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⁂
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sanggel:
A frase que saiu da boca de Hyendo deixou Sanggu mais uma vez em alerta e todo seu corpo estremeceu antes de tensionar completamente, doendo até para recolher os braços e se retirar de perto dele. A cabeça abaixou, fitando o chão por um momento. “Nada.” Hyendo costumava gostar - ou pelo menos, não reclamava sobre - das demonstrações de afeto de Sanggu. Mas tudo havia mudado bruscamente e é claro, o loiro não podia esperar menos já que havia estragado tudo no momento em que decidiu se afastar dos dois rapazes. Não merecia tratamento melhor do que aquele, sabia. Mas ao mesmo tempo, não conseguia controlar o olhar que embaçava com a presença das lágrimas que ameaçaram cair. Quando o mais novo mencionou sua profissão, Sanggu apenas balançou a cabeça em negação, os dedos puxando os fios da manga comprida demais de seu suéter. Quando lhe foi dada as instruções, o mais baixo balançou a cabeça mais uma vez, apenas fazendo o que lhe foi mandado. Quando Hyendo foi até a sala, Sanggu permitiu que uma das lágrimas escorresse, limpando-a ainda mais rápido. Havia esquentado a comida para Hyendo, esta que fazia o estômago de Sanggu revirar só de olhar. “Está tudo bem se não quiser assistir o filme comigo, Dodo… Só não… Não precisa fingir.” Disse com um mínimo sorriso no rosto ao que se aproximava do sofá com o prato para o mais novo em mãos. O sorriso sequer alcançava seus olhos; não estava feliz. Mas não queria mais perturbar aqueles meninos. A necessidade de ir embora tomou conta de seu pequeno corpo mais uma vez ao que se sentava no sofá familiar, deixando a comida de Hyendo na mesinha de centro.
era fácil associar a figura de sanggu com a de algum bichinho. às vezes, hyendo se perguntava como um garoto como ele havia sobrevivido no mundo de entretenimento. como ele não foi comido, engolido, vivo. hyendo receia por sanggu, e é quando o jeito protetor apita e, mais que com qualquer pessoa, bate. e ainda sim, cá estava ele fingindo que nada em si dói; que nada em si quer segurar sanggu bem como nunca conseguiu se impedir antes. fugir para a sala foi a solução mais rápida e uma vez que senta no sofá e pega o controle, hyendo se toca: está sendo ridículo. no momento seguinte, sua cabeça defende que: chega! ele tem direito de ser! tem o direito de não agir como um adulto pelo menos uma vez na vida! estava farto, afinal de contas. as palavras de sanggu, no entanto, o trazem de volta à realidade. os olhos de hyendo deixam a TV e caem sobre a figura pequena. o mais novo o olha da cabeça aos pés; escaneia a imagem do hyung mais adorável que já conheceu e teve na vida. sanggu sempre demonstrou ser capaz de fazer tudo por si; sempre pareceu carregar brilho nos olhos toda vez que o pegava olhando para si. e hyendo mentiria se dissesse que as vezes que segurou-o para si foram ações sem significados. Incrível, ele quase deixa escapar. Incrível, porque mesmo sendo babaca, sanggu ainda está ali fazendo sem reclamar; simplesmente fazendo. de repente, hyendo se pergunta de aquilo é só consigo ou para com qualquer pessoa que simplesmente mandasse ele fazer algo (e dentro de si, algo borbulha e o faz engolir seco). “ ▬ obrigado." murmura, levando um segundo para apontar para a comida e justificar o agradecimento. “ ▬ não estou fingindo. senta. tem esse filme, hush, é de suspense. tudo bem para você? ou o hyung continua sentindo medo?" o rosto se vira um pouco, voltando a mirar sanggu agora com um sorrisinho de soslaio.
