade que se encaixe em nossos planos: será infrutífero. A verdade já está dentro, a verdade se impõe, fala mais alto que nós, ela grita. Sabemos se amamos ou não alguém, mesmo que esteja escrito que é um amor que não serve, que nos rejeita, um amor que não vai resultar em nada. Costumamos desviar esse amor para outro amor, um amor aceitável, fácil, sereno. Podemos dar todas as provas ao mundo de que não amamos uma pessoa e amamos outra, mas sabemos, lá dentro, quem é que está no controle. A verdade grita. Provoca febre, salta aos olhos, desenvolve úlceras. Nosso corpo é a casa da verdade, lá de dentro vêm todas as informações que passarão por uma triagem particular: algumas verdades a gente deixa sair, outras a gente aprisiona e finge esquecer. Mas há uma verdade única : ninguém tem dúvida sobre si mesmo. Podemos passar anos nos dedicando a um emprego sabendo que ele não nos trará recompensa emocional. Podemos conviver com uma pessoa mesmo sabendo que ela não merece confiança. Fazemos essas escolhas por serem as mais sensatas ou práticas, mas nem sempre elas estão de acordo com os gritos de dentro, aquelas vozes que dizem: vá por este caminho, se preferir, mas você nasceu para o caminho oposto. Até mesmo a felicidade, tão propagada, pode ser uma opção contrária ao que intimamente desejamos. Você cumpre o ritual todinho, faz tudo como o esperado, e é feliz, puxa, como é feliz. E o grito lá dentro: mas você não queria ser feliz, queria viver! Eu não sei se teria coragem de jogar tudo para o alto. Sabe. Eu não sei por que sou assim. Sabe.
Martha Medeiros
“O bem é uma boca, o mal é outra boca. Da saliva desse beijo sai a nossa alma.”
O mal é contagioso, Dado Villa-Lobos