Em nome da Excalibur, CAILÍN SOUL em seus VINTE E SEIS anos, jura reverter o legado de ÚRSULA durante a sua estadia na Academia dos Legados. Com a sabedoria concedida a ela, deve se manter caminho da luz enquanto conclui o MÓDULO II. Com a bondade tocada em seu coração, recebe ASTÚCIA e não se permite ser corrompida por IMPRUDÊNCIA. Por último, é deixado um corte na mão de ÚRSULA CORBERÓ como prova de seu comprometimento com a luz.
>> CONEXÕES REQUERIDAS <<
Cailín é a segunda na linhagem Soul, a primeira filha biológica de Úrsula. É uma garota problemática, que nunca desejou a grandeza da vilania e sempre adorou o Castigo, lugar onde cresceu e defende com todas as forças. Folgada, não gosta de colocar esforço em muitas coisas, preferindo o estilo de vida “deixa a vida me levar” e sendo movida por ninguém atrapalhar a sua paz (este sendo o objetivo principal para suas “vilanias”). Fofoqueira em primeira mão, seu poder de fazer tratados tal qual a mãe é extremamente útil para poder saber todos os podres da Academia, e adora vendê-lo para qualquer um que a pague uma dose mínima de magia.
INFORMAÇÕES BÁSICAS
Nome completo: Cailín Soul
Apelidos: Cai, Cailí, Lili
Idade: 26 anos
Altura: 163cm
Aniversário: 12 de dezembro (sagitário)
Línguas faladas: Inglês, espanhol, American Sign Language (ASL), Spanish Sign Language (LSE)
Face Claim: Úrsula Corberó
Hometown: Castigo
Orientação sexual: Pansexual
Ocupação: Folgada
Label: THE DIRTBAG – troublemaker, rule breaker, carefree
Alinhamento: Chaotic Neutral
Vício primário: Preguiça
Traços positivos: Tranquila, carismática, astuta
Traços negativos: Irresponsável, desapegada, ladina
Inspirações: Bill Cypher (Gravity Falls), Klaus Hargreeves (Umbrella Academy)
HISTÓRIA
Cailín foi a primeira filha biológica de Úrsula, mas nunca sentiu orgulho no sobrenome, nas histórias que a mãe contava, ou em toda a ideologia vilanesca. Histórias estavam no passado e não a entretinham, o sobrenome era só uma palavra sem peso. Desde pequena, esteve movida única e exclusivamente pelo presente. O bordel era um lugar cativante, que a mostrou pessoas dos mais diferentes tipos, que gostavam de fazer as mais diferentes atividades: e Cailín amava cada uma delas. Não que isso significasse que negligenciasse sua família: amava a mãe (não o pai, que nunca o conheceu) e as irmãs, mas elas tinham de entender que seu espírito era livre, e assim sempre seria. Amava o Castigo. Era sua casa, mesmo sem magia. Passou grande parte da adolescência falando que odiava os seres preguiçosos que tinham de depender de magia para fazer tudo, inclusive. Preferia o escuro, as luzes neon que doíam os olhos, a sujeira, as risadas altas no jogo de cartas, as danças entre as músicas altas. Com o tempo, aprendeu a gostar de ouvir histórias, mas somente aquelas que condiziam com a atualidade: relacionamentos iniciados e terminados, escândalos de trabalho, como uma pessoa aprendeu a gostar de seu atual hobbie favorito. Novamente, nada épico, ou nenhum planejamento do futuro. Era uma mulher simples, e se sentia bem.
Sua vida tranquila foi bagunçada em dois momentos: quando Úrsula foi presa e quando foi obrigada a ir para a Academia dos Legados. A primeira situação a deixou abalada por perder grande parte da sustentação do que era sua atual realidade, e o medo de um futuro ruim que não planejava a atingiu pela primeira vez-- os vícios ganhos nas ruas pioraram todos com a notícia, mas ela os escondeu da melhor forma que podia. A segunda foi somente terrível de todas as maneiras possíveis. Pff, imagine querer estudar, querer aprender! Odiava a ideia, mas não importava. Teria de ir. Na parte final do torneio, sequer precisou das drogas para poder passar, mesmo que tenha visto a mãe pedindo para acompanhá-la para o lado do mal. Nah. Aquilo não a interessava, o poder, a grandeza, as epopeias. Ela morava no lixo, oras. Um lixo, inclusive, que a mãe abandonou ao querer desejar tanto mais, a ponto de abandonar sua família para tal. Por que julgavam tanto o Castigo? Ela não entendia. Na verdade, passou a entender nas aulas, passou a entender com o controlar de seu poder. Tão parecida com a mãe, ela sentia as veias coçando para conseguir um acordo a mais, pelo preço que quisessem. Era por aquele tipo de sentimento que eram trancafiados, que os mocinhos os temiam. Não que quisesse ser temida, mas carregará o orgulho de pertencer aonde pertence para todo sempre... Mesmo que, erh, talvez magia seja, sim, mais legal e útil do que imaginava. Mas eu prometo não contar esse segredo, se você não contar. Temos um trato?
