⊱ ˙ ✦ ៹ . kennedy estava completamente devastado. o celular já havia ido ao chão, assim como diversos copos e garrafas que encontrava pelo caminho. se pudesse simplesmente fugir, já teria fugido. mas, se o fizesse, todos falariam disso também. era corajoso até certo ponto, e aquela situação já havia extrapolado seus limites. depois do baile e de tudo o que aconteceu, a vontade de colocar seus pés no gaetano gargari private school era quase nula. e aquele local, anteriormente, era o seu favorito no mundo inteiro. era onde via martino e casira, onde via addison, onde via astra e kayla… mas naquele momento, não queria ver nenhum deles. depois de ter seu uber chamado para o hotel onde ficaria, kenny fez o check-in e logo saiu para caminhar. naquele momento, sentia que poderia caminhar por horas, pois era o único modo que conhecia para espairecer. o hotel continuava perto do gargari e, sem mesmo perceber, kennedy fora parar na rua do colégio. a voz de zeke o fez sair do transe que se encontrava desde que saíra do hotel. ❛ —— hey… ❜ respondeu, passando as mãos pelo cabelo. ❛ —— excelente, nunca estive melhor. ❜ sarcástico, kennedy deu de ombros e soltou uma leve risada. ❛ —— só estou sendo chamado de assassino, mas não é nada demais, right? ❜ seus olhos estavam inquietos, olhavam para zeke, para o chão, para o céu, assim como as mãos; faziam anos desde a última vez que kennedy havia roído unhas, porém, ter seu segredo exposto a todos fez com que a mania voltasse a tona.
zeke mordeu o lábio inferior, observando o estado do amigo e tentando se distrair da própria burrada de minutos atrás. ao ouvir a risada, tudo o que o capitani conseguiu expressar foi a pena que sentia internamente. “well, you’re still here and not a thousand miles away, so...” abriu os braços e indicou o lugar em que estavam: a rua do colégio. “how bad can it be?” arrependeu-se das palavras no exato momento em que elas saíram de sua boca, e sua expressão deixou isso bem claro. esperava que passasse despercebido. suspirou, aproximando-se e passando um dos braços pelos ombros de kennedy. “look, dude...” começou, guiando-o pela rua. “foi um erro. foi estúpido. é grave? sim, é grave. mas, sinceramente, quem pode te culpar? não é como se não tivesse ninguém no mundo que fosse fazer a mesma coisa. eu queria ver se tivessem na sua situação, se todo mundo ia parar, pensar e fazer a tal da coisa certa. fuck them.” desembestou a falar, mal tomando conhecimento das palavras que deixavam seus lábios. intencionalmente, se encaminhavam para o point usual de diversão dos dois. nesse momento, libertou o garoto e deu alguns passos à sua frente, virando-se para ele e passando a andar de costas. “sabe do que você precisa? de alguma coisa mais forte. aquela merda de ponche, mano. acho que me fez passar mal, estava horrível.” confessou, com uma careta. “enfim, here’s the deal: a gente entra, ninguém vê ou fala sobre a gente, toda vez que você tentar falar dessa tal de renegade tem que tomar um shot vindo diretamente do meu sapato. não acho que vá querer isso.”