Eric já imaginava que ela fosse dar alguma resposta para o que ele havia dito, por isso nem se incomodou ou virou para ela, continuou procurando pelo disco que queria enquanto a escutava, aproveitando o fato de estar de costas para ela para fazer caretas, abrindo a boca sempre que ela falava, debochando dela - não que ele não fosse fazer isso se ela estivesse olhando. Aquilo era incrível, ela soava ainda mais patética quando tentava ficar por cima da situação, exatamente como a irmã dela. Observou com o canto dos olhos quando a garota passou ao seu lado e não conseguiu segurar a risada nem por mais um segundo, logo dando uma risada nasalada e abrindo um sorriso contido. Seus ombros se movimentada com cada risada silenciosa que ele dava, ainda com os olhos fixos na pilha de vinis que estava logo a sua frente. Eric riu por bastante tempo antes de respirar profundamente e enxugar as lágrimas dos cantos dos olhos com a manga da blusa. Achou o disco que procurava e o colocou por cima da pequena pilha de CD’s que havia escolhido, em seguida os levando para serem pagos. Ao passar pela menina, não conseguiu conter o sorriso, sentindo vontade de rir outra vez, mas dessa vez conseguiu se controlar e pagou os CD’s antes de ir embora da loja.
Logo no final da rua, havia uma cafeteria e mesmo que tivesse acabado um café vinte minutos atrás, sempre era hora para um café, então ele entrou no estabelecimento. Escolheu uma das mesas no fundo da loja, de onde tinha visão para todo o resto. Novamente, pediu o mesmo café da loja anterior antes de voltar para o seu lugar e começar a mexer no seu celular, começando a jogar um joguinho chamado 1010!, o record dele era de 8560 mas desde que um de seus colegas de classe tinha conseguido fazer 9000, Eric passou a se empenhar em não somente bater aquele record como atingir um ainda mais alto. O café estava pela metade e ele estava quase conseguindo bater o record do garoto quando decidiu que queria comer cookies de chocolate, afinal, ainda não tinha comido nada e ninguém pode viver apenas de café. Bloqueou o celular e olhou para frente, espreguiçando-se antes de levantar, mas o que ele viu fez seus braços demorarem um pouco mais no ar. A mesma garota da loja de CD’s estava bem ali e ele não pôde deixar de sorrir para ela, lembrando da cena engraçada que havia presenciado minutos atrás. Foi para a fila, ocupando um lugar logo atrás do dela, parando com as mãos nos bolsos. Meu Deus, como ela era pequena, haviam pelo menos trinta centímetros de diferença entre os dois, fazendo com que ele tivesse que olhar para baixo para ver o topo da cabeça dela. Decidiu não mexer com ela novamente, não estava com paciência de ouvir outro discurso chato sobre jugar antes de conhecer e blá blá blá, então apenas continuou esperando a sua vez de ser atendido. Ambos foram atendidos ao mesmo tempo por pessoas diferentes, lado a lado. A garota que o atendeu dava risadinhas e piscadinhas para ele, sempre que ele sorria para ela e quando ela se afastou, ele olhou para baixo, para a irmã de Dora a tempo de vê-la derrubar uma moeda sem perceber. Eric se abaixou e pegou a moeda, empurrando-a para a garota por cima do balcão sem falar com ela antes de pegar seus biscoitos e voltar para o seu lugar.
Como se não bastasse eles estarem no mesmo estabelecimento ainda foram atendidos lado a lado. E eles estavam muito perto. Ela pediu seu café com chantilly, que amava, e abriu a carteira pegando o dinheiro para pagar pelo pedido. Não pode deixar de, enquanto o fazia, notar que o loiro flertava descaradamente com a atendente. Ela era bonita, tudo bem, mas aquilo era demais para ela. Bri começou a morder o lábio inferior e se indignou cada vez mais como alguém como ele podia mexer tanto com ela, desestabilizá-la dessa forma. Suas mãos tremiam com o dinheiro nelas e acabou por deixar cair uma moeda que completava o pagamento, porém nem viu e acabou entregando o que havia em mãos para o caixa. Este mal abriu a boca e então a loira escutou o som metálico característico por uma moeda sendo arrastada por cima de uma superfície. Olhou para o lado e viu sua moeda chegando cada vez mais perto, empurrada pelo garoto loiro. Ela olhou a moeda e em seguida suas costas - já que encontrava-se em uma posição, mais uma vez, em que esta não conseguia ver suas feições direito - e uma dúvida misturada com espanto surgira em seu rosto. Será que ela o havia julgado mal? Será que ele não era o que ela pensava? Pois, segundo fosse, não seria capaz nem de fazer aquela gentileza para ela. O observou ir embora e se virou meio abobalhada para o caixa, que esperava um tanto impaciente pelo resto do dinheiro. Ela lhe entregou a moeda e seguiu com a notinha para esperar seu pedido sair, aonde antes o garoto estava.