HABILIDADE MÁGICA
Acerto de Tratados -- tal qual sua mãe Úrsula, Cailín consegue conceder pequenos favores mágicos ao ganhar algo em troca da outra pessoa. A limitação dessa habilidade é que o acordo feito só pode ser estabelecido se a pessoa apertar sua mão, palma com palma (se um dia ela danificar seriamente as duas palmas das mãos, perde totalmetne o poder), e a pessoa falar “Deal” em voz alta para selar a proposta.
HEADCANNONS
Por mais que tenha xingado horrores usuários de magia no passado, Cailín hoje em dia não consegue viver sem seu poder, e fica bem desesperada quando volta para o Castigo, sempre tendo que ir com três ou quatro acordos guardados para não sentir tanta falta. É a sua maior hipocrisia de todas, e ela nunca admite que magia é realmente fascinante.
Cailín já participou um pouco em todos os vícios possíveis, então se precisa de alguém para conseguir qualquer droga, entrar em qualquer festa no Castigo, ela é seu caminho, sua melhor entrada! Pode ser vista constantemente fumando nas áreas abertas e nunca, nunquinha mesmo, perde uma festa sequer, sempre bebendo demais.
É uma excelente jogadora de magibol. Alguns dizem que é o único talento que ela tem de verdade, mas ela só fala que é um hobbie. Imagina, Cailín se dedicar a alguma coisa! Apesar disso, está sempre acompanhando os jogos, conversando sobre com qualquer um que quiser ouvir.
Não é a pessoa mais inteligente do mundo, e ela finge que não liga quando as pessoas comentam sobre isso, mas ninguém gosta de virar a piada da roda por ser burro, né? Às vezes, ela até se esforça para passar na média e não reprovar tanto, e quando alguém a pega estudando, ela diz que é porque quer terminar logo a Academia e sair dali. Precisa manter a pose!
Mesmo não sendo academicamente inteligente, Cailín tem uma facilidade incrível com linguagens. Para além do magibol, é a outra única coisa que sente que consegue se desenvolver com grande facilidade. O interesse começou com a influência do espanhol, por parte do pai nos poucos anos presentes e posteriormente pela própria Úrsula (não que ela ativamente ensinasse, mas o interesse começou aí). A linguagem de sinais americana foi aprendida para se comunicar com a irmã mais nova, e a espanhola só depois que foi para a Academia, já que preferia estudar isso do que as matérias de verdade.
@invwdias está na cabine dos viajantes, em under the sea !!
Depois da vez que entrou na cabine dos viajantes ilegalmente e teve de ficar colada ao seu acompanhante por não ter recebido a pulseira de segurança, Cailín foi ligeira comprar o ticket para ter uma aventura de verdade e sem depender dos outros. A pior coisa que poderia imaginar era ela, uma mulher tão focada no presente, ficar presa para sempre no passado. Durante a fila, mexeu no celular o tempo todo, respondendo as mensagens de amigos e garantindo a alguns que os encontraria em determinados pontos da festa depois de só mais uma aventura na cabine. Até entrar no elevador junto com a pessoa detrás de si, não desgrudou os olhos da tela, a subindo apenas quando finalmente as portas do elevador se fecharam, se deparando com... ❛❛ —- Vidia? ❜❜ a animação diminuiu um pouco, para ser bem sincera. Nem se lembrava qual era a última vez que havia ficado sozinha com a irmã mais nova. Para quem queria evitar o passado, aquilo estava sendo uma tortura. ❛❛ —- Tá. Vou apertar qualquer parada aí. LIcença. ❜❜ ela disse, nem olhando para o painel dos botões e apenas pressionando um a esmo. Qual foi sua infelicidade quando percebeu que sairiam dali cada qual com suas caudas de sereia, adentrando o que seria um grande baile em UnderSea. ❛❛ —- Ah, QUAL É! ❜❜ ela gritou em reclamação. Um silêncio constrangedor ficou entre as duas até Cailín se virar para a outra Soul. ❛❛ —- Então... Ideia do que quer fazer por aqui? ❜❜
