LÁ VEM A NOIVA, TODA DE BRANCO… A nossa nova habitante costumava se chamar EMILY, do conto CORPSE BRIDE, e antes da névoa da maldição arrastá-la até Storybrooke, ela estava no SUBMUNDO, lá na FLORESTA ENCANTADA. Aqui na cidade você talvez a encontre se procurar por uma tal de ALISON EVANS que trabalha como PROFESSORA PARTICULAR DE TECLADO.
ATENÇÃO: tem um resumo aqui (com meus outros personagens).
ESTÁ ACORDADA? Não. Allie sente calafrios com assuntos voltados para morte, e detesta ver cadáveres — assim como não suporta tudo voltado para zumbis. Já teve pesadelos em que estava morta, presa em caixão, e etc; mas nunca desconfia de sua realidade.
HEADCANONS:
A família Evans era muito conhecida por suas gerações na área da saúde, em especial, na Medicina. Apesar de afirmarem que não viam problemas em seus parentes irem para outra área, os olhares tortos e cochichos na cozinha deixavam evidente que não era bem assim. Até quem escolheu ser dentista ou psicólogo recebia certo deboche, imagine escolher algo diferente… E foi o que Allie fez.
Como qualquer pessoa pressionada pela família, Alison cogitou e decidiu que tentaria ser uma médica, ainda que não soubesse bem em qual área. Não durou nem um semestre estudando, impressionada demais com as imagens de cadáveres e chegando a passar mal diversas vezes. Supuseram que ela era sensível demais para esse tipo de coisa — e culparam seus pais por isso —, sugerindo para que ela não abandonasse a área da saúde, indo para a Psicologia. Ela tentou, mas com tal profissão também exigindo que estudassem anatomia, entrando em contato com cadáveres, mais uma vez, Allie não conseguiu concluir um curso.
Migrou para Administração, só para concluir algo na Universidade, somente não sendo uma completa decepção para a família por estar namorando um médico. Os dois até chegaram a noivar, mas horas antes do casamento, a moça encontrou quem amava nos braços de outra, admitindo que só estava interessada na Evans pela herança que teria quando seus pais morressem. Aquilo foi o suficiente para que fugisse do próprio casamento.
Não contou para sua família o motivo de sua fuga, ignorando todas as tentativas e rumores que chegavam para si. Seus pais, preocupados com a sanidade da filha, vivem pedindo para que ela volte para casa e até oferecem dinheiro, mas Allie se encontra satisfeita, escondida em uma cidade pequena onde ninguém lhe conhece ou sabe quem são os Evans.
acompanhada dos pais dessa vez, allie caminhava pela loja de música, maravilhada com sua decoração. enquanto os pais decidiam qual piano iria para casa, a filha única foi parar na sessão de cd’s, escolhendo alguns simplesmente pela capa — até porque nem sabia o nome dos cantores que gostava. chegou com vários cd’s para seu pai, mas somente um foi levado. dentre os devolvidos, tinha in the zone (britney spears), porque seus pais não achavam apropriado para ela ouvir.
✌ - a memory of a relative (flashback da vida passada!)
o pai de emily era um homem bondoso e justo, mas desconfiado e fechado. eram uma das poucas famílias abastadas e por esse motivo, recebiam muitas propostas, convites e pedidos de pessoas com más intenções. se tornou superprotetor com a única filha, mas nunca explicou exatamente o motivo. nunca contou das diversas vezes em que quase caíram em um negócio furado, se não fosse seu investigador particular. infelizmente, com tanta rigidez e segredos, não pôde prever que a própria filha se apaixonaria por um vigarista e teria seus próprios segredos, muito menos impedir sua fuga com parte de sua herança valiosa; joias de família.
uma das memórias mais queridas por emily, e que lentamente foi se perdendo, era de como dançaram em um baile de natal. chateada por ser a única sem um par, o pai decidiu dançar com ela e mostrar abertamente um lado divertido que poucos haviam presenciado. emily já o conhecia, mas não esperava que ele fosse arriscar perder parte de sua reputação de durão para animar a filha. eles se divertiram bastante naquela noite.
em um mercado, acompanhada de uma de suas babás — não lembra exatamente qual era —, estava na sessão de congelados quando escutou uma senhora chamar sua atenção. alison deveria ter por volta de 9 anos, enquanto a senhora deveria estar em seus 70. com o indicador, pediu para que a criança se aproximasse e assim ela fez, mesmo que com certo receio. “você tem os dentes separados, né?” a senhora perguntou, indicando os próprios dentes da frente. allie assentiu rapidamente, abrindo a boca para mostrar e indicar como a mais velha fez. “muito bom...” ela assentiu, ainda séria. “não use aparelho para juntar esses dentes, ok? essa separação traz sorte.” com um sorriso, a pequena evans concordou com a cabeça. “não vou! eu prometo.” garantiu, e realmente cumpriu com sua promessa. até hoje tem essa separação, e guarda a lembrança com muito carinho. foi a primeira fez que ficou muito feliz de ter os dentes assim, se sentindo até especial.