Olhou para o estabelecimento, correndo seus olhos pelas mesas até encontrar a que o garoto escolhera. Ela não havia prestado atenção se ele havia saído ou não. E de certa forma não ficou descontente de o ver ainda no lugar. Estava com o coração de certa forma pesado e ‘sabia’ o que havia de ser feito. Trambolitando seus dedos nervosamente no balcão tomava coragem e suspirava para acalmar os nervos. Ela iria lá. Não importa o que ele falaria ou que ele a achasse a pior pessoa do mundo. Ela iria falar com ele sim. Imersa em pensamentos quase não viu quando a moça lhe entregou o pedido, tendo que esta encostar levemente em seu braço. Depois de pegar, se virou e mirou seu olhar na mesa do loiro tomando um fôlego breve. Andou calmamente sem demonstrar, ou pelo menos tentar, o nervosismo que sentia. Limpou a garganta quando estava chegando, parando atrás da uma cadeira que estava de frente para o garoto. Não esperou ele falar e já foi tomando a dianteira “Olha, eu sei que deve estar cansado de mim. Então eu vou ser breve”. Ela trocou o peso do corpo de um pé para o outro e continuou. “Eu sei que você deve estar me achando uma pessoa desprezível e eu realmente não entendo porque. Ou então insuportável, o que pra mim é tão ruim quanto. Eu só queria me desculpar pelo que eu falei antes. Por mais que..” ela torceu a cabeça para o lado e o copo tremia levemente “...que você tenha merecido, eu não costumo ser assim. Foi muito desnecessário de minha parte. Então eu gostaria de começar novamente essa... relação. Mas com o pé direito. Eu sou Brianna” terminou de falar e se manteve firme em seu lugar. Bebeu um gole do seu café e quis que sua mão parasse de tremer. Ela queria sair dali correndo. Mas sentia que tinha que fazer isso, pelo menos só conseguiria descansar após isso.
Brianna estava no quarto de Dora mexendo em suas coisas. Ela não faria aqui se não precisasse de seu casaco de volta. Queria estar bonita pois um figurão iria em sua ONG e iria ocorrer um debate e ela queria ter a honra de ter uma entrevista com ele. Iria perguntar sobre possíveis soluções verdes e como o governo do país estava lidando com a poluição e desmatamentos. Seu país tinha políticas verdes e ambientalistas, o que ela achava super maravilhoso, porém isso não impedia das pessoas e empresas desmatarem e poluírem sem culpa. Por isso que queria essa entrevista: queria saber o que o governa fazia para combater isso, se fazia. O que a levava estar no quarto da irmã procurando pelo mesmo. Era de cor neutra, então Dora havia pego emprestado. Só que na desorganização do quarto ela ficava maluca procurando embaixo de pilhas de roupas no armários, skate jogado na cama, roupa de cama no chão. Roupas amontoadas nas gavetas. “Nossa como ela consegue se achar nesse ambiente caótico?” perguntou a si mesma. Se virou então para procurar na parte mais alta do armário, flutuando alguns centímetros do chão quando ouviu a voz da irmã em algum lugar perto rapidemte desceu até o chão e caminhou para sair do quarto, só para poder dar de cara com a irmã. Encarou a morena e um sorriso inocente se fez em seu rosto.
Brianna estava andando no final da tarde e inicio da noite no centro de Townsville. Saíra da faculdade e estava indo para casa tomar um banho e trocar de roupa. Sua mochila continha seus livros e seu estojo, bem como uma prova corrigida que fora entregue hoje pelo seu professor da aula de Saneamento. Fora bem e estava super orgulhosa e em suas mãos levava o fichário, andando com ele ao lado do corpo o segurando com a mão direita. Suas botas faziam um certo barulho ao caminhar e ela ia entretida seguindo o caminho de casa já automaticamente.
Porém virando a esquina e antes atravessar a rua viu Fox parado encostado a uma parede de tijolos. Ele mexia no celular e vestia uma roupa folgada com uma calça de moletom estilo sweatpants, o clima estava mais ameno então justificava ele estar daquele jeito. Gostava de como ele se vestia, porém estava com pressa, se não chegaria atrasa à sua ONG. Estava esperando o sinal fechar e deu graças à Gaia que ele não reparou nela; não sabia o porquê de todos os três irmãos terem tanta raiva e ódio com as Utonium. Talvez inveja da vida que elas tiveram e levavam e do amor em família explicito que expressavam. Não saberia dizer pois isso não era motivo para alguém odiar o outro, na verdade nunca teria motivos para isso. Pelo menos ela achava. O sinal ficou vermelho e ela estava prestes a atravessar quando um carro surgindo do nada apareceu cantando pneus e quase a atropelou. Ela teve que se jogar para trás e deixou seu fichário cair com suas anotações pela calçada. Olho para dentro do carro com indignação e a mulher que estava dentro do carro tinha os vidros abaixados e a musica no máximo. Havia parado em frente a Fox. Ela desligou o rádio para conversar com ele e ela estreitou os olhos para a cena. Só poderia ser. Ela não era de criar caso, mas iria botar juízo na cabeça daquela mulher. Guardou tudo em seu fichário e atravessou a rua decidida. Ele estava rindo com a mulher inclinado sobre o vidro e jogava a cabeça para trás. Porém quando voltou a avistou vindo e seu sorriso desapareceu e ela observou ele ficar mais tenso. A mulher virou seu olhar para ela quando a loira parou do outro lado do carro. Tinha maquiagem excessiva e parecia bem mais velha que o garoto. Ela sentiu seu estômago embrulhar e percebeu que não era boa coisa. Decidiu de imediato assumir um papel que não lhe era sua cara. “Olá tudo bem?” disse com o sorriso forçado e a voz cortante. “Posso saber o que você quer com meu namorado? Quer atropelar ele também é?” disse ela e inclinou a cabeça fitando fundo nos olhos da mulher. “Não, porque você quase me lança vinte metros na rua né. Você sabia que dirigir assim é imprudente? Nossa eu odiaria que alguém tivesse anotado sua placa e conhecesse um policial de trânsito para você ter sua carteira detida.” falava tudo implacavelmente observando a mulher abrir seus olhos e não saber o que fazia, nem deixou brecha para uma chance de contra-ataque. “Vidros abaixados, mão para fora com só uma no volante, volume altíssimo... imprudência e ainda contribuindo com a poluição sonora. Além de seu cano de descarga soltar tanta fumaça quanto um fumante compulsivo.” Ela então se endireitou e lançou um olhar de desprezo para ela. “Saia daqui antes que eu faça seus ouvidos sangrarem”. A mulher então assustada lançou um olhar para Fox e estava vermelho de raiva e parecia que iria voar no pescoço dela. Ela encarou Fox e saiu indignada com uma bufada irritada.