Cailín havia cometido um erro. Havia pego a fila toda do elevador para ir para sua nova aventura e havia esquecido de comprar o maldito ticket. Claro que a pessoa que estava controlando a entrada e a saída das pessoas ali havia pedido para ela voltar depois da compra do ticket, mas a Soul era uma menina impaciente. Saiu da fila normalmente, mas bastou que a pessoa atrás de si fosse entrar na cabine, ela desviou-se do guarda que havia sido pego de surpresa e entrou junto da pessoa, metendo a mão em qualquer um dos botões para que a cabine se fechasse e os enviasse logo para algum lugar interessante! ❛❛ —- Ufa. E eu achando que ia ter que pegar mais fila. ❜❜ ela suspirou, e depois olhou para River, apontando para a pulseira dele que avisava o tempo máximo que teriam ali. ❛❛ —- Ó, eu não tenho uma dessas, então vou ficar grudada contigo, valeu? Mas tenho certeza que não vai acontecer nada demais. ❜❜ garantiu, com uma risada. Então, as portas do elevador finalmente se abriram, e os dois pararam bem... No protesto de Gaston que levava as pessoas a marcharem até o castelo de Adam, ainda referido pelo vilão como “A Fera”. A Cailín e River foram entregues tochas e tridentes para marcharem juntos, e a Soul, filha da mulher que assassinaria no futuro os dois heróis daquela história, assoviou baixo. ❛❛ —- Yikes. Que momento bacana do passado que a gente se meteu. ❜❜ ela suspirou, esperando que o Triton (claro que tinha de ser um Triton) liderasse o caminho.
Cailín não gostava da Marvolo desde que Vidia foi levada para ser criada mais com ela do que com sua família original. Karma tinha culpa daquilo? Nenhuma, mas Cailín não deixava de ter um amargor na garganta toda vez que se relembrava do sobrenome da garota. Isso se mostrava uma péssima ideia quando lhe foi finalmente dada permissão para adentrar a cabine dos viajantes e percebeu que quem seria sua acompanhante da vez era, justamente, Karma. Que maravilha. Esperava ao menos que o cenário fosse tranquilo o suficiente para não precisar ficar muito colada na mulher. Quando finalmente foram teleportadas e seus olhos se acostumaram ao novo cenário, percebeu que estavam em uma vila. Ok, com certeza era a Floresta Encantada, só precisava saber em qual reino estavam. No ar havia um cheiro gostoso de… Madeira queimada? E palha queimada. E grama queimada. Também havia um barulho irritante de pessoas gritando, e… Quando Cailín se deu por si, não distante dali, havia um dragão que rugia e pisoteava as casas. Não sabia onde estava a população da vila, não sabia se haviam armas, só ouvia gritos distantes. Mas o dragão com certeza sabia onde ela e Karma estavam, fazendo contato visual com os dois por longos e intensos segundos. ❛❛ —- Pode ficar com ela. ❜❜ ela disse, enquanto heroicamente empurrava a Marvolo na direção da criatura fantástica e batia em retirada.
Cailín não era a maior fã de Ariel, mas considerava-se uma ávida ouvinte de Naveen. Até ela se surpreendeu consigo mesma ao analisar a própria playlist e perceber que havia mais músicas do D’Orleans do que inicialmente imaginou que teria. Além, é claro, de ele ser bastante charmoso; mas aquilo era outro detalhe. Porém ver um show sozinha não era muito de seu feitio -- era o tipo de pessoa que acreditava que música dava para se ouvir sozinho em casa, show era para curtir com amigos --, então fez questão de chamar Rhys para ir aproveitar as músicas consigo. ❛❛ —- Te juro que não acho ele tão ruim, essa aí é até legalzinha. A gente pode ir embora quando a Ariel for cantar. ❜❜ ela garantiu ao mais novo enquanto encontravam um bom lugar na multidão para aproveitarem as músicas. Foi então que a sua música favorita de Naveen começou a tocar, e aí não se segurou mais. ❛❛ —- Porra, Dede, eu adoro essa, dança comigo! ❜❜ ela chamou, puxando o irmão pelas mãos e começando a mexer o corpo no ritmo da música que conhecia tão bem.
