Preencha o juramento antes de continuar: em nome da Excalibur, CHARMONT CHARLES CHARMING em seus VINTE E SETE anos, jura seguir o legado de SNOW WHITE E DAVID CHARMING durante a sua estadia na Academia dos Legados. Com a sabedoria concedida a ele, deve se manter caminho da luz enquanto conclui o MÓDULO 3.1. Com a bondade tocada em seu coração, recebe CAVALHEIRISMO e não se permite ser corrompido por FALTA DE NOÇÃO. Por último, é deixado um corte na mão de WOLFGANG NOVOGRATZ como prova de seu comprometimento com a luz.
— ✧ 𝓣𝐨𝐝𝐨 natural, 𝖇𝖔𝖓𝖎𝖙𝖔 pra 𝒄𝒂𝒓𝒂𝒎𝒃𝒂. ❜
Felizes para sempre. Foi o que Snow White e David Charming prometeram sobre o pequeno altar arranjado. Foi até onde a história foi passada aos non-maj. É até onde você conhece. Mas o que acontece quando ninguém está olhando? Ver o próprio filho sacrificar-se em nome de algo maior traz danos, por mais que os pais insistam que não. Snow tornou-se mais protetora, David passou a reafirmar ainda mais a imagem de herói e Charmont… Bem, o primeiro filho a coroar após a perda do Salvador, sentiu que precisava ter um futuro tão glorioso quanto o de seu falecido irmão.
Charmont mal falara as primeiras palavras, mas já chamava atenção por ser um bebê muito bonito; bochechas gorduchas, os olhos azuis e uma risadinha lírica digna de princesas da Disney. Seus pais, exibidos como ninguém, não perderam a oportunidade de sair expondo o filho tal qual Mufasa um dia expôs Simba no alto de uma montanha — a montanha deles, contudo, ao invés de literal se chamava Briar Productions. Sua aparência, juntamente ao seu sobrenome que chamava atenção em Storydom, fez com que ele fosse chamado para fazer diversas propagandas de talco, shampoo e fralda quando era neném. ‘Compre Bibbidi Bobbidi Poop pro seu filho e não precisará sair apressado de nenhum evento à meia noite’ diziam eles, e essas era apenas uma das inúmeras propagandas que o pequeno Charm protagonizou. Posteriormente, quando já tinha seus quatro anos, participou também de programas de auditório, e alguns filmes da Briar Productions. E depois que atingiu a maioridade, apesar de não ter abandonado a carreira de ator, começou a investir no ramo musical também. Entre nós, assim como seu pai, o sucesso dele está em ser uma fábrica de memes ambulante, mas não tente dizer isso para ele!
Charm então cresceu com a típica síndrome do príncipe encantado, mas para as situações mais banais do dia a dia. É comum vê-lo ajudando velhinhas a atravessar a rua (mesmo que as velhinhas tenham seus 40 anos, e não precisem de ajuda de fato) e salvar gatinhos de árvores (mesmo que eles não estejam presos nela, e possam muito bem descer sozinhos). Além disso, talvez a convivência com David Charming tenha feito ele adquirir a mesma mania de fazer discursos para absolutamente qualquer situação. E embora ouça alguns burburinhos de que nada de bom sai de sua boca, ele alega se tratar apenas de boatos da oposição para tentar o atingir!
Contudo, por melhores que sejam suas intenções, e por mais que isso o choque, realmente há quem não goste de Charming. Uma pessoa ruim ou duas — entre cento e trinta milhões de arthurianos que o amam! — podem chamá-lo de desesperado por atenção ou então dizem que seus movimentos são orquestrados. Mas a verdade é que Charm acredita precisar proteger uma imagem, seguir e ser um exemplo. Se é mau ou bom, fica à seu critério. Mas fato é que tudo o que o Charming faz, é em nome daquilo que vem primeiro: a família.
Sua jornada na Academia dos Legados é tão brilhante e próspera quanto a sua carreira de memes ator. Assim como em todos os demais lugares, todos simplesmente o amam pelo seu carisma e nobreza de coração. Sobre seus colegas castigados, o príncipe benevolente garante que todos merecem uma segunda chance — menos alguns, é claro, mas não vamos entrar nesse mérito — e por isso busca inúmeras formas de tentar ajudá-los a se integrar na sociedade de cima. Afinal, todos são capazes de fazer o bem — só não tão bem quanto um Charming!
