— spring before the storm.
ofmuddywaters:
Yana estava definitivamente cativada por aquelas flores, plantas e beleza. Nada era parecido com Ofraria, naquele reino nasciam belas rosas e o que lhe pareciam as mais deliciosas frutas. Era uma beleza que ela nunca havia presenciado. Algo que parecia ser típico de lá apenas. E talvez a companhia do homem fosse também uma alegria -, falar com alguém novo era uma necessidade para Yana que quase sempre se viu confinada aos mesmos palácios e as mesmas pessoas. — Entendo, talvez se meu irmão e vossa majestade tiverem um tempo livre possamos quem sabe ter um piquenique. Isso é, se vossa majestade se agradar é claro, tal como o senhor. Não é de meu desejo força-los a nenhum de meus caprichos no fim das contas. — Explicou, ainda entretendo-se ao observar as plantas e alguns insetos tais como borboletas que haviam por lá. Em seu peito o desejo de desbravar o mundo crescia em seu peito.
E o medo de não querer voltar para Ofraria também, pois quando chegasse a hora querendo ou não teria que ir.
Caminhou mais um pouco pelo jardim, os olhos encantados conforme observaram cada detalhe daquele ambiente, antes que se sentasse ao lado de seu acompanhante. Pegando uma suave sombra debaixo de um labirinto e sentia o suave e agradável odor das plantas. — Sim é ótimo viver lá, mas não posso negar que sempre desejei visitar vocês e a outros países. É cansativo passar tanto tempo da sua vida em um só lugar, então honestamente estou encantada de estar aqui. Quer dizer vocês tem até seis tipos de lírios aqui e rosas! Eu nunca tinha visto rosas ao vivo e a cores assim. — Riu com uma certa inocência, para ela aquilo não era uma séria negociação política. Alias Yana nunca havia sido ensinada a lidar com nada do gênero. Ela era mais um encanto, como seu irmão mais velho diria. Podia falar por horas de tudo sobre o que havia lido sobre cada planta ali, ou desenhar, cantar e dançar, mas quando se tratava de negociações e lutas -, era uma negação.
— Ah, me desculpe, se não se incomodar a menos que seja estritamente necessário pode me chamar pelo nome, ou Lady Yana, que seja, mas não precisa de tamanha formalidade. — Comentou com um meio sorriso, vendo deixarem um prato com frutas e um pouco de água de seu lado mas ela moveu para o meio deles como se quisesse dividir com o outro. — Hmm….Quais são suas coisas favoritas daqui? Do palácio? Da comida? Da música? Qualquer coisa…eu só gostaria de ouvir.
Abriu um sorriso divertido, cantos dos lábios trêmulos na tentativa de conter uma risadinha. Não queria que Yana o compreendesse erroneamente: apenas via como adorável sua prosa ansiosa, não obstante reconhecesse-a como um sinal de nervosismo, hesitação em pedir o que fosse para não soar como uma imposição. Aquele nervosismo era desnecessário ali, porém; sobretudo com uma que era tão agradável, sabia, a todas as partes. — Não nos força a nada, Alteza; não se preocupe. Parece-me um plano deveras agradável, e tenho certeza que Vossa Majestade minha irmã estará de acordo. Falemos com ela e a oportunidade haverá de existir... que tal? — Yana já se provara uma companhia amabilíssima, afinal, e decerto haveria de restar aos ofrarianos tempo para degustar do que seu reino podia oferecer, não? De Esmahan, estava certo que ela haveria de se deleitar com a ideia, sobretudo com tanto tempo desde que fizera atividade parecida. A premissa de agrados diplomáticos era ainda uma desculpa perfeita.
Conforme acompanhava as flores segundo seu caminhar, de fato, a falta de Esmahan fazia-se sentir. Os servos mantinham os jardins bem-cuidados, era fato, porém o jeito com que os arbustos eram podados e as flores arranjadas denunciava que o toque artístico e delicado de sua irmão não passa por ali naquela primavera. Attila tentou não se delongar naquele pensamento. Ao menos, objetivamente, o lugar continuava com uma beleza de impressionar, e à Yana deveria voltar toda sua atenção no momento.
— Oh… como preferir, Alt - digo, Lady Yana — ofereceu um sorriso algo acanhado, ciente de que cometeria o deslize algumas vezes até se acostumar. Soava-lhe errado, mas queria a princesa tão confortável quanto possível. Quem era ele para a questionar? — Ah, bem… — deixou o olhar voltear pelos arredores na tentativa de evocar lembranças para lhe responder. — Se deseja saber, de fato deveria provar as frutas — acenou para o prato dourado ante si. — São excelentes, e essas estão frescas. E temos belas artes aqui, sim… espero que tenha tempo para explorar o palácio; posso mostrar-lhe suas pinturas. Em particular, gosto da música. Espero que a Lady compartilhe desse gosto, pois teremos excelentes instrumentistas para nos entreter no jantar.