faillee:
Sim, Caleb era de fato sortudo, já que aquela disciplina era uma das mais difíceis, e ele havia passado. Queria logo que Hyendo formasse, mais pelas cerimônias, já que queria acompanhar aquilo de perto, como um parente bobão. Tinha orgulho de Hyendo, de como ele era maduro e excelente em tudo que fazia, praticamente a salvação da casa. Houve toda aquela história, já sabendo da mentira, com um sorriso nos lábios, dando uma pequena bronca em Hyendo apenas afastando a perna para que a dele não tivesse mais onde se apoiar. Devorava o pequeno hambúrguer com rapidez, um hábito que havia aprendido com os coreanos — Yep. Já perdi as contas de quantas vezes tive que fazer isso na adolescência, e ainda continua sendo chato — riu, mesmo que estivesse falando sério — Se me ignorar fica sem beijo, e talvez até sem sexo — provoca — Eu não costumo ser tão ansioso, mas isso tá me matando, Do… Eu não sei porque eu não pedi pra hoje, shit. E eu sei que posso fazer sua cabeça pra me comer agora, mas aí não vai ser graça mais o presente de aniversário — fez beicinho, pegando já uma das ultimas batatinhas — Que horas vai acabar pra gente poder se agarrar nesse sofá? — riu, colocando agora a sua perna em cima da de Do, o pé estrategicamente posicionado na virilha do rapaz. O coração já batia um pouco mais rápido. Sentia falta dos beijos do rapaz, e agora, depois de tudo o que tinha acontecido, queria um pouco mais.
o grunhido é pela perna que é posta para fora do conforto. por teimosia, ele volta a perna para perto de caleb, ainda que não sobre ele. hyendo não come o hamburguer, mas um pouco das batatas e muito do milkshake. — acho que todo cara entende. — responde com um breve riso. hyendo ouve caleb com os lábios ao redor do canudo e olhos em um canto qualquer, porém, não consegue evitar de erguer a sobrancelha e encarar o mais velho no meio da fala dele. quando percebe, já está rindo. tanto pela pergunta, quanto pelo detalhe na frase anterior. ele comeria o hamburguer mais tarde, era seu plano, e as batatas poderiam ser deixadas para depois também. a bebida gelada ele já terminava, logo tinha a boca gelado e com gosto de morango. — me desculpa, mas... o que você pensa de mim, uhn? ou é só confiante demais para ter tanta certeza que conseguiria fazer minha cabeça? — questiona intrigado, até. o sorriso mo entanto continua nos lábios. — hunf. pensei que nem perguntaria, que simplesmente viria para cima de mim.
@faillee
faillee:
milkshake | @faillee
— Eu não vou ter aula hoje — disse, completamente satisfeito. Era um grande alívio aquilo, por mais que gostasse do seu curso — Alguns professores já encerraram o semestre — pegou o pacote rasgado, e acompanha o mais novo até a sala, se largando no sofá, do jeito mais preguiçoso, como sempre. Tirou os tênis surrados com os próprios pés, fazendo os calçados pararem um em cada canto. Não tinha pego milkshake, mas sim refrigerante, não hesitando em tomar um gole da bebida gelada. Tinha sorte de morar extremamente perto do fast-food — Você sabe que eu sou direto. Quando eu vi a oportunidade eu aproveitei. Ninguém mandou perguntar o que eu queria… — deixou o sorriso sacana se espalhar nos lábios, até que fica falsamente sério, com direito até de um revirar de olhos com a pergunta do rapaz — Foi ótimo ter que limpar a sujeira que fiz no banheiro. Espero que da próxima vez eu esteja em casa, e você no colégio. Vai ser divertido te ver desesperado como eu fiquei… — e foi a sua vez de rir, antes de morder um belo pedaço do hambúrguer
ainda que fosse bom para o ego a ideia de que caleb escolheria ficar em casa por si, hyendo prefere que seja aquele motivo mesmo - o dele não ter aula. não gostaria que o mais velho perdesse, já que voltaria para casa e estaria lá, de qualquer maneira. — oh, lucky you. — responde com o lábio crispado. queria estar à terminar também. o lado bom é que, quando terminasse, seria sua formatura. hyendo se faz no sofá também, mas ocupando menos espaço. uma perna, no entanto, ele coloca sobre caleb. — e quem disse que to falando de tu? teve um outro hyung na minha sala, ele confessou. — mente, uma vez que continuava falando do ruivo. quando rir, é pelo o que o mais velho diz. ele logo tenta fechar os lábios ao tomar do milkshake. Imaginar a cena não de caleb se masturbando, mas se tocando que teria que limpar tudo no final, é cômico, no minimo. — é grudento, né? meio ruim de limpar, bem sei. — confessa. depois, balança a cabeça. — a primeira coisa que vou fazer quando tu mandar algo para mim, vai ser te ignorar.— novamente, mente. hyendo tem um muitos gostos, muitos prazeres, e ter a sensação de perigo - de ser quase pego - é uma delas. definitivamente, alguém que aceitaria ter caleb sentado em seu colo no lugar mais remoto. — desesperado? ficou desesperado? tá tão ansioso assim, prince?