HABILIDADE MÁGICA:
Realidade musical: Quando a vida fica difícil, quer um melhor jeito de deixar as coisas mais brandas do que cantar uma canção? Quando completou seus dezoito anos, Charm descobriu o poder de transformar as mais diversas situações em números musicais, onde todos os envolvidos automaticamente começam a cantar e dançar, mesmo que não possuam de fato essa habilidade, tampouco saibam a letra e coreografia. Quando usa seu poder no nível mínimo, consegue realizar um solo com um plano de fundo de piano e violino; mas quando o utiliza no máximo, pode mudar figurinos, parte do cenário e fazer dançarinos e o coro aparecer.
Fazia parte de seu trabalho aproximar-se de príncipes, e a tarefa provava-se mais fácil quando considerado seus atributos. Não se importava com os rumores que percorriam as instalações da Academia dos Legados à seu respeito, e se fosse sincera, diria até que achava graça. Quantas garotas não haviam pedido para que ficasse longe de seus namorados! Alguns diziam até que Úrsula só não havia ido ao Isolamento mais cedo porque manipulara Defensores da Távola com seu charme. Realmente, os mais ingênuos podiam ser facilmente ludibriados — aí estava a justificativa para sua falta de interesse em homens da Cidade de Cima, eram doces demais. A aproximação com Charmont havia se dado aos poucos, e se ainda se mantinha orbitando ao redor de Charming era pelo fato de imaginar tê-lo em suas mãos, e isso facilitar seu acesso à informações importantes do conselho. Contrariando o fato de que não costumava andar por ali, a Soul encontrou uma forma de invadir o dormitório alheio, o qual escaneava com característica calma ao que aguardava a companhia dele — mesmo sem ter marcado algo com o príncipe. Impaciência, contudo, era uma característica que possuía, e passado certo tempo sem ter mais o que fazer, decidiu que seria uma boa ideia inspecionar de mais perto a decoração alheia. Foi assim que encontrou a caixinha de chocolates e, sem titubear, decidira experimentar um. Ele era rico, por isso, deveriam ser maravilhosos! Péssima decisão. Não só porque Charm chegou ao quarto, pegando-a no flagrante, mas porque o que Soul não sabia era que os doces haviam sido enfeitiçados com amortentia, a famosa poção do amor. ❛ Eles estavam… ❜ E seus olhos encontraram a figura alheia, chegando a se arregalarem levemente como se buscasse vê-lo melhor. ❛ lindos. ❜
Mesmo que o posto de irmão mais velho demandasse à Charmont alguma responsabilidade, a verdade é que ingenuidade ainda era um traço presente na personalidade do príncipe. Nem ele mesmo sabia se era apenas por pertencer a família mais privilegiada de Storydom e ter em mente que contos de fadas realmente eram daquele jeitinho descrito nos livros, ou se havia impregnado aquilo em sua mente para ter uma fórmula pronta de ’como dar certo na vida’. A lógica era simples: moça bonita, fofa e indefesa: coisa boa. Gente grossa: coisa ruim. Acabava de sair de mais uma aula a qual ele não via a menor utilidade — afinal, ele era rico e bonito, e quem tem isso não precisa de mais nada pra ter sucesso na vida — quando se surpreendeu com a presença feminina no dormitório. Logo ele, que não era conhecido por levar lá muitas mulheres pra cama — respeitem o romantismo do rapaz! — mas surpreendentemente, Ayfer já era uma conhecida de longa data, e alguém com quem ele mantinha uma relação até amigável. Não gostava de se envolver em conflitos, nem mesmo com a moça que recusou beijar ele na boca antes de partirem para os finalmente — quem não gosta de beijo na boca?? Mas tudo certo, Charm já superou, e concluiu que os castigados só devem ser estranhos assim mesmo. — Quem estava aonde? — Indagou, antes mesmo que pudesse perguntar o que ela fazia ali. — No caso aqui só tem eu mesmo mas se você quiser que… — Parou de falar quando ela de repente o interrompeu; e até para Charming aquilo parecia meio esquisito. Ele olhou para trás apenas para verificar se ela não falava com outrem, mas pelo visto realmente só tinha os dois ali. — Lindo… Lindo eu? — Era óbvio, mas ainda era estranho vindo da filha de Ursula. — Ayfer, tá tudo bem com você?
