what doesn’t kill you... scares you
As palavras de Kay fizeram-na pensar. O método antiquado usado no assassinato do não tão querido diretor da faculdade poderia ser visto por dois lados. “Bom, eu discordo. Não irei negar que existem modos mais divertidos de realizar o processo, porém eles são o esperado. Sabe aqueles filmes antigos onde o serial killer não tem nenhum apetrecho a não ser uma faca ou algum objeto fatal? São os melhores e é essa a graça da coisa. Eles fazem a vítima sofrer, cortando sua pele enquanto assistem a agonia saindo de seus olhares e deixam bem claro quem está no comando.” A admiração na voz de Hail não fora escondida pela mesma pois sabia que não tinha restrições ali. “Eles decidem o destino, brincam de Deus e ainda usando coisas tão simples do dia-a-dia… Qum sabe o assassino não fez isso com ele antes de decepá-lo? É como se fosse uma sátira, eles mostram que todos temos um jeito ou outro de ser igual à eles. Sem muitos arranjos, apenas sendo impulsionados pela mente doentia. Não acha isso fascinante? Porque eu acho.”
Com a mão estendida, ofereceu o celular ao amigo e respirou fundo uma última vez que olhou para o aparelho. “Voltando ao assunto… Eu recebi. Mas não dei muita bola, achei que fosse apenas os idiotas de sempre que me mandam mensagem achando que vão conseguir nudes ou coisas do tipo.” Deu de ombros, como se não levasse o assunto tão a sério quanto Kay. Não estava com medo, mas também não culpava o outro por estar. “Me lembro inclusive dele dizer que falou com a Emily. Já tinha achado estranho, mas esse comentário me fez pensar mais um pouco. Se quer mesmo saber, aposto que a próxima é a Lucy. Ninguém gosta de vadias enxeridas e ela com certeza é a pior de todas.”
Ouviu atentamente as palavras da loira, e se xingou mentalmente por não ter pensado naquilo antes. O que ela dizia fazia sentido, e muito. Se tinha algo que ele admirava na garota era seu modo de pensar, além dos fascínios que possuíam em comum. “Mas não creio que os métodos não convencionais sejam esperados, e são poucas pessoas que esperam por essas coisas, ou as analisam depois de ocorrerem. A polícia por exemplo nunca está à espera de um assassinato criativo, de uma tortura digna de cinema, mas isso certamente deve os entreter bastante.” rebateu, adorava discutir aquelas coisas com ela, mas sentia que ali não era o melhor lugar para isto, então puxou-a pelo braço e começou a andar para longe da multidão, para algum lugar mais discreto onde pudessem conversar sem serem ouvidos. “Podem fazer a vítima sofrer de muitas formas, Hail, não é só uma faca no pescoço que causa isso, e você sabe. Apesar de concordar um pouco contigo, ainda matenho a opinião de que foi um tanto quanto sem graça, e não temos como saber se ele ou ela, digamos assim, brincou com a vítima antes de realmente matá-la. Esta parte da sátira, porém, é uma teoria interessante.” concluiu, permitindo-se abrir um sorriso satisfeito, realmente adorava o modo da colega de ver as coisas. “Deveríamos propor aos nossos professores estudar a psicologia desse caso, que é algo tão pessoal para nós.” ele disse aquilo meio sério, meio brincando, sabendo que era difícil os professores aceitarem a tal proposta, anda mais sem achar que os dois eram perturbados.
Pegou o celular de volta e agradeceu com um aceno de cabeça enquanto guardava o mesmo, esperando a resposta de Hail. Prestou atenção em suas palavras, percebendo qu ela realmente não estava ligando muito, e pensou consigo se talvez ele não devesse seguir o exemplo da garota. Riu com o comentário dela sobre Lucy e concordou, “Realmente, aquele blog de fofocas é um porre. Se fosse eu, já tinha acabado com a raça dela. ”











