4zrael:
“Ainda bem. Eles deixam os cemitérios um zona depois que visitam. A propósito, está se considerando um gótico?”
Imagino.
Não, eu só me perdi mesmo. Pensei que fosse um parque.
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4zrael:
“Ainda bem. Eles deixam os cemitérios um zona depois que visitam. A propósito, está se considerando um gótico?”
Imagino.
Não, eu só me perdi mesmo. Pensei que fosse um parque.
4zrael:
As pessoas daqui não costumam dar um passeio pelo cemitério a essa hora…
Pois é, os góticos estão entrando em extinção.
mermaidiiiisms:
“Na verdade, isso tudo foi invenção.” Sirenia não pôde deixar de escapar um risinho entre os lábios ao se lembrar do ocorrido. “Sabe, isso foi uma brincadeirinha que algumas sereias fizeram há algumas décadas atrás. Mas a lenda ainda prevalece.”
Devan balançou a cabeça, um tanto decepcionado, porém com uma leve risada no rosto. “Isso é uma droga. Uma lula gigante deixaria a cidade bem mais interessante.” Não poderia dizer que Unnatural Falls era entediante ou comum, contudo, realmente gostaria de ver uma lula gigante.
wxlfgrowling:
É sério que ainda estão falando dessa coisa? É pura lenda pra afastar pescadores e afins da área das sereias.
Foi o que eu imaginei, mas não custa perguntar. A senhorinha até disse que o marido dela tinha uma foto da lula e que me mostraria quando ele voltasse para a cidade.
vcmplre:
“Olha, dessa lula gigante eu não sei muito bem, mas eu sei sobre…” Os olhos da vampira se esbugalharam. “A Maria do Coco.” Sussurrou, tentando manter uma certa tensão no ar.
“Maria do Coco?” Ele levantou uma sobrancelha. Soava como a Maria Sangrenta, contudo, sabendo da existência de vampiros e bruxas, Devan não conseguia ser completamente cético a respeito de nada. “O que é isso?”
Uma senhorinha banshee me contou uma história sobre uma lula gigante que vive próxima à praia daqui, sabe se isso é verdade?
urxel:
─ Os sangue suga do diabo eu até posso concordar, agora bruxa de Blair? Não tinha apelidinho melhor não? Esse livro é ridículo e se essa mulher realmente existiu, olha… Ela era uma tonta. Não diga como se fossemos criaturas de sangue frio e super cruéis. Nós lutamos pelos mesmo motivos que vocês. Vocês nos caçam e nós nos protegemos. Simples assim. Caso surja uma duvida se isso é real, procure ouvir um pouco as historias e opiniões dos moradores dessa cidade, você vai se surpreender com o grande numero de vidas que sua especie já causou transtornos.
Vocês sacrificam vidas para se protegerem? Conta outra. Como vocês acham que nós encontramos vocês? Nós seguimos as trilhas de sangue, é o único jeito. Já conversei com os moradores sobre isso. E você? Já perguntou a opinião deles sobre traidores? Quem quer destruir a cidade não sou eu.
freyjasorg:
“Eles são uma ameaça por não sabermos que são, vou querer um sanduíche sim, tenho moedas para trocar por ele”
Se agora sabem que eles são ameaças, eles não deixam de ser ameaças?
É uma moeda de ouro. Se quiser recheio ou queijo extra são duas.
colemanheath:
“Eu acho que a visão deles a nosso respeito é, provavelmente, um bando de assassinos violentos. Quase a mesma coisa que o contrário.” Deu de ombros, as palavras saindo quase inaudíveis. “Mas concordo. É bom tentar se misturar.”
“Não acha isso estranho? Se nós realmente só atacamos para nos proteger, por que eles nos veem como assassinos de inocentes?” A consciência de Devan estava limpa, afinal, ele nunca havia enfrentado uma criatura que não tivesse sangue humano nas mãos, contudo, vinha se perguntando se todos os caçadores lá eram assim.
evaxdonner:
Caramba. Você passou por umas poucas e boas até chegar aqui, hein? Acho que o máximo de emoção que eu tive foi quando meu ex me largou porque eu estava ocupando muito do tempo que ele poderia passar jogando LoL.