Estava aproveitando de todo o festival o máximo possível. Os shows que aconteciam naquele momento, inclusive, estavam sendo uma das melhores partes. “ ― Adoro o Naveen, as músicas dele são ótimas!” Comentou com a pessoa ao seu lado, enquanto dançava no ritmo proposto pela mesma, balançando a cintura para os lados. “ ― Eu tinha vergonha de dançar antes e só fazia isso sozinha no meu quarto, mas hoje eu resolvi mudar os ares, sabe? Acho que no fim, não sou tão ruim nisso assim quanto pensava.” Tomou um golinho de sua bebida com gostinho de morango. A roupa ousada era só o start para sua nova fase. Não mudaria sua forma de tratar as pessoas, mas também não deixaria que a colocassem para baixo. “ ― Mas eu não ligo de fazer outra coisa agora, se quiser. Tem tempo até os fogos! Tem alguma ideia?”
locação em aberto para escolha
“ ― Eu só acho que é ridículo achar que essa ideia de tomato-a-villan é uma coisa legal. Foi banida por algum motivo, afinal! É desrespeitosa e não tem graça alguma. Digo, que tipo de união furada é essa?” Com alguma quantidade de álcool em seu sistema, era difícil para que Camryn mantivesse sua boca fechada. Ela também estava se dando mais liberdade de falar o que pensava sem se preocupar com o que pensassem sobre isso. “ ― É fácil para filhos de mocinho dizerem que se divertem, afinal eles não estão sendo as vítimas nessa brincadeira. Não, eu não concordo e também não vou participar. E estou sim, julgando quem vai!”
— Bom, eu não concordo com os tomates nos filhos dos vilões. Eles não tem culpa dos pais que tem. — Pontuou, pensando que seu raciocínio fazia pleno sentido. — Agora os vilões em si não eram pobres coitados coisa nenhuma. Grimhilde tentou assassinar uma adolescente porque achava ela mais bonita. Tremaine manteve uma menina em cárcere privado por anos, e obrigou ela a trabalhar. Quando ela teve a oportunidade de sair, trancou ela num quarto e quebrou o sapato. E não vamos nem falar do Scar. — Não que os mocinhos fossem sempre excelentes pessoas, mas bom. Snow e David, apesar de tudo, não haviam escravizado, torturado nem assassinado ninguém. — Nos filhos dos vilões eu acho babaca, mas tomate nos vilões não é lá uma má ideia depois de tudo o que eles fizeram. — Concluiu.
Aquela barraquinha não era sua. Na verdade, Summer havia pego emprestada sem pedir com a cartomante que aparentemente havia tirado um momento para aproveitar dos comes e bebes do festival. Notando o lugar vazio, Summer sentou-se na cadeira atrás da mesa e ficou aguardando até que alguém se aproximou. “ ― Bem vinde a melhor barraca do festival. São dez excals por meia hora de ilusões.” Summer era sempre muito direta, então não ficaria ali tentando enrolar a pessoa. “ ― Você vai poder fazer o que bem entender nesse tempo, como beijar seu crush secreto ou fingir que é alguém relevante para uma multidão de pessoas. It’s your call.” A Westergaard estava estudando e tinha orgulho de dizer que suas ilusões ficavam cada vez mais reais. “ ― Vai querer? Se não, pode ir andando, porque já está formando uma fila atrás de você.”
locação em aberto para escolha
Be nice, Summer. Smile. Ouviu o pai sussurrar enquanto caminhavam pelo festival e segurou um rolar de olhos. Sabia que Hans Westergaard queria ter seu nome entre os queridinhos de Storydom e ela gostaria de ajudá-lo, mas para isso precisava ter muito mais vontade de interagir com aquele bando de chatos e Summer realmente não tinha. Para ela era um sacrifício ficar perto e ter que interagir com quem não lhe causava simpatia. Ainda assim, assentiu para o mais velho e se afastou para se aproximar da primeira pessoa que apareceu na sua frente ― apenas para que o pai pensasse que estava fazendo boas amizades. “ ― Olá. Que grande alegria te ver por aqui.” Esticou um sorriso falso nos lábios. Não havia mais cansativo do que ser legal. “ ― Está se divertindo nesse monte de coisas aleatórias, desorganizadas, mas certamente maravilhosas para fazer?”
