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Marcus soltou uma risada. Era impressionante como ela conseguia responder qualquer pergunta de um jeito que obrigava o cérebro dele a fazer um pequeno esforço para acompanhar. Ele acabou se sentando alguns degraus abaixo dela na arquibancada, apoiando os antebraços nos joelhos enquanto também olhava para o campo vazio. A observação sobre ainda não se sentir funcional fez Marcus arquear uma sobrancelha. “Considerando o horário, acho que metade desse castelo também não está. A diferença é que eles continuam deitados na cama fingindo que o mundo não existe, enquanto você resolveu vir tomar sol igual um réptil... talvez funcione. Se daqui meia hora você começar a correr absurdamente rápido, talvez você descobriu alguma coisa que o resto da humanidade ignorou”, brincou. A pergunta sobre o jogo fez Marcus voltar os olhos para ela, o sorriso aumentou de um jeito quase convencido. “Carrow, eu sou o capitão da Sonserina. Se você me perguntar isso, eu vou responder a mesma coisa todas as vezes. Claro que vale a pena vir. Prometo com muita convicção que não pretendo perder esse jogo pra Corvinal. O time deles é uma piada, vai ser bem fácil”, admitiu e era só cinquenta por cento convencimento, os outros cinquenta eram conhecimento. Ele desviou o olhar outra vez para os aros ao longe. “Além do mais, fazia tempo demais que eu não colocava os pés nesse campo. Mesmo que fosse só treino, eu já estaria feliz. Mas ganhar continua sendo muito mais divertido.”
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na ausência do calor matutino, carrow uniu ambas as mãos dentro das mangas compridas do uniforme. poderia esquentar-se com magia, mas raramente a usava para sanar suas necessidades. ao ouvir novamente a voz de flint, ela encarou o topo de sua cabeça, não sabendo identificar se ele estava falando sério ou não. flora sempre estava falando sério, mas tinha colegas que não. precisava da mínima concentração para esquecer a própria existência, mas infelizmente o mundo era barulhento demais para esquecer-se dele. “não acho que eu vou, mas isidore irá descobrir” disse certa disso, afinal era a função da irmã saber antes dela. “minha mãe inútil não tinha nada de bom para me passar, como a maldição maledictus, por exemplo”, disse em sua seriedade habitual e monótona. “uma pena, não?” assim que o olhar de marcus a alcançou, ela virou o rosto para o lado. por mais que fosse uma conversa direta, o contato visual de flora era escasso. “se isidore vier, eu venho.” a certeza em sua voz condizia com as vontades da irmã, não poderia dizer para flint se tinha ou não vontade de assistir o jogo. sabia dos placares dos últimos campeonatos, mas seu conhecimento e interessante se estendiam até aí. “se você é o capitão, suponho que seja o melhor do time.” constatou. “é a sua obrigação levá-los a vitória.” em seu quarto ano, flora fora chamada para participar do time, mas novamente, suas obrigações eram outras — absoluta e ininterrupta competência acadêmica. “sua felicidade e alegria se resumem a esse campo de quadribol, flint?” era a pergunta mais pessoal que já havia feito para ele, mas a curiosidade vinha junto de uma incompreensão que poderia soar curiosamente como desdém. encarou o que devia ser o mesmo ponto que ele, no centro exato dos aros da quadra. “ficarei para assistir ao treino.”
















