Tentando outra vez...
Minha paixão por escrever começou quando eu tinha 11 ou 12 anos, não lembro muito bem a idade exata. Escrever acabou virando, aos poucos, mais que um hobby, muito mais do que algo que eu gostava de fazer. A caneta e o papel (ou o computador) se tornou um refúgio, um lugar onde eu podia desabafar, contar meus segredos, demonstrar meus sentimentos, minhas feridas, minha raiva.
Por algum motivo eu acabei perdendo isso, durante a minha jornada como pessoa, até aqui, eu acabei perdendo o que me ajudava a ser um pouquinho mais “Caroline”. Talvez fosse um sinal de que as coisas estiveram melhorando, ou talvez eu só estivesse me perdendo um pouquinho mais. Por quê?
Então pensando nisso:
Na verdade o que você enxerga como Caroline Moscone Fronza não é algo inteiro, nunca foi. Você lembra das velhas histórias sobre o monstro, ou algo relacionado? Pois é, elas são todas verdadeiras, de alguma forma.
Eu não sei todos os motivos para isso.
Sou algo quebrado, perdido, desestruturado, partido. Algo que tenta juntar os pedaços e acaba de despedaçando ainda mais. Sou o algo que se importa com tudo e com todos, porque não consegue se importar consigo mesmo, ou ao menos eu fui assim. Sem falar, sem você perceber, sem sequer dar muitos sinais. Porque tudo que me cativava eu amava como nunca. Eu não queria deixar de amar, por mais que, no final, me machucasse.
Foi despedaçada, tentando juntar as frações de mim mesma que encontrei uma luz. Por mais que ela tentasse me ajudar a mover alguns pedaços para algo melhor, outros acabavam perdidos no caminho, sem deixar nenhum rastro.
Toda a ajuda, toda a força me dava reais esperanças, mas ainda assim... como eu ia consertar algo tão partido? E o medo de decepcionar era tão grande que me paralisava. E era assim que eu acabava decepcionando.
Perdi muita coisa até aqui.
Aprendi tanto.
E ainda assim eu tenho muito a aprender.
Por isso tudo, eu resolvi buscar ajuda. Talvez assim eu consiga, de algum modo, colar os pedacinhos perdidos e quebrados, aos poucos, de volta no lugar.
Talvez assim, eu consiga encontrar a verdadeira e inteira Caroline, e acabando por colocar ela para trabalhar de verdade nas histórias. Afinal como eu vou conseguir organizar algo tão grande como os meus sonhos se eu não consigo organizar a mim mesma?
E no fim, talvez eu seja uma pequena luzinha que possa iluminar o teu caminho, como tu iluminaste e continua a iluminar o meu.
Chiih
PS: Nem tudo é desabafo aqui, okay? Em breve estrearemos uma pequena série com alguém muito especial.