faillee:
milkshake | @faillee
— Aish, esfomeado, primeiramente, boa noite — o humor era bom, já que estava dentro de casa, e perto de Hyendo. Não via a hora do expediente acabar para poder ir finalmente ir para casa, ainda mais depois do ocorrido. Do tinha um poder absurdo sobre Caleb, e isso o assustava um pouquinho, embora gostasse de se ver daquele jeito. Não deixou de sorrir na presença do mais velho, empurrou o pacote com o lanche do rapaz, e rasgou o seu. Também estava com fome — Yeah, vou poder ficar aqui… Vai ser estranho, eu sempre saía antes, mas agora quero ficar… — retribuiu o olhar do mais novo, e por fim deu um sorriso, pegando algumas batatas — Como foi no colégio?
hyendo tem um sorriso quando puxa o pacote para si, mas não é pela comida. é pela companhia; é por aquilo que, magicamente, parecia diferente entre os dois. — como assim? você não vai ter aula ou não vai à aula, uhn? — questiona com tom brincalhão. ele procura o milkshake, tomando um pouco do mesmo. hyendo segura os lanches e gesticula com a cabeça, sugerindo que ambos fossem para o sofá da sala.— foi o de sempre. ou quase, porque um hyung me disse uma coisas que me deixou bem surpreso. — ele come uma das batatas, logo tomando mais da bebida gelada. — eu acho que tô mais com fome de milkshake. aliás, como foi seu trabalho? — e apesar de tentar ficar sério, o riso é inevitável.
milkshake | @faillee
— cadê!? — ele finge descaso quanto à chegada do ruivo, procurando o lanche que já cheirava. no entanto, pouco dura a atuação. hyendo se aproxima de caleb junto à um sorriso e olhar que diziam mais, bem mais; que relembrava do que haviam feito mais cedo. (e o quanto aquilo havia mexido consigo, com seu coração, de verdade). — então vai ficar aqui? não vai precisar sair? nice. — diz, olhos intensos para a feição do mais velho.
sanggel:
▬ suckez | @sanggel
O coração de Sanggu saltou em seu peito ao que Hyendo realmente inclinou o rosto ao toque que o loiro ofereceu. Batia tão forte que toda sua caixa torácica parecia doer, em saudades, em vontades, em imaginações que não deveria ter. Pensar em beijá-lo fazia sua garganta secar, sua mão tremer então ele prefere retirá-la dali. Deixa Hyendo seguir na direção que queria inicialmente, antes de ser interrompido e apenas o acompanha com a visão, mordiscando o lábio inferior. Estava tão nervoso que já se arrependia amargamente de ter retornado àquele apartamento. Havia três dias desde que Sanggu descobriu a atração e a paixão por Caleb, e por mais que não quisesse, pensar no que aconteceu o fez se tocar escondido à noite algumas vezes e então, ao olhar para Hyendo, uma pessoa por quem havia nutrido sentimentos a mais há anos atrás, ficava confuso. Seria aquilo normal? Gostar de duas pessoas ao mesmo tempo?
Acabou por seguir Hyendo, como um cachorrinho, na direção da cozinha. Uma das mãos agarrou a barra da camisa do mais alto. “Você dormia fácil quando deitávamos no sofá para ver filme.” Ele sorriu de lado, um sorrisinho que carregava também a lembrança de Hyendo deitado em seu colo e os dedos do loiro penteando os fios escuros do mais novo até que ele dormisse. Gostaria de poder repetir aquilo, se fosse para fazê-lo dormir direito. “Nee… Eu posso cozinhar alguma coisa pra você e você escolhe um filme pra gente ver, o que acha?” Puxou sua camisa para chamar sua atenção. Alguma coisa estava errada com o rapaz e Sanggu automaticamente assumiu que a culpa era sua. “Assim você pode distrair o que quer que seja que está na sua cabeça e não quer me contar.” Ousou abraçar Hyendo pela cintura, por de trás. Não durou tanto ao que sua paranoia o fez questionar se o mais novo estava irritado por ele querer passar a tarde lá com eles. “Eu tinha… Pensado em dormir aqui hoje, se… Se não for problema pra você.”