— Ah, oi. Eu também estou em grande alegria em me ver por aqui. — Respondeu de prontidão, e por mais que a fala pudesse soar arrogante, Charmont estava apenas bem fora de si, e talvez isso fosse visível para terceiros. Por mais que o Dia do Salvador fosse um marco na vida dos descendentes de Snow, ainda era agridoce para o mais velho; e seu cérebro, que já não era dos mais habilidosos de Storydom, parecia ter se desligado de todas as dores sofridas pela perda do irmão, mesmo qu isso houvesse sido há muitos anos. — Eu estou sim, mas acho que não estão tão desorganizadas assim e… — Começou, falando sério, quando se interrompeu e apertou os olhos esverdeados para a descendente de Hans. Ele era esperto? Não mesmo, mas nos últimos dias havia aprendido que alguns dos seus colegas gostavam de utilizar a ironia com bastante frequência — o que era horrível, porque Charmont nunca entendia ironia! — Espere. — Pontuou, como se houvesse descoberto Arthurian. — Você está sendo irônica, não é? — A pior parte é que ele esperava mesmo uma resposta de Summer.
— Você só tem uma tentativa. — Relembrou, sorrindo enquanto encarava @musadovcrao segurando uma bola. A verdade é que, mesmo que Charm não quisesse se molhar todo, havia aceitado o desafio da sereia de que ela conseguiria acertar o botão vermelho e mandá-lo diretamente para a água. — Pelo amor de Merlin, eu espero que você erre. — Confessou, soltando um riso nervoso, mesmo que divertido.
semana do salvador. sexto dia. noite. @cheiasdecharme, @roxcnne, @romecharming @ccdric
semana do salvador. a semana do wyatt. sempre foi um dia agridoce para todos os charming. depois de uma semana cheia de festividades, um dia dedicado a morte de um filho. snow ficava chorosa, limpando qualquer lágrima que se atrevesse a borrar sua maquiagem, david consolava a esposa e cada um dos filhos lidava da sua própria maneira. apple, por exemplo, tomava as dores da mãe, consolando a mãe que se alimentava da atenção da filha, embora repetisse vez após vezes que gostaria de ficar sozinha. No fundo, no entanto, não se sentia triste. wyatt era um desconhecido. alguém tão distante que ela sequer se sentia culpada por não sentir falta, mas havia algo de muito estranho em uma família que tinha perdido um filho, e um vácuo tão grande que parecia um buraco negro, causando um colapso na vida de todos a sua volta. e ninguém havia saído impune da morte do irmão que sequer conheceram. quando viu charmont, roxanne, rome e cedric entrando pela barraca, apple saltou da porta onde a mãe havia se trancado e chorava alto interceptando-os logo na entrada. — onde vocês estavam? mamãe está tendo uma sincope. vocês sabem que ela não tolera atrasos! — a diminuta wyatt ralhava como se fosse uma versão compacta da mãe. — ora, vamos! melhor trabalharem as desculpas de vocês antes que ela saia e veja a cara deslavada de voces. charm, que tal dar o exemplo e dizer o que mais você tinha de tão importante para fazer que não podia dar suporte a sua família?
Mesmo que o Dia do Salvador pudesse apertar o coração dos Charming, a data ainda retinha extrema importância — não só para a família de Snow e David, vale ressaltar, mas para toda Arthurian. E mesmo que Charmont soubesse que ele jamais substituiria Wyatt, ele sempre havia tentado o máximo para ser o melhor que pudesse: educado, esforçado, dedicado, mas acima de tudo, uma boa pessoa. E há quem chame Charmont Charming de tapado, idiota ou sem noção, mas gente ruim? Jamais. Ainda secava as mãos lavadas quando foi interceptado pela irmã, que, como de costume, não parecia estar em posse de toda a sua paciência. — Calma Apple, eu estava no banheiro. — Não durante a uma hora que havia sumido. Mas Charmont estava mais preocupado em se isolar por um tempinho, antes de finalmente conseguir interagir com os demais. Wyatt havia-os deixado ha muito tempo, mas ainda era um marco inesquecível na família. — Além de ir ao banheiro? Bom, eu acho mais interessante eu contar o que aconteceu na minha vida dia desses, já que ninguém perguntou. — Os próprios irmãos, sem uma única atualização da vida amorosa do mais velho. Um absurdo, não concorda? — Eu estou noivo. — Declarou, dando levemente de ombros.