Ela observou o carro sumir virando na esquina seguinte e então saiu da rua indo para a calçada e fitou Fox, pronta para a represália. Mas estava satisfeita pois com certeza o tirou de uma possível furada. Ela suspirou e se concentrou para sair do papel que havia assumido. Como era fácil às vezes se perder em uma ilusão divertida.
Nos últimos dias, Eric vinha tendo sérios problemas para dormir. Não que ele não sentisse sono, porque ele sempre tinha sono, o que o estava atrapalhando era o fato de que, toda vez que ele fechava os olhos, pesadelos horríveis apareciam para ele, o que fazia com que ele acordasse assustado e não conseguisse dormir mais. Então, ele tirava pequenos cochilos, evitando ao máximo ficar dormindo, mas naquela noite ele não aguentou e acabou caindo no sono. Acordou lá pelas 3 da manhã, com a respiração acelerada e o coração batendo forte dentro do seu peito. Desistiu de tentar dormir novamente e se levantou da sua cama, trocou de roupa e então tomou todo o cuidado para sair e não acordar ninguém. Eric foi em direção ao final da praia mais próxima, onde gostava de ficar sentado em algumas pedras. Ele odiava areia, mas adorava aquele lugar. Com Jesse Rutherford cantando para ele pelos fones de ouvido e abraçando suas pernas, Eric passou o resto da madrugada sentado naquelas pedras, com o olhar fixo no mar.
Ele viu quando todas as estrelas desapareceram do céu e quando uma mancha laranja se misturou com a escuridão do sol. A chegada da manhã foi o que o fizera despertar daquele estado. Depois de comprar um café sem açúcar e sem leite no Starbucks, Eric não tinha nada para fazer. Era sábado de manhã, então ele deveria estar dormindo àquela hora, no entanto, quando deu por cima, estava se dirigindo para a sua loja de CD’s preferida. O loiro ia até lá ocasionalmente e sempre gastava bastante com discos e vinil e CD’s de bandas e cantores dos mais variados gêneros e épocas. Aquela madrugada serviu para lembrá-lo que ele ainda não tinha a cópia física do I Love You, então era exatamente isso que ele começou a procurar quando chegou na loja. Claro, ele achou o I Love You e um monte de outros CD’s que ele nem sabia que queria mas que iria comprar. Continuava explorando uma das prateleiras quando virou-se para ver quem estava entrando na loja, sem conseguir deixar de encarar por algum tempo. Eric simplesmente detestava estar no mesmo ambiente que uma das Utonium, o que o fez revirar os olhos. Ao passar ao lado dela para chegar até outra sessão, não pôde deixar de reparar nela. Parecia tão patética e indefesa quanto a sua irmã. “Então, está comprado algum CD de punk rock para que você e as suas irmãs possam escutar enquanto estão andando por aí sendo badass? Quero dizer, tentando?” Não conseguiu deixar de alfinetar, com os olhos fixos nos discos, procurando o nome de Louis Armstrong.
A loira levantou os olhos de seu celular após a provocação. Estava na foto da Khloé Kardashian no seu feed e não queria desviar sua atenção; geralmente ignorava comentários maldosos ou cantadas ridículas dirigidas à ela. Mas aquela voz masculina falara com tanta propriedade e escárnio para ela que ela não pôde deixar de fazer tal ato. Ao perceber que se tratava do menino loiro que havia visto ao entrar, seus olhos se estreitaram. Agora sabia quem ele era. Ele andava com aqueles outros dois arruaceiros que não eram boa companhia. Eles eram irmãos, se ela não se enganava. Se ajeitou ficando reta e travou o celular. Percebeu que este nem se dignara a lhe dirigir o olhar e ela o olhou dos pés a cabeça. Falou em tom calmo e agora com o rosto neutro “Você acha que me conhece? Pense bem loiro. Somos irmãs mas somos bem diferentes umas das outras. Não me julgue usando de seus conhecimentos e experiências individuais com minhas irmãs. Eu não sou elas. Eu não nada parecida com elas, eu me repito. Sabe qual o nome disse que você acabou de fazer? Pré-conceito e por isso eu sugiro que me conheça antes de afirmar qualquer coisa a meu respeito.” terminou de falar para o garoto com sua voz doce sem alterar a mesma ou sem aparentar irritação. Poderia estar falando igualmente do clima, sua reação seria a mesma. “Além do mais, eu nem gosto de punk rock, não finjo algo que eu não sou. Com licença.” disse ela e se virou, pois ouvira a gerente chamando seu nome. Além do mais, não queria uma discussão com aquele ser, não iria estragar sua manhã.
