A carta amadora... TIC TAC #5
Não sabia muito bem como começar esse poema...viva um belo de um dilema...sai do hospital havia 7 dias...e ainda não sabia o que escrever...até que um dia decidi arriscar...e então obtive isso: "Donde esconde a insanidade De onde veio minha insanidade Será que ainda Teima em dizer que ela é minha felicidade? Não sei...Será que o que sinto é verdade? Venha, me abrace Vamos tomar uma cerveja Sei que adora cerveja Vamos depois dividir boca a boca uma cereja Vamos lá vai...teremos este momento que tanto corteja Hoje reparei em seus olhos Verdes Bonitos Cor de esperança Essa que do teu lado, acredito que se alcança Como manga alta na mangueira Criança rebelde Trepa a árvore Alcança a manga Assim como eu alcanço a esperança Esperança do que? Esperança de sonhar sem medo Esperança de acordar um dia do seu lado Esperança de chamar você de amor Sem medo da dor... Dor causada por quem nos ama Proveniente de uma noite insana Que não se despiu... Dor irônica de um mundo louco Um mundo são Bons demais para nós? Duvido... Todos somos loucos Porém assumimos isso Viver na sanidade?...haha Não...assumiremos nossa realidade Venha...vamos dividir o lugar nesta viagem sem volta Deixe - me fazer sua escolta Para que chegue bem ao meu coração As vezes é difícil dizer Só mesmo vendo para crer Que eu a amo independente de seu parecer... Venha comigo...Não tema Batermos de frente com esse sistema Que destrói cada sorriso sincero seu... Apenas escrevo esse singelo poema Para apasiguar nosso problema... E dizer mais uma vez pela lagrima que cai Que te amo...e de novo...uma vez mais..." Ao terminar o poema fui correndo entrega - lo a Giovanna...pois sabia que era de extrema importância para ela. Ao ler tamanha atrocidade...vi uma lágrima em seu olho e disse que havia ficado perfeito o poema...Não acreditei, pois para mim poderia ter sido muito melhor...entretanto, agradeci com um largo sorriso no rosto e voltei para casa... Já em casa, comecei a pensar como eu estava dependente, como eu era uma marionete de Tânia...Não que isso fosse algo ruim...mas não era bom...pois nada dura para sempre...o choque seria muito forte se eu perdesse Tânia e ainda fosse dependente dela... Então, decidi sair de casa sozinho naquele dia...fui a uma festa que geralmente não vou sozinho...conheci muita gente nova...haviam muitas pessoas ao meu redor...haviam sorrisos...palavras soltas no ar...saliva dos Beijos molhados escorrendo...era muita informação...mas ainda que rodeado de pessoas...a solidão jogava xadrez com meu coração naquela hora...pois os ecos eram falsos...As intenções eram simplesmente momentâneas...Não havia contexto...Não havia sentido...apenas mais uma troca de fluido... Comecei a ficar nauseado...precisei sentar perto do bar...pedi um drink...drink de mulher...doce...colorido...adoro esse tipo de bebida...a bebida chamou atenção de um cara no meio da multidão que contemplava o vazio interior de cada um...seu nome era André e ele veio falar comigo... Eu já o conhecia de longa data...porém estava mudado...o tempo havia passado para ele...e ao meu ver...passou de forma negativa... Fingiu estar surpreso em me ver...me abraçou...disse que estava com saudades...perguntou como estava minha vida...fez o questionário cliché de sempre...porém ele perguntou sobre Tânia...isso me levantou muita dúvida...pois eles nunca se conheceram... Intrigado, eu respondi que ela estava bem...então ele pediu seu número de celular...e eu passei...ja que se conheciam sem minha ciência... Após uma breve conversa jogada fora com André...decidi sair da festa...fui para o terraço do prédio cuspir nos carros...mas ao chegar lá me deparei com Tânia...ela observava a paisagem...tremia de frio...dei-lhe um beijo no pescoço e ela me disse: "...ted...vc acredita em amor eterno?" E então eu disse que sim...mas que para sua ocorrência apenas medidas extremas tornariam isso possível...e então ela brincou: "quero ver você me amar pra sempre hein haha"... Tic- meu coração disparou...Tac- a sensação ruim voltou com muita força...Tic- Tânia não entende a situação...Tac- André ilustra a face de meus medos não compreendidos...Tic- sinto o dobro da sensação ruim... Após o momento de tenção...fui dormir com ela qndo recebe uma ligação...era André...Os dois ficaram a noite toda conversando sobre nada...um assunto mais idiota que o outro...era engraçado...pois eu não sentia ciumes...sentia medo de mal... Após desligarem depois de longas 4 horas no telefone...perguntei de Giovanna, ela me disse que estavam meio mal e então me mostrou o poema que fiz... Tânia falou muito mal do texto escrito...disse que não havia sentimento...que não fazia nem um pouco de sentido...E que pareceu obrigação entregar o texto... Sim...aquilo doeu muito...E apesar de não demonstrar...senti o impacto... Depois de algumas noites falando direto com André...Tânia chegou veio me contar um dia que eles iriam sair para relembrar os velhos tempos... Nessa hora um sentimento de tristeza veio ao peito...senti Giovanna agoniada também...mas nada podia fazer...no dia em que saíram...chamei Giovanna para comer pizza comigo...fomos e ela me confirmou meu maior medo... Tânia e Giovanna haviam terminado o namoro...o caminho estava livre para André....










