“Ele costumava dizer que as coisas eram passageiras , que tudo iria ficar bem e mudaria mas tudo que eu sentia por ele não mudava. E eu sò ficava bem ao lado dele, ele nunca percebeu. È uma pena.”
— C.Farias
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@bruxinh4
“Ele costumava dizer que as coisas eram passageiras , que tudo iria ficar bem e mudaria mas tudo que eu sentia por ele não mudava. E eu sò ficava bem ao lado dele, ele nunca percebeu. È uma pena.”
— C.Farias
"Descreva tua vida afetiva em uma palavra" Essa é fácil! Desistência. Não desisti, mas já desistiram de mim diversas vezes e é o que remete á solidão, a sombra da incerteza, o sentimento condescendente alicerce da minha personalidade. É um rombo emocional que eu mesma cuido e devo cuidar Baco já dizia "Choro sempre que eu lembro da gente" - e é isso, sempre que me lembro um pequeno pedacinho do que fomos, choro. Lágrimas caem, saem.....e o debate continua a mercê "QUANTAS VEZES VOCÊ JÁ FOI AMADO?" A troca do saber, o ciclo repetido
Desde novinha já sentia uma solidão imensa e uma insegurança que não cessava, achava que na adolescência poderia diminuir com o tempo..mas, na verdade só piorou, o primeiro coração partido é o que trás memórias mortas. Nunca esqueci. E assim, foi sucessivamente
Marcada por traições de amizades e amores, fui ficando cada vez mais insegura e mais sozinha. Já não confiava em ninguém e sempre me perguntei "será que algum dia alguém vai me amar tão grandemente?" - é uma resposta finita, mas tinha ou melhor, tem algo de errado comigo que ninguém consegue ficar ao meu lado?
Aos 21, mais um dos pedaços do meu coração quebrado novamente, dessa vez, eu cessei. Estanquei a ferida e prometi que dali em diante ninguém nunca mais me machucava, então, pus armadura em volta do restante do meu bem precioso. Aos 24, conheci um rapaz diferente de todos que eu já tinha visto ou me envolvido, antes mesmo de tudo eu já o amava, mesmo sem entender direito. Aos 25 nos encontramos e eu me apaixonei mais uma vez.
Nunca pensei que alguém pudesse me amar, vez ou outra ainda me bate as neuroses, mas sigo tentando, fazendo terapia. Mas pense comigo, quem dirás ter filho comigo e esse foi o presente que ele me deu: uma filha. Uma menininha com os olhos deles que eu pedirá em momentos românticos e de amor. Mas o coração ainda sangra e a insegurança permanece, vou estancando. Mas eu nunca mais vou conseguir ser quem eu era antes de tudo que passei, ele não tem culpa, nem eu. Mas estou tentando meu máximo.
Sempre te retratei como “café” do jeitinho que eu gosto, meio-doce, meio-amargo.
Quando te falava que eu não conseguia passar um dia sem beber café você me olhava estranho e se tornava especialista em cafés naquele momento. Talvez, tentando me direcionar a onde ir…caminho meio amargo? Caminho meio doce?
Minha relação com o café sempre foi muito forte, sem café eu adoecia. sentia dores de cabeças que me deixavam desconfortaveis demais..
Demasiada, o café foi a minha melhor forma de vincular a você, pois, sem você minha cabeça doia. mas com você, ás vezes me dava sono e outras vezes não me deixava dormir. por isso sempre lhe disse “você é meu café”
Café foi a minha bebida favorita durante uma decada
Hoje, bebo chá ou suco mas seu aroma ainda está sob o ar que me rodeia e permanecesse empregnado, colado em mim. Esse cheiro não vai mais me deixar?
As coisas que digo parecem uma confusão sem lógica,eu sei. Frequentemente,me questiono o que eu realmente busco quando vivo e me relaciono com o mundo.É curioso quando nós iniciamos uma relação,seja ela qual for,nossa visão limitada nos condiciona à sabotagem e começamos à agir de forma egóica,soando parecer mais forte,mais inteligente,mais lógico,nós agimos assim p conquistarmos mais espaços,e diminuir o risco de sermos rejeitados ou abandonados por sermos vistos como fracos ou inadequados,é o nosso jeito de se autopreservar. Nas histórias que crescemos vendo e ouvindo,o vilão e o herói sempre tiveram uma narrativa mais interessante e atraente,por estarem sempre em movimento maior,construindo e destruindo,a vítima aparece pra ser destruída e salva p reforçar o potencial do herói e do vilão,nós aprendemos de forma inconsciente que construir uma imagem apenas de herói ou de vilão é inteligente,mesmo sendo genérica e irreal. Mas sem a vulnerabilidade da vítima não existe herói e nem vilão; a mensagem que desejo transmitir,é que nós não integramos os nossos pensamentos,sentimentos e emoções de forma equilibrada e honesta. Por isso,nos sentimos desconexos com nós mesmos e com as coisas ao redor,algumas vezes ou a vida toda,a consequência é viver na degradação do próprio eu,vagando como um cego,surdo e mudo,sem ver a si,sem ouvir o outro e sem se comunicar de forma coerente com o mundo. Quando nos relacionamos,a tendência é pensarmos em quanto aquela pessoa tem daquilo que é fácil e vira pó,e o quanto ela performa autosuficiência pra demandas lógicas pra não passar uma imagem fragmentada perante os olhos alheios. Por isso,as relações são minadas e corrompidas,a nossa capacidade de comunicação e comunhão ainda é rasa e miserável,nossas negociações humanas são baseadas em conceitos quebrados e regras falidas,regadas à ignorância e sem diplomacia .O resultado é fracasso nos contratos e negócios da vida,ainda somos medíocres em organizar,expressar e expor nossas ideias e sentimentos com harmonia e clareza,aprendemos a acompanhar e manter o padrão-comum das coisas,que nos ensina à não pensar muito e sentir pouco,seguindo um ritmo desenfreado sem visão,sabor e toque. Ideias robustas precisam de paciência e tempo pra serem digeridas,e a gente vive fingindo que nunca tem,só pra não ter que pensar e sentir,durante toda a vida teremos mais pensamentos do que vivências reais,a matéria rígida não nos encanta,as vezes nos seduz,acessando e compartilhando os nossos pensamentos,sentimentos e emoções,impulsionamos o entendimento do EU integrado na humanidade,SER humano e se relacionar de forma real talvez seja isso,viver observando como a gente age e reage diante dos acontecimentos,quais são os sentimentos e emoções empregados nisso e como isso muda o ritmo das coisas da vida,é o que anda fazendo SENTIDO no meio da balbúrdia sem sentido,sair do óbvio exige calma,humildade e amplitude,vira e mexe o barulho aqui fora compete com o silêncio gritante de dentro,então me calo,e me transporto do mundo das ações pro mundo das ideias,as vezes organizo e volto,as vezes olho e fico,anseio pelo sentir do ser,do maior desejo ao pior medo,o que você vê de verdade,o que isso desperta,o que a vida tá sendo atraves da sua ótica,o que voce pensa sobre aquilo que MORRE e aquilo que VIVE. No final,todo mundo é um porre à procura de amor e motivação,se você não sentir um pouco da alma rompendo o mundo,e o mundo rompendo a alma,nada faz sentido :)
Poetiza de lugar nenhum