quase engasgou com a primeira frase dita por allie, os olhos se abrindo de maneira quase que automática no instante em que a escutou. aquilo deveria ser uma espécie de simulação e alaska não sabia como havia se enfiado nela. era um sonho ou um surto? de qualquer maneira, parecia ideal ambas as opções por nunca, sob nenhuma hipótese, esperou escutar algo semelhante partir de allie um dia. não que não gostasse, pelo contrário. a única coisa que detestava naquele cenário totalmente fora do comum era não conseguir dizer exatamente o que estava passando por sua cabeça. o que estava acontecendo consigo? tropeçou nos próprios pés, caindo sentada na cama, estática. as bochechas com mais cor do que já estiveram mesmo no momento mais constrangedor de sua vida, assim como a boca trêmulo sempre tão boa para respostas mas que agora estava completamente sem fala. praticamente derreteu com a última frase, cedendo ainda mais fácil do que aconteceria em qualquer outro momento. até que em um piscar de olhos foi como se houvesse dado um salto no tempo, causando um desespero ainda maior do que havia acabado de acontecer. “eu não sei… eu… tô muito confusa” foi tudo o que disse, notando um pânico cada vez maior ao se dar conta de que estava sem roupas. “cadê as minhas roupas? quando você tirou elas? allie, eu acho que estou em um surtando. o que está acontecendo comigo?” perguntou, como se a namorada pudesse responder aquela pergunta quando ela parecia tão confusa quanto. “esse é o meu maior pesadelo e meu maior sonho ao mesmo tempo. sempre quis descobrir como era ver você desse jeito mas por que eu não consigo fazer nada?! será que de tanto dizer que eu ia me comportar eu estou me comportando?” supôs, arregalando ainda mais os olhos ao notar que sua teoria fazia muito sentido. “mas é horrível me comportar, eu não quero ser comportada. eu gosto de ser safada.”
“eu?!” a voz saiu alta e aguda. “por que eu tiraria?” questionou um tanto surpresa, mesmo que o motivo fosse bem óbvio. “mas, você tá pelada mesmo?” levantou o cobertor, deslisando um pouco para baixo, mas não conseguindo ver muita coisa — estava escuro demais. voltou a subir, só com a cabeça e parte dos ombros para fora, além dos dedos segurando a coberta. “eu não sei...” começou a dizer mas logo se interrompeu, deixando sloan expressar o que sentia. fez uma breve careta, não demorando para ser substituída por uma careta de pânico. “não! você não pode ficar comportada... e como assim esse é seu maior sonho?” piscou rapidamente, ainda sem entender nada do contexto ou do que alaska falava. ao menos a namorada podia se explicar, imaginou. “eu também prefiro quando você é safada... eu não nasci pra essas coisas. sou antiquada, das antigas!” começou a falar alto olhando para o teto, como se o universo pudesse a escutar.
ㅤㅤ⋆.ೃ࿔*🌙 — Sinceramente? Você que sabe! Eu estava só refletindo em voz alta… Mas adoraria saber todas as respostas, acho que de certa forma elas se complementam. — respondeu, pensando curiosamente em quais seriam as combinações que Allie poderia dizer.
“ah, ok! então... deixa eu ver...” ponderou, precisando se esforçar para lembrar da pergunta e, então, responder cada uma das opções. “eu seria cantora...? ou só trabalharia numa orquestra. seria bem legal estar lá tocando piano junto de um grupo, sabe?” comentou com uma breve risada. “hm... criatura mágica... uma fada, talvez? se bem que eu não ia querer ser tão pequena...” fez um breve bico. “ok, eu não sei responder essa.” falou rapidamente, continuando. “animal, talvez um pássaro... porque deve ser legal voar por aí. pode ser uma borboleta também, mas aí não conta como animal, também, né?” franziu de leve sua testa, confusa. novamente, optou por continuar. “e... uma harpa! acho muito lindo o som. e você? o que seria? de cada uma dessas opções.”