Cailín não entendia nada de tecnologia de ponta e nem fingia que entendia ou que queria entender. Muito pelo contrário, na verdade, a garota estava bem de boas com sua ignorância, pois aquilo a fazia admirar mais e por consequência aproveitar mais a tal exposição do futuro organizada pela Magitech. Discurso de Jim Hawkins? Meh, não era como se fosse entender alguma coisa, mesmo. Queria era se divertir vendo os protótipos e servindo de cobaia para todo e qualquer teste que estava exibido por ali. O que estava vendo agora era um par de luvas que fazia ser possível que outra pessoa controlasse suas mãos. O pobre rapaz dono do protótipo até tentou explicar para a Soul dos benefícios que aquilo podia causar para a sociedade arthuriana, mas ela estava mais preocupada em encontrar um parceiro cobaia que pudesse controlar suas mãos. ❛❛ —- Ow! Ow, tu aí! ❜❜ ela cutucou Zeno, que só estava passando ali por perto, com o pé, indicando com a cabeça o controle ao seu lado. ❛❛ —- Vem cá mano, controla minhas mão aqui só pra eu testar esse negócio! ❜❜
Desde o primeiro dia que soube que podia andar no Stormfly, Cailín ficou elétrica e queria porque queria aquele passeio. Mesmo aposentada, Astrid ainda é considerada pela Soul uma das jogadores mais incríveis de Magibol. Era uma fã de carteirinha e tudo! Durante os outros dias havia falhado em conseguir um ingresso com a mulher, mas naquele sexto dia foi vitoriosa! Finalmente. Olhava abismada para os dois ingressos que havia conseguido para voar pertinho da Hofferson, sem conseguir reagir por algum tempo. Depois de se recuperar do choque (mas ainda muito emocionada), enquanto esperava a sua vez para voar no dragão, rodava a lista de contatos no Bottlezap para ver se alguém estava disponível para acompanhá-la; foi então que viu Beloved não longe dali. ❛❛ —- Ow, Love! ❜❜ ela chamou a atenção da garota, e a mostrou os ingressos para o passeio de dragão com Astrid e Stormfly. ❛❛ —- Topa ir comigo? ❜❜
@fantasticmarlo escolheu 🥸 nas apresentações do circo !!
O evento estava ótimo, e Cailín estava se divertindo um monte, mas com certeza o que sempre fisgava sua atenção eram os circenses que estavam fazendo suas apresentações ao redor de todo o festival. Como uma criança, parava para enxergar com os olhos brilhantes os contorcionismos, as piruetas, e tudo o mais. Batia palmas animada no final de cada mini espetáculo. ❛❛ —- Que foda. ❜❜ ela comentou para a pessoa ao seu lado, Marlo Fantastic. Estava tão animada com a apresentação que nem se importou em chegar logo na conversa com uma pessoa que só estava assistindo o circense junto de si. ❛❛ —- Cara, eu queria uma maquiagem que me disfarçasse assim que nem esses cara. Será que dá pra fazer? ❜❜ agora estava questionando a pobre Fantastic como se fossem as melhores amigas. ❛❛ —- A gente devia ir procurar alguém que sabe. Se pá de perguntar pra alguém do circo e pedir pra fazer. ❜❜
Cailín não era a maior fã de cinema, mas era a maior fã de comida de graça. Nunca tinha parado para ver um filme no Castigo (isso era um privilégio) e o costume de não assistir filmes acabou sendo levado mesmo depois que começou a morar em Arthurian. Foi por isso que mal deu meia atenção para a tal telona gigante que passava uma obra que até mesmo ela que não se prestava para ver muitos filmes tinha um pouco de conhecimento. Era difícil não conhecer nada quando estava há anos em uma instituição com tantos atores e modelos. ❛❛ —- Cara, experimenta isso aqui, tá mór-- ❜❜ falou em voz alta com Ezekiel, ganhando alguns olhares de reprovação por isso. Ela não costumava se importar, mas como era já a quarta vez, estava ficando irritante. ❛❛ —- Véi, a gente tinha de vir jantar justo quando esse filme tá passando? Nem dá pra conversar contigo. Ou tu veio me chamar aqui porque tu não quer conversar...? Ah. Tô de olho em ti, Zeki, tô sabendo. O que é teu tá guardado. ❜❜ enquanto sussurrava, apontou o indicador para ele em tom reprobatório, mas estava apenas ironizando.
