Lint Roller? I Barely Know Her
RMH
tumblr dot com
No title available
ojovivo
No title available
art blog(derogatory)
Fai_Ryy

Origami Around
★
Today's Document
KIROKAZE
occasionally subtle
taylor price
2025 on Tumblr: Trends That Defined the Year
Color Me Curious

Game Changer & Make Some Noise
No title available
One Nice Bug Per Day
No title available

seen from Türkiye
seen from Mexico

seen from Russia
seen from United States
seen from United States
seen from Ecuador
seen from United States

seen from Singapore
seen from United States
seen from France

seen from Iraq
seen from Brazil
seen from Canada
seen from United States

seen from India
seen from Iraq
seen from Singapore

seen from United States
seen from United States
seen from Pakistan
@catch-you
“Sou a rasura mal traçada da minha obra literária. Meu pior inimigo sou eu.”
— Elisa Bartlett. (via dessossego)
Esse texto é sobre automutilação.
tons de roxo e carmesim
feitos por mim.
escorrendo em tela branca,
que, cheia da dor que veio da alma,
transbordou.
precisava de cor, (pareceu boa ideia)
então a colori com rubi líquido.
eu não espero que você entenda esta arte que arde.
arte feia, que queima, que dói, e por fim, anestesia.
eu não sei como terminar
esta dolorosa poesia.
então termino pedindo perdão à todos que me amam
principalmente, à mim. cúmplice de tal obra.
não, eu não me amo.
mas me sinto em dívida.
perdão.
perdão...
Relato sobre Ansiedade
“Está tudo bem”, tento me convencer, “É só não pensar”, mas é tarde. Uma vez que os pensamentos começam eles só param quando fazem o estrago. O ciclo começa com um gatilho, o medo. Não importa a origem ou tamanho do medo, ele sempre desencadeia uma sucessão de fenomenos físicos e psicológicos.
Está tudo na minha cabeça, um pequeno pensamento de que algo pode dar errado toma proporções incontroláveis. São como duas vozes, a minha própria voz dizendo que está tudo bem e a outra voz, completamente autonoma, me dizendo aos gritos que tudo vai dar errado, que estou doente, nunca serei normal, NUNCA ESCAPAREI DELA.
Quando ela começa é quase impossível parar, minha própria voz diminui até ficar inaudível. Neste ponto é como se ligassem todos os televisores e rádios do país dentro da minha cabeça. Faz muito barulho. Eu sinto uma pontada bem no meio do meu peito e percebo que esqueci como respirar, tento desesperadamente inalar, qualquer coisa. Começo a sentir o peso da atmosfera sobre mim, uma sensação esmagadora comprimindo meu coração e meus pulmões. O sangue esfria, me torno apenas algo gelado, incapaz de qualquer reação voluntária. Meus músculos se retesam, estática, começo a suar um suor frio. Ocorre em poucos minutos, mas o suficiente par parecer uma prisão perpétua dentro dos meus próprios pensamentos.
O fim só começa quando o choro vêm, quando não há mais nada que possa me torturar. Meu corpo treme por inteiro e dói quando volta aos poucos funcionar, uma dor que não sei se tem explicação. Com calma eu falo para eu mesma que acabou, mas sabemos que ela voltará. Ela não tem hora marcada, vem quando quer, quando em um pequeno momento de fraqueza eu abro uma brecha para ela entrar. Está sempre a espreita, seja em um dia bonito ou em uma madrugada silenciosa. As vezes acho que ela quer fazer morada em mim, eu luto para que isso não aconteça.
“A realidade é que você estará sempre sozinho mesmo que esteja parado no meio de um shopping lotado em pleno sábado. Toda sua angústia pertence somente a você e somente você entenderá a complexidade dela. São as raras pessoas de bom coração que vão estar ao seu lado e dispostas a segurar sua mão durante suas crises de ansiedade, de choro constante e a falta de vontade de estar aqui, são as raras pessoas que permanecerão com paciência e amor a você, mesmo quando tudo ficar tão difícil e praticamente impossível de lidar. Você estará sozinho na sua dor mas sempre terá alguém que segurará a sua mão quando mais precisar e quando não ver o sentido do porque estar aqui.”
— Anna Paula Varella.
sobre mais um surto
isso vai muito além de mim, do que eu sou, do que já tentei… não me culpe, minha ansiedade me tirou dos eixos outra vez.
Ele ainda a ama. Você é o centro do mundo dele. Isso não mudou.
— Cidade das Almas Perdidas.
“Eu queria tanto que você não fugisse de mim, mas se fosse eu, eu fugia.”
— Clarice Falcão.
Mirko Valerio