Caminhou até a gerente enquanto guardava o celular no bolso de trás de seu short. Abraçou-a e assumiu uma posição perpendicular aonde estava anteriormente enquanto conversava com a mesma e direcionou um olhar para lá. O loiro estava parado olhando para os cds aparentemente ignorando-a. E ele estava... rindo?! Ela teve que engolir uma raiva que subiu nela. Não soube porquê isso aconteceu, isso simplesmente não acontecia com ela. Mas aparentemente aquele garoto mexia com ela mais do que ela gostava. E não era para o lado bom. Prestou atenção na amiga e por vários minutos a conversa se prolongou com ela agora mais calma e descontraída. Porém quando foi pagar e sair da loja, se despedindo da amiga/gerente, não pode deixar de pensar no que havia falado. Ela gostou de falar e ele mereceu, ainda mais porque ele estava rindo dela! Mas é claro que fazia isso apenas para deixar a pessoas mais espertas e fazer com que repensassem suas ideias tacanhas e comportamento agressivo. Não fazia para ser superior ou para ser má. Mas apensar de tudo começou a sentir uma emoção estranha - remorso?. Ela sentia remorso óbvio, mas não quando havia falado algo certo para alguém e posto a pessoa no seu lugar. E ela nem havia sido grossa nem nada. Como podia se sentir assim? Porém esse sentimento foi para o chão quando ele passou pelas duas e lhe dirigiu um olhar significativo e abriu a boca mostrando todos os dentes em um riso de escárnio. Ela teve que puxar a amiga para um lugar mais ditante da loja e conversar com ela ali, dando uma desculpa esfarrapada. Não poderia mais fitar aquele ser desprezível. Ela só queria entender porque estava tão transtornada daquele jeito. Isso era novo para ela, ela não sentia isso. Quando começou a se sentir mais calma e tranquila se despediu da amiga agradecendo mais uma vez. Saiu do canto de dirigiu um olhar para a loja. Ele não se encontrava em canto nenhum e ela agradeceu à deusa por isso. Se dirigiu ao caixa e pagou o cd. Saindo, respirou o ar puro matutino mais uma vez, decidida a recomeçar o dia. O debochado havia sumido aparentemente e então ela foi decidida ao café do lado da loja de cds, seu outro local preferido.
Uma vez lá dentro, porém estancou na porta. Viu o garoto loiro sentado em uma mesa no canto oposto de costas para a parede tomando algo em um copo com o logo do café e o descanso de mão para não se queimar com a quentura. E ela nem pôde dar pra trás e sair pois ele levantou o olhar e encontrou o seu. Seu coração disparou e ele abriu um sorriso. Aparentemente ficara evidente seu desconforto e o canalha se divertia com isso. Porém tomou uma decisão importante de não o deixar ganhar. Se empertigou e se dirigiu para a fila para pedir seu café preto com chantilly. Iria ignorar a presença cancerígena no estabelecimento.
Onde e quando você nasceu? Cidade de Townsville, 08/02/1997.
Quem são seus pais? Meu pai é o professor Matthew Utonium. Eu não sei se ele é químico também, mas que ele faz um experimentos loucos ai ele faz.
Você tem irmãos? Como eles são/eram? Eu tenho duas irmãs a Babs e a Dora. A Dora é meio complicada. To brincando irmã te amo. Ela é bastante zoeira e faz as coisas que dão na cabeça dela, sendo benéficas ou não. Quanto a isso não posso fazer nada, então deixa ela. Pelo menos ela não é mais tão briguenta de sair no tapa ou irritadiça como quando era pequena. Um grande avanço. Mas eu a amo muito e sempre estarei lá por ela. Já a Babs é mandona e inteligente. Tem um coração imenso e eu a amo muito. Adoro fazer compras com ela. Só não acho muito legal quando ela soa meio arrogante e meio má em certos comentários, mas ninguém é perfeito.
Onde você vive agora e com quem? Moro com meu pai e com as minhas irmãs. Delas eu já falei. O meu pai é um cara bem tranquilão e divertido. Ele criou nós três muito bem. Eu o amo muito.
Qual sua ocupação/profissão? Eu estou entrando agora na faculdade. Estou fazendo uma paixão minha: Engenharia Ambiental.
Faça uma descrição completa de si mesmo. Bem, eu tenho um metro e cinquenta e dois de altura e tenho 41kg. Eu sou norte-americana, sou loira de olhos verde claros, mas às vezes eles ficam mais escuros, da cor do musco quando uso meus poderes. Eu não tenho tatuagens - ainda - e nenhuma cicatriz, eu sempre fui comportada e eu diria que meu estilo de me vestir é mais clean. Cores claras e roupas confortáveis, mas às vezes é legal se produzir mais para aquele alguém especial ou uma festa bem legal.
