E por mais que eu te repila para mil quilômetros a mais do que você já se encontra, eu mentalizo toda uma cena te pedindo de volta. Porque no fundo eu te quero aqui mais do que eu quero desistir de nós. E mesmo que você não demonstre um milimetro de interesse numa suposta reconciliação, eu ainda tenho uma chama de esperança queimando cada átomo do meu corpo, me fazendo perder o ar e a calma. Você tem um poder enigmático sobre a minha quietação, você dejeta sobre o meu corpo um tipo de loucura inenarrável e eu não reclamo, até gosto. Então ruborizo, pois tudo que vem de ti, em mim é bem-vindo, mesmo que meu consciente rejeite - mas meu coração recebe de braços abertos. Todo meu corpo é controverso, alma e carne não se compreendem, e você vai a júri popular, enquanto uns te encarceram, outros te libertam. E, nisso, se cria uma incessante guerra interna, sem vítimas ou malfeitores. Apenas meus eus lutando entre si. E você, com todo o seu desdém, me deixa aqui: irresoluto. E tento implantar a paz dentro de mim, pois de nada adianta a guerra, se pelo que estamos lutando não quer ser conquistado. Lutar por você é um ato em vão.
Jadson Lemos. (via versificar)













