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@charlotte-ranson
Cadê as pessoas bonitas?
- Sabia desde o início que era eu. Admita, você reconheceria minha beleza em qualquer lugar, Charlotte.
- Não tenho culpa que fomos aceitas na mesma universidade, querida.
Na verdade não, tem muita gente sem sal pelo mundo, inclusive na França. Reconheci você por essa sua voz de vagabunda.
As chances de isso acontecer são quase que inexistentes. Você só pode estar me seguindo, deve estar pedindo pro seu papai pagar para ficar aqui.
Cadê as pessoas bonitas?
- NÃO ACREDITO NISSO! É meu karma mesmo…
Oh, Deus. É você mesmo.
O que diabos você está fazendo aqui? Não tem como me deixar em paz só um pouquinho? Vim para o outro lado do país justamente para isso, e tenho o desprazer de encontrar você.
Cadê as pessoas bonitas?
Charlotte Ranson tem 19 anos, é estudante de psicologia e dizem que ela se parece com Dianna Agron. Indisponível "I wish I’d been a teen idle, wish I’d been a prom queen fighting for the title, instead of being sixteen and burning up a bible, feeling super suicidal". Biografia: Charlotte Ranson — ou Charlie, como todas a conhecem — foi fruto de um típico relacionamento de interesse comercial. Sua mãe, Annelise, era uma jovem socialite, vinda de uma família extremamente rica de Atlanta; e seu pai, Gerard, dono de uma grande empresa que crescia em todo os Estados Unidos, porém bem mais velho do que ela. A diferença de idade entre os dois não foi um empecilho, pos ambos se casaram no dia 17 de dezembro de 1988, tedo Annelise 21 anos na época, e Gerard 38. Apesar de o relacionamento dos dois ter sido algo completamente arranjado pela família, qualquer pessoa que olhasse de longe, poderia perceber que os dois estavam completamente apaixonados um pelo outro. E esse sentimento perdurou por vários anos, até que em 1996, o casal teve uma linda filha, qual resolveram chamar de Charlotte.
Charlotte era uma linda garota de cabelos loiros, olhos castanhos esverdeados e sorriso cativante. E agora, com essa filha, eles formavam a mais perfeita família. Seus pais faziam de tudo para deixá-la contente, e se dedicavam o máximo de tempo que podiam para o aprendizado e desenvolvimento de Charlotte. Então, algo mudou. Quando Annelise pensou que poderia estar grávida, diagnosticaram que ela nunca poderia ter um filho novamente. Sendo que secretamente, o casal pretendia ter um herdeiro homem para cuidar e liderar as empresas da família. Não uma garota. Não Charlotte. Portanto, eles decidiram que sendo assim, ela teria de ser criada visando a mais completa perfeição e intelecto.
Aos 14 anos, Charlotte já tinha ganhado mais prêmios do que conseguia contar, a maioria por competições de matemática, literatura e quaisquer outras que pudesse imaginar. Era a presidente do grêmio, uma tutora, participava de mais clubes do ninguém, tirava as melhores notas e ainda tinha tempo de ser super popular, bonita e amada ao mesmo tempo. Tudo sobre aquela garota era completamente perfeito; muitas matariam para ter a vida que ela levava.
Quando completou 16 anos, seus pais organizaram uma grande festa. Todos foram convidados, inclusive seu novo namorado. O nome dele era Jackson, e ele estudava com ela na turma de espanhol avançado. O garoto fazia o tipo badboy, sempre vestindo jaquetas de couro, olhos castanhos e cabelos pretos desgrenheados, ia para escola todo dia com uma moto Harley-Davidson. Mas o que diabos a miss perfeição estaria fazendo saindo com um cara como Jackson? A resposta é simples. Charlotte estava acostumada a sair com caras mauricinhos e educados, prevísiveis; eles sempre iriam comer a péssima comida dos jantares na casa dela e dizer a todos que estava ótima. Ela estava apaixonada pelo jeito que Jackson a fazia sentir, a adrenalina, o modo de como ela não tinha mais certeza de absolutamente nada. Era quase como se estivesse vivendo pela primeira vez, e ela acreditava que ele sentia o mesmo por ela, mas estava errada. Iludida pela fantasia de ter um amor extraordinário.
No final da sua festa de 16 anos, Jackson deixou a festa com uma outra garota na garupa de sua mais nova moto — um presente de Charlotte, que fora comprado em uma revendedora de baixa qualidade, porém com preços mais baratos. A garota não podia gastar tanto, ou iria pesar na conta dos pais, mas ainda assim queria comprar uma moto nova para o namorado — Quando viu seu namorado saindo com a garota, sentiu uma raiva súbita; até mesmo chegou a desejar que a garota, Jackson e a moto explodissem.
