— Sim, carne mais mal passada, sabe? Saindo sangue mesmo. — para Dante, aquele era o ponto mais gostoso da carne, não estava mais crua, mas ainda carregava todo o gosto contido nela, provindo do sangue. — Deixe que eles venham, ai eu terei mais animais fáceis pra caçar e comê-los, será bom. — deu de ombros, antes de cortar um pedaço do bife e colocá-lo na boca, o mastigando, sem pressa alguma. — Elas são todas iguais, verdes e sem gosto. — comentou, após engolir a comida que tinha em sua boca.
Olhou meio de canto para a loira, vendo que a mesma o observada um pouco, parecia analisá-lo dos pés a cabeça, em busca de algo. Antes mesmo do homem poder se pronunciar sobre isso, fora interrompido pelo questionamento da mesma. — Eu estou bem, inteiro… Ou quase. — engoliu a seco, quando ouviu sobre a enfermaria, virando o tronco na direção da mais nova e a olhando com uma cara de quem a julgava. — Agora está fofocando por ai, senhorita Jones? — indagou, não gostava que ficassem falando dele pelas costas, por mais que soubesse que isso fosse muito frequente.
– Você é um homem das cavernas. – Disse fazendo uma careta ao pensar na carne mal passada que Dante preferia. Aquilo fazia com que o seu estômago embrulhasse, imaginando a forma em que o animal havia morrido e depois parou na mesa entre eles. Soltou seu garfo, perdendo o apetite no momento. Não havia comido muito nos últimos dias, e com aquela imagem em mente, tinha a impressão que não comeria tão cedo sem vomitar tudo. – Claro que não, eu já tentei explicar quais são as melhores comer. As que estão com cor mais viva, então faça um esforço a mais que eu posso conseguir sua carne nojenta. – Falou suspirando e apoiando seu cotovelo na mesa e sua cabeça em sua mão olhando em direção de Dante.
– Eu fico feliz que esteja bem, seria uma pena ter que enterra-lo como fiz com os outros corpos... Você não seria um bom adubo. – Provocou dando um sorriso sem mostrar os dentes, ainda se divertindo com aquilo. – Eu? Fofocando? Até parece que não me conhece. – Fingiu ficar ofendida com aquilo. – Talvez eu tenha visto sua fuga da enfermaria, parecia até uma criança desesperada pela mãe. – Mentiu para ver se conseguia mais informações sobre o episódio, pois apesar de estar na enfermaria por muito tempo, sua mente não prestava atenção em quase nada e, infelizmente, havia perdido esse episódio em especial.