A que classe social você pertence? Classe média/alta, considerando que moramos em uma casa de dois andares e de quatro quartos, já que eu e minhas irmãs não dividimos mais o quarto. Graças à Gaia.
Tem alguma alergia, doença ou outra fraqueza física? Não. Sou perfeitamente saudável.
É destro ou canhoto? Sou destra.
Como é a sua voz/como soa? Doce e meio anasalada.
Quais palavras ou frases você usa frequentemente? Eu diria que “salvar” e “preservar”. Eu estou sempre na ONG que faço parte e sou bastante ativa lá. Discutimos sobre bastantes coisas referentes à natureza.
O que você tem nos bolsos? Deixa eu ver. Hmmm… Meu celular, minha carteira com minha identidade, minha carteirinha da ONG de identificação e vinte dólares. Sim, não ando com muito dinheiro só caso eu precise. A chave de casa e… só.
Você tem manias estranhas, maneirismos, hábitos irritantes, ou outra característica peculiar? Eu mexo muito no meu cabelo, principalmente quando estou nervosa e costumo morder a parte interna da minha boca.
Parte dois: Crescendo
Como você descreve sua infância no geral? Muito boa. Me diverti bastante e tive bastante amor.
Qual sua memória mais antiga? Eu diria quando eu consegui entender um cachorro pela primeira vez na rua. Que eu lembro eu tinha uns quatro anos… Eu acho.
Qual seu grau de escolaridade? Eu concluí a escola toda certinha e agora estou indo para a faculdade. No caso já estou né.
Gosta/Gostava da escola? Sim, era legal e eu tinha bastantes amigos. A maioria continuo me comunicando.
Onde você aprendeu a maior parte das suas habilidades? Com meu pai e minhas irmãs. Treinávamos bastante e isso me fez fortalecer como pessoa também. Somo uma ótima equipe.
Enquanto crescia, teve algum modelo/exemplo a seguir? Al Gore. Ele é um grande ativista pró-verde e lançou um ótimo documentário que ganhou o Oscar, alem de outros do qual fala sobre mudanças climáticas e a interferência do homem e o quanto isso é prejudicial para nós. Muito eloquente e muito respeitado no meio. Espero chegar algum dia aonde ele chegou.
Enquanto crescia, como você se relacionava com os outros membros da sua família? Óbvio. Morávamos na mesma casa. Mesmo que eu quisesse não tinha como não.
Quando criança, o que você queria ser quando crescesse? Um coelho. Ele são muito fofos e são muito rápidos. Mas agora quero ser algo que realmente conseguirei realizar.
Quando criança, quais eram suas atividades favoritas? Eu gostava muito de subir em árvores, falar com os animais e sentir o sol no meu rosto enquanto me recostava no galho mais alto das árvores. Eu sempre gostei da natureza, parece uma segunda casa pra mim e eu aprendi a não só me comunicar com ela, como também usá-la a meu favor.
Quando criança, quais traços de personalidade você demonstrava? Acho que sempre fui calma, ordeira e obediente. Desde que eu me lembro pelo menos.
Quando criança, você era popular? Eu não diria isso. Muitos me achavam louca por ficar subindo em árvores e falar com animais. Então eu só tive amigos que realmente não ligavam para isso e me aceitavam por quem eu era. O que não era a maioria. Crianças podem ser bem cruéis, mas nada se compara aos adolescentes.
Quem eram seus amigos e como eles eram? As pessoas da escola. Eram legais, animados e divertidos. Alguns eram bem mais extrovertidos e uma grande amiga é muito desbocada. O meu oposto. Mas eu adoro ela.
Quando e com quem foi seu primeiro beijo? Foi com um namoradinho de infância que gostava de subir em árvores também. Tínhamos dez anos.
Você é virgem? É… E-eu sou. Estou esperando a pessoa certa. Nossa que pergunta mais indelicada.
Se você é um ser sobrenatural (bruxo, lobisomem, vampiro), conte a história de como você se tornou o que é ou como aprendeu a controlar suas habilidades. Se você é um ser humano normal, descreva qualquer influência no seu passado que o tenha levado a fazer as coisas que faz hoje. Bem, eu não sou um ser sobrenatural - pelo menos eu acho - mas tenho poderes. E eu já falei como aprendi a controlá-los. Foi com a ajuda das minhas irmãs e meu pai. Ai meu Deus, será que eu sou um ser sobrenatural por causa do meus poderes?
Parte três: Influências do passado
Qual você considera o evento mais importante na sua vida até agora? O dia em que a Babs disse que eu estava certa e ela errada. Ela nunca fala isso, então considero como uma grande vitória pessoal.
Quem teve a maior influência sobre você? Meu pai.
O que você considera sua maior conquista? O controle dos meus poderes. Não foi fácil, mas eu consegui. Em segundo lugar a vitória que eu falei sobre a Babs.
Qual seu maior arrependimento? Não ter conseguido salvar o cachorro do pântano. E-eu prefiro passar para a próxima pergunta… E-essa lembrança é…
Qual a pior coisa (mais malvada) que você já fez? Colocar leite estragado no cereal da Dora conta?
Você tem registro criminal de qualquer tipo? Jesus, não!
