“Dramático em excesso, idiota também. É, esse é um pouco de mim. Talvez um grande resumo da minha vida.”
— Gabriel Malaquias.
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@c-o-njugar
“Dramático em excesso, idiota também. É, esse é um pouco de mim. Talvez um grande resumo da minha vida.”
— Gabriel Malaquias.
“Eu tinha medo, muito medo de perder tudo. Mas porra, eu não tinha nada.”
— 10:18pm
eu ainda gosto um pouco de você tão pouco que quando você terminar de ler já vai ter se acabado pronto, acabou.
todos nós estamos nos concertando de alguma coisa ou de alguém.
is.
O céu tem suas particularidades E eu o admiro por ser assim. [Hoje ele chorou comigo]
existiu alguém antes dela.
vai existir alguém depois.
não foi a primeira vez que doeu.
nem vai ser a última.
voarias
te peço desculpas pelo transtorno mas saiba que eu também sou vítima de mim
querido euzinho
eu sei que você está tentando e mesmo que não reconheçam nós dois sabemos que essa é a nossa versão mais verdadeira se perdoe.
pequenos
cuidados
desarmam
corações
travados.
As palavras escorrem por entre os meus dedos e tocam o papel, sinto o peso de cada letra: é impossível formar uma frase sem sentir um aperto no peito. Falar sobre saudade dói. São tantos sentimentos, recordações. De vez em quando dá vontade de voltar no tempo, reviver tudo novamente, como a cena do meu filme preferido que eu repito quantas vezes forem preciso. Às vezes, a saudade vem e me invade. Nessa Cross
Eu nunca vou superar esse vídeo.
Eu quero tacar fogo no mundo e observar tudo queimar enquanto me queimo também
Porque as coisas existem, porque eu existo
Uma incógnita que nunca será decifrada
Um destino que sempre está incerto
O que eu devo fazer de verdade?
O que eu quero de verdade?
Quem eu sou de verdade?
3 V entre tantos F
“Não era meu dia. Não era minha semana. Não era meu mês. Não era meu ano. Não era a porra da minha vida.”
— Charles Bukowski.
As vezes eu só queria silenciar todas essas vozes que criam obstáculos dentro da minha mente.
abismoadois
“Às ações falam mais alto do que as palavras. Está muito silencioso, não está?”
— Remember this
“Não quero mais saber o que ele come, se sente frio, se reatou com a antiga namorada, se continua lindo de morrer, se acabou comprando aquele tênis que eu disse que combinava com ele. Não quero saber nada disso. Quero virar autista e fingir que ele nunca existiu. Assim sofro menos. Assim vivo mais. Hoje eu reparei que as olheiras diminuíram. E que deixei de chorar. Me achei mais corada. Menos pálida. Mais bonita. Uma beleza melancólica. Tem um pouco de tristeza nos meus olhos. Mas vou me maquiar. Senti vontade de me arrumar. Pra mim. Para meu espelho. Pra me animar. Uma amiga me convidou pra um happy hour. Vou. Uns caras me olharam, me senti mais mulher, me senti bem. Quase não lembrei dele. Estou trabalhando bastante. É bom ocupar a cabeça. Parei um pouco de beber. Arrumei minhas gavetas. Joguei umas coisas fora. Decidi limpar as coisas por aqui. Acendi um incenso. Dancei sozinha na sala. Ri. Fui na padaria. Comprei pão francês e queijo cottage. Decidi dar uma volta no Ibirapuera. O dia está tão lindo. Encontrei uma velha conhecida. Conversamos. Marcamos um sushi para o dia seguinte. Fui jantar com a velha conhecida. Me diverti. Voltei pra casa, assisti um filme bobo, lembrei dele, chorei, sequei as lágrimas e me perguntei: por que estou chorando? Entrei no Facebook e vi uma foto dele com uma mulher peituda. Chorei mais. Dormi chateada e pensei isso-nunca-vai-passar. Comecei a caminhar todos os dias pela manhã. É melhor, vou para o trabalho com mais ânimo. Um cara bem interessante caminha por lá também. Não usa aliança, está sempre sozinho, ouvindo música e com o olhar longe. Parece eu. Me distraí. Esbarrei no cara. Ele se desculpou e sorriu. Nossa, que sorriso bem lindo. Senti uma coisinha no peito. Sorri de volta e segui andando. Na outra volta encontrei ele de novo, que sorriu mais uma vez. Para, que vou morrer aqui. Na outra volta eu já estava cansada, mas ansiosa por aquele sorriso. Ele sorriu. Me derreti. Parecia uma abobada. Voltei pra casa. No outro dia acordei feliz da vida, o cara sorridente ia estar lá de novo. E estava. E sorriu. E sorri. E ficamos nessa por uma semana. Até que ele pediu meu telefone, eu dei e ele me ligou. Quer ir ao teatro comigo? Quero. Enquanto eu me arrumava ele me ligou. Ele, que me deu um pé na bunda. Não atendi. Sorri. E tentei lembrar a última vez que lembrei dele. Não consegui. Talvez eu volte a acreditar no amor de novo. Talvez eu nunca mais sofra. Talvez. A vida é cheia de “talvez”, mas uma coisa é certa: o tempo ajuda. E não adianta você dizer que não e tentar lutar contra isso.”
—
Clarissa Corrêa.