“Cuidado com o que deseja” é a frase perfeita para o que viria a seguir. No dia seguinte, Charlotte recebeu uma ligação, avisando que Jackson tinha sofrido um acidente de moto. Correu para o hospital imediatamente, mas ele já estava em coma. Para piorar, lhe foi informada que ele bateu por conta de um defeito na moto, comum nas que vendem por preços mais baixos em revendedoras imundas e nada confiáveis, como ela fez. Isso a destruiu completamente. Ela era culpada por Jackson, o grande amor da sua vida, estar em coma. Começou a tomar vários remédios para combater a depressão e devolver suas noites de sono, até chegar um ponto que já não aguentava mais. Certa noite, depois de um pesadelo, foi no banheiro e com uma tesoura cortou as pontas dos seus cabelos perfeitos. Ela não aguentava mais a pressão, a perfeição constante. E quando se deu conta, o que um dia foram suas belas madeixas loiras, era algo curto e repicado que nem mesmo ela conseguia chamar de cabelo.
Para completar seu visual, sua nova personalidade, e seu novo estilo de vida, ela pintou-o em um tom de rosa escuro, colocou alguns piercings e fez algumas tatuagens, além do mais novo vício em cigarros, café e remédios. Seus pais estavam completamente repugnados; anos de trabalho para tranformá-la na garota perfeita, jogados fora, por causa de um garoto. Fizeram de tudo para reverter a situação, terapia, intervenções e até mesmo chantagem emocional e material, mas de nada funcionou. Seu médico diagnosticou que a garota sofria de dupla personalidade e depressão, o que lhe deu acesso aos mais diversos remédios. Ela precisava deles até mesmo para conseguir dormir, o que estimulou um vício, que até os dias de hoje, ela não abandonou completamente.
Após a expulsão de três outros colégios de ensino médio em Sunshine Coast, seus pais a matricularam em um internato, chamado Eton Orwell. De início, a garota simplesmente detestou a ideia de ficar presa em um lugar cheio de pessoas desconhecidas. Mal sabia ela, que isso iria mudar sua vida completamente. Apesar de ser orgulhosa demais para admitir, lá ela encontrou todo o apoio e compreensão de que necessitava para organizar sua vida novamente. Depois de um ano no internato, seu cabelo tinha voltado para sua cor natural, todos os anti-depressivos que costumava tomar tinham sido jogados no lixo, e até mesmo tinha arranjado uma namorada; e não podia estar mais feliz por isso. Porém, ela tinha acabado de terminar seu Senior Year e precisava dizer adeus ao Eton. Tinha se inscrito em diversas faculdades, mas uma que lhe chamou atenção especialmente fora a Le Blanc. Era o mais longe o possível de Sunshine Coast, o local ideal para um recomeço. Suas notas não eram as melhores, não fazia exatamente muitos trabalhos extracurriculares, mas ela tinha algo que a maioria dos outros candidatos ao curso de Psicologia não tinham: experiência de vida. Por isso, em sua primeira entrevista, impressionou um dos professores ao passar mais de 3 horas contando sobre tudo que lhe aconteceu, e os motivos pelo qual ela queria ajudar outras pessoas que também tivessem problemas parecidos com o dela.
Apesar de se considerar completamente recuperada, Charlie nunca deixou velhas manias e certas características peculiares para trás. Embora sendo bem mais sociável e amigável do que costumava ser há 6 meses atrás, ainda tem certo receio de estar em meio a pessoas que não conhece. Bastante fechada, poucas pessoas sabem o que realmente se passa na mente da garota ou ao menos sabe qual é o seu sobrenome. Adora abusar do sarcasmo e dos comentários ácidos, e um pouco arrogante quando se trata de sua opinião versus a dos outros. Apaixonada por festas e álcool, um velho hábito que nunca conseguiu abandonar; porém, no momento, tenta separar ao máximo a diversão de seus estudos.
Curiosidades:
- Aprendeu a tocar piano aos 5 anos de idade. - É bissexual - Odeia quando alguém a chama pelo seu sobrenome, não apenas pelos problemas familiares por também ser como Jackson costumava a chamar.
- Seu grande sonho é um dia poder morar em Nova York
Relações:
- Possui uma relação de amor e ódio com Candice Orwell desde o ensino médio.