Em que momento da sua vida você se sentiu mais amedrontado?Quando me encurralaram no canto da escola. Foram umas meninas bem malvadas. Ela ficaram puxando minhas maria-chiquinhas - quando eu usava - e ficaram me provocando.
Qual a coisa mais vergonhosa que já aconteceu com você? “Isso eu prefiro não comentar.” Disse ela corando.
Se você pudesse mudar alguma coisa no seu passado, o que seria e por quê? Acho que eu não mudaria nada. Tudo aconteceu com deveria acontecer e eu cresci como pessoa por causa disso.
Qual sua melhor memória? Eu e minhas irmãs trabalhando em equipe para acabar com uma empreiteira inteira que queria derrubar uma floresta inteira. Elas foram só poque eu pedi bastante. E também poque iriam acabar com o habitat de muitos bichos e seus nichos.
Qual sua pior memória? Eu já comentei. Prefiro não falar mais sobre isso por favor.
Parte quatro: Crenças e Opiniões
Você é otimista ou pessimista? Sou uma pessoa bem otimista. Eu tenho que ser.
Qual seu maior medo? Que um dia a humanidade seja absurda o suficiente para desmatar todo o verde do planeta.
Qual sua concepção religiosa? Não tenho uma própria. Eu acredito em somente uma Entidade que está acima de tudo pra mim, que é a força da natureza. Pra mim ela a força mais capaz e mais brutal que existe. Mas eu também acredito que Jesus existiu.
Qual sua concepção politica? Prefiro não me pronunciar sobre isso. Política me da nojo.
Qual sua visão sobre sexo? Acho que tem que ser envolvente e apaixonante. Os dois tem que se completar por completo.
Você é capaz de matar? Eu jamais tiraria outra vida! Por motivo nenhum, nada justifica matar alguém.
Sob que circunstâncias matar é aceitável ou inaceitável? Em nenhuma. Matar não é opção. Se não entraremos na barbárie. Na verdade, acredito que já estamos de volta à ela.
Em sua opinião, qual é a pior coisa que um ser humano pode fazer? Perder a fé em si mesmo e nos outros.
Você acredita em almas gêmeas e/ou amor verdadeiro? Claro que sim. Todos têm a sua outra metade perdida por aí. Cabe a nós encontrá-la.
O que você acredita que faz de uma vida bem sucedida?Perseverança, bom-humor, não desistir jamais, otimismo e realismo.
Quão honesto você é sobre seus pensamentos e sentimentos? Eu não saio por aí contando minhas intimidades. Eu me protejo. Mas também não sou falsa, então o que você vê é exatamente o que você vai ter.
Você tem algum preconceito? Não. Não cabe a nós julgar os outros.
Há algo que você se recuse a fazer sob qualquer circunstância?Tirar a roupa para ter proveito próprio, matar e ser grossa ou ignorante com alguém. Embora algumas pessoas exijam isso, eu não sou capaz disso. Prefiro ter classe e ‘acabar’ com ela com classe que me rebaixar ao nível da pessoa. Por que você se recusa? Eu já expliquei a morte e a última também. Eu acho que desnecessário usar seu corpo para ganho próprio. Tanto homens quanto mulheres. Há tantos outros jeitos de se ganhar dinheiro. Não é possível que esse é o seu único talento. Eu sei que às vezes não há muitas saídas ou opções, mas é por isso que haveria de ter medidas para acomodar essas pessoas para que não façam isso.
Por quem ou pelo que você morreria? Pela minha causa de ajudar a natureza e salvar pessoas que precisam ser salvas.
Parte cinco: Relacionamento Com Outros
Em geral, como você trata os outros (educadamente, rude, mantendo-os longe etc.)? Eu trato eles sempre com graça e educação. Não importa a situação. A mudança muda com a gente.
A maneira que os trata muda dependendo de quão bem os conhece, se sim, como? Bem, sim. Se eu conhecer melhor e tiver mais intimidade serei mais intima e solta e brincalhona.
Quem é a pessoa mais importante na sua vida e por quê? Minha família. Eles são minha base.
Quem é a pessoa que você mais respeita e por quê? Meu pai. Ele é uma pessoa muito culta e muito respeitadora e educada.
Quem são seus amigos? Eu já respondi essa, queridx. Alguns que eu tinha da escola. Não todos, pois perdi contato.
Você tem melhor amigo/a? Só uma. Ela é mais alta que eu e magra também. Gosta bastante de fast food, o que eu não entendo. Ela é espalhafatosa e briguenta e fala bastante xingamentos. Mas eu adoro o jeito dela.
Você tem um cônjuge ou semelhante? Não, ainda não. Só tenho dezenove anos, ta doidx.
Já se apaixonou alguma vez? “Ainda não. Mas já está na hora né?” breve risada.
O que você procura em um provável amor? Ele tem que ser fofo, mas um pouco diferente de mim. Não totalmente. Tem que ter respeito pelas pessoas e pela natureza, principalmente. Tem que me respeitar também, claro, e ser animado e divertido.
Quão próximo você é da sua família? Muito próxima. Somos o melhor time em que pode pensar.
Já começou sua própria família? Se sim, descreva-os. Se não, você quer? Por que ou por que não? Ainda não, mas eu quero muito. Eu amo crianças e creio que seria uma boa mãe, centrada e ordeira. Mas também bastante divertida e os daria muito amor e carinhos. Também os deixaria ser quem quisessem ser.
