chaebubba:
sanggel:
▬ suckez | @sanggel
seguir por aquele caminho poderia ser feito até mesmo de olhos vendados. no entanto, ter aquele par de olhos logo atrás de si fazia os sentidos bagunçar um pouquinho. é estranho, e o estranho incomoda. não gosta nada daquilo que surgiu no ar assim que ele e o mais velho se viram. é quase palpável, e hyendo se encontra tentado a querer tocar só para identificar. só para saber o que é e chutar para longe. as coisas haviam mudado - muito, tudo - e há um tempo que hyendo se pega desejando poder rebobinar e escolher o caminho diferente. não gosta de nada que vem sentido; não gosta de nada do que tem vendo; não gosta de nada do que está acontecendo. quer somente aquilo que como era antes: os três melhores amigos e um colchão que certamente não foi feito para mais que um corpo. honestamente, se acha novo demais para tudo isso. ao mesmo tempo, reconhece que a prática é completamente diferente. na prática, hyendo sabe - a mãe dele sabe; quem o apoia sabe; os amigos sabem; todo mundo sabe - que está longe de ter um comportamento de um garoto de dezoito. ( trinta e oito, no mínimo ).
não queria que fosse assim, de verdade: não queria. gostaria de ser total e completo inconsequente, levado por sentimentos e vontades. gostaria de ser como são aqueles de sua idade, mas ao invés disso, acorda cada dia com um nova preocupação e reflexão diferente. acorda pronto para pensar mil e uma coisa sobre uma coisa tão boba como a lembrança qual sanggu, naquele momento, traz. ele não diz nada, e o corpo que parou por um segundo sob efeito daquelas imagens, logo ele faz funcionar e andar novamente. automaticamente, sua cabeça diz: não tenho tempo para isso. não olha para trás, e talvez parecesse estar a deixar o menor falando sozinho - todavia, longe disso, pois notava até como ele respira antes de falar. ter a camisa segura, então, é o que faz hyendo se tocar do que estava fazendo. fugindo; acreditando estar ignorando. o braço estica para que a mão alcance pelo menos a borda do balcão à direita e ele vira a cabeça o suficiente para enxergar o podia de sanggu. diria algo se novamente o menor não fizesse algo - e dessa vez, tem hyendo em choque.
sentia-se em um daqueles doramas ridículos qual nunca gostou de assistir, com a grande diferença que aquilo é real e que é sanggu. e que é adorável. hyendo quase rir, mas consegue não fazer só para se manter cool. “ ▬ o que… tá fazendo?” ele certamente seria o personagem escroto qual também sempre odiou nos doramas. há tempos que não recebia aquele tipo de atenção, tampouco demostração de carinho. principalmente de sanggu. ( grande parte de tudo isso sendo sua culpa, sabia disso ). ele se vira e finalmente olha direito para o rosto do mais velho. “ ▬ por que seria? problema, digo.” questiona com tom e feição indecifrável. “ ▬ aqui sempre foi sua casa também.” os ombros mexem. “ ▬ mais fácil ser problema para você, já que… é um idol e tal. hum, quanto à comida. não precisa fazer. tem pronta, é só esquentar.” diz e aponta para a geladeira. “ ▬ tá num potinho de tampa preta. é mandu e um pouco de kimchi…” hyendo pausa. não é com sacrifício, mas certamente gastou um tempo ponderando antes de enfim dizer: “ ▬ vou escolher o filme.” e dar os primeiros passos em direção à sala com a tv de tela grande. não antes sem falar em tom alto. “ ▬ mas nem espere que eu durma. eu cresci, hyung.”
A frase que saiu da boca de Hyendo deixou Sanggu mais uma vez em alerta e todo seu corpo estremeceu antes de tensionar completamente, doendo até para recolher os braços e se retirar de perto dele. A cabeça abaixou, fitando o chão por um momento. “Nada.” Hyendo costumava gostar - ou pelo menos, não reclamava sobre - das demonstrações de afeto de Sanggu. Mas tudo havia mudado bruscamente e é claro, o loiro não podia esperar menos já que havia estragado tudo no momento em que decidiu se afastar dos dois rapazes. Não merecia tratamento melhor do que aquele, sabia. Mas ao mesmo tempo, não conseguia controlar o olhar que embaçava com a presença das lágrimas que ameaçaram cair. Quando o mais novo mencionou sua profissão, Sanggu apenas balançou a cabeça em negação, os dedos puxando os fios da manga comprida demais de seu suéter. Quando lhe foi dada as instruções, o mais baixo balançou a cabeça mais uma vez, apenas fazendo o que lhe foi mandado. Quando Hyendo foi até a sala, Sanggu permitiu que uma das lágrimas escorresse, limpando-a ainda mais rápido. Havia esquentado a comida para Hyendo, esta que fazia o estômago de Sanggu revirar só de olhar. “Está tudo bem se não quiser assistir o filme comigo, Dodo... Só não... Não precisa fingir.” Disse com um mínimo sorriso no rosto ao que se aproximava do sofá com o prato para o mais novo em mãos. O sorriso sequer alcançava seus olhos; não estava feliz. Mas não queria mais perturbar aqueles meninos. A necessidade de ir embora tomou conta de seu pequeno corpo mais uma vez ao que se sentava no sofá familiar, deixando a comida de Hyendo na mesinha de centro.
