▽☠―――――― ✴⥽ A latina odiava com todas as forças se sentir assim; aquele dia, aquela maldita magia a fazia se sentir oca por dentro, como se todas as relações em sua vida tivessem sido fúteis e momentos de luxúria. Não estava longe da verdade, mas ainda assim… não era toda ela ❝――――Ele não pode, não ta mais no mundo dos vivos ❞ ela achava que tinha superado a perda de Jack, mas no Halloween percebera que não, apenas tinha ignorado seus sentimentos como sempre. ❝――――Vai por mim, eu não mereço mais. Além do mais, amor te deixa vulnerável ❞
“mas ele pode voltar! eu voltei, né.” não entendeu absolutamente nada do que quis dizer com isso, sentindo uma sinceridade de suas palavras mesmo que não parecesse nada certo. preferiu ignorar, assim como ignorava o rosto avermelhado. “desculpa, eu... sinto muito. mas... ainda acho que todo mundo merece amor.” ofereceu um sorriso fraco. “e discordo completamente. o amor nos deixa mais fortes. os maiores atos de heroísmo e de vingança vieram do amor. seja para proteger, vingar ou... enfim, tem várias maneiras de expressar seu amor. então... acho que vulnerabilidade está longe de ser a palavra certa...” mas o que eu quis dizer antes? um desconforto enorme tomou conta de seu estômago, obrigando a mais jovem a optar por se afastar. “ahm... eu preciso ir, mas... obrigada. por me ajudar.” sorriu uma última vez, ainda meio forçado, e se afastou para buscar algum banheiro. algo que comeu não deveria ter caído bem.
alaska teria se prolongando ainda mais tempo naquele beijo se não estivesse com a sensação estranha por todo aquele tempo de que as coisas seguiam fora de controle. congelou quando, ao se afastar cuidadosamente da namorada, notou que como um pulo no tempo, algo havia se perdido dentre os minutos. “o piano sumiu?!” com os olhos arregalados, perguntou para a outra que estava tão confusa e desinformada quanto ela. o que estava acontecendo? olhou para si logo na sequência, percebendo que os botões da camisa estavam abertos, por mais que não se recordasse de tê-los desfeito. desesperada, os refez rapidamente, olhando ao redor como se procurasse por algo, mesmo que nem soubesse o quê. “ai allie, tem alguma coisa de errado comigo. acho que estou enlouquecendo.”
seu olhar caiu sobre as roupas alheias, e logo em seguida, observou a si mesma. também estava com uma camisa de botões aberta, revelando seu sutiã preto mesmo que discretamente. quando olhou de novo para alaska, notou o que fazia e fez uma careta, sem entender, esticando as mãos para segurar as delas. fique calma, nós vamos descobrir o que aconteceu. “quem te deixou abotoar de novo?” ergueu uma sobrancelha, um tanto séria. de onde veio essa fala?! não era isso que alison queria dizer! ela mordiscou o lábio inferior. “tudo bem... nada que eu não possa resolver...” dizendo isso, allie puxou a própria camisa, mas só o suficiente para que deslisasse e caísse no chão. empurrou a namorada devagar para sentar na cama, não demorando para subir em seu colo. nada fazia sentido, concluiu, mesmo que não conseguisse expressar nada de sua dúvida, parecendo apenas interessada em esquentar as coisas. “não precisa se preocupar...” murmurou, segurando o queixo alheio e erguendo seu rosto. “eu cuido bem de você.” abriu um sorriso sugestivo, inclinando-se para selar os lábios nos dela e...
foi como se algo tivesse sido cortado ou acelerado. não fazia ideia do que aconteceu minutos atrás, só lembrava de subir no colo da namorada e estar agora ali: debaixo das cobertas, provavelmente nua. arregalou os olhos, virando para o lado de sloan sem entender nada, ficando assustada com esse apagão de memória “o que a gente acabou de fazer?!”
❝Ainda que problemas mais sérios devam ser resolvidos.❞ E nada lhe saia do controle, calculando os passos que viriam para que não errasse. Winnifred se permitiu sorrir com o alívio alheio, não por bondade, mas por achar graça da inocência de que nada de ruim assim seria real. Pois era, e muito pior que pesadelos. ❝Eu aceito um café, querida. E apesar de soar como um suborno, você poderia procurar outras maneiras de não ser tanto.❞ Ainda que fosse péssima em organizar algo tão gentil, Mary seria melhor para aquilo. ❝Talvez organizar uma reunião, mostrar o seu lado com provas e argumentos, explicando formalmente sua visão.❞ Isso parecia mais adequado, afinal, ainda era um ambiente de trabalho.
“ótimo!” acelerou os passos para a cozinha, já começando a preparar o café para as duas; mesmo que não fosse muito fã da bebida. “eu só não sei como fazer parecer menos suborno...” suspirou alto, um tanto dramática, ainda que sem querer. “não sei se isso funcionaria... e se nem me escutassem nessa reunião? ou pior: nem aparecessem? seria muito ruim...”