Eu posso ter exagerado em algumas partes para fins de entretenimento. LoL é... um videogame? Um pouco deprimente isso.
mermaidiiiisms:
“É claro que são uma ameaça. Afinal, eles querem destruir nossa cidade. Se não quisessem nos causar nenhum mal, não teriam invadido nosso espaço.” Sirenia fez com um certo desgosto só de pensar no acontecido. “Acredite em mim, humanos podem ser perigosos. Eles podem destruir até mesmo um reino…” Engoliu em seco ao pensar na destruição de Atlântida há séculos atrás. Os humanos tinham tirado da sereia o seu lar, o seu pai, os seus amigos… Aquilo só fazia com que ela sentisse cada vez mais antipatia por eles.
Desviou o olhar, temendo que demonstrasse algum tipo de emoção inconveniente, logo mirando para os sanduíches. “Na verdade, não. Só passei para dar uma checada para ver se está tudo bem por aqui. O trabalho de um líder nunca para.”
A sereia tinha um ponto, afinal, nenhum deles havia entrado na cidade para fins turísticos, entretanto, Devan nunca planejara destruir Unnatural Falls. Com sua forte moral, não pretendia ferir inocentes, embora não esperasse encontrar algum. “Um reino?” perguntou, intrigado. Apesar de ter sido criado por caçadores, aquele tema nunca havia surgido. Devan jamais cogitara a hipótese de Atlântida ser mais do que uma lenda. “Nesse caso, está tudo sob controle, senhora... líder” falou, um pouco sem jeito ao tratar a autoridade.
arabelles:
“São, sim. Nem todos os humanos são perigosos. Meu pai e minha mãe, por exemplo…” Arabelle soltou um suspiro e mirou para o nada por um breve momento, melancólica. Mas ela logo voltou à realidade, retomando a conversa. “Os caçadores que estão atrás de nós são sim, perigosos. Afinal, eles querem o nosso mal. Querem nos matar. Mas existem humanos bons nesse mundo, entretanto. Só não são os caçadores…” Em seguida, a faerie tirou do bolso duas moedas de ouro. “Duas servem?”
Pelas orelhas pontudas expostas, o caçador podia deduzir que sua cliente era uma faerie. Mas uma faerie com pais humanos? Devan já havia escutado histórias de changelings, porém nunca chegara a pensar no mito como uma realidade. Seria aquele o caso da mulher à sua frente? “Seus pais?” Ele perguntou, mais por curiosidade do que para fins investigativos. “É, já conheci vários humanos inofensivos ao longo da minha vida.” Como meus pais, inofensivos e assassinados por monstros como os dessa cidade, completou mentalmente. “Com duas pode levar um com queijo ou recheio extra.”
urxel:
– Engraçado você dizer isso quando o numero de caçadores infiltrados na cidade esta tão baixo.
Não não, eu falei dos chupa cabra e das bruxa de Blair mesmo.
zxnara:
Você é novo na cidade? Eu entendo sua situação, não sou muito nova por aqui, mas acho que quatro anos não é tempo o suficiente para pegar a essência de Unnatural Falls. Seja bem vindo. O Museu é um ótimo lugar para conhecer os arredores, o meu turno acabou, mas se você quiser, pode voltar outro dia para dedicar algumas horas do seu dia em uma visita guiada. Não fale isso como se fosse algum tipo de azaração. Se precisar de alguma coisa, pode vir até aqui me contatar que irei ter o prazer de lhe ajudar. Me chamo Zanara, Zanara Parker.
Cheguei há algumas semanas. Para uma cidade pequena e escondida, pelo visto Unnatural Falls tem muitos mistérios, não é?
Cheguei atrasado? Tudo bem, posso voltar outro dia, parece que vou precisar ficar por aqui por um bom tempo. Me chamo Devan, muito prazer, Zanara.
evaxdonner:
Ah, querer eu até quero, mas tenho minhas obrigações aqui, sabe. Então… quem sabe um dia?
A longa, sempre.
