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@miller-claire
O que está tentando fazer aí?
❝is there anything the devil can’t do?— @holler
(+)
Com todas aquelas indiretas e discurso repleto de segundas intenções, Nicole se vê presa entre a cruz e a espada. Comandar? Isso ela sabe muito bem. É natural, assim como beber mais do que um americano comum e andar de bicicleta sem cansar. Tudo isso ela faz muito bem. O que ela não faz bem, e isso pouquíssimas pessoas sabem, é demonstrar atração. Ela sequer sente atração, para começo de conversa. É difícil que a ruiva saia o suficiente da sua zona de conforto (que é seu trabalho, evidentemente) por tempo bastante que lhe faça notar as pessoas ao seu redor e pensar “Nårh, aquela ali é interessante”. Acostumada em fazer tudo correndo, ela tem a esperança de que qualquer um com cérebro teria noção de que ela não é boa com planejamentos. Planejamento lhe deixa nervosa, logo, Claire lhe deixa nervosa.
Sorriu amarelo para a forma divertida com a qual a veterinária brincou, se ocupando com uma caixa para não ter que demonstrar tanto seu desjeito. – Para aonde vamos levar elas? – Não estava tão pesada, mas certamente que pondo mais três dessas na equação, o resultado seria costas doídas pelo resto da noite. – Daqui para o final, espero ter me provado digna. Pelo menos o suficiente para ganhar uma limonada. – Quão difícil pode ser?, pensou.
Claire nunca havia flertado com uma mulher, estava, de certa forma, acostumada a receber esses flertes de ambos sexos mas nunca havia correspondido. Nicole costumava falar dessa forma com a loira. De início, achava que era brincadeira, mas percebeu que a ruiva não brincava com isso. Claire costumava pensar que se sentiria estranha flertando com uma mulher, mas não se sentiu nada mal, e Nicole é uma mulher muito atraente e sensual naturalmente, sempre admitiu isso. Talvez fosse hora de começar a seguir em frente, conhecer mais pessoas e se envolver, não se apaixonar, mas aproveitar e deixar o passado para trás.
Se agachou para pegar as caixas que sobraram e se levantou novamente com os duas em seus braços. – Pra dentro da minha casa. Vamos? – Sorriu para a ruiva, já caminhando com as caixas em direção a casa. – Se eu tiver limões em casa, farei uma limonada para te mostrar que minha limonada suíça pode ser tão boa quando a original. – Riu baixo, colocou as caixas no chão em frente a porta e a destrancou, abrindo-a em seguida. Pegou novamente as caixas e entrou na casa, deixando-as sobre a mesa. – Não via a hora de chegar em casa.
Mãos de fada e boa com línguas, huh? A propaganda é boa, mas eu sou crescidinha demais para me deixar levar por discurso sem prova. Quando eu vou poder descobrir se tudo isso que você diz ser é verdade?
Quando eu achar que você merece provar um pedaço do céu.
Brincadeira! Me ajuda com as caixas.
Não é uma língua fácil, é por isso que eu me divirto muito mais do que deveria quando americanos tentam falar alguma coisa em dinamarquês.
Olha que eu sou muito boa com línguas, posso ficar fluente na sua também.
That’s awkward.
A frase é um provérbio, não sei a tradução exata. Seria algo como “amor, fumaça e tosse não se esconde”, implicando que algo óbvio não dá para fingir que não se percebe. Faz sentido?
Faz sentido sim, vou começar a usar ele, mas traduzido mesmo porque eu não falo dinamarquês.
Ofendi sua profissão, não era isso que eu estava tentando fazer. A anatomia humana é mais complicada do que a de animais, no entanto, mesmo com a dificuldade da comunicação.
Não, você entendeu tudo errado. Eu perguntei o que você quis dizer com aquela frase em dinamarquês.
Armod og Kiarlighed ere onde at dölge, como eu diria na Dinamarca. Acredito completamente que tenha mãos de fada. Afinal, você pode curar animais mas não deixa de ser uma médica.
O que exatamente isso quer dizer? Ser veterinária pode ser tão complicado quanto. Imagina, pelo menos você vai ao médico e diz a ele o que sente, e eu? O que eu faço? Eles não falam. Acho que apenas pediatras sabem o drama que é.
A melhor? Eu cresci bebendo da original sempre que dava um pulinho na Suíça. Tem segurança absoluta que a sua consegue ultrapassar até mesmo a do país de origem?
Tenho muita confiança em tudo que faço. Acho que tenho mãos de fada.