˛ * ⠀ 🌷 Não sabia dizer há quanto tempo estava esperando a modelo que Pierre disponibilizara para provar um dos vestidos que foram pedidos com urgência, mas sabia que era muito. Ele não respondia suas mensagens mesmo estando online, quase como se fosse de propósito, mesmo sendo um velho tradicionalista e orgulhoso que provavelmente não deve saber mexer com tecnologia. Então, com o prazo acabando, Pensri não teve outra ideia que não fosse recorrer a primeira pessoa que passasse ali na frente do ateliê. “Ei! Pst!” Proferiu com a destra estendida para que pudesse chamar ainda mais a atenção alheia. “Preciso da sua ajuda! Prometo que não vai demorar.” Suplicou ao unir as duas mãos, esperando que sua expressão desesperada fosse suficiente para convencer outrem.
parou assim que escutou alguém chamar sua atenção, ou melhor, a de alguém, não tendo certeza se era para si. olhou ao redor, verificando se era a única pessoa passando e realmente era. “oi...” cumprimentou, um tanto incerta. “ajuda? no que exatamente?”
mesmo quando o dia dos namorados havia passado, as coisas envolvendo o mesmo continuava a lhe dar nos nervos. primeiro porque ele nunca comemorou, segundo porque seus irmãos sempre enchiam seu saco com isso, além dos próprios pais. zachary não tinha culpa de amar mais a própria companhia que de outra pessoa; mas, que nenhum mal lhe fizesse, pois, ele já tinha se sentenciado a mudar naquele ano, sendo portanto a primeira reação que teve a de pedir conselhos. para os irmãos ou pais? claro que não. por isso que estava ali com alguém mais imparcial possível, alguém que não o conhecia assim com tanto afinco - pelo menos esperava que fosse. “de onde eu tirei que você poderia me ajudar eu não sei, mas, vou te incomodar com isso mesmo assim.” foi logo subjetivamente afofando a situação, como se aquilo fosse remediar algo. “é que eu fiz uma promessa de ano novo ano passado e se não cumprir sinto que o universo vai conspirar contra mim, mas, basicamente, quero dicas… dicas de como… como vou te explicar isso? dicas para um encontro. sim, é patético e se prefere me julgar e não vai me ajudar, é só dá o pé.”
assim que o outro começou a falar, virou seu corpo na direção dele, atenta com o pedido tão particular. allie sorriu, por achar adorável a tentativa dele em buscar dicas para encontros, lembrando a si mesma alguns meses atrás. “ei... não vou te julgar.” afirmou logo, negando com a cabeça. “mas, eu posso dizer o que você não deve fazer em um encontro. serve?”
▽☠―――――― ✴⥽ A pergunta a fez soltar um riso curto; a pirata fugia ativamente de se apegar romanticamente com qualquer um de seus casos, mas algo naquele dia a estava fazendo ficar emocionada e com a sensação de espera por isso. ❝――――Não que vá aparecer ❞ e pela primeira em sua vida ela quis que alguém tivesse realmente gostado dela, o maldito dia não poderia acabar logo ❝――――Quero dizer, eu não costumo me apegar a casos, sabe? Amor está fora da questão ❞
ergueu suas sobrancelhas, ficando um tanto triste pela mais velha. “como você sabe que não vai aparecer...?” perguntou baixo, escutando o complemento. insatisfeita, totalmente movida pela magia do amor, allie ficou desconfiada. “por que estaria? todo mundo merece um pouco de amor.”
“pra tudo tem uma primeira vez, não?” disse, referindo-se também a si mesma. por mais que soubesse que era uma primeira vez bastante fora do comum. desde quando ficava corada com sua namorada lhe dizendo todas aquelas coisas? deveria estar chocada, não envergonhada. ou melhor, deveria estar muito mais interessada naquele assunto, quem sabe, até a respondendo a altura. mas por que nada do que gostaria saía por sua boca? por que estava falando frases que sequer condiziam com a sua personalidade? estava a ponto de iniciar outra crise quando a frase de allie a causou um arrepio, encarando-a automaticamente. “não quer?” a quebra do espaço entre a duas foi algo que sloan desejou fazer, mas percebeu que os pés estavam colados no chão, para sua infelicidade. todavia, ao ser beijada por ela como em uma cena digna de um clássico do cinema, aceitou que ao mesmo suas mãos ainda estavam sobre o seu controle, segurando-a na cintura ao puxá-la ainda mais para si.
por maior que fosse a urgência que sentia ao beijá-la, não conseguia entregar tal sentimento totalmente. era como se algo a instigasse e segurasse. como se estivesse presa em um filme/série em que as cenas precisavam ser censuradas. a canhota se apoiou na curva do pescoço alheio, enquanto a destra foi até o cabelo da nuca de alaska, agarrando os fios ali e puxando por um momento. sentiu falta de ar, decidindo dar uma mordiscada o lábio inferior dela para partir o beijo. afastou um pouquinho só o rosto, para ver como a namorada estava e... notou algo estranho. “nós andamos?” perguntou baixo, franzindo de leve a testa enquanto olhava ao redor. estavam no quarto dela, mas allie não lembrava de ter empurrado a outra. “cadê o piano?”