Sem ter dinheiro para trazer uma barraca maior do que a havia sido entregue, Cailín montou a sua o mais perto possível do portal para o festival. Não que estivesse animada para saudar o grande salvador e se arrepender de pecados que nem havia cometido, mas onde tinha boa festa com boa música, boa gente e boa comida e bebida, Cailín estaria presente. Estava dando os últimos retoques no visual quando escutou alguém entrando na sua barraca; nem precisou sair do banheiro para saber que era Ayfer, pois havia combinado de se encontrar com a irmã para começarem o dia juntas. ❛❛ —- E aí, mulher, tá pronta? ❜❜ ela perguntou antes de dar uma última olhada no visual e sair do cubículo, encarando a irmã, erguendo as sobrancelhas. ❛❛ —- Queeeee isso, doido. Tá bonitona! Já tô vendo que vou ser teu cão de guarda hoje. ❜❜ deu risada, mas era genuína quanto ao elogio. Entrelaçou um braço com o da mais velha e saiu da barraca junto dela. ❛❛ —- Saca só, eu consegui uns snacks de semente de girassol com o pessoal da barraca do lado. Me sinto um daqueles rato gordo de estimação, mó daora. Tô sentindo que vai ser um bom dia hoje. ❜❜
Desde a última troca de (farpas?) mensagens no Finder, Cailín e Calladium não tinham parado para conversar mais do que alguns breves momentos no corredor da Academia entre aulas que compareciam, ou entre grupos de amigos no luau de verão. Foi por isso que chegou com tanta animação perto do rapaz quando o avistou caminhando no parque. ❛❛ —- Pooooooo, Calle, quanto tempo, irmãozinho! ❜❜ ela o cumprimentou, usando o vocativo mais fortemente do que apenas uma gíria. Calle era o irmão mais velho que nunca teve, e era por esse motivo que adorava pegar no pé dele mais do que o normal. Deu alguns tapinhas nas costas do rapaz e até tentou passar um braço ao redor dos ombros dele, mas ele era bem mais alto então falhou miseravelmente. ❛❛ —- E aí, tá só dando um rolê? Eu tava indo querer fazer uma pintura de rosto, tacar um leão na minha cara. Me acompanha? Tu pode fazer um tigre, acho que ia ficar irado. ❜❜
FLASHBACK ( antes da semana do salvador | bordel soul )
“ —— Cailín… —— ” Repetiu o nome, como se tentasse reproduzir na própria mente a voz dela o dizendo. Tão intensa e sensual em pequenos detalhes, ele parecia um idiota, embasbacado com a beleza dela. Não saberia dizer se era algum feitiço que as Soul possuíam, ou se era apenas o charme da mais velha. “ —— Bonito nome. Eu sou o Ben. Ah, eu já falei isso. —— ” Riu, em nervosismo, estendendo a mão de volta para cumprimentá-la, tendo alguns segundos de crise interna se depositaria um beijo no dorso, mas acabou não o fazendo. Aprendeu, recentemente, que o ato era cavalheiresco demais, soava como uma pessoa antiga, ou mesmo um flerte barato. “ —— Uma bebida seria legal. Um tour também, talvez? Eu nunca estive aqui, pelo que me lembre, e vim justamente conhecer. Quem melhor para me apresentar do que uma Soul? Seria uma honra. —— ”
❛❛ —- Aham. Ben. ❜❜ ela repetiu o nome dele da mesma forma que ele havia feito com o seu, achando graça na timidez do arthuriano e no beijo que ele havia dado no dorso de sua mão, apesar da seriedade. Já tinha visto homens como ele pelo bordel (já tinha visto de todos os tipos na verdade), mas normalmente eles ficavam tímidos e tropeçando nas próprias frases daquela maneira com as dançarinas, e não com ela, acostumada a receber mais flertes como bartender/segurança/convidada (ou seja lá com o que resolvesse ajudar naquele final de semana) dos homens mais atirados. Aquilo ali era uma coisa nova e refrescante para fazê-la passar bem a noite. Cailín sorriu, aproveitando que as mãos já estavam em toque, a Soul foi ligeira em segurar na dele para começar a puxá-lo pelo bordel. ❛❛ —- Bem, aqui é a pista de dança, nosso hall de entrada. ❜❜ ela gesticulou com a mão livre, indicando o show que estava acontecendo no cano principal. O levou até o bar, onde soltou da mão de Ben para indicá-lo um assento. Depois sentou-se em cima do balcão e atirou as pernas para o lado de dentro, admirando o álcool disposto e questionando o que ele poderia gostar. ❛❛ —- Pode observar o show daqui enquanto te preparo alguma coisa. Bebe muito ou pouco? ❜❜ independente da resposta dele, faria questão de prepará-lo um drinque caro e colorido, daqueles que fazem qualquer um se soltar um pouco tempo. Colocou a bebida num copo bonito (ou o máximo de “bonito” que tinha no Castigo) e o empurrou para ele. ❛❛ —- Diz se tu gosta. ❜❜