Está disponível no YouTube a entrevista que Chris Brown deu à revista Complex. Nela, ele dá mais detalhes sobre como foi trabalhar nesses dois anos num documentário tão pessoal (que foi interrompido por vários acontecimentos na vida dele, como por exemplo, ter sido preso), e diz que fez isso pela longevidade que ele tem na indústria, ele se sente abençoado pelo fato de ainda ser ouvido, fez isso por ainda ter a chance de contar o lado dele. Nada foi fabricado, tudo descrito foi verdade. Dedica aos fãs que tem, e aos que virão. Seu foco não é causar comoção (pena), mas sim, inspirar, provocar emoções reais, mostrar a realidade de sua vida.
Mostrar que foi possível amadurecer, olhar no espelho e reconhecer quem ele era como artista, entender quem ele queria ser, entender que ele poderia ser uma pessoa melhor, que estava apto a abraçar a mudança.
Chris conta como foi difícil lidar com os comentários de terceiros, que foi difícil pensar que ninguém se importava com o que ele tinha a dizer, mas que agora sabe que nem todos irão amá-lo, mas que essas pessoas estarão de olho no que ele está fazendo e fará. Que não pode evitar ler os comentários das pessoas, e que ele gosta de respondê-las (mesmo que seja para criticá-las, engajado na negatividade delas.)
Sobre sua vida pessoal, ele diz estar confortável internamente. Que sua filha Royalty, provocou nele, todos aqueles sentimentos que ele via em seus pais em relação a ele, e que ele, achava “fora de moda” e “odiava” como ser super protetivo por exemplo. Conta que ser pai, o fez homem, “tenho uma filhinha agora”! Que vai ser uma loucura quando ela chegar a idade adolescente, e deixa um aviso para todos que se aproximarem da Ro com más intenções “eu vou criar um caso”.
O documentário terá uma música sensacional que trará uma representação da realidade, uma representação de sua vida, que se chama “Welcome To My Life”.
Sobre o álbum, Heartbreak On A Full Moon: São 40 músicas que abraçam o que a minha alma quis dizer, um álbum duplo que contém minhas músicas favoritas, que vão da dor à diversão. Músicas que te fazem sentir. Chris menciona que, nesse álbum, podem ter tanto canções feitas recentemente, quanto algumas que ele já havia gravado. Relaciona o sentimento de trabalhar nesse álbum como um jogador de basquete que trabalha no seu arremesso - ele vai ao estúdio e trabalha em tudo que pode, descreve suas ideias como algo “renovador”.
Chris trabalhou com pessoas novas, seu time montado por ele, com escritores e produtores não tão conhecidos da mídia, porque ele gosta de mostrar sua própria versatilidade e capacidade - ele não faria nada com “pessoas no topo, só porque estão no topo” (músicas tocando na rádio, #1s, produtores super conhecidos). Ele valoriza sua individualidade, nesse álbum tem de tudo (R&B, dance e vários gêneros musicais). Sobre as colaborações, nesse álbum, elas são limitadas, ele diz querer “carregar sua própria tocha”. Ele menciona os já conhecidos Usher e Gucci Mane, e Lil’ Wayne também.
E para finalizar, conta que seu sonho é poder fazer algo lendário com Beyoncé para a cultura, porque ela é a melhor artista feminina no que faz, e que ambos arrasariam na dança, porque “ela é demais, e eu sou demais”.
Sobre sua carreira: Ele disse que costumava achar que estava garantida, mas agora, ele acorda feliz pensando que aos 28 anos, ainda ganha certificados de platina, “eu ainda estou aqui”, uma lição de humildade (ele não se sente nada arrogante) - ele se sente agradecido por isso.
Chris conta que ele está começando a entrar no mundo do cinema e televisão, conta que ele é apaixonado pelo lado teatral dos vídeos, ele quer se aprofundar mais nesse aspecto de filmes, aperfeiçoar seus vídeos com mais substância. Isso só não acontece mais, porque o apoio de sua gravadora nos orçamentos é muito limitado, mas Chris diz que ele investe o que pode do próprio bolso para criar aquilo que ele deseja!
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