Tudo bem, então, foi você que pediu.
Era uma vez um jovem e galante chef amador, no auge de sua carreira como fritador do clássico fish&chips em um food truck londrino. Em uma bela, porém um tanto trágica, noite de verão, a lua cheia chegou ao seu ápice e mudou por completo a vida do desavisado trabalhador. À meia noite, lá ele estava, trabalhando sozinho para ganhar seu dinheiro suado, quando, de um beco mal iluminado, surgiu uma horripilante figura de quase três metros... e o atacou. Por pouco, o homem conseguiu escapar das garras da morte. Contudo, no mês seguinte, viu-se transformar na mesma criatura pela qual havia sido atacado. Ele adormeceu na rua ao amanhecer, tendo conseguido apenas se arrastar até o banco mais próximo. No dia seguinte, acordou em um local estranho, onde um grupo que aparentava humano explicou o que havia acontecido e como ele havia sido escolhido pelos grandes deuses para receber poderes inimagináveis! A alcateia o acolheu e ensinou tudo que ele deveria saber... ok, talvez só uma pequena parte do que ele deveria saber. Porém, mais surpresas estavam por vir! Havia uma intriga, um jogo de poder, uma guerra silenciosa entre os membros do grupo. Os céus diziam que uma mudança estava por vir, entretanto, o leal homem optou por permanecer ao lado da líder atual. Meses se passaram até que a paz teve fim. A líder e seu rival se enfrentaram em uma batalha que durou três dias e três noites! Ok, durou tipo uma hora só... mas nunca antes se viu uma luta tão sangrenta e tão feroz! Os gritos da torcida eram ensurdecedores, até que, eventualmente, o silêncio se fez. Caída no chão, com os olhos arregalados pela indignação da derrota, a líder abandonou seu posto. Seu inimigo, vitorioso, baniu todos aqueles que haviam questionado seu direito ao trono. Um trono metafórico, óbvio, né, acho que ninguém faria um trono para o líder de uma alcateia, até porque... ahem, continuando. O novo lobisomem e alguns outros exilados vagaram a esmo. Sentiam-se sem esperanças, esgotados de qualquer vontade de continuar lutando. O que seria de um lobo sem uma alcateia? Até que, eventualmente, um deles foi tomado por uma lembrança que os salvaria! Sugeriu que procurassem uma pequena cidade chamada Unnatural Falls, onde com certeza poderiam se abrigar dos males do mundo humano. E... é, acabou. Não sei finalizar histórias, mas é isso aí.
colemanheath:
Heath ergueu uma sobrancelha, apoiando-se no balcão enquanto ouvia o outro, sem querer atrapalhar a venda do outro. Assim que a mulher a quem ele se referia se afastava, virou-se para ele. “Irônico, huh?”
Devan terminou a venda e, ao ouvir o comentário do outro caçador, olhou para os lados, a fim de se certificar de que não seria ouvido por moradores da cidade. “Precisamos manter o disfarce, não é mesmo?” explicou-se. “Além disso, pode ser útil fazer uma pesquisa sobre a visão deles a nosso respeito. É bom conhecer o inimigo.”
starsnotsobright:
O caído apenas acabara de entrar no estabelecimento quando escutou a frase do homem ali presente almejando uma conversa com um outro cliente. “Seres humanos são criaturas altamente destrutivas… Atacam tudo aquilo de que têm medo. Imprevisibilidade é o problema quando se trata de caçadores.” – intrometeu-se, sem se importar com o fato de não conhecer nenhum dos dois que dialogavam.
Era curioso ouvir como os habitantes da cidade falavam sobre os humanos, Devan refletiu, enquanto entregava o sanduíche do outro cliente. Sempre acreditara que estava do lado certo da mais antiga das guerras, entretanto, se infiltrar no campo inimigo o fazia ponderar a respeito de suas crenças. “Você tem razão. Até algum tempo atrás convivi entre eles e posso dizer que o medo tem uma grande influência lá fora. Mas também aposto que muitos aqui atacariam um caçador ou caçadora por medo ou raiva se tivessem a chance.”