Sorriu ao ouvir tudo o que a menina disse e negou com a cabeça - Em parte. Minha memória volta aos poucos e coisa ou outra eu consigo m lembrar de você. Como por exemplo que você tinha o cabelo cor de rosa.. E que particularmente não parecia gostar nem um pouco de mim - beijou o rosto dela e entrelaçou seus dedos - Eu também vou sentir falta do pouco que lembro, Ranson. E sei que um dia você vai me fazer muito mai falta pois minha mémória voltará completamente - riu baixinho - E ei, qual é, você não precisa se preocupar. Um dia, e eu te garanto, que um dia você vai descobrir para o que você quer fazer. Nem que seja impossível. Deve correr atrás dos seus sonhos. E você é boa. Eu sei que você é. Sabe por quê? Porque eu acredito nisso, acredito que você consiga fazer qualquer coisa que quiser. - beijou a testa dela demoradamente
Então quer dizer que você lembrou do meu cabelo rosa? — riu baixo — Eu meio que sinto falta dele, mas eu realmente sinto que amadureci nesse tempo que passei aqui, então não pretendo voltar a pintá-lo. Eu meio que não ia com a cara de ninguém no começo, principalmente alguém como você. Mas desde o dia em nós fugimos desse colégio para ir no bar vagabundo da saída da praia eu comecei a gostar bastante de você. — sorriu para si mesma, lembrando da época em que conheceu Daniel — Eu realmente espero que você se torne um médico muito famoso e bem-sucedido. E quando eu ver você na TV, com seu próprio programa como aqueles que passam com doutores famosos ás cinco da manhã, eu vou lembrar desse ano maravilhoso que eu passei com você e algumas outras pessoas nesse internato. — enrolou o dedo em um dos cachinhos do garoto — Daniel, minha vida está uma bagunça, eu não consigo nem ao menos pensar em qual é a minha vocação. Minha namorada vai entrar no seu Junior Year esse ano, meu melhor amigo vai embora e minha melhor amiga provavelmente também vai. Eu só queria ficar presa nos 18 anos para sempre, sabe? E eu culpo cada um de vocês por isso, porque quando eu cheguei aqui eu não quis criar laços com ninguém já que eu sabia o quanto esse momento, agora, seria díficil. Mas vocês mudaram a mim, e a minha perspectiva sobre as outras pessoas, e de certa forma, tenho de agradecer por isso. Esse internato foi a melhor coisa que me aconteceu, e estou tão acostumada em viver aqui... acho que não estou pronta para encarar o mundo real.
ooc: Um ano e a Charlie nunca fez aniversário, maneiro isso ajgsasfagsfa
Realmente, seu cabelo mudou, você começou a trocar de roupas, mesmo eu não gostando delas. Mas continua a mesma.
Minhas roupas continuam as mesmas, não é como se você me visse usando mini-saia ou vestidos floridos por aí.
Bem que eu senti cheiro de tacos.
Bem, no começo era você. - riu fraco - Trocamos de posição.
É, mas eu mudei, não é mesmo? Okay, talvez nem tanto.
Um ano e ainda não melhoraram a comida daqui.
Um ano e você ainda não para de reclamar, credo.
- Inglaterra. Minha terra natal, embora eu seja de Liverpool - riu baixinho - Eu vou sentir sua falta sabia? - apertou a ponta do nariz dela e riu baixinho - Não tem nem ideia do que quer fazer? Qual é, isso eu duvido - semicerrou os olhos - Já fez algum teste vocacional ou eu não sei? Se bem que não confio muito nisso. Uma vez disse que eu me daria bem em direito. E eu odeio isso - riu baixo
Deus, Parker, você não sabe o quanto eu vou sentir sua falta. E eu sei muito bem que nesse momento eu não chego nem perto de ser tão importante para você quanto você é pra mim, mas eu quero que saiba que eu amei e irei lembrar de cada segundo que eu passamos, embora você talvez nunca lembre deles, okay? — segurou a ponta dos dedos dele, olhando para baixo — Para falar a verdade, eu acho que não sou boa em nada. E estou com medo de nem a faculdade daqui me aceitar e ter de voltar para a casa dos meus pais. Mas não quero meter você nos meus problemas, como eu costumava fazer.
O menino sorriu animado - Demais não acha? Esse é o meu maior sonho. Sério. Cara. Medicina. E-eu ainda acho que to sonhando! - riu baixo- Ela fica em Coventry, lá na Inglaterra. -
Isso é fantástico, Parker. Eu estou muito feliz por você. — colocou a mão no ombro do garoto — Inglaterra? Uau... Parece que eu infelizmente vou ter de ficar aqui mesmo, já que nenhuma faculdade parece querer me aceitar. Nesse momento, eu realmente não sei o que eu vou fazer da minha vida.
- Eu consegui uma bolsa de estudos em medicina - abriu um sorriso largo
Daniel... isso é incrível! Qual é a faculdade? Onde fica?
- Eu preciso falar com você…
Aliás, bom te ver, Daniel. O que foi? Aconteceu algo?
Eu nunca pensei que diria isso antes, mas estive com um pouco de saudades de vocês.
— NÃAAO, é que tipo, eu não criei a guerra para ser atacado, eu criei pra ver as pessoas se matarem por comida, mas eles me atacaram também, aff, no meu tempo as coisas não funcionavam assim, o criador da guerra sempre se safava
Eu tenho quase certeza de quem cria a guerra é o mais atacado. Principalmente em guerras de comida.
Você deveria tomar um banho, credo. Mas pelo menos não está pelado que nem daquela v-... ahn, esquece.