seguir por aquele caminho poderia ser feito até mesmo de olhos vendados. no entanto, ter aquele par de olhos logo atrás de si fazia os sentidos bagunçar um pouquinho. é estranho, e o estranho incomoda. não gosta nada daquilo que surgiu no ar assim que ele e o mais velho se viram. é quase palpável, e hyendo se encontra tentado a querer tocar só para identificar. só para saber o que é e chutar para longe. as coisas haviam mudado - muito, tudo - e há um tempo que hyendo se pega desejando poder rebobinar e escolher o caminho diferente. não gosta de nada que vem sentido; não gosta de nada do que tem vendo; não gosta de nada do que está acontecendo. quer somente aquilo que como era antes: os três melhores amigos e um colchão que certamente não foi feito para mais que um corpo. honestamente, se acha novo demais para tudo isso. ao mesmo tempo, reconhece que a prática é completamente diferente. na prática, hyendo sabe - a mãe dele sabe; quem o apoia sabe; os amigos sabem; todo mundo sabe - que está longe de ter um comportamento de um garoto de dezoito. ( trinta e oito, no mínimo ).
não queria que fosse assim, de verdade: não queria. gostaria de ser total e completo inconsequente, levado por sentimentos e vontades. gostaria de ser como são aqueles de sua idade, mas ao invés disso, acorda cada dia com um nova preocupação e reflexão diferente. acorda pronto para pensar mil e uma coisa sobre uma coisa tão boba como a lembrança qual sanggu, naquele momento, traz. ele não diz nada, e o corpo que parou por um segundo sob efeito daquelas imagens, logo ele faz funcionar e andar novamente. automaticamente, sua cabeça diz: não tenho tempo para isso. não olha para trás, e talvez parecesse estar a deixar o menor falando sozinho - todavia, longe disso, pois notava até como ele respira antes de falar. ter a camisa segura, então, é o que faz hyendo se tocar do que estava fazendo. fugindo; acreditando estar ignorando. o braço estica para que a mão alcance pelo menos a borda do balcão à direita e ele vira a cabeça o suficiente para enxergar o podia de sanggu. diria algo se novamente o menor não fizesse algo - e dessa vez, tem hyendo em choque.
sentia-se em um daqueles doramas ridículos qual nunca gostou de assistir, com a grande diferença que aquilo é real e que é sanggu. e que é adorável. hyendo quase rir, mas consegue não fazer só para se manter cool. “ ▬ o que... tá fazendo?” ele certamente seria o personagem escroto qual também sempre odiou nos doramas. há tempos que não recebia aquele tipo de atenção, tampouco demostração de carinho. principalmente de sanggu. ( grande parte de tudo isso sendo sua culpa, sabia disso ). ele se vira e finalmente olha direito para o rosto do mais velho. “ ▬ por que seria? problema, digo.” questiona com tom e feição indecifrável. “ ▬ aqui sempre foi sua casa também.” os ombros mexem. “ ▬ mais fácil ser problema para você, já que... é um idol e tal. hum, quanto à comida. não precisa fazer. tem pronta, é só esquentar.” diz e aponta para a geladeira. “ ▬ tá num potinho de tampa preta. é mandu e um pouco de kimchi...” hyendo pausa. não é com sacrifício, mas certamente gastou um tempo ponderando antes de enfim dizer: “ ▬ vou escolher o filme.” e dar os primeiros passos em direção à sala com a tv de tela grande. não antes sem falar em tom alto. “ ▬ mas nem espere que eu durma. eu cresci, hyung.”
sanggel:
▬ suckez | @sanggel
Sentia-se estranho de retornar ao apartamento depois do que havia ocorrido na cama de Caleb. Três dias de puro silêncio de todas as partes daquele terço fizeram Sanggu se questionar incessantemente se algo de errado havia acontecido. Geralmente algum dos dois - Hyendo, na maioria das vezes -, se aproximava primeiro porque Sanggu raramente conseguia se expressar perfeitamente sobre como se sentia. Havia ficado triste, devia admitir, pensando que talvez não fosse tão importante para os outros dois jovens como eles eram para si, mas percebeu, por fim, que ele estava apenas tentando fugir de uma situação pela segunda vez. Hyendo e Caleb não mereciam passar por aquilo novamente só porque Sanggu tinha uma mente fraca.