Eu levo até as quatro, se você me oferecer uma limonada no final de tudo. Prometo que não vou esperar você ir para cozinha, tirar as roupas e te surpreender quando você voltar.
Quatro caixas por uma limonada? Tudo bem por mim, mas eu te ajudo com as caixas. E, só pra saber, a minha limonada suíça é a melhor que você já tomou.
Por que as pessoas precisam de cachorros tão grandes eu nunca vou entender. Tell you what, não precisa fazer biquinho. Se quiser ajuda, eu ajudo. Não tenho nada mais interessante para fazer mesmo.
Cachorros grandes não são um problema, mas se de urgência você precisa carregar ele por algum motivo, fica bem difícil pra algumas pessoas. Obrigada! Cada uma leva duas?
Vai dizer que o dia cuidando dos bichinhos te deixou tão cansada a ponto de perder as forças?
Não foi você que praticamente carregou um São Bernardo de um lado para o outro. Agora quatro caixas parecem com ele.
→ Claire Miller | 27 anos | FC: Margot Robbie l Closed
Ocupação: Veterinária / Dona do Boston Veterinary Clinic
Residência: Bloco 1B - número 64
Data de nascimento: 26/07/1988
✔ Segura → Esforçada → Objetiva ✘ Orgulhosa → Competitiva→ Inflexível
Background:
Nascida e criada na Califórnia, a vida de Claire Miller foi absolutamente normal – passara por alguns dramas típicos de uma família norte-americana, mas nada além disso para criar um marco histórico em sua existência. Crescera na companhia do irmão mais novo e dos primos mais próximos, passando pela difícil fase que foi o divórcio dos pais e pela ainda pior que era aceitar os relacionamentos que ambos tiveram depois do casamento desfeito. Mas nem mesmo isso conseguia tirar a vivacidade da jovem que desde cedo tinha o instinto de cuidar de tudo e todos ao seu redor.
Ao atingir a adolescência, Claire começou a passar pela fase que a grande maioria das garotas passavam; Queria saber de festas e de garotos, tendo ainda a pior preferência por aqueles ditos bad boys. Gostava da emoção que era ficar perto deles e mal sabia que isso a levaria a alguns dos piores momentos de sua vida. Ainda no colégio começou a namorar Jason Hushter, um dos encrenqueiros que tanto gostava – por mais que tivesse todos os sinais de que tudo aquilo estava fadado ao fracasso, a garota não conseguia nada além de se apaixonar cada vez mais pelo rapaz.
Os problemas de verdade começaram quando ela finalmente foi aprovada em uma universidade longe dali, mais precisamente do outro lado do país, na Flórida. Conversando com Jason, Claire se dispôs a continuar o relacionamento que agora já completava alguns anos a distancia, prometendo que iria visitá-lo sempre que possível e sendo extremamente genuína em tal promessa. O que não imaginava, porém, era que a rotina corrida de uma estudante de veterinária não a deixaria ter todo o contato que o namorado exigia. Logo os telefonemas e mensagens começaram a ficar mais espaçados, e em contrapartida o ciúme de Jason começou a alcançar limites abusivos – por vezes a ponto de fazer ameaças ainda discretas.
Após alguns meses de brigas quase continuas com o namorado, a loira resolveu que não mais conseguiria levar o relacionamento adiante e resolveu colocar um fim em tudo, sem saber que isso seria o estopim para a raiva do homem que jurava amá-la. Foram meses de inúmeras ligações não atendidas, mensagens nunca respondidas, e-mails não lidos e até mesmo algumas cartas queimadas antes mesmo de serem abertas; Tudo, claro, indicando um comportamento quase obsessivo de Jason. Mas o pior foi quando o mesmo apareceu na porta de sua casa na Flórida, com uma faca em mãos e uma série e ameaças para apavorar Claire. Foram horas do mais absoluto pânico antes de ter a policia envolvida e Jason finalmente preso – mas nada disso seria o suficiente para acalmar a mulher que temia pela própria vida.
Fora por tal motivo que Claire se mudou para Boston, com a esperança de nunca mais ser encontrada pelo ex-namorado. Demorou um tempo e muita dedicação de sua parte, mas finalmente conseguiu abrir a própria clinica veterinária que mantém até então. A mudança para o Green Esmerald viera algum tempo depois, quando conseguiu ter dinheiro o suficiente para comprar uma casa que se enquadrava no seu gosto; E é exatamente onde vive até então, dividindo seu espaço com um pequeno corgi resgatado chamado Manny.
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Merda! Como eu vou levar isso pra cima?