Não é novidade que eu sou cristã e como tal, eu procuro ler a Palavra de Deus, isto é, a Bíblia Sagrada.
Recentemente, eu ganhei de presente da minha mãe a Bíblia de Estudo Vida Plena comentada pelo brilhante escritor Max Lucado.
Eu mesma já li vários livros desse autor e recomendo todos. E não foi diferente com essa Bíblia na Nova Versão Internacional (NVI). Estou super empolgada com a leitura dela!
A minha Bíblia anterior é a da Adolescente - Aplicação Pessoal, na Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH), o que eu indico para adolescentes. E como não sou mais uma (rsrsrs), pesquisei e optei por essa comentada pelo Max Lucado.
Foram três os motivos que me levaram a escolher essa Bíblia:
Procurava uma na NVI, que para vários teólogos (Augustus Nicodemus, Leandro Lima, Ed René Kivitz, etc) é a melhor versão nos dias atuais, o que eu plenamente concordo;
Eu amo rosa e queria uma Bíblia com capa rosa;
Eu sou apaixonada pelo Max Lucado e por seus livros.
Ao abrir ela, vi que atendeu todas as minhas expectativas.
Transcrevi um trecho dela em que o próprio Max Lucado nos ensina como estudar a Bíblia. Está nas páginas VIII, IX e achei muito interessante compartilhar. É um pouco extenso, mas vale a pena:
Este livro que você tem em mãos é peculiar. Palavras gravadas em outra linguagem. Atos realizados em uma época distante. Eventos registrados em uma terra distante. Conselhos oferecidos a um povo estrangeiro. Este é um livro peculiar.
É surpreendente que alguém o leia. É antigo demais. Alguns de seus escritos datam de cinco mil anos atrás. É muito estranho. O livro fala de alimentos, incêndios e terremotos inacreditáveis e de pessoas com habilidades sobrenaturais. É muito radical. A Bíblia convoca a uma devoção eterna a um carpinteiro que chamava a si mesmo Filho de Deus.
A lógica diz que este livro não deveria ter sobrevivido. Antigo demais, esquisito demais, radical demais.
A Bíblia tem sido banida, queimada, zombada e ridicularizada, Estudiosos têm escarnecido dela como se fosse tolice. Reis a estigmatizaram como ilegal. Milhares de vezes seu túmulo foi escavado e o canto fúnebre iniciado, mas, de alguma forma, ela nunca foi sepultada. Ela não só tem sobrevivido, mas obtido sucesso. Ela é o livro mais popular em toda a história. É o livro mais vendido no mundo por anos!
Não existe na terra meios para explicar isso, o que talvez seja a única explicação. A resposta? A durabilidade da Bíblia não se encontra na terra; acha-se no céu. Para os milhões que têm experimentado suas afirmações e reivindicado suas promessas, só há uma resposta: a Bíblia é o Livro de Deus, a voz de Deus.
Enquanto você lê a Bíblia, seria sábio pensar um pouco em duas questões: “Qual é o propósito da Bíblia?” e “Como eu posso estudar a Bíblia?” O tempo gasto refletindo sobre essas duas questões irá melhorar muito o seu estudo da Bíblia.
Qual é o propósito da Bíblia?
Deixe que ela mesma responda a essa questão.
“Desde criança você conhece as Sagradas Letras, que são capazes de torná-lo sábio para a salvação mediante a fé em Cristo Jesus” (2 Timóteo 3:15).
O propósito da Bíblia? Salvação. A maior paixão de Deus é fazer com que aqueles a quem criou voltem para casa. Seu livro, a Bíblia, descreve seu plano de salvação. O propósito da Bíblia é proclamar o plano de Deus e sua paixão para salvar as pessoas.
Essa é a razão deste livro ter resistido ao longo dos séculos. Ele ousa enfrentar as questões mais difíceis sobre a vida: “Para onde vou depois da morte? Há um Deus? O que faço com meus medos?” A Bíblia oferece respostas a essas questões cruciais. É o mapa do tesouro que nos leva à mais alta riqueza de Deus: a vida eterna.
Mas, como podemos utilizar a Bíblia? Inúmeros exemplares dela repousam não lidos em estantes e mesas de cabeceira, simplesmente porque as pessoas não sabem como lê-la. O que podemos fazer para torná-la real em nossa vida?
A resposta mais clara se encontra nas palavras de Jesus:
“Peçam, e será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta será aberta” (Mateus 7:7).