A quem recorreria se estivesse desesperado por ajuda? Minhas irmãs.
Você confia em alguém para lhe proteger? Quem e por quê? De novo, minhas irmãs. E meu pai. Eles são as pessoas mais confiáveis e fortes em que eu poderia pensar. E dedicadas também.
Se você morrer ou desaparecer, quem sentirá sua falta? Eu acredito que meus amigos e minha família.
Quem é a pessoa que você mais despreza? Por quê? Não desprezo ninguém, simplesmente não é da minha natureza.
Você tende a discutir com as pessoas ou evita conflitos? Eu tendo a evitá-los. Não porque não conseguiria lidar, mas sim porque é desnecessário.
Você tende a assumir o papel de líder? Não.
Gosta de interagir com grandes grupos de pessoas? Por que ou por que não? Eu não desgosto. Às vezes é bom você ter interação humana, você fica menos isolado e as chances de se suicidar diminuem. Mas é tanta merda que eu escuto com frequência que as vezes eu questiono isso. As pessoas são ignorantes.
Você se importa com o que os outros pensam sobre você? Jamais.
Parte seis: Gostos e Aversões
Quais seus hobbies e passatempos favoritos? Gosto de ver televisão, plantar junto a minha ONG plantas em parques, sair com minhas irmãs ou amigxs pra beber um café, gosto de ouvir musica também e cantar no chuveiro.
Qual seu bem mais valioso? Minha família.
Qual sua cor favorita? Não tenho uma. Todas são lindas.
Qual sua comida favorita? Suflê de couve-flor.
Você gosta de ler? O quê? Eu não leio muito, mas quando leio, procuro ler livros sobre o meio ambiente e ficção científica.
Qual sua ideia de bom entretenimento (música, filmes, arte etc.)? A minha melhor ideia de entretenimento claro que é ouvir uma boa música e também ver um pouco de televisão. Além de trilhas.
Você fuma, bebe ou usa drogas? Se sim, por quê? Você quer parar? Eu não tenho nenhum vício. Eu apenas bebo a bebida que piscaem festas, quando vou.
Como você passa uma noite normal de sábado? Ouvindo música em casa relaxando da semana. Geralmente.
O que te faz rir? Coisas engraçadas. Que tipo de pergunta é essa?
O que te choca ou ofende? Sexismo, Xenofobia, Homofobia e indiferença com a natureza. E falta de amor ao próximo também.
O que você faria se tivesse insônia e precisasse encontrar algo para entreter a si mesmo? Não é comum eu ter insônia, mas quando acontece eu vou até o nosso quintal e sento debaixo da nossa árvore e sinto a mesma e a grama e todo o chão em que a casa se concentra. E converso com a árvore. Às vezes eu durmo ali mesmo.
Como você lida com stress? Procurando me acalmar pois estar de cabeça quente não leva a resolver problemas. Mas eu raramento fico estressada a um nível muito alto. Eu prefiro pensar que estou muito atarefada.
Você é espontâneo ou sempre precisa ter um plano? Eu gosto de ter um objetivo traçado em mente e um meio para resolvê-lo. Mas caso falhe eu consigo resolver na hora. Então um pouco dos dois, eu acho.
Que coisa boba mais te irrita? Não saberia dizer. Não fico me irritanto atoa, então não seria algo bobo que o faria.
Parte sete: Autoimagem e etc.
Descreva a rotina de um dia normal para você. Como se sente quando essa rotina é quebrada? Eu acordo, tomo o café da manhã com a minha família. Geralmente sou a segunda a acordar. Florzinha sempre é a primeira. Conversamos todos nós e eu saio pra faculdade. Passo o dia fora e só retorno no meio da tarde. Tomo banho, troco de roupa e vou para a ONG. Volto no inicio da noite, tomo outro banho - sempre tomo banhos rápidos, preservar água é importante. Ai eu troco de roupa para mais uma confortável e janto com a minha família. Vou pro meu quarto me recolher, ouço um pouco de musica enquanto me atualizo no instagram e vou dormir. Se ela se quebra eu me adapto a situação. Não é como se eu fosse surtar ou entrar em parafuso, por favor né.
Qual sua maior força como pessoa? Eu sei me colocar na situação e também botar as pessoas em seus devidos lugares.
Qual sua maior fraqueza? Confiar demais no ser humano.
Se você pudesse mudar alguma coisa sobre si, o que seria? Eu não mudaria nada. Gosto de mim exatamente como eu sou.
Geralmente é introvertido ou extrovertido? Entre os dois eu sou mais introvertida. Mas diria um misto dos dois.
É organizado ou bagunceiro? Organizada.
Diga três coisas na qual você se considera muito bom e três coisas na qual se considera muito ruim. Escaladas, perdoar e corrida. Sou muito boa nessas coisas. Já sou bastante ruim em mentir, ser grossa e me soltar totalmente.
Você gosta de si mesmo? Sim, eu me amo.
Quais seus motivos para ser um aventureiro (ou fazer as coisas singulares e heroicas que personagens de RPG fazem)? Seus reais motivos para fazer isso, são diferentes dos que vocês diz às pessoas? Se sim, detalhe as razões. Eu não diria que sou uma pessoa aventureira. O que, só porque eu faço trilhas isso não me faz o mogli ou o peter pan ou o robin hood.