Foi estranho retornar, com uma mochila nas costas com mais algumas mudas de roupa - apenas uma forma de Sanggu disciplinar-se de que dessa vez iria ficar. Seus pensamentos nunca se desembaralhariam se continuasse fugindo. No entanto, quando havia acabado de fechar a porta e tirar os sapatos na entrada, deu de cara com Hyendo saindo do quarto. Não esperava ver o mais novo tão cedo, achando que teria que enfrentar Caleb primeiro. Percebeu que qualquer um dos dois seria difícil agora que lidava com a culpa olhando para o rosto quase juvenil de Hyendo. Seu coração batia forte no peito, mas o interior de seu tronco parecia gelado. Encarou o mais novo com os lábios entreabertos, sem conseguir dizer nada de primeiro. “Oi.” A voz saiu como um sussurro, mais baixo do que Sanggu desejava. Suas costas começaram a doer, tão tenso estava. Permitiu-se soltar a respiração pesadamente ao que o moreno o chamou por ‘hyung’, aliviando-o.
“O que houve, Dodo?” Sanggu escorregou a mochila para fora dos braços, deixando-a no chão e imediatamente indo até o rapaz. Levou uma das mãos até o rosto de Hyendo por um momento, reparando as olheiras e a expressão um pouco… Cansada. De novo. “Você descansou?”
sanggu tem a mochila nas costas e pés descalço como os seus. é fácil processar o fato de que o mais velho ficaria, no mínimo, pela tarde. nada contra, somente aquela coisa estranha no começo do estômago que vem lutando há um tempo. não era assim antes de vê-los - ele e caleb, se beijando às escondidas no banheiro. sanggu o fazia sentir-se ansioso, animado e outras coisas, mas nunca aquela sensação ruim no estômago. hyendo tinha o controle e quando na presença daquele hyung, esse controle parecia deixa-lo ainda mais confiante. sentia-se sempre pronto e capaz de impressiona-lo; de cuidar dele. ali, no entanto - agora, parece bem diferente. e odeia.
o apelido ajuda. o apelido tem tudo a ver com a forma que hyendo consegue relaxar mais um pouquinho e sorrir também, mas principalmente a pergunta. não quer contar a verdade, assim como nunca fez por anos. hyendo funcionava simplesmente assim: meus problemas são meus, e os dos outros podem ser meus também para eu resolver. “ ▬ nada.” responder isso aquela altura, porém, não funcionaria. foi ele próprio quem cometeu o primeiro deslize ao assumir estar com a cabeça fodida. seu fraco também se torna o toque. sem perceber, o rosto inclina para sentir mais dos dedos de sanggu. antes de qualquer coisa, ele é seu hyung. apesar de doer, sendo amigo e dongsaeng, tinha que ficar feliz por caleb e sanggu se estar um com o outro fosse o que quisessem. “ ▬ eu... tentei. acho que não sou muito bom nisso. mas eu juro que tentei.. eu só... eu não consigo.” ele para, afastando-se para continuar na direção que antes seguia. não olha-lo seria a melhor forma de desviar o assunto. “ ▬ eu ia comer algo.” ao dizer tal, estava a convida-lo à se juntar. “ ▬ você vai ficar à tarde aqui?”
▬ suckez | @sanggel
era uma batalha qual, por mais que travasse mil e uma vez mentalmente, na prática sequer começava. hyendo havia acordado há tempos, mas não movia-se muito mais que os braços enquanto deitado na cama. sentia-se preso, e tentava e insistia em querer sair só para terminar com as palmas apertando e esfregando o rosto de forma bruta. a tentação de tomar algo para apagar de vez é grande - aí é quando vem a diversas preocupações e obrigações. hyendo se rende, levantando-se e empurrando o lençol de lado. os pés descalços sentem o frio do chão e somente isso, além dos diversos pensamentos tentando se ordenar na cabeça. tantas coisas para fazer, nenhuma conclusão de por onde começar. hyendo só para quando nota o de cabelo descolorido. os lábios partem e o cenho franze; ele congela no lugar. “ ▬ oi.” diz, engolindo seco. os olhos apertam; ele inspira e expira. recomeça. “ ▬ hey, hyung.” dessa vez, ele tenta sorrir. “ ▬ desculpa, eu... ‘tô... a cabeça tá kinda fucked up.”
“i expected better from you” well that was your fault lmao I got nothing to do with that
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“But my friends won’t love me like you…”
want one?