O primeiro passo para entender a Bíblia é pedir a ajuda de Deus. Devemos lê-la em oração. Se alguém compreende a Palavra de Deus, isso se dá por causa de Deus e não do leitor.
“O Conselheiro, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ensinará a vocês todas as coisas e fará vocês lembrarem tudo o que eu disse” (João 14:26).
Antes de ler a Bíblia, ore. Peça a Deus para falar com você. Não vá às Escrituras buscando por suas ideias, mas procure a ele.
Não devemos apenas ler a Bíblia em oração, mas também atentamente. “Busquem, e encontrarão” é a promessa. A Bíblia não é um jornal para que passemos os olhos, mas uma mina que deve ser explorada. “Se procurar a sabedoria como se procura a prata e buscá-la como quem busca um tesouro escondido, então você entenderá o que é temer o SENHOR e achará o conhecimento de Deus” (Provérbios 2:4,5).
Toda descoberta valiosa requer esforço. A Bíblia não é exceção. Para entendê-la você não precisa ser brilhante, mas deve estar disposto a arregaçar as mangas e pesquisar.
“Procure apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar e que maneja corretamente a palavra da verdade” (2 Timóteo 2:15).
Aqui está um ponto prático. Estude a Bíblia um pouco de cada vez. A fome não é satisfeita comendo-se 21 refeições por semana de uma só vez. O corpo necessita de uma dieta regular para manter-se forte. O mesmo acontece com a alma. Quando enviou comida para o seu povo no deserto, Deus não enviou pães já prontos. Em vez disso, enviou o maná em forma de flocos finos semelhantes à geada, que “estavam sobre a superfície” (Êxodo 16:14).
Deus deu o maná em pequenas porções.
Deus envia o alimento espiritual da mesma forma. Ele abre os céus apenas o suficiente para a fome de hoje. Ele provê “ordem sobre ordem, ordem sobre ordem, regra e mais regra; um pouco aqui, um pouco ali” (Isaías 28:10).
Não desanime se sua leitura colher uma safra pequena. Em certos dias, uma porção menor é tudo o que você precisa. O que importa é buscar a cada dia pela mensagem daquele dia. Uma dieta regular da Palavra de Deus ao longo da vida constrói uma alma e uma mente saudáveis.
Uma garotinha voltou de seu primeiro dia na escola. A mãe perguntou: “Você” aprendeu alguma coisa?”, “Aparentemente, não o suficiente”, respondeu a menina. “Eu tenho de voltar amanhã, depois de amanhã, e depois...”.
Assim é com o aprendizado. E assim, é o estudo a Bíblia. A compreensão vem pouco a pouco, ao longo da vida.
Há um terceiro passo para se entender a Bíblia. Após o pedir e o buscar, vem o bater. Após pedir e buscar, bata. “Batam, e a porta será aberta” (Mateus 7:7).
Bater é estar de pé à porta de Deus. Tornar-se disponível. Subir os degraus, cruzar a varanda, parar no vão da porta e oferecer-se. Bater vai além da esfera da imaginação e entra no campo da ação. Bater é perguntar: “O que posso fazer? Como obedecer? Aonde posso ir?”.
Uma coisa é saber o que fazer. Outra é fazê-lo. Mas, para aqueles que o fazem, que escolhem obedecer, uma recompensa especial os espera. “O homem que observa atentamente a lei perfeita, que traz a liberdade, e persevera na prática dessa lei, não esquecendo o que ouviu mas praticando-o, será feliz naquilo que fizer” (Tiago 1:25).
Que promessa! A felicidade vem para aqueles que fazem o que leem! É como com medicamentos: se você lê a bula, mas ignora os comprimidos, eles não ajudarão. É o que ocorre com os alimentos: se você se contenta em ler a receita, mas nunca cozinha, não será alimentado. É assim com a Bíblia. Se você apenas lê as palavras, mas não obedece, jamais conhecerá a alegria que Deus prometeu.
Pedir. Buscar. Bater. Simples, não é? Por que não tenta? Se fizer isso, você descobrirá porque o livro que tem em mãos é o mais extraordinário da história.
(Trecho retirado da Bíblia de Estudo Vida Plena Max Lucado, 2ª Edição, publicado pela Editora Thomas Nelson do Brasil, Rio de Janeiro, 2014).
Grifos meu- Samira Bevine Zaher.