O que você mais deseja realizar na sua vida? Trabalhar em um lugar que eu realmente amo e fazendo o que eu amo e constituir uma família.
Onde você se vê em cinco anos? Com o diploma da faculdade e trabalhando para um empresa 100% sustentável. De preferência uma de reciclagens ou que trabalhe com materiais orgânicos.
Se pudesse escolher, como gostaria de morrer? Gostaria de morrer levando um tiro no meio da floresta. Morreria em paz e conectada com a força que eu mais amo e respeito.
Se você soubesse que vai morrer em 24 horas, diga três coisas que faria no tempo que lhe resta. Eu voaria até aonde mais precisassem de uma ativista radical e faria eles assinarem acordos pró-verde. Destruiria todos os tratores pelo globo cujos estariam prontos para derrubar árvores ou que já estivessem. E também explodiria as empresas mais prejudiciais ao meio ambiente, após tirar as pessoas de dentro delas. Não explodir porque isso faria mal à atmosfera, mas eu a desmantelaria de um jeito que não poderiam mais reconstruir.
Pelo que você gostaria de ser lembrado após sua morte? Pela minha generosidade e pelas minhas crenças.
Quais três palavras descrevem melhor sua personalidade?Carinhosa, Feroz e Classe.
Quais três palavras as outras pessoas provavelmente usariam para descrever você? Cabeça-dura, Ingênua e Frágil.
Se pudesse, que conselho você, player, daria ao seu personagem? (Você pode falar como se ele ou ela estivesse sentado de frente para você, use o tom adequado para que ele ou ela atenda seu conselho) Bri, você tem que se soltar mais menina. Viva sem medo! Você já não liga mesmo para o que as pessoas pensam, o que está faltando para você então? Ache um homem para você! Tudo bem, você não PRECISA de um para ficar feliz ou satisfeita, mas você sabe que tem horas que você se pega em um namorado. Está na hora já menina. A vida não espera. Pega mais leve com os ativismos e a militância. Tudo bem, é importante lutar pelos seus ideias e o planeta merece ser salvo. Mas você precisa ir mais devagar e curtir melhor as outras coisas que a vida tem a oferecer. Sabe o que você precisa realmente? Dar a louca completamente e se jogar! Só se joga. E pare de confiar tanto nas pessoas assim e ter tanta fé nelas. Menina se você fizer isso você só vai se fuder. Vai ficar afundada na merda. Afundada mesmo, submersa. Pensa no que eu to te falando e abre seu olho.
A menina acordara particularmente animada naquele dia. Não que não já acordasse normalmente, porém naquele dia o cd favorito de sua cantora estaria sendo reestocado. Não havia conseguido comprar quando havia lançado, porém havia falado com a gerente do local que era sua grande amiga e a mesma prometera que guardaria um físico para a loira. Abrindo a janela, checou o tempo externo. Viu que estava fresco naquela manhã nublada de domingo e checou as nuvens. Concluiu com sua opinião amadora que as chances de chuva eram poucas e por isso vestiu uma blusa leve de manga, um shortinho jeans e suas botas pretas. No espelho que cobria a parede inteira de seu quarto ajeitou rapidamente os cabelos e saiu; nem checou se suas irmãs ou seu pai havia acordado. Pegou sua bolsa bege que ficava pendurada dentro do guarda-volumes na parte de baixo da casa e no porta-chaves ao lado da porta pegou sua chave, com o pingente de coelho.
Uma vez na rua, inspirou o ar matutino. Adorava estar ao ar livre e a natureza era sua amiga. Resolveu ir caminhando para a loja de cds. Não era longe e uma caminhada era seria bem vinda. Foi observando as pessoas na rua e as árvores, bem como um grupo de pássaros quando estes sobrevoaram sua cabeça. Nem bem deu 10 minutos que havia saído de casa, estava chegando no centro comercial de sua cidade. A lojinha ficava ao lado de um café e enquanto passava pela sua porta viu-a abrindo. Decidiu que iria passar ali após comprar seu cd e dirigiu sua atenção à outra loja. Entrou na loja e a mesma vez aquele barulho típico de sineta, avisando que mais um cliente estava a entrar. Uma vez lá dentro, direcionou seu olhar para dentro da loja e viu que não haviam muito clientes, apenas um casal, uma senhora (o que estranhou não teve como negar) e um garoto loiro, o qual podia jurar que já havia visto em algum lugar. Desviando sua atenção do loiro que havia direcionado o olhar para o seu, direcionou-se ao caixa. Falou com o rapaz ali para chamar a gerente pois precisava falar com a mesma. Ele pediu que Bri esperasse e ela assim o fez, sacando seu celular e apoiando as costas no balcão, enquanto abria o instagram.
Conforming to the traditional astrological belief of the dual nature of the Piscean, in part seeking enlightenment in the “unseen realm”,they are said to be “dreamy, mystical, and artistic.” It is also been said that Pisceans are the quietest among the twelve zodiacal signs, and that they are good workers. In line with their association with feet, Pisceans have been described as being “never quite satisfied when sitting”, preferring to be standing or walking.